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12 de agosto de 2026

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Syngenta Digital lança Cropwise Planting no Brasil ferramenta vai ajudar a ampliar a rentabilidade das lavouras

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Redução de custos com fertilização em até 25% e aumento médio do potencial produtivo das áreas em 3% são resultados alcançados pela nova tecnologia de agricultura de precisão na cultura do milho

Syngenta, referência global em inovação agrícola, por meio da Syngenta Digital, estrutura global de tecnologia e serviços digitais, lança oficialmente o Cropwise Planting no Brasil, uma solução integrada à plataforma Cropwise que visa simplificar e facilitar o acesso às tecnologias de agricultura de precisão. A inovação, que já possui resultados comprovados na Europa e Argentina, chega ao mercado brasileiro após um ano de testes com clientes selecionados, demonstrando um aumento médio do potencial produtivo das áreas em aproximadamente 3% e redução de custos com fertilização que alcançam até 25%, em algumas culturas.

O Cropwise Planting foi desenvolvido para otimizar o uso de insumos, permitindo que os produtores maximizem o potencial de suas lavouras, e consequentemente, aumentem a rentabilidade da safra.
A agricultura tradicional opera com uma aplicação padrão para a quantidade de sementes e fertilizantes em toda a área, independentemente das características do solo”, explica Bruno Muller, Head de Agricultura Digital da Syngenta. “A Agricultura de Precisão, por outro lado, reconhece a variabilidade do solo e permite um tratamento personalizado para cada talhão, ajustando a quantidade de insumos de acordo com as necessidades específicas de cada área da propriedade”, completa.
Os resultados comprovados por clientes no Brasil atestam a eficácia do Cropwise Planting, pois os produtores que adotaram a solução relataram ter alcançado recordes do potencial de produtividade, com alguns observando incremento de até seis sacas por hectare. Em outros casos, a tecnologia permitiu a manutenção da mesma produtividade com uma redução no uso de insumos, o que demonstra a eficiência na otimização de custos. Nota-se também uma maior uniformidade no desenvolvimento da lavoura e um melhor estande de plantas, indicando aprimoramento geral na qualidade e no desempenho da cultura.
“Na safra 2024/2025 de soja, utilizamos o Cropwise Planting para otimizar o uso de sementes e estabilização da cultura. Implementamos a solução em um talhão da fazenda de 310 hectares e conseguimos resultados muito bons com a solução, com redução de custo no final”, afirma Diogo Toledo, gerente da Fazenda Vô Kuni de Santa Rede Trivelato no Mato Grosso, que participou da fase de testes da solução no Brasil.
Conforme dados conjuntos da Embrapa, Fundação ABC e a Associação Brasileira de Agricultura de Precisão e Digital (AsBrAP), mais de 40% dos produtores brasileiros já utilizam alguma forma de tecnologia de agricultura de precisão em suas operações. Os dados apontam tendências em práticas específicas, como o plantio em taxa variada e a adoção da agricultura de precisão para realizar aplicações de insumos, demonstrando um interesse crescente em otimizar a utilização de insumos e melhorar a eficiência do manejo do solo.
“Nosso objetivo com o Cropwise Planting é justamente auxiliar os produtores a superarem as barreiras da adoção da agricultura de precisão, tornando-a acessível, democrática e de fácil aplicação. Os benefícios são: aumento do potencial de produtividade e redução de desperdício em insumos agrícolas”, afirma Muller.
Benefícios e diferenciais do Cropwise Planting

O Cropwise Planting é ideal para agricultores que querem aproveitar a expertise agronômica dos produtos e/ou do agrônomo para tomar as melhores decisões de manejo das lavouras. A tecnologia foi desenvolvida para tornar o processo de gestão mais fácil, transformando dados em informações para tomada de decisão. Com essa solução, o próprio agricultor ou o agrônomo responsável pela fazenda consegue gerar suas prescrições de maneira intuitiva, com apenas alguns cliques.
Um dos principais diferenciais do Cropwise Planting é a otimização de recursos, pois a tecnologia permite que o plantio, a fertilização e a correção do solo sejam realizadas em taxa variável, o que significa que a quantidade de insumos é ajustada de acordo com as necessidades específicas de cada zona de manejo dentro de um talhão. Esse nível de precisão resulta em uma redução significativa no que diz respeito ao desperdício de insumos e, consequentemente, em aumento da rentabilidade da lavoura.
A compatibilidade abrangente é outro ponto forte do Cropwise Planting, já que a solução foi desenvolvida para se adaptar às principais marcas de equipamentos de agricultura de precisão disponíveis no mercado. Essa característica elimina problemas comuns que os produtores enfrentam, como arquivos que não abrem ou formatos incompatíveis entre softwares e máquinas, garantindo uma transição e operação efetivas e simplificadas no campo.
O Cropwise Planting se destaca pela sua integração com a Plataforma Cropwise, pois como ele está conectado às outras tecnologias da Cropwise, o produtor pode utilizar dados históricos da fazenda, imagens de satélite e outras informações existentes na plataforma para criar prescrições ainda mais precisas e eficientes. Essa sinergia se estende à realização de avaliações direcionadas de pragas e doenças com o Cropwise Protector, oferecendo uma visão completa e integrada da gestão da lavoura.
Além disso, inclui a possibilidade de acompanhar o desenvolvimento da lavoura, por meio do Cropwise Imagery, que agora se transformou em Cropwise Explorer. A solução se transformou e deixou de fornecer apenas imagens de satélite para permitir uma análise mais profunda, já que a avaliação é feita a partir de imagens do Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI), capacidades analíticas e uma experiência unificada com outras ferramentas Cropwise. O diferencial da solução quando comparada às ferramentas existentes no mercado, é que o Cropwise Explorer oferece muito mais do que apenas imagens, ao proporcionar uma visão abrangente da saúde das culturas e insights agronômicos profundos, permitindo que os usuários avaliem seus talhões, identifiquem padrões, descubram oportunidades e detectem ameaças em tempo real.

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SLC Agrícola registra receita recorde de R$ 2,2 bilhões e amplia lucro líquido em 75%

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Foto: Divulgação/SLC Agrícola

A SLC Agrícola divulgou nesta quarta-feira (12) seus resultados financeiros referentes ao segundo trimestre de 2026. A companhia encerrou o período com receita líquida recorde de R$ 2,2 bilhões, crescimento de 16,8% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O lucro líquido também avançou, com expressiva alta de 75,3% sobre o segundo trimestre de 2025, para R$ 245,1 milhões.

A perspectiva positiva também alcança o desempenho das lavouras. A safra de soja foi encerrada com produtividade recorde, enquanto o algodão caminha para o que pode ser a melhor safra da história da companhia em termos de produtividade.

O resultado bruto da SLC Agrícola somou R$ 941,2 milhões, avanço de 43,5% em relação ao segundo trimestre do ano anterior. O desempenho foi impulsionado principalmente pelas operações de algodão e soja, culturas que representam importantes vetores de geração de valor para a empresa.

O EBITDA ajustado alcançou R$ 1,3 bilhão no primeiro semestre e totalizou R$ 580,6 milhões no segundo trimestre, com crescimento de 4,3% e margem de 26,7%. Os indicadores refletiram o acréscimo de R$ 111,3 milhões no resultado bruto das culturas.

No trimestre, a companhia faturou 806,1 mil toneladas de produtos agrícolas, volume recorde para o período e 14,4% superior ao registrado entre abril e junho de 2025. O desempenho foi sustentado principalmente pelo aumento dos volumes faturados de algodão, soja, milho e rebanho bovino, além de preços mais favoráveis em algumas dessas atividades.

“Os números do trimestre refletem um trabalho que começa muito antes da colheita. O planejamento das culturas, o cuidado diário nas fazendas, a gestão comercial e a disciplina na alocação de capital permitiram ampliar a operação e entregar resultados consistentes. Crescemos em escala, mas seguimos atentos à eficiência e à qualidade da execução”, destaca o diretor-presidente da SLC Agrícola, Aurélio Pavinato.

Recorde de produtividade

A soja ocupou 424,6 mil hectares, equivalentes a 51% de toda a área plantada pela companhia na safra 2025/26. A colheita foi concluída com produtividade recorde de 4.146 quilos por hectare, resultado 4,7% superior ao ciclo anterior e 2,7% acima do projeto inicialmente. O rendimento também ficou 11,7% acima da média nacional indicada pela Conab em julho deste ano.

No segundo trimestre, a soja apresentou resultado bruto de R$ 301,3 milhões, com resultado unitário de R$ 530 por tonelada.

No algodão, cultivado em 191,3 mil hectares, os resultados registrados até o momento reforçam a expectativa de uma das melhores safras da história da SLC Agrícola em produtividade.

Para a primeira safra, a companhia projeta 2.220 quilos de pluma por hectare, rendimento 20,6% superior ao ciclo anterior e 7,5% acima do projeto inicial. Na segunda safra, a estimativa é de 2.072 quilos de pluma por hectare, produtividade 4,5% superior ao planejado.

Maior volume comercializado

No segundo trimestre, a SLC Agrícola faturou 93,1 mil toneladas de algodão em pluma, aumento de 21,9% em relação ao mesmo período de 2025. Na soja, o volume chegou a 568,3 mil toneladas, alta de 9,8%.

O volume faturado de milho alcançou 103,5 mil toneladas, uma variação de 69,5%. Na pecuária, foram comercializadas 12,8 mil cabeças, crescimento de 52,3%.

Além da soja e do algodão, o milho registrou aumento expressivo tanto em volume quanto em receita. A receita líquida da cultura avançou 56,6%, para R$ 77,7 milhões, enquanto o resultado bruto cresceu 5,7%.

Na pecuária, a receita líquida atingiu R$ 93,5 milhões, alta de 74,9% em relação ao segundo trimestre de 2025. O resultado bruto totalizou R$ 15,7 milhões, avanço de 82,4%. Por cabeça, o resultado ficou em R$ 1.225, valor 19,9% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Com a colheita da safra 2025/26 avançando para a reta final, a SLC Agrícola já concluiu 100% da colheita da soja, 90,6% do milho segunda safra e 61,2% do algodão.

Em relação ao custeio, a maior parte das despesas referentes à safra 2025/26 já foi paga. Ao mesmo tempo, 100% da produção de algodão e 99% da produção de milho ainda serão faturados e entregues. Segundo a companhia, esses volumes devem contribuir para a redução da alavancagem ao longo do segundo semestre.

Investimentos em irrigação

No segundo trimestre, a SLC Agrícola destinou R$ 81,7 milhões a projetos de irrigação. No acumulado do primeiro semestre de 2026, os investimentos chegaram a R$ 155 milhões.

A Fazenda Piratini concentrou a maior parte dos desembolsos, direcionados principalmente à implantação de estruturas de pivôs, à perfuração de poços e reservatórios, além da execução de obras de infraestrutura elétrica e hidráulica.

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Profert ajudará Brasil a combater o protecionismo dos concorrentes, diz Tirso Meirelles

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Foto: Reprodução

O Senado aprovou nesta terça-feira (11) o Projeto de Lei 699/23, que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert) e libera, em cinco anos, até R$ 10 bilhões em subsídios para novas plantas de fábricas de fertilizantes ou expansão e modernização das atuais.

O benefício será concedido por meio de créditos fiscais de tributos federais e foi comemorado por grande parte das entidades do agronegócio. Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles, a iniciativa ajudará o Brasil a reduzir a dependência de insumos importados. Cálculos do setor mostram que cerca de 85% do adubo utilizado nas lavouras brasileiras vem de fora.

Segundo o texto aprovado pelo Senado, caberá ao Poder Executivo definir quais iniciativas serão selecionadas para receber os benefícios fiscais do Profert. O montante anual total será limitado a R$ 2 bilhões, que poderão passar para o ano seguinte quando não forem utilizados no ano anterior. O período de implementação do programa será de 2027 a 2031.

Meirelles acredita que a iniciativa será fundamental para que o Brasil possa ampliar e diversificar mercados. “O mundo hoje joga US$ 1,5 bilhão contra a agricultura brasileira porque usam subsídios para que os produtores de seus países possam produzir porque não têm como concorrer com o Brasil, um país que tem três safras na mesma área por ano, então impõem subsídios contra nós. No nosso caso, temos de ter nossos fertilizantes, criando as condições efetivas de produzi-los e termos a segurança desses produtos para que possamos ter segurança alimentar”, ressalta.

O presidente da Faesp ainda criticou o fato de um programa de fortalecimento da indústria nacional de fertilizantes ter demorado tanto para ser aprovado. “Infelizmente não temos um governo que pense o Brasil para [os próximos] 20 ou 30 anos. A própria China está fazendo um programa agrícola de 30 anos”, compara.

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USDA eleva produção de soja dos EUA e ajusta projeções para o Brasil; analista comenta

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Foto: Agência Brasil

O novo relatório do USDA foi divulgado nesta quarta-feira (21). Segundo Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, o documento trouxe mudanças importantes nas principais projeções para o mercado de soja.

No Brasil, o USDA elevou a projeção de produção de soja para a safra 2025/26, passando de 180 milhões para 180,5 milhões de toneladas. A estimativa ficou próxima da média das projeções do mercado, de 180,3 milhões de toneladas.

Nos Estados Unidos, o destaque foi o aumento da produção. O USDA projetou uma safra de 123 milhões de toneladas em agosto, acima dos 121,8 milhões de toneladas estimados em julho e também da expectativa média do mercado, de 121,6 milhões de toneladas.

Para Silveira, o aumento está relacionado principalmente à expansão da área plantada. Apesar de o USDA ter reduzido a produtividade americana de 53 para 52,7 bushels por acre, o aumento da área mais do que compensou a revisão e elevou o potencial produtivo da safra.

O cenário também teve reflexos nos estoques. Para a safra 2025/26, os estoques americanos foram projetados em 8,84 milhões de toneladas, próximos da expectativa do mercado, de 8,8 milhões, e abaixo dos quase 9 milhões de toneladas previstos em julho.

Para 2026/27, o USDA estimou estoques americanos em 8,7 milhões de toneladas, acima da média esperada pelo mercado, de 8,2 milhões, e dos 8,44 milhões de toneladas projetados no relatório anterior.

Na avaliação do analista, porém, a demanda americana ainda pode ser revisada nos próximos relatórios. Segundo Silveira, as exportações da safra velha já indicavam a necessidade de um ajuste para cima, enquanto o esmagamento interno segue sustentado pela forte demanda por óleo de soja.

Além disso, as vendas da nova safra americana vêm ganhando velocidade, com a China entre os principais compradores. Esse avanço da demanda pode pressionar os estoques para baixo nos próximos meses.

No cenário global, os estoques de soja foram projetados em 125,1 milhões de toneladas para 2025/26, abaixo da expectativa média do mercado, de 125,6 milhões, e dos 125,3 milhões de toneladas de julho. Para 2026/27, a estimativa ficou em 124,2 milhões de toneladas, praticamente estável em relação ao mês anterior.

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