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11 de maio de 2026

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custos maiores e incertezas no mercado desafiam produtor em Mato Grosso

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Em Mato Grosso, o plantio da próxima safra da soja será liberado a partir do dia 7 de setembro. Mas, antes mesmo da primeira semente ser colocada na terra, as despesas da nova temporada já pesam no bolso do produtor.

As despesas com fertilizantes, corretivos e defensivos voltaram a subir em julho. Com isso, o custeio da safra de soja 2025/26 em Mato Grosso já passa de R$ 4 mil por hectare, e a alta acende a preocupação do produtor com a rentabilidade da lavoura.

Segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em julho o custeio apresentou alta de 0,92%. Os fertilizantes e corretivos tiveram alta de 1,31% no mês, enquanto os defensivos avançaram 1,44%.

“Hoje, o custeio por hectare é de R$ 4.183,00. A gente vê um aumento em relação à safra passada muito atrelada a questões de defensivos. Vemos uma relação de troca não muito favorável”, pontua o coordenador de Inteligência de Mercado do Imea, Rodrigo Matheus da Silva.

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Ele comenta que quando comparada a temporada com as últimas cinco safras “está no pior cenário”, uma vez que necessita de mais sacas para conseguir uma tonelada dos insumos em questão. “O produtor que não comercializou ainda, a janela está fechada. Não está com bons patamares para a relação de troca e isso assusta também. E a questão de muitos produtores também fechando agora a gente vê problemas logísticos que podem vir a acontecer“, frisa ao Canal Rural Mato Grosso.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Cautela no manejo e adoção de estratégias para minimizar custos

De acordo com o Imea, mesmo com a alta recente, os custos ainda estão abaixo do ciclo 2022/23, quando o produtor chegou a gastar mais de R$ 5 mil por hectare. Ainda assim, para o setor produtivo a lição permanece: em um mercado globalizado, a rentabilidade depende do que acontece dentro da porteira e precisa redobrar a cautela no manejo dos custos e nas estratégias.

“Estamos vivendo um descontrole fiscal. Temos um custo muito alto de juros, principalmente. Isso está matando a agricultura”, diz o agricultor Gilson Antunes Melo. Conforme ele, a soma de tais situações “vai influenciando e gerando mais insegurança para essa próxima safra”. O produtor frisa ainda que quando se tem um custo alto, a tendência é a retirada de investimentos, o que pode levar a “ter uma menor colheita”.

Presidente do Sindicato Rural de Canarana, Lino Costa pontua à reportagem que “o produtor que em outubro ou novembro do ano passado já travou seu custo de produção para alguns produtos, ele foi um pouco mais assertivo e pegou um preço melhor”.

“Mas, é uma coisa que não é corriqueira da gente fazer. E, o investimento ele tem que ter. O produtor tem que investir para produzir. Todo produtor investe com o mínimo de gasto com produto focado em uma boa produtividade”, salienta Lino, lembrando ainda dos desafios proporcionados pelo clima que podem ainda impactar no rendimento do campo e na rentabilidade do produtor.

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O presidente do Sindicato Rural de Canarana ressalta ainda que a situação na primeira safra pode refletir na segunda safra, porque “às você deixa um financeiro ainda para pagar com a segunda safra. Eu falo abertamente, nós do Centro-Oeste hoje estamos sobrevivendo da segunda safra, porque se fossemos sobreviver de soja hoje a região estaria com a metade da ampliação e de todo esse desenvolvimento que tem aqui”.

soja plantio custo festilizantes defensivos foto Pedro Silvestre Canal Rural Mato Grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Logística e comércio internacional também preocupam

Conforme o setor produtivo do estado, além do custo interno, questões logísticas e incertezas no mercado internacional também causam preocupação. A  dependência do petróleo e de seus derivados é vista como um dos pontos mais delicados, pontuam.

“Esse ano nós temos um somatório maior de dificuldades, principalmente na relação comercial com a Rússia da maneira que estão as taxações e as ameaças do governo norte americano na nossa questão do petróleo”, frisa o vice-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Feijão, Pulses, Grãos Especiais e Irrigantes (Aprofir Brasil), Marcos da Rosa.

Hoje, a Rússia é um dos principais exportadores de petróleo para o Brasil, o que pode, diante do cenário internacional, elevar ainda mais os custos da produção. “Então é um momento em que a safra está inviável, e as coisas podem ficar mais difíceis ainda, em função da falta de rentabilidade anterior, em função da seca que nós tivemos em Mato Grosso a situação do produtor não é boa”.

Marcos da Rosa alerta ainda quanto aos produtores que arrendam áreas, onde “é um custo maior de quem planta em área própria”.

Soja colheita custo de produção foto Pedro Silvestre Canal Rural Mato Grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Custos também pesa na venda antecipada da soja

Além do impacto imediato no bolso, os custos mais altos também pesam no planejamento da venda antecipada da soja. Para fechar contratos, o produtor mato-grossense afirma que precisa de segurança, pois qualquer centavo a mais no custeio pode mudar a conta lá na frente.

“Escalonamento é a palavra deste ano. Vender conforme vai dando as oportunidades, dividindo ao longo do ano para chegar lá na frente e ter um preço melhor. Torcer por um preço melhor para conseguir ter renda no campo e torcer para o clima, porque o produtor depende extremamente do clima, que seja um clima bom e produtividades boas”, diz o agricultor Gilson Antunes.

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Preço do milho cai com avanço da colheita e pressão nos armazéns

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De janeiro a agosto, a China importou 930 mil toneladas de milho, recuo de 92,7% na comparação anual, segundo o Gacc. Foto: Pixabay.

Os preços do milho seguem em queda na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), pressionados pelo avanço da colheita da safra de verão e pelo elevado volume de estoques remanescentes da temporada 2024/25.

Segundo o Cepea, a maior disponibilidade do cereal no mercado tem ampliado a oferta e favorecido os compradores, que relatam facilidade para fechar negócios e aguardam novas desvalorizações nas próximas semanas.

No mercado spot, parte dos vendedores também tem demonstrado maior flexibilidade nas negociações. O movimento ocorre em meio à necessidade de liberar espaço nos armazéns, atualmente ocupados pela chegada de novos lotes de soja e milho da safra de verão, além dos estoques ainda remanescentes da temporada anterior.

Além da pressão logística, produtores buscam reforçar o caixa, o que contribui para aumentar o volume disponível para comercialização.

Clima limita quedas mais intensas

Apesar do cenário de ampla oferta, o Cepea destaca que as quedas nos preços não foram ainda mais acentuadas devido às preocupações climáticas envolvendo a segunda safra de milho.

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Algumas regiões produtoras enfrentam falta de chuva e temperaturas elevadas, condição que pode comprometer o desenvolvimento das lavouras. Além disso, previsões de avanço de frentes frias voltaram ao radar do mercado e aumentam a atenção dos agentes sobre possíveis impactos no potencial produtivo.

Caso o cenário climático adverso se confirme, a produtividade da segunda safra poderá ser reduzida.

Atualmente, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima produção de 109,11 milhões de toneladas de milho na segunda safra brasileira.

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Plano Safra e seguro rural pautam discussões com o Mapa no 4º Congresso Abramilho

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Foto: Assessoria Abramilho

O setor produtivo leva para dentro do 4º Congresso Abramilho, na próxima quarta-feira (13), a pressão por um Plano Safra que garanta fôlego financeiro aos produtores rurais. Com a participação confirmada do ministro André de Paula (Mapa), o evento em Brasília será o palco para cobrar medidas concretas contra o endividamento no campo e a precariedade do seguro rural. O debate ocorre em um momento crítico, onde o alto preço dos insumos ameaça a viabilidade da próxima temporada.

Além do representante do governo brasileiro, a cúpula do evento recebe o embaixador da China, Zhu Qingqiao. O foco das entidades é garantir que o governo federal apresente mecanismos eficientes de apoio à comercialização e investimentos em infraestrutura logística. A mesa de abertura conta com a mediação do jornalista Cassiano Ribeiro.

Nomes como João Martins da Silva Júnior (CNA) e Lucas Costa Beber (Aprosoja-MT) também participam da discussão, que busca traçar um diagnóstico sobre as dificuldades enfrentadas em Mato Grosso e nas demais regiões produtoras. O grupo defende que, sem um aporte robusto no crédito oficial, a competitividade do grão brasileiro pode ser comprometida pela falta de armazéns e logística deficitária.

Interlocução e crise de rentabilidade

Para o organizador do congresso e diretor executivo da Abramilho, Glauber Silveira, o encontro serve como uma ponte direta para que as dores do produtor cheguem ao alto escalão da Esplanada. Ele destaca que o cenário de incerteza exige que o ministério exponha quais são os planos reais para mitigar os riscos da atividade.

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“A gente vai discutir crise, política, Plano Safra. Com o ministro da Agricultura presente, o que se coloca na mesa é o que o governo está pensando diante das dificuldades que o setor está passando”, afirma Silveira.

A agenda do dia ainda contempla discussões técnicas sobre biotecnologia e a influência da geopolítica nas exportações. O objetivo final é consolidar uma pauta de propostas que será entregue às autoridades, reforçando a necessidade de segurança jurídica e financeira para o agronegócio nacional.


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Rápida evolução dos bioinsumos pressiona governo por célere regulamentação, diz Abinbio

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Foto: Canal Rural

O avanço acelerado do mercado de bioinsumos no Brasil elevou a pressão sobre o governo federal para concluir a regulamentação do Novo Marco Regulatório do setor. A avaliação predominou entre lideranças da indústria e pesquisadores reunidos no BioSummit 2026, realizado em 6 e 7 de maio, em Campinas, São Paulo.

O consenso foi da necessidade de regulamentação célere da nova legislação como condição estratégica para garantir segurança jurídica, continuidade operacional e expansão dos investimentos em bioinsumos no país.

O debate ocorre em meio a um cenário de forte crescimento do segmento. Segundo levantamento da CropLife Brasil, o mercado brasileiro de bioinsumos atingiu R$ 6,2 bilhões em 2025, alta de 15% em relação ao ano anterior e o maior avanço desde o início da série histórica, em 2022.

No plano internacional, a consultoria DunhamTrimmer projeta crescimento global de 10% entre 2025 e 2030, levando o setor a US$ 25 bilhões até o fim da década. A América Latina deverá superar essa média, com expansão estimada em 14%, puxada principalmente pelo Brasil, hoje considerado líder mundial em adoção de insumos biológicos.

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Foi nesse contexto que o assessor jurídico da Associação Brasileira de Indústrias de Bioinsumos (Abinbio), Rodrigo Souza, defendeu rapidez na consolidação das normas infralegais da nova Lei dos Bioinsumos, uma vez que o tempo de entusiasmo com a aprovação da matéria já passou.

Segundo ele, o próprio processo legislativo demonstrou maturidade institucional e alinhamento entre os diferentes elos da cadeia produtiva.

“É importante destacar que durante o processo legislativo existiu bastante consenso, mesmo com a participação dos diferentes setores envolvidos, o que demonstra o amadurecimento do debate e o entendimento de que neste momento a finalização do processo é a prioridade para todos, produtor rural, governo, pesquisa, investimento e indústria”, destacou.

Segurança jurídica

Souza ressalta que, entretanto, o cenário atual vai além de mera expectativa regulatória. “Mais do que ansiedade com a finalização da regulamentação, existe urgência real, especialmente por parte da indústria, que aguarda a finalização da regulamentação para ter segurança jurídica sobre uma área extremamente regulada”, declarou.

De acordo com ele, a ausência das regulamentações complementares já provoca impactos concretos sobre a operação das empresas. “Em muitos casos a falta de regulamentação impacta diretamente em processos de registro de produtos, fiscalizações e demais rotinas da cadeia de produção”, afirmou.

O assessor jurídico da Abinbio ressaltou ainda que diversos pontos previstos no novo marco continuam exigindo aprofundamento técnico e alinhamento institucional. Entre eles, citou a necessidade de definição sobre a atuação prévia do Ibama e da Anvisa nos processos de registro, além de temas considerados estratégicos para a competitividade do setor.

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“Nesse contexto de urgência, é necessário destacar pontos importantes para a rotina da indústria, trazidos pela Lei dos Bioinsumos, que ainda necessitam de debate, especialmente atinentes à necessidade de atuação prévia do Ibama e Anvisa em processos de registro de produtos, proteção de dados regulatórios, proteção contra biopirataria, possibilidade de acreditação de laboratórios privados e ampliação do escopo da titularidade de registro de bioinsumos”, pontuou.

Outro aspecto levantado por Souza foi a coexistência temporária entre dispositivos antigos e as novas diretrizes legais, situação que, segundo ele, amplia a insegurança jurídica no setor. “Existem pontos de sombra entre a nova lei e o regramento anterior, que continuam impactando o dia a dia e inclusive gerando insegurança nas rotinas produtivas, em processos administrativos e fiscalizações”, explicou.

Ao encerrar sua participação, o representante da Abinbio reforçou que a consolidação do ambiente regulatório será determinante para o futuro da indústria brasileira de bioinsumos.

“A expectativa do setor é enorme, todavia a atividade da indústria não pode parar, pois existe toda a cadeia produtiva, de suprimentos e empregos envolvidos, pelo que a consolidação e aumento de investimentos e crescimento dependem de clareza e segurança jurídica no ambiente regulatório, o que somente ocorrerá com a finalização da regulamentação”, concluiu.

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