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5 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Cotton Brazil impulsiona a liderança do Brasil nas exportações de algodão – MAIS SOJA

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As exportações de algodão brasileiro no ano comercial 2024/25 bateram novo recorde histórico. De agosto de 2024 a julho de 2025, o País embarcou 2,83 milhões de toneladas de pluma, 6% a mais que as 2,68 milhões de toneladas de 2023/24. Com isso, o Brasil repete o título de maior exportador mundial e reafirma o êxito do programa Cotton Brazil, criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) em 2020 em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), e apoio da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA).

Com eventos presenciais técnicos, intercâmbios comerciais e um escritório avançado em Singapura, o Cotton Brazil promove o produto brasileiro em escala global, intensificando as relações entre quem produz algodão no Brasil e quem o compra na Ásia. “Crescemos em praticamente todos os países prioritários. Esse é um sinal muito positivo de que a estratégia adotada dá resultados concretos. Se a meta é sermos o principal exportador, precisamos manter e ampliar nossas ações”, analisa o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli.

A nação que mais ampliou o volume de compras de algodão brasileiro no ano comercial 2024/25 foi a Índia, que tem a segunda maior indústria têxtil do mundo. O crescimento foi de 1.777% em relação ao ciclo anterior (2023/24). O Egito, que começou a importar do Brasil somente em 2023, aumentou os pedidos em 332%, seguido pelo Paquistão (200%).

A única exceção foi a China. Maior importadora mundial de pluma no ciclo 2023/24, a nação reduziu em 65% as compras de algodão em todo o mundo nesta temporada, incluindo do Brasil. Segundo analistas, a boa safra chinesa contribuiu para essa redução.

Estratégia

rescimento nas vendas aos países considerados prioritários pode ser explicado pela estratégia adotada pela Abrapa com o Cotton Brazil. Em 2024, o programa intensificou sua presença global. Foram realizadas nove missões internacionais, sendo cinco na Ásia, três na Europa e uma no Brasil (a Missão Compradores, em que grupos de importadores visitam fazendas, algodoeiras, laboratórios e escritórios brasileiros). Além disso, a agenda de reuniões técnicas do programa percorreu 16 países, entre os quais China, Índia, Vietnã, Turquia, Egito e Bangladesh.

A participação em eventos internacionais setoriais também contribuiu para estreitar as relações com indústria têxtil, empresas varejistas e governos. Neste ano, o programa Cotton Brazil já percorreu Índia e Paquistão em fevereiro, Inglaterra, Bélgica e Estados Unidos em abril, China e Coreia do Sul em maio e Turquia em junho. Em julho, foi a vez do Brasil receber delegações de compradores, industriais, executivos, produtores e ambientalistas da Austrália, Bangladesh, China, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, Grécia, Índia, Inglaterra, Israel, Paquistão, Suíça, Turquia, Uzbequistão e Vietnã.

“Criar essa rede de contatos nos principais países compradores é fundamental para entendermos as necessidades da indústria e construirmos confiança. Ao mesmo tempo, trazemos esses parceiros para o Brasil para conhecerem de perto a qualidade da nossa produção e as inovações que estamos implementando. Essa troca é essencial para evoluirmos juntos e entregarmos o que o mercado espera”, afirma Marcelo Duarte, diretor de Relações Internacionais da Abrapa.

Principais destinos

O Vietnã liderou a importação de algodão brasileiro em 2024/25, respondendo por 532,5 mil toneladas, ou 19% do total importado. Em segundo lugar, ficou o Paquistão, com 494,1 mil toneladas importadas e 17% de participação. A China veio em terceiro lugar, com 458,9 mil toneladas adquiridas e 16% de participação.

Coordenador do programa Cotton Brazil a partir do escritório avançado em Singapura, Duarte explica que os resultados obtidos no ano comercial 2024/25 confirmam o crescimento sólido da cotonicultura brasileira. “Estamos ampliando mercado em todos os países compradores. Essa diversidade de nações nos dá mais autonomia e mostra que ainda temos potencial para crescermos”, observa o executivo. Em termos de faturamento, as exportações brasileiras totalizaram US$ 4,8 bilhões, 6% a menos que em 2023/24.

“Ultrapassamos o patamar louvável dos US$ 4 bilhões, o que é de se comemorar, principalmente porque a tendência baixista ocorreu ao longo do ano comercial em todo o mundo”, comenta Marcelo Duarte. Outro aspecto importante na análise das exportações brasileiras de algodão foi o volume embarcado em janeiro de 2025: 416 mil toneladas, contra a média mensal em torno de 200 mil toneladas.

“Sinal claro da evolução do sistema logístico brasileiro, pois superamos a barreira recorde das 400 mil toneladas sem sobressaltos. Isso transmite mais confiabilidade e segurança para o importador”, observa o diretor. O programa Cotton Brazil é realizado pela Abrapa em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e tem apoio da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).

Fonte: Abrapa



 

FONTE

Autor:ABRAPA

Site: Abrapa

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Sustentabilidade

Algodão avança em NY com dólar fraco e alta dos mercados vizinhos – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta quarta-feira.

As cotações da pluma avançaram no dia sustentadas pelo dólar fraco contra outras moedas. A subida de mercados vizinhos, como o café e o açúcar em NY contribuíram para o suporte, além de fatores técnicos. A piora nas condições das lavouras americanas seguiu como fator positivo para os preços.

Os investidores também se posicionam para o relatório das exportações semanais norte-americanas de algodão, que será divulgado nesta quinta-feira, dia 6, às 9h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam a 83,02 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,56 centavo, ou de 0,7%. Março/2027 fechou a 84,71 centavos, ganho de 0,66 centavo, ou de 0,8%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Oferta restrita eleva média ao maior patamar em 11 meses – MAIS SOJA

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Em julho, a média mensal do arroz em casca no Rio Grande do Sul atingiu o maior patamar dos últimos 11 meses, refletindo a combinação entre oferta restrita e demanda aquecida.

Segundo o Cepea, a necessidade de aquisição de matéria-prima levou parte das indústrias a reajustar sucessivamente as ofertas de compra, mas a comercialização permaneceu limitada pela baixa disponibilidade do cereal.

De acordo com pesquisadores do Cepea, os produtores permaneceram retraídos, avaliando que os preços ainda não remuneram adequadamente os custos de produção e apostando em novas valorizações durante a entressafra. A procura de indústrias de outros estados também intensificou a concorrência pela matéria-prima e favoreceu a recuperação dos preços.

O Centro de Pesquisas ressalta que o anúncio de futuras aquisições públicas de arroz e milho reforçou a expectativa de valorização entre os produtores, que passaram a postergar ainda mais as vendas. Até o fim de julho, contudo, o edital e as regras para operacionalização das compras ainda não haviam sido divulgados, mantendo o mercado na expectativa.

Fonte: Cepea



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Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

ALGODÃO/CEPEA: Baixa oferta e vendedor retraído sustentam recuperação de preço – MAIS SOJA

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Após a queda observada em junho, a cotação do algodão em pluma no mercado doméstico voltou a subir em julho, sobretudo na segunda quinzena do mês.

Segundo o Cepea, a recuperação dos preços esteve atrelada principalmente à postura firme dos vendedores, sustentada pelos valores mais altos no mercado internacional, pela oferta restrita de lotes de qualidade superior e pela necessidade imediata de parte dos compradores. Esse cenário ocorre em um momento em que a colheita e o beneficiamento estão em ritmo lento no Brasil e o saldo remanescente da safra 2024/25 de melhor qualidade permanece limitado.

De acordo com pesquisadores do Cepea, do lado da demanda, a indústria mantém postura cautelosa diante do desempenho ainda lento das vendas de manufaturados. Além disso, vendedores passam a priorizar o embarque dos contratos a termo à medida que a disponibilidade da safra nova aumenta gradualmente.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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