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‘Quantos produtores trabalham dentro da lei e não conseguem comercializar a soja?’, questiona sojicultor de Sinop

A Justiça Federal determinou, nesta segunda-feira (25), o impedimento da suspensão da Moratória da Soja, em resposta a um pedido da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). A medida mantém a validade do pacto ambiental, que restringe a compra de grãos cultivados em áreas desmatadas após 2008.
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Produtor de soja critica liminar
O produtor de soja Maykon Costa, de Sinop (MT), criticou duramente a manutenção da Moratória. Para ele, a medida prejudica agricultores que abriram áreas de forma legal, mas são impedidos de comercializar com as grandes tradings internacionais.
”Infelizmente, o produtor paga a conta mais uma vez devido a acordos comerciais de ONGs, da Abiove e de empresas multinacionais que deixam de comprar soja produzida em áreas abertas após 2008, mesmo quando essas áreas foram abertas perante a lei, respeitando os 20%, respeitando a legislação no Cerrado e na Floresta Amazônica”, afirmou.
Segundo ele, essa restrição empurra o agricultor para mercados paralelos. “O produtor fica à mercê, tendo que vender para mercados que muitas vezes não pagam, atrasam carregamento, sonegam impostos. Quem paga a conta é sempre o produtor, devido a acordos comerciais entre empresas e ONGs que dificultam a vida de quem produz no Brasil.”
Costa também denuncia que, na prática, a soja acaba sendo exportada da mesma forma. “A soja não tem rótulo, não tem etiqueta. O produtor vende mais barato para atravessadores que fazem triangulação, esquentam a carga e, no final do dia, é a mesma soja que chega ao comprador. Quem sai lesado é sempre o produtor.”
Para ele, a situação é injusta e prejudica o estado. “A lei permite abrir a terra e produzir alimento. Mas, por causa de um acordo comercial, o agricultor legalizado não consegue vender para multinacionais. Isso é muito ruim para Mato Grosso. Quantos produtores estão trabalhando dentro da lei e mesmo assim não conseguem comercializar? Infelizmente, mais uma vez, quem paga a conta é o produtor”, desabafou.
Aprosoja MT se posiciona
Em nota sobre a liminar conquistada pela Abiove, a Aprosoja-MT afirmou respeitar a decisão judicial, mas reforçou esperar que o colegiado do Cade reitere as medidas preventivas que suspendiam os efeitos da Moratória da Soja.
”Reafirmamos que, há anos, um acordo privado, sem respaldo legal, vem impondo barreiras comerciais injustas aos produtores, sobretudo os pequenos e médios, impedindo a comercialização de safras cultivadas em áreas regulares e licenciadas”, disse a entidade.
A Aprosoja-MT afirmou que o fim da Moratória da Soja “é um passo essencial para o Brasil reafirmar que sustentabilidade e legalidade não se opõem” e destacou que “não se pode usar políticas ambientais simuladas como pretexto para a exclusão econômica”.
Segundo a entidade, as tradings, que concentram mais de 90% das exportações, “impõem de forma unilateral condições que afastam do mercado produtores que atuam dentro da legalidade”.
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Várzea Grande receberá hotel padrão internacional até 2029

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), recebeu na tarde dessa quinta-feira (5), em seu gabinete, representantes do Grupo Accor – uma multinacional francesa do setor hoteleiro e dona da marca Ibis – que anunciaram oficialmente a implantação de um hotel da bandeira no Município. O empreendimento, da rede internacional, tem previsão de iniciar as operações em abril de 2029.
A escolha de Várzea Grande, conforme explicou o representante do grupo, levou em consideração o desenvolvimento econômico da região, o potencial de crescimento do Município e a localização estratégica próxima ao Aeroporto Internacional Marechal Rondon, que gera demanda constante por hospedagem.
A prefeita destacou que a chegada de um hotel com padrão internacional fortalece o desenvolvimento econômico, o turismo e a geração de empregos no Município, fortalecendo as políticas públicas que estão sendo desenvolvidas pela atual gestão.
“Várzea Grande vive um novo momento de crescimento e organização. A chegada de um hotel da rede Accor, com padrão internacional, demonstra a confiança dos investidores no nosso Município. Esse empreendimento fortalece o turismo, movimenta a economia local, gera empregos e amplia a estrutura de serviços da cidade”, afirmou Flávia Moretti.
O hotel contará com 162 apartamentos e foi dimensionado a partir de estudos de viabilidade técnica e financeira, com capacidade para atender tanto o público corporativo quanto os visitantes que utilizam o aeroporto e a estrutura regional.
AMBIENTE SEGURO E ATRATIVO – Durante a reunião, o desenvolvedor imobiliário Ricardo Nonato, destacou o papel da gestão municipal na viabilização do projeto. Segundo ele, o apoio da Prefeitura foi decisivo desde as primeiras tratativas, iniciadas ainda em 2025, para que o investimento se concretizasse.
“A cidade de Várzea Grande está recebendo o primeiro hotel da rede Accor, com padrão internacional, que vai oferecer hospedagem de qualidade e com preço justo. É um Município em pleno crescimento e estamos muito felizes em oficializar o início desse empreendimento na cidade”, afirmou Ricardo Nonato.
PLANEJAMENTO URBANO – A secretária de Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Habitação, Manoela Rondon, afirma que a vinda do hotel é reflexo do diálogo antecipado com investidores, reforçando o compromisso com o planejamento urbano e o desenvolvimento ordenado do município.
“Esse diálogo antecipado com os investidores é fundamental para garantir que o empreendimento se instale de forma planejada, em conformidade com a legislação urbana e contribuindo para o desenvolvimento ordenado de Várzea Grande. Um hotel desse porte, em uma região estratégica como a Avenida da FEB, próximo ao aeroporto, fortalece o turismo, gera empregos e impulsiona a economia local”, afirmou Manoela Rondon.
As obras terão duração estimada de três anos, incluindo as etapas de pré-implantação, construção e equipagem. O empreendimento já conta com as licenças ambientais aprovadas e teve acompanhamento técnico da Prefeitura, por meio das secretarias envolvidas no processo.
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Cesta básica recua pela segunda semana e inicia fevereiro custando R$ 785

Com retração de 1,72%, a cesta básica em Cuiabá atingiu custo médio de R$ 785,99 na primeira semana de fevereiro, em comparação com a semana anterior. Esta é a segunda queda consecutiva de preço, o que contribuiu para deixar o valor atual 1,94% menor em relação ao mesmo período de 2025, quando a cesta básica custava R$ 801,56.
O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, destacou as variações de preços dos produtos da cesta básica na capital. “Os produtos da cesta têm se comportado de formas diferentes, principalmente os hortifrutis. Isso mostra que o conjunto de itens não reage de maneira uniforme, já que clima, produção e mercado impactam cada item de um jeito.”
Entre os itens que mais variaram de preço, o tomate apresentou queda de 4,75%, com custo médio de R$ 7,15/kg. A redução, segundo boletim do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), pode estar relacionada ao período de chuvas que, apesar de aumentar a disponibilidade do fruto, tem comprometido sua qualidade no comércio.
Apesar de ser a segunda queda semanal, o produto segue com valor 11,88% acima do registrado no mesmo período de 2025, quando a média era de R$ 6,39/kg.
No sentido oposto, a batata teve aumento de 3,59%, com preço médio de R$ 4,13/kg. Segundo o IPF-MT, diferentemente do tomate, a qualidade do tubérculo permanece estável. No entanto, o clima chuvoso tem atrasado o ritmo das colheitas, reduzindo a oferta e pressionando os preços. Na comparação com a mesma semana de 2025, o valor também está 2,20% maior.
Outro produto que apresentou redução foi o óleo de soja, com queda de 3,15%, atingindo o valor médio de R$ 8,23/900 ml. A variação em relação à semana anterior pode estar associada à atual conjuntura do mercado da soja e de seus derivados, uma vez que a demanda não tem sido suficiente para absorver o aumento da produção e dos estoques.
Com isso, o preço atual está 5,63% inferior ao observado no mesmo período do ano passado.
Wenceslau Júnior também ressaltou a segunda retração consecutiva no preço da cesta básica. “A redução desta semana contribui para afastar o valor médio do patamar de R$ 800, favorecendo os gastos dos consumidores em boa parte dos alimentos, considerando que oito dos 13 itens apresentaram queda, incluindo a carne bovina, o leite e a banana”.
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Comércio poderá abrir em Cuiabá durante ponto facultativo no Carnaval

O Carnaval deste ano será comemorado oficialmente no dia 17 de fevereiro (terça-feira). Em Cuiabá, a Prefeitura decretou ponto facultativo entre os dias 16 e 18 de fevereiro, de segunda até a quarta-feira de Cinzas, conforme o Decreto nº 11.585/2025.
A medida vale para o serviço público municipal, mas não obriga o fechamento do comércio, reforça a Associação Comercial e Empresarial de Cuiabá (ACCuiabá).
No setor privado, especialmente no comércio de rua e nos shopping centers, cabe ao empregador decidir se concede folga ou mantém o funcionamento nos dias de ponto facultativo.
Como o Carnaval não é feriado nacional nem estadual, as lojas podem abrir normalmente.
O presidente da ACCuiabá, Jonas Alves, explica que não há exigência de pagamento adicional aos colaboradores nesses dias. “Por ser ponto facultativo, o lojista que optar por abrir o estabelecimento não é obrigado ao pagamento extra ao colaborador. O dia é pago normalmente, sem adicional”, afirma.
Ele ressalta, no entanto, que é comum muitos comerciantes optarem por não abrir as portas na terça-feira de Carnaval, especialmente no comércio de rua.
Serviços
Com o ponto facultativo, o expediente da Prefeitura de Cuiabá fica suspenso nas repartições públicas municipais, mas os serviços essenciais seguem funcionando. Áreas como saúde, incluindo prontos-socorros e UPAs, além da Defesa Civil, fiscalização de trânsito e coleta de lixo, atuarão em regime de escala.Já os bancos, conforme a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), não terão atendimento presencial nos dias 16 e 17 de fevereiro.
Na Quarta-feira de Cinzas (18), as agências abrem a partir das 12h, no horário local, e fecham no horário normal.As compensações bancárias, como a TED, não serão realizadas nesses dias, mas o PIX continua funcionando normalmente.
A orientação da Febraban é que os clientes usem os canais digitais, como aplicativos e sites dos bancos, para pagar contas e fazer transferências durante o período.
Shopping Centers
As lojas e quiosques dos Shoppings Centers de Cuiabá funcionarão em horário normal na segunda-feira (16.02), das 10h às 22h. Na terça (17), será 14h às 20h e, na quarta (18), das 12h às 22h. O setor de alimentação funcionará das 11h às 22h, todos os dias, e o lazer, conforme horário de cada operação.
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