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26 de junho de 2026

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Soja brasileira rouba espaço dos EUA; preços sobem e mercado ganha ritmo

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A semana foi marcada pela recuperação dos preços da soja no Brasil e na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Mesmo com prêmios cedendo, a alta do dólar ajudou a dar ritmo aos negócios no Brasil, principalmente envolvendo vendas antecipadas.

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Segundo a consultoria Safras & Mercado, o mercado disponível apresentou um movimento mais moderado. Os produtores, que já negociaram bem com a recente reação das cotações, adotaram postura mais retraída, especulando e aguardando por condições ainda melhores.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): a saca de 60 kg subiu de R$ 131,00 para R$ 135,50
  • Cascavel (PR): passou de R$ 131,00 para R$ 138,00
  • Rondonópolis (MT): aumentou de R$ 120,00 para R$ 129,00
  • Porto de Paranaguá (PR): aumentou de R$ 136,00 para R$ 141,00

Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com entrega em novembro, os mais negociados, tiveram valorização de 1,44%, cotados na manhã de sexta-feira (22) a US$ 10,57 ½ por bushel. Boa parte dessa alta veio do salto dos preços na quinta-feira (21), quando a posição subiu cerca de 2%, seguindo a disparada de 5% nos preços do óleo de soja.

Em geral, o cenário segue baixista para os contratos em Chicago, apesar da recente valorização. A tradicional crop tour do Profarmer, que divulgará os números finais na sexta-feira à tarde, indica bom potencial produtivo, embora os participantes considerem que os números do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estejam superestimados.

Demanda da soja americana pela China

As importações de soja do Brasil pela China subiram 13,9% em julho na comparação anual, reflexo de maior oferta pela safra brasileira e dos temores com a guerra comercial com os Estados Unidos. Foram 10,39 milhões de toneladas importadas do Brasil em julho, ante 9,12 milhões no mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, a China trouxe 42,26 milhões de toneladas, 3% inferior ao mesmo período de 2024.

Dos Estados Unidos, a China comprou 420,874 mil toneladas em abril, queda de 11,5% na comparação anual. No acumulado do ano, as importações somam 16,57 milhões de toneladas, 31,2% acima do mesmo período do ano passado.

Produtores de soja dos EUA pediram ao presidente Donald Trump que firme um acordo com a China para garantir compras da oleaginosa, diante da ausência de contratos antecipados da nova safra.

A China tem priorizado a soja brasileira, o que pode gerar perdas bilionárias aos agricultores americanos. Em 2023/24, o país comprou 54% da soja exportada pelos EUA, equivalente a US$ 13,2 bilhões. A American Soybean Association alertou que os produtores enfrentam forte pressão financeira, com preços em queda e custos mais altos, e que a falta de acordo até o outono agravará os impactos para o setor.

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Ministério da Agricultura confirma anúncio do Plano Safra para 30 de junho com ausência de Lula

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Foto: Rodrigo Arnt

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) enviou convite na tarde desta sexta-feira (26) confirmando a data de anúncio do Plano Safra 2026/27 da Agricultura Empresarial para as 10 horas da próxima terça-feira (30), como já havia antecipado o Canal Rural.

Os números do Plano Safra da Agricultura Familiar devem ser feitos no mesmo dia, à tarde. O chamamento da pasta confirma uma informação que estava sendo ventilada ao longo do dia: o presidente Lula se ausentará da cerimônia da manhã.

Na ocasião, o chefe do Executivo estará na reunião da Cúpula do Mercosul, em Assunção, no Paraguai. Contudo, a expectativa é que ele esteja presente no segundo anúncio. O tempo de voo entre a capital do país vizinho e Brasília é de cerca de quatro horas.

Essa é a primeira vez, desde o lançamento do programa, em 2002, que o presidente não comparece no evento. O convite acusa que o vice-presidente, Geraldo Alckmin, comandará a cerimônia ao lado do ministro do Mapa, André de Paula.

De acordo com apuração do ex-presidente do Banco do Brasil e colunista do Canal Rural, Fausto Ribeiro, o Plano Safra 2026/27 deve ser de R$ 652 bilhões, avanço de cerca de 10% frente ao total disponibilizado na safra passada.

Contudo, as atenções se voltam para as condições a serem disponibilizadas, uma vez que especialistas alertam para restrições fiscais e ambientais, o que deve impactar o crédito rural.

O Canal Rural acompanhará o anúncio do Plano desde o início, em transmissão ao vivo pela TV e redes sociais. Quem for assistir a cerimônia presencialmente deve preencher este formulário.

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Agricultura do futuro será cada vez mais digital, afirma presidente da Embrapa

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Foto: reprodução/Planeta Campo

A agricultura brasileira deve se tornar cada vez mais digital, conectada e sustentável nos próximos anos. A avaliação é da presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Silvia Massruhá, que destaca a inovação tecnológica como um dos principais motores para ampliar a produtividade, enfrentar as mudanças climáticas e promover a inclusão de pequenos e médios produtores rurais.

Segundo ela, a história da agricultura brasileira está diretamente ligada ao investimento em ciência. Há pouco mais de cinco décadas, o Brasil era importador de alimentos. A mudança desse cenário ocorreu com o desenvolvimento de tecnologias adaptadas às condições de clima e solo do país.

“A Embrapa teve um papel fundamental nesses últimos 50 anos para o avanço da agricultura brasileira. Nós podemos destacar aqui que há 50 anos atrás nós éramos importadores de alimentos. Começamos a trabalhar com a adaptação das tecnologias para o nosso tipo de clima e solo. Então, o que foi fundamental foi uma agricultura baseada em ciência”, destacou.

Três fases da transformação agrícola

De acordo com Silvia Massruhá, a evolução da agropecuária nacional pode ser dividida em três grandes etapas. A primeira foi marcada pela expansão da produção de grãos, especialmente da soja no Cerrado, impulsionada pelo desenvolvimento de fertilizantes e sistemas produtivos adaptados às condições brasileiras.

Na sequência, entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2000, ganhou força a intensificação da produção com sistemas integrados, como integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), além da incorporação de biotecnologia, nanotecnologia, automação e agricultura de precisão.

A fase mais recente é caracterizada pela agricultura de base biológica, com maior uso de bioinsumos e foco em uma produção multifuncional, capaz de atender à demanda por alimentos, fibras e energia de forma sustentável.

Ciência impulsiona produtividade

Segundo a presidente da Embrapa, os resultados dessa trajetória são expressivos. Nos últimos 50 anos, a área plantada no Brasil cresceu cerca de 140%, enquanto a produção e a produtividade de grãos aumentaram aproximadamente 580%.

Para Massruhá, esse avanço demonstra que o crescimento da agricultura brasileira ocorreu principalmente pelo aumento da eficiência produtiva e pela adoção de tecnologias desenvolvidas pela pesquisa.

Outro destaque é a contribuição da Embrapa para políticas públicas, como o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), utilizado para orientar o crédito e o seguro rural.

Atualmente, o sistema gera recomendações para 44 culturas em cerca de 5 mil municípios brasileiros. O trabalho envolve mais de 200 pesquisadores distribuídos em 32 unidades da Embrapa, que revisam anualmente as informações para orientar as janelas de plantio com menor risco climático.

Inclusão digital é desafio

Apesar dos avanços tecnológicos, Silvia Massruhá alerta que a transformação digital ainda precisa chegar de forma mais ampla aos pequenos e médios produtores.

“Cada vez mais novas tecnologias estão introduzidas no setor da agricultura e precisamos trazer essas novas tecnologias para o pequeno e médio produtor”, destaca Massruhá.

Segundo ela, o maior poder de investimento dos grandes produtores facilita a adoção de novas tecnologias, enquanto propriedades menores enfrentam barreiras relacionadas ao acesso, à conectividade e à capacitação.

Conectividade ainda é limitada

A presidente da Embrapa destaca que apenas cerca de 25% da área rural brasileira possui cobertura de conectividade, um dos principais entraves para a digitalização do campo.

Nesse contexto, o projeto Semear Digital busca atuar em três frentes levantamento das necessidades dos produtores, capacitação e ampliação da conectividade.

A iniciativa reúne instituições públicas, universidades, startups, provedores de internet e cooperativas para desenvolver soluções adaptadas às demandas locais. O objetivo é criar, ao longo de cinco anos, um modelo economicamente sustentável que permita aos produtores manter o acesso às tecnologias digitais.

Novos desafios para a agricultura

Além da transformação digital, Silvia Massruhá destaca que o setor agropecuário enfrenta outros grandes desafios, como a transição climática, energética e nutricional.

Entre as prioridades estão o desenvolvimento de cultivares mais resistentes ao estresse hídrico, tecnologias para adaptação às mudanças climáticas, sistemas de rastreabilidade e certificação da produção e soluções que atendam à crescente demanda dos consumidores por alimentos mais saudáveis e sustentáveis.

A presidente destaca que, atualmente, a Embrapa disponibiliza mais de 120 cursos gratuitos pela plataforma e-Campo, abordando desde tecnologias avançadas até práticas simples para produtores rurais.

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Mapa entrega máquinas e equipamentos agrícolas a dez municípios do Espírito Santo

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) entregou, na quarta-feira (24), máquinas e equipamentos agrícolas a dez municípios do Espírito Santo. A solenidade foi realizada no Pavilhão de Carapina, em Serra (ES), por meio da Superintendência de Agricultura e Pecuária no Espírito Santo (SFA-ES). A ação faz parte do Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq).

Ao todo, foram entregues 11 equipamentos: seis retroescavadeiras, duas pás carregadeiras, duas escavadeiras hidráulicas e uma motoniveladora. O investimento foi de aproximadamente R$ 4,35 milhões, com recursos viabilizados por emenda parlamentar.

Foram contemplados os municípios de Água Doce do Norte, Cachoeiro de Itapemirim, Conceição do Castelo, Ibiraçu, Itarana, Jaguaré, João Neiva, Mucurici, Rio Novo do Sul e Vargem Alta.

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Segundo o Mapa, a iniciativa tem como objetivo fortalecer a infraestrutura rural e ampliar a capacidade de atendimento aos produtores locais. De acordo com o superintendente de Agricultura e Pecuária no Espírito Santo, Guilherme Gomes, os equipamentos devem ser utilizados exclusivamente em ações voltadas ao atendimento dos produtores rurais.

Em declaração durante a cerimônia, Gomes afirmou que o Espírito Santo foi o primeiro estado do país a realizar a entrega direta de máquinas agrícolas aos municípios e que passou a ser referência nacional nessa iniciativa. Também destacou o avanço na destinação das máquinas tanto pelo Promaq quanto em parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura (Seag).

A cerimônia reuniu prefeitos, secretários municipais de Agricultura e vereadores das cidades contempladas, além de parlamentares e servidores da SFA-ES.

A entrega integra o Promaq e direciona máquinas pesadas a municípios capixabas para reforçar a estrutura de atendimento ao setor rural.

Fonte: gov.br

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