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Da bomba ao prato: cadeia do biodiesel transforma energia limpa em comida mais barata e empregos

O Livre esteve em Brasília para acompanhar de perto o seminário “Cadeia das Proteínas: Combustível e Alimento para o Mundo”, promovido pela Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FPBio). No encontro, lideranças políticas e do setor produtivo defenderam a expansão da cadeia do biodiesel como solução não apenas para o transporte sustentável, mas também para a segurança alimentar e geração de renda no Brasil.
Meio ambiente e menos CO₂
Um dos principais impactos do biodiesel está no meio ambiente. O combustível reduz entre 70% e 94% das emissões de gases de efeito estufa, em comparação ao diesel fóssil. De 2008 a 2023, o país produziu 67 bilhões de litros de biodiesel, o que evitou a emissão de aproximadamente 127 milhões de toneladas de CO₂eq — efeito semelhante ao plantio de 930 milhões de árvores.
A cadeia também reaproveita resíduos que antes eram descartados. O uso de gordura animal e de óleo de fritura usado transforma passivos ambientais em energia limpa. Só a absorção de óleo de cozinha evita a contaminação de 3,8 trilhões de litros de água por ano.
“A cadeia do biocombustível é, sem dúvida, a grande aliada da descarbonização da matriz de transportes. É comprovado que o aumento de sua utilização promove efeitos benéficos para o meio ambiente e para a saúde pública”, afirmou João Henrique Hummel, diretor-executivo da FPBio, em entrevista ao Livre.
Do combustível à comida mais barata
A produção de biodiesel também tem reflexo direto no preço dos alimentos. Como cerca de 70% da matéria-prima usada vem do óleo de soja, o processo de esmagamento do grão resulta também em farelo, base da ração animal. Isso barateia a cadeia de proteínas (bovinos, suínos, aves e peixes), setor que responde por 26% das exportações brasileiras.
Somente em 2023, a redução de custos na produção de proteínas animais chegou a R$ 3,5 bilhões, ajudando a conter a inflação dos alimentos no Brasil.
“É possível dizer que não só o agro depende do complexo soja, como a economia brasileira pode ser transformada a partir do protagonismo das proteínas na cadeia global de comércio”, reforçou Hummel.
Empregos e renda no campo
Além do impacto ambiental e econômico, a cadeia do biodiesel gera renda para mais de 300 mil agricultores familiares, movimentando R$ 9 bilhões ao ano em compra de matérias-primas. É considerado o maior programa de inclusão produtiva privada do país.
Somando agricultura, esmagamento e usinas, o setor emprega mais de 2 milhões de pessoas no Brasil, com remuneração média 16% superior à de outros segmentos da agroindústria. Cada ponto percentual a mais na mistura de biodiesel pode gerar até 37 mil novos empregos.
Mais biodiesel, menos diesel fóssil
Com a entrada em vigor da mistura obrigatória de 15% de biodiesel (B15) no diesel comercializado no país, em 2025, o Brasil dá mais um passo na substituição do combustível fóssil. A expectativa é reduzir em 300 milhões de litros a importação de diesel, o que representa uma economia de US$ 150 milhões só neste ano.
Atualmente, o Brasil ocupa a 3ª posição mundial na produção de biodiesel, com 7,5 bilhões de litros por ano, atrás apenas dos Estados Unidos e da Indonésia. A capacidade instalada permite atingir rapidamente o B20 (20% de mistura), ampliando a liderança do país na transição energética global.
Um importante avanço
O avanço da cadeia do biodiesel mostra que o agro brasileiro é muito mais do que fornecedor de commodities: é o principal protagonista de uma transformação que conecta meio ambiente, mesa do consumidor e emprego no campo.
Ao reduzir emissões, baratear alimentos e gerar renda, o setor prova que sustentabilidade e desenvolvimento caminham lado a lado — e que o Brasil, com Mato Grosso na linha de frente, tem todas as condições de liderar a transição energética no cenário global.
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Cuiabá debate prioridades e previsão de receitas para orçamento de 2027

Primeira audiência pública sobre a LOA reuniu representantes da Prefeitura e moradores para discutir a aplicação dos recursos municipais no próximo ano
A Prefeitura de Cuiabá realizou a primeira audiência pública para discutir a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027. O encontro ocorreu no auditório da CuiabáPrev e reuniu representantes da administração municipal e a população para tratar das prioridades que devem orientar a aplicação dos recursos públicos no próximo ano.
Durante a audiência, foram apresentados aspectos relacionados à previsão de receitas, à destinação de recursos para as secretarias e aos critérios utilizados na definição das prioridades do município.
A discussão também abordou o cenário de receitas e os fatores externos que influenciam a arrecadação de Cuiabá.
A LOA é o instrumento que estabelece a previsão de receitas e fixa as despesas do município para o exercício seguinte.
A elaboração da proposta considera as diretrizes definidas pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e as ações previstas no Plano Plurianual (PPA), que organiza o planejamento da administração para um período de quatro anos.
O secretário municipal de Planejamento e Orçamento, Rafael Alvarez Paulino Iacovacci, explicou que as audiências permitem apresentar à população como as prioridades da administração são transformadas em planejamento orçamentário.
“A população começa a ver os números e a destinação dos recursos para cada secretaria. A LOA retrata as prioridades definidas no planejamento e mostra quanto cada uma delas representa no orçamento”, disse.
Outro tema discutido foi o comportamento das receitas municipais. Segundo o secretário, os dados acompanhados entre janeiro e agosto indicam estabilidade, mas sem o crescimento registrado em períodos anteriores.
A elaboração da proposta para 2027 precisa considerar ainda a dependência do município em relação a transferências e recursos vinculados de outras esferas de governo.
A audiência também tratou dos impactos provocados por mudanças nos critérios de distribuição de recursos e da necessidade de adequação do planejamento diante de alterações na arrecadação.
Após essa etapa, a proposta da LOA seguirá para a Câmara Municipal, onde será analisada e discutida antes da votação.
As audiências fazem parte do processo de planejamento orçamentário e permitem que a sociedade acompanhe a definição das prioridades e a previsão de aplicação dos recursos públicos para Cuiabá em 2027.
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Bombeiros combatem 11 incêndios florestais em Mato Grosso

Ocorrências são registradas em dez municípios; Estado contabilizou 378 focos de calor nas últimas 24 horas, segundo o Inpe
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, neste sábado (19.9), 11 incêndios florestais, nos municípios de Planalto da Serra, Marcelândia, Novo Santo Antônio, Barão de Melgaço, Querência, General Carneiro, Guiratinga, Juruena, Poconé e Poxoréu.
Em Novo Santo Antônio, os militares combatem dois incêndios florestais. Nas demais localidades, as equipes atuam no combate a um incêndio florestal em cada município.
Em Poxoréu, o incêndio na região do Vale Verde, na divisa com Primavera do Leste, permanece controlado e contido em uma área de vegetação alagada, sem avanço para outras áreas. As equipes do CBMMT seguem realizando o monitoramento do local.
Em todas as ocorrências, os bombeiros atuam de forma estratégica para conter o avanço das chamas, extinguir os incêndios, monitorar as áreas atingidas e proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.
As ações de combate contam com o reforço do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar, conforme a necessidade de cada operação. Essa atuação conjunta amplia a capacidade de resposta e fortalece a estrutura empregada no enfrentamento aos incêndios florestais em todo o Estado.
Focos de calor
Em Mato Grosso, foram registrados 378 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desse total, 217 focos foram registrados na Amazônia, 160 focos no Cerrado e um foco no Pantanal.
Em Terras Indígenas, foram identificados 60 focos de calor, sendo 19 focos na Terra Indigena Pimentel Barbosa, em Ribeirão Cascalheira; 14 focos na Terra Indígena Tapirapé/Karajá, em Santa Terezinha; cinco focos na Terra Indigena Marechal Rondon, em Paranatinga; cinco focos na Terra Indigena Panará, em Guarantã do Norte; cinco focos na Terra Indigena Urubu Branco, em Santa Terezinha; quatro focos na Terra Indigena Maraiwatsede, em Alto Boa Vista; três focos na Terra Indigena Merure, em General Carneiro; dois focos na Terra Indigena Areões, em Nova Nazaré; um foco na Terra Indigena Parque do Xingu, em Querência; um foco na Terra Indigena São Domingos, em Luciara e um foco na Terra Indigena Terena Gleba Iriri, em Peixoto de Azevedo.
É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.
*Fiscalização – Operação Infravermelho*
O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.
Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.
*Incêndios extintos*
Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Lambari D’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Nazaré, Nova Maringá, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia e União do Sul.
*Proibição do uso do fogo*
O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.
O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).
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PM prende suspeito de esfaquear e apedrejar esposa após discussão em Cuiabá

Mulher, de 45 anos, foi atingida no rosto por uma pedra e sofreu um golpe de faca no ombro; suspeito, de 33 anos, foi preso em flagrante no imóvel
Policiais militares do 3º Batalhão prenderam em flagrante, na madrugada deste sábado (19.9), um homem, de 33 anos, suspeito de tentativa de homicídio contra a esposa, de 45 anos, no bairro Coxipó da Ponte, em Cuiabá.
Os militares foram acionados pela vítima, que relatou que foi esfaqueada pelo companheiro. Ela contou que os dois estavam ingerindo bebida alcoólica na casa de amigos e, ao retornarem para casa, iniciaram uma discussão.
A vítima disse ter sido ofendida com palavras de baixo calão, porque o suspeito não queria sair do local. Em seguida, o homem pegou uma pedra que estava atrás da porta e arremessou contra a esposa, que foi atingida no rosto.
A mulher contou que pegou a mesma pedra para jogar no marido, momento em que foi esfaqueada no ombro pelo suspeito. Mesmo ferida, ela conseguiu trancar o suspeito dentro da casa, saiu correndo e pediu ajuda aos vizinhos.
Assim que os policiais militares chegaram ao local da ocorrência, identificaram e abordaram o suspeito ainda dentro do imóvel. As equipes não localizaram a faca utilizada no crime. O homem foi detido e encaminhado à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
*Disque-denúncia*
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
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