Sustentabilidade
confira os números da soja no Brasil e Chicago

O mercado doméstico de soja iniciou a semana em queda, com recuos simultâneos na Bolsa de Chicago, no dólar e nos prêmios. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, esses fatores compensaram pouco o movimento de baixa, com o resultado em um cenário de lentidão nas negociações.
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Nos portos, praticamente não há ofertas relevantes. O mercado está lento, com poucas indicações para setembro, afirmou o especialista. Ele acrescentou que o mesmo padrão se observa na indústria, onde predominam apenas compras pontuais, sem volume expressivo.
O analista também destacou a fraqueza nas movimentações relacionadas à safra 2026. “O início da semana está bem fraco, inclusive para a safra futura, com poucos reportes de ofertas”, disse.
De modo geral, o mercado segue em ritmo moroso, com agentes cautelosos diante das condições externas e internas que pressionam os preços.
Preços da soja
- Passo Fundo (RS): caiu de R$ 135,00 para R$ 134,00
- Santa Rosa (RS): caiu de R$ 136,00 para R$ 135,00
- Rio Grande (RS): caiu de R$ 142,00 para R$ 141,00
- Cascavel (PR): caiu de R$ 137,00 para R$ 135,00
- Paranaguá (PR): manteve em R$ 140,00
- Rondonópolis (MT): caiu de R$ 127,00 para R$ 126,00
- Dourados (MS): caiu de R$ 127,00 para R$ 126,00
- Rio Verde (GO): caiu de R$ 126,00 para R$ 125,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira em baixa. A perspectiva de demanda fraca por parte da China e o sentimento de safra cheia nos Estados Unidos determinaram as perdas.
Após atingir os melhores níveis em dois meses na sexta-feira, o mercado corrigiu na abertura da semana. O sentimento entre os operadores é de ceticismo sobre uma possível recuperação das negociações comerciais entre China e Estados Unidos.
A crop tour da Pro Farmer indicou uma boa safra a ser colhida nos EUA, ainda que em nível abaixo do projetado pelo Departamento de Agricultura americano (USDA). A produção norte-americana deverá totalizar 4,246 bilhões de bushels em 2025, com produtividade média de 53 bushels por acre. O USDA, no entanto, projeta 4,292 bilhões de bushels, com rendimento de 53,6 bushels por acre.
Contratos futuros de soja
No fechamento, os contratos da soja em grão com entrega em setembro recuaram 11,00 centavos de dólar, ou 1,06%, a US$ 10,25 1/2 por bushel. A posição novembro terminou em US$ 10,47 3/4 por bushel, com baixa de 10,75 centavos ou 1,01%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo caiu US$ 0,60, ou 0,20%, para US$ 290,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 54,87 centavos de dólar, com perda de 0,45 centavo ou 0,81%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,21%, cotado a R$ 5,4138 para venda e R$ 5,4118 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4017 e a máxima de R$ 5,4367.
Sustentabilidade
Conflito no Oriente Médio e impactos ao produtor de milho – MAIS SOJA

A Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho) informa que segue acompanhando com atenção a guerra entre Estados Unidos, Israel e
Irã. O Oriente Médio é um importante mercado para o milho brasileiro. Diferentemente da soja, cujas exportações são mais concentradas, as exportações de milho brasileiro são mais pulverizadas, alcançando diversos países ao redor do mundo. Ainda assim, o Oriente Médio tem ganhado peso nas compras do grão brasileiro nos últimos anos.
Em 2025, os países do Oriente Médio responderam por cerca de 51% das exportações brasileiras de milho, considerando o Egito dentro desse grupo. No entanto, esse percentual pode variar de forma significativa de um ano para outro. Em 2024, por exemplo, a participação foi menor, apenas 33% do total exportado pelo Brasil.
Dentro desse contexto, o Irã se destaca como um dos principais parceiros comerciais do milho brasileiro, com compras relativamente estáveis ao longo dos anos. O país costuma importar entre 4 e 5 milhões de toneladas do grão por ano, volume que em determinados momentos, chega a superar inclusive as aquisições da União Europeia, consolidando o mercado iraniano como um destino estratégico para o cereal do Brasil. Os principais produtos de milho exportados pelo Brasil são o milho em grão, destinado principalmente à alimentação animal.
O mercado iraniano se destaca por absorver volumes robustos e contínuos ano após ano, conforme revelam os dados do período de 2020 a 2025. Em termos de participação, o volume de 9,08 milhões de toneladas embarcadas para o Irã representaram cerca de 22% de toda a exportação brasileira de milho no ano passado. Para o país persa, o Brasil é um fornecedor estratégico: aproximadamente 80% de todo o milho importado pelos iranianos têm origem nas lavouras brasileiras.

Fertilizantes – O mercado da ureia reagiu rapidamente à escalada do conflito, registrando alta de 35% nos preços desde o início da guerra no Irã. O Brasil importa cerca de 37% de seus fertilizantes do Oriente Médio. A segunda safra de milho é o período de maior consumo desse insumo. É importante frisar que a extensão do conflito pode acarretar em uma safra menor ou afetar a rentabilidade do produtor rural.
Diesel – O preço dos combustíveis tem apresentado alta em parte significativa dos estados brasileiros, em meio à escalada do conflito entre os Estados Unidos, Israel e Irã, que pressionou a cotação internacional do petróleo. O barril do tipo Brent, referência global, subiu mais 3,8% nesta terça-feira (18/3), chegando a US$ 107,38 e bateu a marca de US$ 110. O preço do diesel também regista alta, o que preocupa especialmente neste período de colheita e momento de plantio de segunda safra do milho, já que o aumento impacta diretamente os custos de produção.
Para o agronegócio, a preocupação na disparada do combustível é direta, uma vez que o diesel representa um dos principais custos operacionais da atividade agrícola. O diesel é amplamente utilizado em máquinas como colheitadeiras, tratores e pulverizadores. Além disso, é essencial para o transporte dentro das propriedades rurais e para o escoamento da produção. Caso haja um reajuste expressivo para reduzir a defasagem ou restrição na oferta do produto, o custo de produção tende a elevar, pressionando a rentabilidade do produtor. O aumento relevante no preço do combustível já tem impactado no frete.
Medidas – Diante do cenário de guerra, entre as medidas em discussão está a redução a zero dos impostos sobre fertilizantes e sobre o diesel, iniciativa que pode atenuar impactos imediatos sobre o custo de produção agrícola. O transporte rodoviário está diretamente pressionado pelo custo do diesel, o que impacta na tabela do frete. A entidade defende a transparência e fiscalização da tabela de frete, seguindo parâmetros que estejam alinhadas as condições reais de mercado.
É crucial que o governo federal avance em uma política de transição energética mais previsível e eficaz, capaz de reduzir a volatilidade e dar estabilidade à cadeia logística. Além disso, a Abramilho defende medidas urgentes de revisão do percentual de mistura obrigatória do biodiesel, o chamado B17, como forma de contribuir para maior previsibilidade e equilíbrio no custo energético e logístico brasileiro. A entidade segue acompanhando os desdobramentos do conflito e os possíveis reflexos no agro brasileiro.
Fonte: Abramilho
Sustentabilidade
Compras por barganha asseguram ganhos consistentes da soja em Chicago – MAIS SOJA

Os contratos futuros da soja fecharam com bons ganhos nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Apesar do recuo do petróleo, fatores técnicos predominaram e um movimento de compras por barganha garantiu a recuperação dos níveis de preço.
O conflito no Oriente Médio segue merecendo atenções dos investidores. Hoje o dia foi de menor aversão ao risco no exterior, diante do envio de uma proposta de cessarfogo dos Estados Unidos ao Irã.
No final da sessão, a Casa Branca informou que o presidente Donald Trump viajará a Pequim nos dias 14 e 15 de maio para uma visita remarcada e um encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A viagem havia sido originalmente planejada para antes, mas foi adiada para que Trump permanecesse em Washington acompanhando e conduzindo o envolvimento dos EUA na guerra contra o Irã.
Os participantes do mercado voltam a especular por um possível acordo comercial entre as duas maiores potências econômica do mundo. E entre os pontos de um provável acordo, o mercado aguarda pela confirmação de compras chinesas de soja americana.
O encarecimento dos preços dos fertilizantes está no radar do mercado. A alta nos custos de produção pode prejudicar o plantio da nova safra americana. Com isso, cresce a expectativa para o relatório de intenção de plantio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado no dia 31. As sinalizações pré conflito eram de um aumento no cultivo de soja e diminuição da área a ser destinada ao milho.
Os preços do óleo seguiram no território positivo. O mercado espera por medidas a serem anunciadas na sexta pelo governo americano, visando incentivar a produção de biocombustíveis.
Preços
Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 16,75 centavos de dólar, ou 1,45%, a US$ 11,71 3/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 11,87 3/4 por bushel, com elevação de 16,25 centavos de dólar ou 1,38%.
Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 2,60 ou 0,80% a US$ 319,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 67,10 centavos de dólar, com ganho de 1,37 centavos ou 2,08%.
Autor/Fonte: Dylan Della Pasqua / Safras News
Sustentabilidade
Abracal – Rochagem não substitui o calcário no solo; entenda – MAIS SOJA

O período de avaliação dos custos agrícolas tem ampliado o debate sobre produtos utilizados nas culturas. Nesse cenário, parte das últimas avaliações surgidas na internet e em alguns veículos de comunicação aponta para a possibilidade de “abrir mão” de itens presentes na execução do plantio.
Porém, o agricultor e o pecuarista precisam estar atentos, pois surgem avaliações incorretas. Uma delas é que a rochagem poderia “substituir” o calcário agrícola, em operações de sequestro de carbono.
Essa proposta não encontra base técnica. A Associação Brasileira dos Produtores de Calcário Agrícola (Abracal) ouviu engenheiros agrônomos e pesquisadores, que descartaram a troca em virtude das diferenças das finalidades desses insumos e dos efeitos – também diferentes – causados por esses mesmos insumos.
O calcário é um corretivo de acidez de solo, que age de forma rápida e eficiente. Já a rochagem, ou “pó de rocha”, atua como um “remineralizador”. No solo, o pó de rocha não tem força para corrigir o solo ácido, servindo para repor minerais e micronutrientes a longo prazo.
Especialistas apontam que não adianta investir em rochagem se o solo estiver ácido. O pH inadequado em um tipo de solo impede que a planta absorva os nutrientes liberados pelo pó de rocha.Prática que inclui o uso de calcário, a calagem deve ser sempre a primeira etapa no manejo do solo. Primeiro, o agricultor corrige o “ambiente” com o calcário e outros insumos para, depois, garantir que a planta consiga aproveitar a remineralização gerada pela rochagem.
Quanto à reação química, o calcário libera CO₂, mas o saldo final é amplamente positivo. Na operação, o calcário aumenta a produtividade e a biomassa – composta pelas raízes e pela palhada, entre outros itens – na mesma área plantada, o que sequestra muito mais carbono do que o volume emitido.
A rochagem tem uma emissão química menor, mas, sozinha, não gera o mesmo ganho de produtividade e sequestro de carbono em solos que precisam de correção.
Concluindo esse esclarecimento, reforçamos que qualquer medida quanto ao manejo de solo deve ser adotada somente após uma consulta ao engenheiro agrônomo, que poderá tirar dúvidas sobre operações.
Autor/Fonte: Associação Brasileira dos Produtores de Calcário Agrícola (Abracal)
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