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20 de junho de 2026

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Da bomba ao prato: cadeia do biodiesel transforma energia limpa em comida mais barata e empregos

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O Livre esteve em Brasília para acompanhar de perto o seminário “Cadeia das Proteínas: Combustível e Alimento para o Mundo”, promovido pela Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FPBio). No encontro, lideranças políticas e do setor produtivo defenderam a expansão da cadeia do biodiesel como solução não apenas para o transporte sustentável, mas também para a segurança alimentar e geração de renda no Brasil.

Meio ambiente e menos CO₂

Um dos principais impactos do biodiesel está no meio ambiente. O combustível reduz entre 70% e 94% das emissões de gases de efeito estufa, em comparação ao diesel fóssil. De 2008 a 2023, o país produziu 67 bilhões de litros de biodiesel, o que evitou a emissão de aproximadamente 127 milhões de toneladas de CO₂eq — efeito semelhante ao plantio de 930 milhões de árvores.

A cadeia também reaproveita resíduos que antes eram descartados. O uso de gordura animal e de óleo de fritura usado transforma passivos ambientais em energia limpa. Só a absorção de óleo de cozinha evita a contaminação de 3,8 trilhões de litros de água por ano.

“A cadeia do biocombustível é, sem dúvida, a grande aliada da descarbonização da matriz de transportes. É comprovado que o aumento de sua utilização promove efeitos benéficos para o meio ambiente e para a saúde pública”, afirmou João Henrique Hummel, diretor-executivo da FPBio, em entrevista ao Livre.

(Carros a base de gasolina são os maiores poluidores)

Do combustível à comida mais barata

A produção de biodiesel também tem reflexo direto no preço dos alimentos. Como cerca de 70% da matéria-prima usada vem do óleo de soja, o processo de esmagamento do grão resulta também em farelo, base da ração animal. Isso barateia a cadeia de proteínas (bovinos, suínos, aves e peixes), setor que responde por 26% das exportações brasileiras.

Somente em 2023, a redução de custos na produção de proteínas animais chegou a R$ 3,5 bilhões, ajudando a conter a inflação dos alimentos no Brasil.

“É possível dizer que não só o agro depende do complexo soja, como a economia brasileira pode ser transformada a partir do protagonismo das proteínas na cadeia global de comércio”, reforçou Hummel.

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre )

Empregos e renda no campo

Além do impacto ambiental e econômico, a cadeia do biodiesel gera renda para mais de 300 mil agricultores familiares, movimentando R$ 9 bilhões ao ano em compra de matérias-primas. É considerado o maior programa de inclusão produtiva privada do país.

Somando agricultura, esmagamento e usinas, o setor emprega mais de 2 milhões de pessoas no Brasil, com remuneração média 16% superior à de outros segmentos da agroindústria. Cada ponto percentual a mais na mistura de biodiesel pode gerar até 37 mil novos empregos.

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre )

Mais biodiesel, menos diesel fóssil

Com a entrada em vigor da mistura obrigatória de 15% de biodiesel (B15) no diesel comercializado no país, em 2025, o Brasil dá mais um passo na substituição do combustível fóssil. A expectativa é reduzir em 300 milhões de litros a importação de diesel, o que representa uma economia de US$ 150 milhões só neste ano.

Atualmente, o Brasil ocupa a 3ª posição mundial na produção de biodiesel, com 7,5 bilhões de litros por ano, atrás apenas dos Estados Unidos e da Indonésia. A capacidade instalada permite atingir rapidamente o B20 (20% de mistura), ampliando a liderança do país na transição energética global.

Frentista mostrando bomba de combustível
(Gasolina)

Um importante avanço

O avanço da cadeia do biodiesel mostra que o agro brasileiro é muito mais do que fornecedor de commodities: é o principal protagonista de uma transformação que conecta meio ambiente, mesa do consumidor e emprego no campo.

Ao reduzir emissões, baratear alimentos e gerar renda, o setor prova que sustentabilidade e desenvolvimento caminham lado a lado — e que o Brasil, com Mato Grosso na linha de frente, tem todas as condições de liderar a transição energética no cenário global.

 

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Organizador da Marcha Para Jesus defende participação de políticos em evento religioso

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O organizador da Marcha Para Jesus em Cuiabá, pastor Edilson Senna, afirmou que a relação entre política e religião faz parte da história da humanidade e que a separação entre ambas passou a ser defendida apenas com o advento da modernidade.

Segundo ele, a presença de autoridades e representantes políticos em eventos religiosos não representa uma contradição.

“A política foi criada por Deus. Onde se assenta um rei ou um príncipe, assenta-se também Jesus. Sempre foi assim. O Estado laico não impede essa convivência. A interação entre política e religião sempre existiu. Cada pessoa é cidadã, independentemente de ser cristã ou não”, declarou.

A 29ª edição da Marcha Para Jesus será realizada neste sábado (20), em Cuiabá. A expectativa da organização é reunir milhares de participantes em um percurso que terá início na Orla do Porto e seguirá até a Arena Pantanal.

Diversas lideranças políticas confirmaram presença no evento. Entre os nomes anunciados estão o governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), o senador Flávio Bolsonaro (PL), apontado como pré-candidato à Presidência da República, além de deputados estaduais e federais.

A maioria das autoridades confirmadas está vinculada a partidos e grupos políticos identificados com pautas conservadoras e de direita.

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MT inaugura terminal e 1º trecho de R$ 5 bilhões de ferrovia estadual que vai ligar 16 municípios

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O Governo de Mato Grosso e a Rumo inauguraram, neste sábado (20), o primeiro trecho da 1ª Ferrovia Estadual de Mato Grosso. São 162 quilômetros de extensão, ligando Rondonópolis ao novo terminal ferroviário instalado na BR-070, em Dom Aquino, com investimento de R$ 5 bilhões nesta primeira etapa.

Considerada a maior ferrovia em execução no Brasil, o projeto terá 740 quilômetros de extensão quando concluído, conectando Rondonópolis a Lucas do Rio Verde, passando por 16 municípios mato-grossenses e com ramal previsto para Cuiabá.

Durante a entrega, o governador Otaviano Pivetta destacou o papel do Governo de Mato Grosso na criação das condições para o desenvolvimento econômico do Estado.

“Mato Grosso é um exemplo do que o Brasil pode fazer. Enquanto a Rumo construiu 162 quilômetros de ferrovia, nós vamos concluir mais de 7 mil quilômetros de asfalto novo nas rodovias estaduais até o final do ano. Investimos R$ 28 bilhões em infraestrutura para melhorar a vida do nosso povo”, afirmou.

Ele também ressaltou os avanços fiscais e institucionais do Estado nos últimos anos. “Recebemos um Estado considerado insolvente e hoje Mato Grosso tem nota triplo A há três anos. Saímos das últimas posições na educação e hoje estamos entre os melhores do país. Quando o governo faz o dever de casa, o desenvolvimento acontece”, completou.

O presidente da Rumo, Pedro Palma, destacou a construção conjunta do projeto. “A visão de futuro é importante, mas ela não basta. É preciso conhecimento, parceria e coragem para transformar projetos em realidade. O modelo criado por Mato Grosso foi fundamental para que esse investimento saísse do papel e chegasse até aqui”, destacou.

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou a importância da ferrovia para a competitividade da produção brasileira. “Essa ferrovia liga Mato Grosso ao Porto de Santos, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade da produção brasileira. A ferrovia melhora o transporte, ajuda o meio ambiente, reduz custos e impulsiona o desenvolvimento econômico do país”, disse.

O presidente do conselho de administração da Cosan, Rubens Ometto, ressaltou o impacto da integração logística. “É uma parceria que mostra o que o Brasil é capaz de fazer quando iniciativa privada e poder público trabalham juntos. Esse projeto conecta a produção de Mato Grosso ao Porto de Santos e ao mundo. É a verdadeira ferrovia do grão, que também traz fertilizantes, exporta algodão e movimenta a indústria do etanol. Essa entrega representa muito mais do que novos trilhos, gera empregos e cria condições para que as pessoas construam aqui as suas vidas”, pontuou.

O ministro dos Transportes, George Santoro, parabenizou os envolvidos. “Essa obra representa um avanço importante para a logística do país e para o setor produtivo”, disse.

Terminal Ferroviário

As obras tiveram início em novembro de 2022 e mobilizaram mais de 65 empresas contratadas e cerca de 5 mil trabalhadores. Somente na construção do terminal, foram gerados mais de 800 empregos diretos e indiretos.

Para o prefeito de Dom Aquino, Carlim Amarelo, a chegada da ferrovia representa uma transformação regional. “Estamos diante de uma obra que fortalece Mato Grosso e muda a história da nossa região. Dom Aquino passa a integrar uma importante rota logística nacional, ampliando oportunidades para produtores, empresas e para toda a população”, afirmou.

A cerimônia contou com a presença de autoridades federais, estaduais e municipais, entre elas senadores, deputados federais, deputados estaduais, prefeitos da região, empresários, representantes do setor produtivo e outras lideranças.

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Brasil vence Haiti por 3 a 0 e conquista primeira vitória na Copa do Mundo

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Mudança no entendimento jurídico pode alterar desfechos de processos disciplinares em andamento no TJMT e no CNJ

O Brasil venceu o Haiti nesta sexta-feira (19) com placar de 3 a 0. Com a vitória, a seleção brasileira acumula quatro pontos no Grupo C. 

>> Veja os resultados dos jogos desta sexta-feira (19):

Estados Unidos x Austrália (Grupo D)

Após uma boa primeira etapa, os Estados Unidos conseguiram a segunda vitória na Copa do Mundo de 2026, ao derrotarem a Austrália, por 2 a 0, nesta sexta-feira (19), em Seattle.
O triunfo foi conquistado com gols de Burgess (contra) e Freeman. A equipe dona da casa soma seis pontos em dois jogos e segue na liderança do Grupo D.

Escócia x Marrocos (Grupo C)

Na partida que abriu a segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo, o Marrocos superou a Escócia por 1 a 0, em Boston. Africanos chegam a 4 pontos.

Brasil x Haiti (Grupo C)

O Brasil, enfim, desencantou na Copa do Mundo. Na noite desta sexta-feira (19), a seleção verde e amarela (foto) não teve maiores dificuldades para vencer o Haiti por 3 a 0, na partida que encerrou a segunda rodada do Grupo C, todo ele sediado nos Estados Unidos.

Com o triunfo na Filadélfia diante de mais de 68 mil torcedores, os brasileiros somam os mesmos quatro pontos de Marrocos. Uma das apostas de Carlo Ancelotti para esta sexta, Matheus Cunha fez valer a confiança do treinador e marcou duas vezes. O também atacante Vinícius Júnior foi outro a se destacar. O camisa 7 se envolveu em 100% dos gols da seleção brasileira na Copa até o momento.

Turquia x Paraguai (Grupo D)

O Paraguai derrotou a Turquia por 1 a 0 neste sábado (20), no Levi’s Stadium, em Santa Clara, e conquistou sua primeira vitória na Copa do Mundo.

Com Agência Brasil

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