Sustentabilidade
Preços de soja pouco atrativos limitam o mercado, aponta consultoria

Nesta quarta-feira (20), o mercado brasileiro de soja apresentou pouca movimentação, tanto nos portos quanto no mercado doméstico. Segundo análise de Rafael Silveira, da consultoria Safras & Mercado, os preços nos portos apresentaram pequenas oscilações ao longo do dia, mas permaneceram dentro de um intervalo estreito de ofertas.
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A comercialização já alcança cerca de 83% a 84%, o que, segundo o analista, indica um ritmo mais moderado daqui em diante. “A indústria mantém suas indicações de compra de forma cadenciada, mas, em setembro, podemos observar eventuais paradas de fábricas ou redução no ritmo de esmagamento, refletindo uma demanda mais fraca. Esse cenário ocorre em meio a preços da soja pouco atrativos, que seguem pressionando as margens da indústria”, destaca Silveira.
Soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 135,00
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 136,00
- Rio Grande (RS): caiu de R$ 143,00 para R$ 142,50
- Cascavel (PR): manteve em R$ 136,00
- Paranaguá (PR): manteve em R$ 141,50
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 127,00 para R$ 128,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 126,50
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços em leve alta, em dia marcado pela volatilidade. Os agentes seguem acompanhando as notícias vindas da crop tour da Pro Farmer, que vai confirmando produtividades positivas. Compras técnicas e o bom desempenho do farelo garantiram a recuperação nas cotações, ainda que tímida.
Em Nebraska, a contagem de vagens da soja chega a 1.348,31 em uma área de três pés por três pés, acima da média dos últimos três anos de 1.132,07. No ano passado, o Crop Tour estimou a contagem de vagens em 1.172,48.
Em Indiana, a contagem de vagens chega a 1.376,59, contra a média dos últimos três anos de 1.294,98. No ano passado, o número foi de 1.409,02.
Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com alta de 2,00 centavos de dólar, ou 0,19%, a US$ 10,15 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,36 por bushel, com alta de 2,25 centavos ou 0,21%.
Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com alta de US$ 4,60, ou 1,60%, a US$ 292,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 51,20 centavos de dólar, com perda de 0,48 centavo ou 0,92%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,51%, sendo negociado a R$ 5,4719 para venda e a R$ 5,4699 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4620 e a máxima de R$ 5,5050.
Sustentabilidade
Canola/RS: Lavouras avançam para fases reprodutivas e mantêm bom potencial, apesar de danos pontuais por granizo – MAIS SOJA

Canola: A cultura apresenta evolução satisfatória, e as lavouras se distribuem entre desenvolvimento vegetativo, floração, formação de síliquas, enchimento de grãos e início de maturação nas áreas mais precoces.
As precipitações frequentes, associadas à elevada umidade do solo e à baixa luminosidade, reduziram temporariamente o crescimento vegetativo. Nas áreas em floração, persiste a preocupação quanto aos possíveis reflexos do excesso de umidade sobre a fecundação das flores. Contudo, os efeitos ainda são pontuais e de baixa representatividade na escala estadual.
Os eventos localizados de granizo e ventos fortes provocaram danos em parte dos cultivos, com intensidade variável conforme a região e o estádio fenológico, mas sem comprometer significativamente o potencial produtivo da cultura na maior parte das áreas. Nas lavouras mais adiantadas, iniciou-se o monitoramento da maturação, visando às operações de dessecação pré-colheita.
O ambiente úmido mantém elevada a atenção para o monitoramento de pragas, como traça-das-crucíferas, e de doenças, especialmente canela-preta. No entanto, o excesso de umidade restringiu a realização de manejos fitossanitários.
A área cultivada de canola está estimada em 353.397 hectares, e a produtividade média em 1.619 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, as condições térmicas foram mais favoráveis ao desenvolvimento da cultura nas últimas semanas. Entretanto, a baixa disponibilidade de radiação solar e a saturação hídrica dos solos, decorrente das precipitações persistentes, reduziram o ritmo de crescimento das plantas, mas sem prejuízos expressivos visíveis ao potencial produtivo até o momento.
Na de Ijuí, mais de 60% da área cultivada se encontra em estádio reprodutivo, predominando a fase de floração. O desenvolvimento e o potencial produtivo das lavouras estão satisfatórios, embora o excesso de umidade durante o florescimento mantenha a preocupação quanto à fecundação das flores. Até o momento, tais efeitos não são observados de forma significativa nos cultivos. Nas áreas atingidas por granizo, registram-se danos em folhas, hastes e estruturas reprodutivas, os quais comprometem parcialmente o rendimento.
Porém, essas áreas representam pequena parcela da superfície cultivada. Na de Pelotas, as lavouras apresentam bom estande de plantas e continuam em estágio de desenvolvimento vegetativo, dentro da normalidade para o período. Na de Santa Maria, em Tupanciretã, aproximadamente 70% estão em floração. Foram realizadas aplicações preventivas de fungicidas. Os ventos intensos ocasionaram acamamento de plantas em algumas áreas, o que pode reduzir parcialmente o rendimento. Os episódios de granizo atingiram lavouras em Capão do Cipó, onde mais de 1.000 hectares foram afetados, mas as perdas estão inferiores a 10% do potencial produtivo.
Em Jari, cerca de 600 hectares sofreram danos semelhantes, também com redução inferior a 10%. Já em Quevedos, aproximadamente 300 hectares foram atingidos com elevada intensidade, e houve perda total das áreas afetadas.
Na de Santa Rosa, 28% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 66% em floração, 5% em enchimento de grãos e 1% em maturação. As áreas mais precoces avançam para o enchimento de grãos, e inicia o monitoramento da maturação para a definição da dessecação pré-colheita. Em Santo Antônio das Missões, o granizo atingiu aproximadamente 1.000 hectares, dos quais cerca de 800 hectares apresentaram perda total e 200 hectares perdas próximas de 80%, o que motivou o acionamento de seguros agrícolas em parte das propriedades.
Na de Soledade, 50% estão em desenvolvimento vegetativo e 50% florescimento/formação de síliquas. Embora as chuvas intensas possam ter reduzido a fecundação das flores em parte das áreas em floração, os impactos esperados tendem a ser limitados em razão do comportamento reprodutivo da cultura. Foram registrados danos localizados por granizo, principalmente nos municípios de Estrela Velha e Victor Graeff, sem danos expressivos. As adubações nitrogenadas foram concluídas, e as aplicações fitossanitárias ocorreram apenas em janelas pontuais devido às condições meteorológicas.
Comercialização (saca de 60 quilos)
O preço médio praticado na região de Ijuí foi R$ 132,20; na de Santa Rosa, R$ 131,30.
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
Poucos negócios, alterações pontuais: como ficaram os preços da soja?

O mercado brasileiro de soja registrou mais uma sessão de pouca movimentação no mercado físico. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, a combinação entre a queda do dólar, a leve valorização da Bolsa de Chicago e a sustentação dos prêmios de exportação manteve as cotações praticamente estáveis, com alterações pontuais em algumas praças.
Silveira destaca que os participantes permaneceram afastados das negociações durante o dia. “A principal demanda ficou concentrada no porto de Santos”, observa o analista.
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Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 139,00
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 140,00
- Cascavel (PR): manteve em R$ 134,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 127,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 129,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
- Paranaguá (PR): manteve em R$ 145,00
- Rio Grande (RS): manteve em R$ 145,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja encerraram a quinta-feira em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Em uma sessão marcada pela volatilidade, os preços oscilaram em uma faixa estreita e recuperaram parte das perdas recentes, impulsionados principalmente por sinais de retomada das compras chinesas.
A China adquiriu pelo menos mais 10 cargas de soja dos Estados Unidos, segundo informações de traders asiáticos ouvidos pela Reuters. As compras ampliam a sequência de negócios antes da visita esperada do presidente chinês, Xi Jinping, aos Estados Unidos no próximo mês.
Segundo operadores, a estatal Sinograin comprou entre 10 e 15 cargas na quarta-feira. Pelo menos 10 delas possuem embarques programados para outubro e novembro.
Até o momento, a China já comprou cerca de 6 milhões de toneladas para entrega no ano comercial norte-americano iniciado em 1º de setembro, conforme informações de uma fonte do setor nos Estados Unidos.
As exportações semanais norte-americanas ficaram abaixo das expectativas do mercado. As vendas líquidas para a temporada 2025/26 totalizaram 32.200 toneladas na semana encerrada em 30 de julho, o menor volume da temporada. Para 2026/27, as vendas chegaram a 903.900 toneladas, abaixo da faixa projetada pelos analistas.
A demanda chinesa segue dando suporte aos preços. Exportadores privados dos Estados Unidos informaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 122.000 toneladas de soja para a China, com entrega prevista para a temporada 2026/27.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com vencimento em novembro fecharam com alta de 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%, a US$ 11,77 3/4 por bushel. A posição janeiro encerrou cotada a US$ 11,92 3/4 por bushel, com avanço de 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%.
Nos subprodutos, o farelo de soja com vencimento em dezembro fechou em alta de US$ 0,60, ou 0,19%, a US$ 316,20 por tonelada. O óleo de soja para dezembro terminou cotado a 67,37 centavos de dólar, com ganho de 0,20 centavo, ou 0,29%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,48%, negociado a R$ 5,1051 para venda e R$ 5,1031 para compra. Durante o pregão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0905 e a máxima de R$ 5,1270.
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Sustentabilidade
Estudos mostram alta eficácia de nova mistura pronta na pré-emergência de invasoras da soja – MAIS SOJA

Mestre e doutor em Ciência de Plantas Daninhas e professor da UFPR – Universidade Federal do Paraná, o engenheiro agrônomo Alfredo Junior Paiola Albrecht foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento de um herbicida, em mistura pronta, para manejo de plantas daninhas da soja. Base da nova solução, os ingredientes ativos clomazone e flumioxazina agem com eficácia, em sinergia, ante invasoras de difícil controle presentes na fronteira agrícola da oleaginosa, segundo informa o pesquisador.
Albrecht, também sócio fundador da Crop Pesquisa, coordenou ensaios ancorados no novo herbicida realizados em estações experimentais no Paraná e no Mato Grosso, com objetivo de avaliar o desempenho agronômico da mistura em diferentes ambientes de produção de soja.
“Frente às principais plantas daninhas observadas hoje no Brasil, o capim-pé-de-galinha e o caruru, sobretudo, a mistura pronta apresentou indicadores elevados de controle, acima de 80%, chegando até a 90%, com residual prolongado e ótima seletividade à cultura da soja”, adianta Albrecht.
Segundo ele, resultados similares foram apurados na aplicação do produto sobre outras gramíneas da cultura, inclusive espécies resistentes a herbicidas e de difícil controle, como picão-preto, buva, capim-amargoso, trapoeraba e vassourinha-de-botão.
Em termos de produtividade, acrescenta Albrecht, o novo herbicida ajudou a tracionar médias de 3.500 kg a 4.000 kg de soja por hectare, dados representativos e expressivamente superiores àqueles obtidos nas chamadas “testemunhas”, segundo o pesquisador.
Defesa dos pré-emergentes
Na visão do pesquisador, o produtor de soja deve intensificar sua adesão aos produtos pré-emergentes em determinadas regiões do país, como o estado do Paraná, onde o uso desses herbicidas ainda se dá em menor escala, comparativamente a áreas de Mato Grosso, por exemplo. “Essa estratégia visa a inviabilizar, a impedir, o nascimento de plantas daninhas”, enfatiza Albrecht.
“Se o sojicultor não ‘faz’ uma boa pré-emergência, no ‘aplique-plante’ ou ‘plante-aplique’, há a tendência de surgirem plantas daninhas com resistência múltipla, que não morrerão facilmente”, ele exemplifica. “Poderá haver competição com a soja até o fim do ciclo, além de aumentar o fluxo de germinação de invasoras e os ‘bancos de sementes’, bem como custos adicionais face à necessidade de aplicar herbicidas pós-emergentes.”
Em comparação a tratamentos em pós-emergência, continua o pesquisador, os estudos da Crop Pesquisa também constataram que a aplicação da mistura pronta de clomazone e flumioxazina — em pré-emergência — possibilitou produtividade superior, na faixa de 20% a 40%.
“São duas moléculas interessantes, que interagem muito bem. Outro diferencial está no fato de não haver registro, no Brasil, da presença de plantas daninhas resistentes aos ingredientes ativos do herbicida”, salienta Albrecht. “Esse herbicida já vem numa formulação otimizada, robusta, em proporção de dose que permite a interação das moléculas para bom controle”, ele complementa.
“Trata-se do herbicida certo na hora certa, à medida que o produto responde favoravelmente no controle das mais importantes plantas daninhas da soja encontradas no Brasil nos dias de hoje.”
Segundo informa a Sipcam Nichino Brasil, a nova solução será lançada oficialmente no Brasil no mês de agosto próximo, sob a marca comercial Cervino® Gold.
Fonte: Assessoria de imprensa
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