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27 de junho de 2026

Agro Mato Grosso

Mecânico morre atropelado por caminhão que consertava em rodovia de MT

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O mecânico Leandro Borgo Marques, de 37 anos, morreu na manhã do último domingo (24) atropelado pelo caminhão que consertava na Rodovia MT-225, em Feliz Natal (a 510 quilômetros de Cuiabá).

De acordo com a Polícia Civil, a vítima foi chamada para prestar socorro a um caminhão que apresentou problemas no motor. O veículo, um cavalinho com reboques carregados de milho, estava imobilizado na rodovia.

O motorista acionou tanto o mecânico quanto outro condutor, que faria o reboque.

No entanto, ao se aproximarem da ponte, o cambão que puxava o caminhão com defeito se rompeu e o veículo ganhou velocidade, colidindo contra o que seguia à frente. Para evitar que o caminhão caísse no rio, o motorista tentou desviar, manobrando para fora da pista, em direção ao mato.

Nesse momento, o condutor ainda gritou para o mecânico sair da frente, mas Leandro não conseguiu se afastar a tempo e acabou sendo atingido. Ele morreu ainda no local do acidente.

A Polícia Militar e o Pronto Atendimento estiveram na rodovia e confirmaram o óbito.

A Polícia Civil e a Politec foram acionadas e também atenderam a ocorrência.

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Agro Mato Grosso

Produtor Rural é baleado na frente da esposa e dos filhos em fazenda de MT; veja vídeo

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Maikel Alan Tespesal estava com a esposa e os filhos, de 15 e 2 anos, dentro de uma caminhonete quando foi atingido pelos disparos efetuados por Renato Azilago, de 41 anos.

O produtor rural Maikel Alan Tespesal foi baleado no rosto e no ombro durante um desentendimento ocorrido na manhã de sexta-feira (26), em uma fazenda localizada a cerca de 30 km de Feliz Natal (a 510 km de Cuiabá), no interior de Mato Grosso. Ele estava com a esposa e os filhos, de 15 e 2 anos, dentro de uma caminhonete quando foi atingido pelos disparos efetuados por Renato Azilago, de 41 anos.

Conforme o boletim de ocorrência, a confusão começou durante o cumprimento de uma ordem judicial na propriedade rural. Segundo as informações, as partes já mantinham um desentendimento relacionado à disputa. Renato havia sido contratado pela parte autora da ação para realizar a colheita da produção objeto do processo judicial. (video abaixo)

Antes do confronto, Renato avistou uma caminhonete Hilux branca circulando pela lavoura e passou a segui-la. Na tentativa de interceptar Maikel, que dirigia o veículo, ele desceu da caminhonete e efetuou dois disparos contra o produtor rural.

Mesmo ferido, Maikel acelerou o veículo, atropelou Renato durante a fuga e conseguiu chegar ao Pronto Atendimento do município. Em seguida, foi transferido para o Hospital Regional de Sorriso, onde passou por cirurgia para a retirada dos projéteis.

Após ser atropelado, Renato foi socorrido pelo oficial de Justiça que acompanhava o cumprimento da ordem judicial e levado ao Hospital 13 de Maio, em Sorriso (a 397 km de Cuiabá). Ele não conseguiu prestar depoimento e morreu posteriormente. Um homem de 26 anos também ficou ferido.

Durante as diligências, a Polícia Militar apreendeu a caminhonete, que apresentava duas perfurações provocadas pelos disparos. A pistola utilizada por Renato não foi localizada, apesar das buscas realizadas na lavoura e no veículo.

Como os demais envolvidos permaneciam hospitalizados, eles não puderam ser ouvidos. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do confronto e a responsabilidade de cada um dos envolvidos.

VIDEO:

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Agro Mato Grosso

Urochloa melhora microbiota fúngica em solo degradado

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Estudo em feijão comum mostra efeito residual da cobertura sobre fungos da rizosfera e indicadores de qualidade do solo

A inclusão de Urochloa brizantha no período de pousio alterou a comunidade fúngica da rizosfera do feijão comum e favoreceu indicadores ligados à recuperação biológica do solo. O efeito ocorreu em área degradada por mais de cinco décadas de uso agrícola intensivo, com histórico de tabaco, monocultivo de feijão, preparo convencional e longos períodos de solo descoberto (DOI: 10.3390/jof12070456).

Estudo avaliou os efeitos residuais de Urochloa brizantha como planta de cobertura sobre fungos associados às raízes do feijão comum. Os pesquisadores também mediram atributos físicos, químicos e biológicos do solo. O trabalho ocorreu na Estação Experimental Agropecuária Salta, do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária, em Cerrillos, Salta, Argentina.

Cinco situações

O experimento comparou cinco situações. A primeira manteve pousio com solo descoberto seguido de feijão comum. A segunda recebeu um ciclo de Urochloa brizantha antes do feijão. A terceira recebeu dois ciclos consecutivos da gramínea antes do feijão. A quarta manteve uma pastagem perene de Urochloa brizantha. A quinta usou solo preservado como referência externa.

A análise por sequenciamento de alta escala mostrou mudança significativa na composição da comunidade fúngica entre os manejos. A diversidade alfa não apresentou diferença estatística. Isso indica manutenção da riqueza e da uniformidade dos fungos. Porém, a composição mudou. O manejo com Urochloa brizantha promoveu substituição de grupos fúngicos dentro da rizosfera.

Solo descoberto

No pousio com solo descoberto, o gênero Fusarium apresentou maior abundância relativa. Esse tratamento também teve maior presença de Fusicolla e Bipolaris. Esses gêneros incluem espécies associadas a doenças de plantas. Segundo os pesquisadores, o resultado sugere acúmulo de fungos com potencial patogênico em sistemas simplificados e com monocultivo contínuo.

Nos tratamentos com Urochloa brizantha, a comunidade caminhou para outro perfil. Houve maior participação de fungos saprófitos e grupos associados à decomposição de resíduos e à ciclagem de nutrientes. Entre os gêneros citados aparecem Mortierella, Penicillium, Coprinellus, Immersiella, Torula, Lectera, Coprinopsis e Psathyrella.

A pastagem perene de Urochloa brizantha apresentou enriquecimento de Gamsia, Chaetomium e Pyrenochaeta. O solo preservado teve maior associação com Penicillium, Mycoleptodiscus, Purpureocillium e Knufia. Para os cientistas, esses marcadores indicam uma transição da comunidade fúngica para estruturas mais ligadas à decomposição da matéria orgânica, à estabilidade do solo e à atividade biológica.

Análise funcional

A análise funcional reforçou essa tendência. O pousio descoberto teve maior abundância relativa de fungos classificados como patógenos de plantas. O tratamento com um ciclo de Urochloa brizantha reduziu a representação desse grupo e manteve atividade saprofítica. O tratamento com dois ciclos apresentou comportamento intermediário. A pastagem perene e o solo preservado mostraram perfis mais equilibrados, com menor participação de patógenos vegetais e maior contribuição de guildas saprofíticas e simbióticas.

Os atributos do solo também responderam ao manejo. O carbono orgânico do solo teve menores valores no monocultivo de feijão com solo descoberto. Os tratamentos com Urochloa brizantha elevaram esse indicador, sobretudo no tratamento com dois ciclos e na pastagem perene. A estabilidade de agregados também aumentou com a gramínea e alcançou valores próximos ao solo de referência.

A densidade do solo apresentou o padrão oposto. O pousio descoberto teve os maiores valores. Os tratamentos com Urochloa brizantha reduziram a densidade. O resultado indica melhoria estrutural associada ao sistema radicular da gramínea e à presença de cobertura vegetal.

Indicadores microbiológicos

Os indicadores microbiológicos acompanharam a mudança. A respiração microbiana aumentou nos tratamentos com Urochloa brizantha. A biomassa microbiana de carbono e nitrogênio também apresentou menores valores no pousio descoberto. A proteína do solo relacionada à glomalina cresceu na pastagem perene e teve valor intermediário após dois ciclos da gramínea.

A atividade enzimática mostrou diferenças entre manejos. A hidrólise de diacetato de fluoresceína atingiu maior valor na pastagem perene. A fosfatase ácida teve maiores atividades na pastagem perene e no tratamento com um ciclo de Urochloa brizantha. O pousio descoberto apresentou menor atividade dessa enzima.

Análise multivariada

A análise multivariada indicou associação entre a estrutura da comunidade fúngica e variáveis do solo. A proteína relacionada à glomalina, a respiração microbiana, a biomassa microbiana, o magnésio, a capacidade de retenção de água, a fosfatase ácida e a relação carbono:nitrogênio ajudaram a explicar a composição dos fungos. As variáveis biológicas explicaram fração maior da variação da comunidade do que as propriedades físico-químicas.

Os pesquisadores concluem que Urochloa brizantha gerou efeitos residuais mensuráveis sobre a rizosfera do feijão comum. O manejo deslocou a comunidade fúngica de um perfil enriquecido em potenciais patógenos para uma estrutura com maior presença de fungos associados à decomposição, à ciclagem de nutrientes e à recuperação biológica do solo. Mesmo um ciclo da gramínea iniciou mudanças detectáveis em solo degradado.

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Agro Mato Grosso

A 100 dias das eleições: quem deve disputar Governo e Senado em MT

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Faltando 100 dias para o primeiro turno das eleições gerais, marcado para 4 de outubro, o cenário político de Mato Grosso começa a se desenhar. Lideranças partidárias intensificam as articulações para disputar cargos como o Governo do Estado, o Senado e a Câmara dos Deputados, embora a definição oficial das candidaturas dependa das convenções partidárias, previstas para começar em julho.

Na corrida pelo Palácio Paiaguás, alguns nomes já aparecem como pré-candidatos. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) deve disputar a reeleição após assumir o comando do Executivo com a saída de Mauro Mendes (União), que deixou o cargo no fim de março para concorrer ao Senado.

Em fevereiro, Wellington Fagundes (PL) foi o nome confirmado pelo pré-candidato a Presidência, Flávio Bolsonaro, para representar o partido e concorrer ao governo de Mato Grosso.

A Executiva Nacional do PT decidiu que o partido em Mato Grosso deve apoiar o PSD com a candidatura da médica Natasha Slhessarenko (PSD) que, até a publicação desta reportagem, é a única mulher na pré-corrida ao Executivo estadual.

Outro nome que deve disputar o governo é o do atual senador Jayme Campos (União). Ele já manifestou interesse publicamente em concorrer, mas a candidatura ainda depende da definição do partido.

Também são apontados como possíveis candidatos o empresário Alex Pucinelli (Democracia Cristã), o professor universitário Caiubi Kuhn (PDT) e o empresário Marcelo Maluf (Novo).

Disputa pelo Senado

Mato Grosso elegerá dois senadores nesta eleição, o que aumenta a disputa pelas vagas.

O ex-governador Mauro Mendes (União) já confirmou a pré-candidatura ao Senado. Já o atual senador Carlos Fávaro (PSD) tentará a reeleição.

Única mulher representante na Assembleia Legislativa, a deputada estadual Janaina Riva (MDB), também pretende deixar a cadeira para disputar uma vaga no Senado.

Outro nome que deve entrar na disputa é o deputado federal José Medeiros (PL) que também foi confirmado por Flávio Bolsonaro para representar a sigla. Já o ex-governador Pedro Taques (PSB) articula o retorno à política e também é citado entre os possíveis candidatos.

Apesar das movimentações, o quadro eleitoral ainda pode sofrer mudanças. As candidaturas só serão oficializadas após as convenções partidárias, quando os partidos definirão seus representantes para a eleição de outubro.
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