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Sustentabilidade

Audiência na Câmara debate impactos da recuperação judicial no agro – MAIS SOJA

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A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados (CAPADR) realizou, nesta terça-feira (19), audiência pública para discutir os impactos da recuperação judicial (RJ) no setor agropecuário. O debate foi solicitado pelo deputado Rafael Simões (União-MG), integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) que destacou o aumento de pedidos por produtores e empresas do agronegócio.

Segundo Simões, o crescimento desse mecanismo no campo tem gerado reflexos negativos sobre crédito, estabilidade financeira e sustentabilidade das atividades, especialmente para pequenos e médios produtores. Ele também apontou entraves na condução dos processos.
“Decisões que autorizam o sequestro integral da produção comprometem o fluxo de caixa do produtor e afetam a confiança de credores e demais agentes do mercado”, afirmou. O deputado acrescentou que a disparidade nas interpretações da Lei 14.112/20, que alterou a Lei 11.101/05, prejudica a previsibilidade do mercado de crédito.

O presidente da sessão, deputado Daniel Agrobom (PL-GO), destacou que o setor agropecuário enfrenta diversos desafios, agravados pelo aumento de tarifas. “Embora nem sempre impacte diretamente o grão, como soja ou milho, certamente terá efeitos indiretos significativos, representando mais um fator que pode trazer prejuízos para produtores e para a agropecuária em geral”, afirmou.

O deputado Coronel Meira (PL-PE) também manifestou preocupação com os efeitos de tarifas elevadas sobre a produção de cana. “É importante que o governo federal tenha um olhar criterioso para quem produz, afinal, grande parte da comida do mundo vem do Brasil. Não podemos permitir que pequenos produtores, que fornecem cana para as usinas, sejam prejudicados”, declarou.

“Alguém paga a conta”

O consultor em Políticas Agrícolas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), José Ângelo Mazzillo Júnior, reforçou que os custos da recuperação judicial recaem sobre os produtores rurais.  “Na RJ, alguém paga a conta. Esse dinheiro não surge do nada. No caso do setor agropecuário, quem acaba pagando é o produtor rural”, alertou.

Segundo Mazzillo, a recuperação judicial é acionada por uma minoria de produtores, mas seu uso indevido prejudica todo o ambiente de crédito. “O que precisamos ponderar é o conflito entre o interesse difuso — o ambiente de negócios e de crédito como um todo — e o benefício individual de quem recorre à RJ”, explicou. O consultor ressaltou ainda que, se o risco de inadimplência aumentar, investidores podem migrar para outros setores, reduzindo o crédito disponível ao agro.

Pontos que precisam de aprimoramento

Mazzillo classificou a RJ como um instrumento de resolução empresarial, que deveria preservar crédito, reduzir perturbações no mercado e incentivar o empreendedorismo. Para ele, entretanto, a ferramenta tem gerado mais insegurança do que soluções.

Entre os ajustes apontados estão:

  • Admissibilidade do pedido: critérios claros para comprovação da atividade e caracterização da crise;
  • Administrador judicial: revisão da remuneração e sorteio de profissionais qualificados;
  • Alienação fiduciária e CPRs: preservação da segurança jurídica de um mercado que já ultrapassa R$ 500 bilhões;
  • Governança e processo: celeridade nos processos, transparência nas assembleias de credores e fim da escolha de foro pelo devedor.

O consultor ressaltou que mudanças podem ser feitas por regulamentações infralegais ou com apoio de entidades de classe, mas que a atuação do Congresso é indispensável. “A RJ precisa voltar a cumprir sua função: ser um instrumento de resolução empresarial que reduz problemas, em vez de ampliá-los”, concluiu.

Fonte: Frente Parlamentar da Agropecuária

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Sustentabilidade

Pesquisa aponta manejo do solo como fator decisivo para a produtividade de soja em anos de pouca chuva

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Reprodução Canal Rural

Uma pesquisa desenvolvida no Rio Grande do Sul avaliou a relação entre a umidade do solo e a produtividade da soja ao longo das últimas décadas. O resultado traz aos produtores o alerta de que a restrição hídrica é mais regra do que exceção, enquanto o manejo do solo faz diferença justamente nos anos em que a chuva não é suficiente para expressar todo o potencial produtivo da cultura.

O estudo foi conduzido pela rede técnica cooperativa, que reúne cerca de 30 cooperativas gaúchas, e analisou as safras de soja entre 1986 e 2024, tendo como referência o município de Cruz Alta, no norte do estado, uma das principais regiões produtoras da oleaginosa. A pesquisa serve de base para a adoção de manejos mais eficientes em safras marcadas pela variabilidade climática.

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Foram avaliadas séries históricas de pluviosidade e sua relação direta com a produtividade da soja sob diferentes sistemas de manejo do solo. A análise mostra que, em situações extremas de falta de água, as possibilidades de resposta agronômica são limitadas. No entanto, há um amplo intervalo de anos em que as chuvas ficam abaixo do ideal, mas não chegam a níveis críticos. É justamente nesse cenário intermediário que práticas adequadas de manejo do solo se tornam determinantes.

Segundo Mário Bianchi, pesquisador da RTC/CCGL, sistemas que favorecem o armazenamento de água no perfil do solo apresentam desempenho superior quando comparados a áreas sem manejo conservacionista. “Práticas como a manutenção da cobertura do solo, o uso de palhada de maior persistência e a preservação da estrutura física do solo ajudam a reduzir perdas de umidade e a garantir melhores condições para o desenvolvimento das plantas. Atualmente, porém, a durabilidade dessa cobertura e a qualidade estrutural do solo são, em média, menores do que em décadas passadas”, explica.

O levantamento utilizou dados da estação meteorológica da CCGL, com uma série histórica de aproximadamente 50 anos. Nesse período, apenas 18 safras registraram volumes de chuva superiores a 800 mm durante o ciclo da soja, evidenciando que a limitação hídrica é uma realidade recorrente no estado.

A pesquisa comparou o cultivo em sistema de plantio direto sem rotação de culturas e com rotação, considerando, para o cálculo da pluviosidade da soja, o acumulado de chuvas entre 1º de novembro e 31 de março. “Os resultados reforçam que a frequência de anos com chuvas plenamente adequadas para altas produtividades é baixa, não apenas em Cruz Alta, mas em grande parte do Rio Grande do Sul, o que torna o manejo do solo uma estratégia essencial para garantir maior estabilidade produtiva”, conclui Bianchi.

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Aumento pontual da demanda sustenta valor – MAIS SOJA

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Os preços do arroz em casca permanecem firmes no Rio Grande do Sul. Segundo pesquisadores do Cepea, os valores são sustentados pela demanda pontual para recomposição de estoques e pela oferta ajustada. O ritmo de negócios, contudo, segue lento. Isso porque ainda se verifica desacordo entre compradores e vendedores em um ambiente de cautela ao longo da cadeia.

Do lado da oferta, pesquisadores do Cepea indicam que o comportamento dos produtores foi heterogêneo. Os agentes mais capitalizados optaram por postergar as vendas, à espera de condições mais favoráveis, enquanto outros direcionaram o cereal ao armazenamento, sobretudo diante da proximidade da safra 2025/26. Do lado da demanda, compradores consultados pelo Cepea ajustaram suas estratégias para garantir o abastecimento, sobretudo em regiões em que a oferta está mais limitada.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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ALGODÃO/CEPEA: Negócios são lentos em janeiro; mas preço médio mensal avança – MAIS SOJA

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O ritmo de negócios envolvendo algodão em pluma esteve lento ao longo de janeiro. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário esteve atrelado à retomada gradual das atividades e ao desacordo entre compradores e vendedores ativos quanto aos preços. Pesquisadores do Cepea indicam que produtores estiveram atentos à semeadura e ao desenvolvimento das lavouras da temporada 2025/26, o que reduziu a disposição para vendas.

Do lado comprador, as indústrias seguiram utilizando estoques próprios e/ou volumes já programados, mantendo cautela nas aquisições. Quanto aos preços da pluma, estes se enfraqueceram em alguns momentos do mês, acompanhando a retração das cotações internacionais. No entanto, em boa parte de janeiro, os valores domésticos reagiram, com suporte vindo da postura firme dos vendedores. Assim, o Indicador CEPEA/ESALQ (pagamento em oito dias) teve média de R$ 3,5101/lp em janeiro, 1,08% acima da de dezembro/25.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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