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5 de agosto de 2026

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Da bomba ao prato: cadeia do biodiesel transforma energia limpa em comida mais barata e empregos

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O Livre esteve em Brasília para acompanhar de perto o seminário “Cadeia das Proteínas: Combustível e Alimento para o Mundo”, promovido pela Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FPBio). No encontro, lideranças políticas e do setor produtivo defenderam a expansão da cadeia do biodiesel como solução não apenas para o transporte sustentável, mas também para a segurança alimentar e geração de renda no Brasil.

Meio ambiente e menos CO₂

Um dos principais impactos do biodiesel está no meio ambiente. O combustível reduz entre 70% e 94% das emissões de gases de efeito estufa, em comparação ao diesel fóssil. De 2008 a 2023, o país produziu 67 bilhões de litros de biodiesel, o que evitou a emissão de aproximadamente 127 milhões de toneladas de CO₂eq — efeito semelhante ao plantio de 930 milhões de árvores.

A cadeia também reaproveita resíduos que antes eram descartados. O uso de gordura animal e de óleo de fritura usado transforma passivos ambientais em energia limpa. Só a absorção de óleo de cozinha evita a contaminação de 3,8 trilhões de litros de água por ano.

“A cadeia do biocombustível é, sem dúvida, a grande aliada da descarbonização da matriz de transportes. É comprovado que o aumento de sua utilização promove efeitos benéficos para o meio ambiente e para a saúde pública”, afirmou João Henrique Hummel, diretor-executivo da FPBio, em entrevista ao Livre.

(Carros a base de gasolina são os maiores poluidores)

Do combustível à comida mais barata

A produção de biodiesel também tem reflexo direto no preço dos alimentos. Como cerca de 70% da matéria-prima usada vem do óleo de soja, o processo de esmagamento do grão resulta também em farelo, base da ração animal. Isso barateia a cadeia de proteínas (bovinos, suínos, aves e peixes), setor que responde por 26% das exportações brasileiras.

Somente em 2023, a redução de custos na produção de proteínas animais chegou a R$ 3,5 bilhões, ajudando a conter a inflação dos alimentos no Brasil.

“É possível dizer que não só o agro depende do complexo soja, como a economia brasileira pode ser transformada a partir do protagonismo das proteínas na cadeia global de comércio”, reforçou Hummel.

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre )

Empregos e renda no campo

Além do impacto ambiental e econômico, a cadeia do biodiesel gera renda para mais de 300 mil agricultores familiares, movimentando R$ 9 bilhões ao ano em compra de matérias-primas. É considerado o maior programa de inclusão produtiva privada do país.

Somando agricultura, esmagamento e usinas, o setor emprega mais de 2 milhões de pessoas no Brasil, com remuneração média 16% superior à de outros segmentos da agroindústria. Cada ponto percentual a mais na mistura de biodiesel pode gerar até 37 mil novos empregos.

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre )

Mais biodiesel, menos diesel fóssil

Com a entrada em vigor da mistura obrigatória de 15% de biodiesel (B15) no diesel comercializado no país, em 2025, o Brasil dá mais um passo na substituição do combustível fóssil. A expectativa é reduzir em 300 milhões de litros a importação de diesel, o que representa uma economia de US$ 150 milhões só neste ano.

Atualmente, o Brasil ocupa a 3ª posição mundial na produção de biodiesel, com 7,5 bilhões de litros por ano, atrás apenas dos Estados Unidos e da Indonésia. A capacidade instalada permite atingir rapidamente o B20 (20% de mistura), ampliando a liderança do país na transição energética global.

Frentista mostrando bomba de combustível
(Gasolina)

Um importante avanço

O avanço da cadeia do biodiesel mostra que o agro brasileiro é muito mais do que fornecedor de commodities: é o principal protagonista de uma transformação que conecta meio ambiente, mesa do consumidor e emprego no campo.

Ao reduzir emissões, baratear alimentos e gerar renda, o setor prova que sustentabilidade e desenvolvimento caminham lado a lado — e que o Brasil, com Mato Grosso na linha de frente, tem todas as condições de liderar a transição energética no cenário global.

 

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Acidente fatal entre carro e moto deixa um morto e adolescente com fratura exposta em Sorriso

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Colisão ocorreu no início da manhã desta quarta-feira (5). Corpo de Bombeiros e concessionária socorreram os sobreviventes

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) socorreu, na manhã desta quarta-feira (5.8), vítimas de um acidente de trânsito envolvendo um automóvel e uma motocicleta na BR-163, em Sorriso (a 398 km de Cuiabá).

A equipe do 5º Batalhão de Bombeiros Militar (5º BBM) foi acionada às 6h10 para atender à ocorrência. Ao chegar ao local do acidente, os bombeiros identificaram três vítimas envolvidas, sendo duas na motocicleta e uma no veículo.

Os bombeiros realizaram os procedimentos de primeiros socorros ao condutor do automóvel*, que* apresentava escoriações no antebraço, e o encaminharam à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Sorriso.

Já o condutor da motocicleta não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O passageiro, um menor de idade, sofreu fratura exposta na perna esquerda. Ele foi socorrido e encaminhado para atendimento hospitalar pela concessionária responsável pela rodovia.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) também estiveram presentes no local, prestando apoio à ocorrência. Não há informações sobre as circunstâncias do acidente.

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Ciclone bomba se forma no oceano e ameaça trazer temporais, granizo e ventos acima de 100 km/h; saiba onde

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Foto: Freepik

Um ciclone extratropical com características de “ciclone bomba” deve se formar sobre o oceano nos próximos dias e provocar mudanças importantes nas condições do tempo em várias regiões do Brasil. O sistema, que ganha força rapidamente, deve favorecer a ocorrência de temporais no Sul do país e também influenciar áreas do Centro-Oeste.

As imagens de satélite mostram a organização do sistema, que já nesta quarta-feira (5) provoca instabilidades em áreas produtoras de soja, principalmente no centro-sul de Mato Grosso do Sul. A previsão indica que as condições de tempo severo devem continuar entre quinta e sexta-feira, com possibilidade de queda de granizo, tempestades intensas e rajadas de vento que podem superar os 100 km/h.

Mesmo com a chegada das instabilidades, o calor permanece forte em Goiás e Mato Grosso, com temperaturas máximas podendo ultrapassar os 40°C em algumas áreas. O cenário de calor e baixa umidade aumenta o risco de focos de incêndio, especialmente nas regiões mais secas do Centro-Oeste.

Na retaguarda do sistema, uma massa de ar frio deve avançar no fim de semana, atingindo principalmente o sul de Mato Grosso do Sul. Há possibilidade de geada, com temperaturas mínimas podendo ficar abaixo dos 5°C a 6°C em algumas localidades.

Apesar da passagem do sistema, a chuva não deve ser muito volumosa no Centro-Oeste. No centro-sul de Mato Grosso do Sul, os acumulados previstos ficam entre 30 e 40 milímetros, seguidos por um período de aproximadamente 10 dias de tempo mais firme, favorecendo novamente os trabalhos no campo.

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Ciclone bomba preocupa regiões Sul e Sudeste

Em escala nacional, o ciclone extratropical deve se intensificar rapidamente sobre o oceano entre quarta e quinta-feira, adquirindo características de ciclone bomba. O fenômeno deve provocar temporais no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e sul de São Paulo.

Os maiores volumes de chuva são esperados no Paraná, onde os acumulados podem ultrapassar 100 milímetros nos próximos dias, podendo afetar atividades agrícolas e operações no campo.

Enquanto isso, no Norte e Nordeste, não são esperadas grandes mudanças no padrão do tempo nos próximos 10 dias. A exceção fica para Roraima, que pode registrar volumes entre 30 e 40 milímetros de chuva entre os dias 11 e 15 de agosto.

O destaque continua sendo o contraste entre o calor extremo no Centro-Norte do país, com temperaturas entre 30°C e 35°C, e a chegada do frio mais intenso ao sul de Mato Grosso do Sul, que pode trazer uma mudança brusca nas condições meteorológicas.

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Bombeiros flagram grupo usando plástico derretido para incendiar mata e prendem quatro

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Suspeitos foram pegos no ato em área de assentamento em Nova Santa Helena. Com o caso, sobe para cinco o número de presos por atear fogo em MT

Uma equipe do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) prendeu em flagrante, na noite de terça-feira (4.8), quatro homens suspeitos de provocar um incêndio criminoso em uma área de vegetação em Nova Santa Helena (a 600 km de Cuiabá). Um deles conseguiu fugir antes da chegada da Polícia Militar, mas foi preso posteriormente.

A rápida atuação dos bombeiros interrompeu a ação criminosa e evitou que as chamas se alastrassem por uma região de assentamento onde já estava em andamento uma operação de combate a incêndio florestal.

Os bombeiros se deslocavam para um ponto onde estava sendo construída uma linha de defesa, estratégia utilizada para conter o avanço das chamas na região. Durante o deslocamento, por volta das 18h10, a equipe flagrou o grupo ateando fogo à vegetação às margens da Estrada Valdirene.

Os suspeitos utilizavam isqueiros e pedaços de mangueira plástica, que eram derretidos e lançados sobre a vegetação seca para facilitar a propagação do fogo.

Diante da situação, os bombeiros abordaram os quatro homens e deram voz de prisão em flagrante pelo crime de provocar incêndio. Três suspeitos foram detidos no local, enquanto o quarto conseguiu fugir antes da chegada da Polícia Militar. Após buscas na região, os policiais localizaram e prenderam o quarto envolvido. Todos foram conduzidos à delegacia para os procedimentos legais cabíveis.

Provocar incêndio em mata ou floresta é crime previsto no artigo 41 da Lei Federal nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), com pena de reclusão de dois a quatro anos e multa. Além da responsabilização criminal, os autores também podem responder por danos ambientais e, conforme as circunstâncias do caso, por outros crimes previstos na legislação.

Com a prisão dos quatro envolvidos, já são cinco pessoas presas por provocar incêndios criminosos em áreas de vegetação durante o período proibitivo vigente no Estado.

Período proibitivo

Em Mato Grosso, está em vigor, desde 1º de julho, o período proibitivo para o uso do fogo em atividades de limpeza e manejo de áreas rurais em todo o território estadual. A restrição segue até 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

Além de ilegal, o uso irregular do fogo representa riscos à segurança da população, à saúde pública e ao meio ambiente, podendo provocar ou agravar incêndios florestais de grandes proporções.

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