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7 de maio de 2026

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Movimentação de soja e milho no Arco Amazônico cresceu 288%

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A região do Arco Amazônico, que compreende os terminais portuários ao longo do rio Amazonas e seus afluentes — incluindo os localizados abaixo da Baía de Marajó —, registrou movimentação de 87,8 milhões de toneladas em 2024, considerando operações de longo curso e cabotagem.

O número representa um crescimento de 4,8% em relação ao ano anterior. Deste montante, aproximadamente 64% foram movimentados por Terminais de Uso Privado (TUPs), o que reforça o protagonismo da iniciativa privada na dinâmica logística da região.

As informações são de levantamento da Coordenação de Pesquisas e Desenvolvimento da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), que reúne empresas de grande porte e congrega 70 terminais privados do país.

O documento destaca o crescimento expressivo da movimentação de soja e milho, que, nos últimos dez anos, acumulou alta de 288,1%, percentual significativamente superior ao observado nas principais rotas tradicionais de exportação.

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A título de comparação, no mesmo período, a movimentação das duas commodities no complexo portuário de Santos (SP), o maior da América Latina, apresentou crescimento de 55,3%, enquanto no complexo de Paranaguá (PR) avançou 17,2%.

Foto: Divulgação

Em 2024, a movimentação de soja e milho no Arco Amazônico alcançou 30,9 milhões de toneladas, o que corresponde a 22,8% do total nacional de milho e soja movimentado no longo curso e na cabotagem, estimado em 135,3 milhões de toneladas.

Principais cargas movimentadas

A ATP reforça que, em 2024, a movimentação portuária do Arco Amazônico, que inclui todos os estados da Região Norte do país, foi liderada por cargas de granel sólido, com destaque para:

  • Bauxita: 23,9 milhões de toneladas
  • Soja: 17,1 milhões de toneladas;
  • Milho: 13,7 milhões de toneladas

A carga conteinerizada também apresentou volume expressivo, com 9,9 milhões de toneladas movimentadas. Também passaram pelos terminais portuários da região produtos químicos inorgânicos (5,7 mi t), petróleo e derivados sem óleo bruto (5,2 mi t), adubos e fertilizantes (3,9 mi t) e soda cáustica (1,2 mi t), entre outros.

Desafios persistem

Apesar dos avanços, os anos de 2024 e 2025 têm se mostrado desafiadores para o escoamento de cargas pela região, destaca a ATP.

“A estiagem prolongada, com significativa redução nos níveis dos rios, aliada à demora na execução de dragagens de manutenção, resultou em restrições à capacidade de carregamento das embarcações”, diz trecho do documento da entidade.

Como reflexo direto, a movimentação de soja e milho para longo curso e cabotagem no Arco Amazônico apresentou uma queda de 8,7% apenas nos primeiros cinco meses de 2025, comparando com o mesmo período de 2024, apresentando um volume de 13,3 milhões de toneladas.

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Busca de soluções

Diante desse cenário, a ATP informa que tem centrado esforços no projeto da Barra Norte, que busca ampliar o calado autorizado e, com isso, aumentar a eficiência logística da região.

“Paralelamente, o Comitê de Infraestrutura da ATP tem atuado junto a instituições como o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), visando viabilizar dragagens estratégicas, como a no rio Tapajós”, diz a entidade.

Além disso, a ATP defende a implementação do modelo de concessões hidroviárias, que prevê a transferência ao concessionário de responsabilidades como os levantamentos hidrográficos, a gestão de tráfego, a manutenção e a sinalização náutica.

De acordo com o presidente da ATP, Murillo Barbosa, essa modelagem busca conferir maior previsibilidade e regularidade à navegação interior, reduzindo a dependência de ações emergenciais e garantindo maior estabilidade ao transporte hidroviário.

Para ele, a consolidação do Arco Amazônico como rota logística estratégica depende de políticas públicas estruturantes, de parcerias institucionais e de um ambiente regulatório que favoreça investimentos de longo prazo.

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“Com sua vocação natural para a navegação interior e sua posição geográfica privilegiada, a região tem todas as condições para seguir ampliando sua participação no escoamento da produção nacional, desde que superados os atuais gargalos operacionais”, afirma Barbosa.

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Chico Guarnieri garante R$ 200 mil para reforçar o custeio da saúde em Querência

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Recurso já está disponível no Fundo Municipal e será usado na compra de insumos e manutenção das unidades de atendimento

 

O deputado estadual Chico Guarnieri garantiu o envio de R$ 200 mil para o município de Querência. O recurso, articulado junto ao Governo de Mato Grosso, foi encaminhado nessa terça-feira (05) e será utilizado no custeio das ações e serviços da saúde pública municipal.

O investimento deve auxiliar na manutenção dos atendimentos, aquisição de insumos, suporte às unidades de saúde e fortalecimento da capacidade de resposta da rede municipal diante das demandas crescentes do setor.

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Segundo o parlamentar, o apoio ao custeio representa um reforço importante para garantir eficiência e continuidade nos serviços prestados à população.

“Nosso trabalho é buscar soluções e investimentos que atendam as necessidades dos municípios. A saúde é uma das áreas mais sensíveis e esse recurso chega para auxiliar Querência na manutenção dos atendimentos e no fortalecimento da assistência prestada à população”, destacou Chico Guarnieri.

A indicação reforça a articulação do deputado junto ao Governo do Estado em defesa dos municípios mato-grossenses, especialmente em áreas essenciais como a saúde pública.

Com o recurso já depositado ao Fundo Municipal de Saúde, a Prefeitura de Querência poderá aplicar os valores diretamente no fortalecimento da assistência prestada aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

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Veja vídeo! Dupla armada invade UPA, tenta roubar segurança e atira contra vítima em VG

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Imagens de câmeras de segurança registraram uma tentativa de assalto dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Ipase, em Várzea Grande, na tarde desta quinta-feira (7). Durante a ação, um segurança reagiu e acabou sendo baleado pelos criminosos.

O caso aconteceu por volta das 14h40. Pelas gravações, é possível ver o momento em que dois homens armados abordam o vigilante, que estava sentado próximo ao corredor dos consultórios da unidade.

Na sequência, um dos suspeitos aponta a arma para a vítima e tenta anunciar o roubo. O segurança reage imediatamente e entra em luta corporal com o criminoso.

Durante a confusão, o assaltante dispara contra o vigilante. Após o tiro, os dois suspeitos fogem correndo da unidade de saúde sem concluir o roubo.

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Mesmo ferido, o segurança consegue se levantar e corre em direção a outro corredor da UPA.

Conforme informações apuradas pelas autoridades, a arma utilizada pelos criminosos já foi localizada e apreendida. A Polícia Militar realiza buscas para identificar e prender os envolvidos na tentativa de assalto.

Veja vídeo

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Embaixador da Noruega afirma que Mato Grosso é “laboratório de soluções para o futuro”

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O embaixador da Noruega no Brasil, Kjetil Elsebutangen, destacou o trabalho do Governo de Mato Grosso na conciliação entre produção agrícola e preservação ambiental, durante reunião com o governador Otaviano Pivetta nesta quinta-feira (7), no Palácio Paiaguás.

De acordo com o embaixador, Mato Grosso reúne condições únicas de produção e preservação, sendo visto como referência internacional.

“Reconhecemos Mato Grosso como referência na conciliação entre produção e preservação. É um Estado que combina produção em larga escala com responsabilidade ambiental e que pode ser considerado um laboratório de soluções para o futuro. Temos interesse em ampliar a cooperação, especialmente em projetos ligados ao carbono e ao desenvolvimento ambiental”, disse.

O governador Otaviano Pivetta destacou o peso de Mato Grosso na produção de alimentos e a manutenção de áreas preservadas.

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“Mato Grosso é um dos maiores produtores de alimentos do país e mantém cerca de 60% do território preservado. Na virada do milênio, o Brasil produzia cerca de 100 milhões de toneladas de grãos; hoje, Mato Grosso sozinho já supera esse volume. Em pouco mais de duas décadas, o Estado aumentou a produção sem avançar sobre novas áreas. Isso mostra que é possível produzir e preservar ao mesmo tempo”, afirmou.

Ele também citou o trabalho de fiscalização ambiental no Estado. “O Código Florestal é rigoroso e o Estado atua com firmeza no combate ao desmatamento ilegal. Isso garante segurança para produzir com responsabilidade”, completou o governador.

Na reunião, também foram discutidas parcerias voltadas ao mercado de carbono e iniciativas de desenvolvimento ambiental.

A secretária de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, disse que a Noruega já sinalizou interesse em ampliar a cooperação com Mato Grosso.

“O embaixador veio conhecer o que o Estado vem fazendo. Mato Grosso já é visto como referência em produção com responsabilidade ambiental. A Noruega é uma parceira importante e quer ampliar essa cooperação, principalmente no carbono”, afirmou.

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