Sustentabilidade
MS exporta 20% mais soja em julho de 2025 do que no mesmo mês de 2024 – MAIS SOJA

Em julho de 2025, a balança comercial de Mato Grosso do Sul registrou um superávit* de US$4,83 bilhões, resultado de exportações que somaram US$ 6,33 bilhões, frente a importações de US$ 1,49 bilhão. O desempenho reflete a força da pauta exportadora do Estado, liderada pela celulose, que respondeu por 31,01% do total, seguida pela soja, com 28,74%, pela carne bovina, com 14,56%, pelo açúcar, com 5,44%, e pelo minério de ferro, com 3,84%.
O volume de soja exportado pelo Mato Grosso do Sul em julho de 2025 foi 20% maior quando comparado ao mesmo mês de 2024, o que corresponde a cerca de 125 mil toneladas a mais enviadas para o mercado internacional. Em valor monetário, a exportação de soja em julho de 2025 foi de US$ 309 milhões, 10% superior ao mesmo mês do ano anterior. Na comparação com junho de 2025, houve retração de 1% no volume exportado, isto é, cerca de 10 mil toneladas a menos.
“A China foi o principal destino da soja sul-mato-grossense em julho, com volume de 731,9 mil toneladas, representando 96% do total exportado. Em seguida, veio o Vietnã, com 2%. e os demais países somados representaram 2%”, relata o analista de Economia da Aprosoja/MS, Mateus Fernandes.
A taxação americana pode ter influenciado a balança comercial de Mato Grosso do Sul de forma indireta, principalmente sobre a soja e a carne bovina, que estão entre os principais produtos exportados pelo estado. “Quando os Estados Unidos impõem tarifas sobre produtos agrícolas importados ou alteram sua política comercial, isso gera reflexos no mercado internacional”.
Ainda de acordo com o economista, no caso da soja, qualquer medida de taxação americana sobre exportações ou negociações internacionais pode deslocar a demanda global. “Se a China, principal compradora do grão, reduzir suas compras nos EUA em função de barreiras ou disputas comerciais, tende a buscar outros fornecedores, como o Brasil, aumentando as exportações sul-mato-grossenses e fortalecendo o superávit”.
Importações
Já as importações foram concentradas principalmente em gás natural, liquefeito ou não, que representou 32,66% do total, além de caldeiras de geradores de vapor (8,40%), cobre (7,61%), máquinas e aparelhos para celulose (7,35%) e secadores para madeira (2,77%). No cenário econômico, os índices de preços mostraram relativa estabilidade: o IPCA fechou julho em 0,26%, enquanto o IGP-M apresentou deflação de -0,77%. “Esses resultados reforçam a relevância do agronegócio como motor das exportações sul-mato-grossenses, ao mesmo tempo em que evidenciam a necessidade de importação de insumos industriais e energéticos para atender a demanda interna e sustentar a cadeia produtiva”.
Milho
O volume de milho exportado pelo Mato Grosso do Sul em julho de 2025 foi 1.100% maior quando comparado ao mesmo mês de 2024, o que corresponde a cerca de 142,3 mil toneladas a mais enviadas para o mercado internacional. “Isso se deve ao período de início da colheita e que pode ter permitido condições mercadológicas favoráveis, visto que o milho disponível já havia sido comercializado em sua totalidade, com preços internacionais mais competitivos que pode ter atraído o grão para o mercado internacional”.
Em valor monetário, a exportação de milho em julho de 2025 foi de US$ 32,4 milhões, representando um crescimento de 1.117% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Na comparação com junho de 2025, houve expansão, já que em junho não houve comercialização de milho com o mercado internacional.
Quanto aos destinos do milho sul-mato-grossense em julho, 73% foi destinado ao Vietnã, 14% para a Arábia Saudita e 12% para a Indonésia.
De acordo com estimativas do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS, a segunda safra de milho 2024/2025 será 0,1% superior em comparação ao ciclo anterior (2023/2024), com uma área cultivada de 2,103 milhões de hectares. A produtividade média esperada é de 80,8 sacas por hectare, alinhada ao potencial produtivo observado nas últimas cinco safras do estado. Com base nesses números, a expectativa é de uma produção total de 10,199 milhões de toneladas, o que representa um crescimento significativo de 20,6% em relação ao ciclo anterior.
Os boletins econômicos produzidos pela Aprosoja/MS podem ser conferidos clicando aqui.
*Superávit é a situação em que a receita excede as despesas, resultando em um saldo positivo
Fonte: Crislaine Oliveira/Aprosoja MS e Mateus Fernandes
Autor:Crislaine Oliveira e Mateus Fernandes-Aprosoja/MS
Site: Aprosoja MS
Sustentabilidade
Retração vendedora e escoamento externo sustentam cotações do arroz – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de arroz segue operando em ritmo lento, porém com cotações sustentadas, refletindo um equilíbrio delicado entre oferta crescente e mecanismos de escoamento relativamente ativos. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.
Do lado da safra 2025/26, o avanço da colheita em março foi decisivo. O tempo firme permitiu melhor drenagem das áreas e redução da umidade do grão, diminuindo custos de secagem e favorecendo a eficiência operacional, conforme apontado pela Emater/RS.
“No campo comercial, um dos principais fatores de sustentação vem das exportações”, explica o analista. O volume embarcado em março, de 161,4 mil toneladas (base casca), “cumpre papel essencial ao retirar excedentes do mercado interno”.
O destaque é o forte fluxo de arroz em casca para México e Venezuela (85,9 mil toneladas), diretamente ligado à sustentação dos preços ao produtor. “Além disso, também foi registrado o escoamento de 51,3 mil toneladas de quebrados para África”, relata Oliveira.
Por outro lado, o varejo já sinaliza um ambiente mais pressionado. A queda de preços em diversas capitais indica expectativa de maior oferta e consumo mais cauteloso, o que limita a capacidade da indústria de pagar mais pela matéria-prima. “Esse fator explica, em parte, o ritmo demasiado lento dos negócios”, acrescenta.
Por fim, os riscos logísticos seguem no radar. “Possíveis problemas com combustíveis, transporte ou paralisações podem impactar diretamente o fluxo da cadeia e alterar rapidamente o comportamento dos preços”, pondera o consultor.
Em relação aos preços, a média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 59,86, alta de 3,19% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço era de 8,97%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingia 25,90%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de soja segue lento e com preços recuando no Brasil; Chicago e dólar caem – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de soja teve uma semana predominantemente travada, com registro de movimentos pontuais e sem volumes relevantes. Os prêmios apresentaram poucas mudanças, enquanto câmbio e Chicago acumularam perdas na semana, afastando os negociadores.
De modo geral, o movimento foi de preços mistos, sem direção clara. O analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o produtor segue fora do mercado, assim como as tradings, o que limita a liquidez. “O quadro da semana, como um todo, foi de poucos movimentos”, resume.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 125,00 para R$ 124,00 na semana. Em Cascavel (PR), a cotação baixou de R$ 120,00 para R$ 119,00. Em Rondonópolis (MT), o preço caiu de R$ 110,00 para R$ 107,00. No Porto de Paranaguá, a saca passou de R$ 131,00 para R$ 130,00.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio acumularam desvalorização de 4,55%, encerrando a semana a US$ 11,69 1/2 por bushel. Após atingir na semana passada o maior patamar em dois anos, o mercado iniciou a semana no limite diário de baixa, sessão responsável pela queda semanal.
O motivo da queda foi a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar seu esperado encontro com o presidente chinês Xi Jinping. A reunião estava prevista para o final de março, mas as últimas informações é de que o encontro ficará para um período daqui 30 a 45 dias.
Por conta do conflito no Oriente Médio, Trump decidiu postergar o encontro. O atraso no encontro significa também adiamento de um possível acordo comercial. O mercado vive a expectativa de um acerto de compra de soja americana por parte dos chineses.
A semana também não foi das melhores em termos de câmbio. No balanço, o dólar comercial recuou 1,47%, sendo cotado na manhã da sexta a R$ 5,2387. O recuo tira competitividade da soja brasileira.
Fonte: Agência Safras
Sustentabilidade
Mercado de trigo mantém preços firmes com liquidez limitada e cautela dos agentes – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de trigo encerrou a semana com negociações pontuais e ritmo moderado, refletindo a postura cautelosa dos agentes diante de um ambiente ainda indefinido. A combinação de oferta imediata restrita, instabilidade nos referenciais externos e demanda enfraquecida por derivados limitou o avanço dos negócios.
“Os agentes atuam de forma mais conservadora, o que resulta em negócios pontuais e andamento lento tanto no Rio Grande do Sul quanto no Paraná”, disse o analista e consultor de Safras & Mercado, Elcio Bento.
No mercado físico, os preços se mantiveram relativamente firmes, sustentados mais pela restrição de oferta do que por um consumo aquecido. No Rio Grande do Sul, negócios ocorreram ao redor de R$ 1.150 por tonelada FOB, enquanto pedidas entre R$ 1.200 e R$ 1.250/t encontraram resistência dos moinhos.
“Essa diferença reflete, principalmente, as dificuldades no escoamento de derivados e as margens comprimidas da indústria, o que mantém o mercado lento e bastante seletivo”, afirmou Bento.
No Paraná, o cenário foi semelhante, com negociações restritas e forte influência de fatores logísticos. Fretes elevados, escassez de caminhões, em meio ao pico de escoamento de soja e milho, e entraves operacionais contribuíram para limitar o fluxo de comercialização. “A logística continua sendo um fator relevante, com fretes elevados e menor disponibilidade de caminhões, o que impacta diretamente o fluxo de comercialização”, destacou o analista.
Além disso, a demanda fragilizada pelo fraco desempenho do mercado de farinha seguiu comprimindo margens e restringindo a atuação dos moinhos, que priorizam a gestão de estoques. Do lado da oferta, a menor urgência de venda por parte dos produtores também reduziu a pressão vendedora, mantendo o mercado tecnicamente firme, porém com baixa liquidez.
Para a próxima semana, a expectativa é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais e seletivas. A evolução do câmbio, o comportamento das cotações internacionais e, principalmente, o avanço da colheita de verão, que pode destravar a logística, serão determinantes para uma eventual retomada do ritmo de negócios.
“Sem uma melhora mais clara no consumo ou maior estabilidade nos indicadores externos, a tendência é de manutenção desse ambiente de negociações pontuais, seletivas e de ritmo moderado”, aponta o especialista.
Fonte: Agência Safras
Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
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