Sustentabilidade
Agosto encerra com preços do arroz estagnados e cenário é desafiador – MAIS SOJA

Com preços sem reação e liquidez muito reduzida, o mercado do arroz continua preso a um quadro de estagnação neste final de agosto. Segundo o analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira, o contexto vem forçando uma mudança de comportamento entre os produtores: a expectativa de “esperar valorização” tem dado lugar a um reconhecimento pragmático da dificuldade de recuperação imediata e há sinais de que muitos estarão mais dispostos a vender nos próximos meses.
“A urgência desse ajuste está diretamente ligada ao fechamento rápido da janela de exportação: com a colheita norte-americana a caminho, a competitividade do arroz brasileiro no mercado internacional tende a reduzir-se significativamente”, explica Oliveira.
Esse deslocamento da demanda externa implica risco real de acúmulo de estoques domésticos em níveis históricos — podendo ser os maiores em cerca de 15 anos — levando a prolongamento da pressão de baixa se não houver canais efetivos de escoamento.
Diante dessa nova realidade, percebe-se ampla adesão aos Contratos de Opção de Venda (COV) da Conab, especialmente entre produtores da Fronteira Oeste. “A opção pelo COV reflete uma estratégia de sobrevivência: garantir preço mínimo e aliviar caixa diante das elevadas incertezas comerciais e dos custos logísticos que tornam a exportação inviável para parcelas importantes da produção”, pondera o consultor.
Para o analista, essa preferência por venda ao governo sinaliza perda de confiança no mercado spot e traduz a necessidade imperativa de mitigar riscos financeiros imediatos, mesmo que a solução não seja plenamente remuneradora. “A dimensão logística agrava a desigualdade competitiva entre produtores”, acrescenta. A proximidade ao porto (Rio Grande) confere vantagem clara — custos de frete menores e maior viabilidade de acessar embarques — enquanto produtores distantes, principalmente na Fronteira Oeste, sofrem com fretes elevados (em alguns casos até R$ 9 por saca), reduzindo margens e empurrando muitos para a alternativa do COV.
Em relação aos preços, a média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou o dia 28 cotada a R$ 68,84, queda de 0,48% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, a baixa era de 0,52%, enquanto, em relação a 2024, a desvalorização atingia 42,19%.
Fonte: Rodrigo Ramos/ Agência Safras News
Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Oferta restrita eleva média ao maior patamar em 11 meses – MAIS SOJA

Em julho, a média mensal do arroz em casca no Rio Grande do Sul atingiu o maior patamar dos últimos 11 meses, refletindo a combinação entre oferta restrita e demanda aquecida.
Segundo o Cepea, a necessidade de aquisição de matéria-prima levou parte das indústrias a reajustar sucessivamente as ofertas de compra, mas a comercialização permaneceu limitada pela baixa disponibilidade do cereal.
De acordo com pesquisadores do Cepea, os produtores permaneceram retraídos, avaliando que os preços ainda não remuneram adequadamente os custos de produção e apostando em novas valorizações durante a entressafra. A procura de indústrias de outros estados também intensificou a concorrência pela matéria-prima e favoreceu a recuperação dos preços.
O Centro de Pesquisas ressalta que o anúncio de futuras aquisições públicas de arroz e milho reforçou a expectativa de valorização entre os produtores, que passaram a postergar ainda mais as vendas. Até o fim de julho, contudo, o edital e as regras para operacionalização das compras ainda não haviam sido divulgados, mantendo o mercado na expectativa.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
ALGODÃO/CEPEA: Baixa oferta e vendedor retraído sustentam recuperação de preço – MAIS SOJA

Após a queda observada em junho, a cotação do algodão em pluma no mercado doméstico voltou a subir em julho, sobretudo na segunda quinzena do mês.
Segundo o Cepea, a recuperação dos preços esteve atrelada principalmente à postura firme dos vendedores, sustentada pelos valores mais altos no mercado internacional, pela oferta restrita de lotes de qualidade superior e pela necessidade imediata de parte dos compradores. Esse cenário ocorre em um momento em que a colheita e o beneficiamento estão em ritmo lento no Brasil e o saldo remanescente da safra 2024/25 de melhor qualidade permanece limitado.
De acordo com pesquisadores do Cepea, do lado da demanda, a indústria mantém postura cautelosa diante do desempenho ainda lento das vendas de manufaturados. Além disso, vendedores passam a priorizar o embarque dos contratos a termo à medida que a disponibilidade da safra nova aumenta gradualmente.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
Colheita do milho ganha ritmo e entra na fase mais intensa em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

A colheita da segunda safra de milho segue avançando em Mato Grosso do Sul e entrou na fase mais intensa da temporada. De acordo com o Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, 37,3% da área cultivada já foi colhida, o equivalente a aproximadamente 823,5 mil hectares.
A região Sul está mais adiantada nas operações no campo, com média de 38,6% da área colhida. Em seguida, aparece a região Norte, com média de 37,5%, enquanto a região Centro registra 33,1%.
O avanço dos trabalhos acompanha o período de maior concentração da colheita no Estado e deve ganhar ainda mais ritmo nas próximas semanas.
As condições climáticas passam a ter influência direta sobre o ritmo das operações. A previsão meteorológica aponta possibilidade de chuvas, tempestades isoladas e rajadas de vento em regiões do sudoeste, sul, sudeste e leste do Estado, fatores que podem reduzir a janela para a entrada das máquinas nas lavouras.
Segundo o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, o momento exige planejamento para que os produtores aproveitem os períodos de tempo firme. “Entramos na fase em que a colheita ganha intensidade em praticamente todas as regiões do Estado. Sempre que houver condições favoráveis, é importante manter o avanço das operações para reduzir a exposição das lavouras às instabilidades previstas para os próximos dias.”
Com relação aos dados econômicos, até 3 de agosto, 40,5% da produção da segunda safra havia sido negociada pelos produtores sul-mato-grossenses, percentual dois pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.
No mercado interno, o preço médio da saca do milho permaneceu praticamente estável na última semana, sendo cotado a R$ 49,00 no Estado.
O boletim completo pode ser acessado clicando aqui.
Fonte: Aprosoja/MS
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