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6 de agosto de 2026

Agro Mato Grosso

Mercado de defensivos recua 4,3% na safra 2024/25 de soja

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Levantamento aponta que desvalorização do real e queda nos preços dos insumos influenciaram redução para US$ 9,45 bi

Levantamento exclusivo da Kynetec Brasil, o FarmTrak Soja da safra 2024-2025 registrou recuo de 4,3% na movimentação do mercado de defensivos agrícolas para a oleaginosa. Foram transacionados US$ 9,45 bilhões em produtos, ante US$ 9,87 bilhões do ciclo 2023-24. Em contrapartida, a área potencial tratada (PAT) pelas tecnologias para a proteção do cultivo apresentou crescimento relevante de 12% e passou de 1,4 bilhão de hectares, novo recorde, segundo o especialista em pesquisas da empresa, Cristiano Limberger.

Conforme o executivo, a redução do faturamento do setor de defensivos na soja veio associada, sobretudo, à combinação entre a desvalorização do real frente ao dólar, de 7,7% na safra, e a retração média de 8% nos preços e custos dos produtos.

“Os impactos positivos da elevação na adoção de tecnologias, medida em área potencial tratada (PAT), por número de aplicações de produtos, refletem principalmente uma safra com condições climáticas mais favoráveis à obtenção de produtividade, marcadamente na região dos cerrados”, adianta Limberger.

O levantamento da Kynetec mostra que entre os produtos mais demandados pelos produtores na safra 2024-25, os fungicidas foliares se mantiveram na ponta do mercado: subiram de 38% para 40% em participação, com vendas de US$ 3,819 bilhões, 3% acima da temporada anterior (US$ 3,713 bilhões). Segundo Limberger, nesse segmento as transações mais robustas envolveram fungicidas ‘premium’ (64%). Os ‘stroby mix’ e os protetores preencheram 14% e 13% do total da categoria, respectivamente.

Inseticidas foliares, na segunda posição, representaram 23,6% do total de vendas da cultura ou US$ 2,23 bilhões, decréscimo de 9% face a 2023-24 (US$ 2,443 bilhões). Desses produtos, assinala Limberger, o destaque ficou por conta daqueles para controle de percevejos, com 54% do montante da categoria (US$ 1,2 bilhão), além da adoção em 96% da área cultivada e do indicador médio observado de 3,4 aplicações na safra. Inseticidas para lagartas ocuparam 30% da categoria, ou US$ 671 milhões, aponta o executivo.

Os herbicidas, historicamente a terceira categoria em comercialização entre os defensivos agrícolas da soja, mantiveram a posição mas também apresentaram declínio em desempenho econômico e na participação nas vendas totais: responderam por 23% ou US$ 2,18 bilhões, frente a 25% ou US$ 2,4 bilhões da temporada 2023-2024. Glifosatos para dessecação e pré-emergência corresponderam a 43% do subsegmento, à frente dos pré-emergentes (16%) e dos graminicidas seletivos (11%), entre outros.

Segundo o FarmTrak Soja, produtos específicos para tratamento de sementes tracionaram 6% das vendas – representatividade idêntica à da safra anterior -, de US$ 558 milhões Já os nematicidas atingiram US$ 250 milhões, 2,6% do mercado total. Este último subsegmento, diz Limberger, segue em crescimento safra após safra em valor e adesão, que passou de 31% para 36% da área cultivada em 2024-25.

Produtos como adjuvantes e inoculantes, somados, equivaleram a 4,4% do mercado total de defensivos para soja, US$ 418 milhões. “Outros insumos, que também são fundamentais no manejo, em função do custo mais baixo representaram uma fatia menor em valor de mercado”, acrescenta Limberger.

Biotecnologias e ‘Bamatopipa’

De acordo com a Kynetec, a área cultivada de soja nas regiões pesquisadas pela consultoria foi de 46,3 milhões de hectares, alta de 5,2% comparada à do levantamento FarmTrak da safra 2023-24.

Em relação às biotecnologias em 2024-25, destaque para o crescimento na área plantada com variedades com tolerância a lagartas ou “Bt” de segunda geração, que ocuparam até agora 24% da área total de soja, ante 11% da safra passada. “A pesquisa capturou uma oferta de mais de 150 variedades de soja com essas novas tecnologias”, complementa Limberger.

Ainda conforme o FarmTrak Soja 2024-25, Mato Grosso continua o principal estado produtor da oleaginosa, com 28% da área cultivada, seguido por Rio Grande do Sul (14,3%), Paraná (12,7%) e Goiás (11%). “Os estados agrupados ‘Bamatopipa’ representaram mais de 15% do plantio. Formam hoje a principal fronteira de expansão da sojicultura, com crescimento de 9%, um indicador situado bem acima da média de outras regiões”, conclui Cristiano Limberger.

O FarmTrak Soja 2024-25 resultou de mais de 3,7 mil entrevistas realizadas com agricultores das principais regiões produtoras de soja do país.

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Agro Mato Grosso

Lei garante frete mínimo no transporte de cargas; saiba o que muda

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Lei sancionada nesta quarta-feira (5) traz garantias ao pagamento do piso mínimo do frete a motoristas no transporte rodoviário de cargas. O texto aumenta a fiscalização sobre o pagamento do frete e combate o comércio ilegal de mercadorias.

A lei obriga a apresentação do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) antes de o caminhão iniciar a viagem.

O CIOT garantirá, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que todas contratações de frete pagarão o piso mínimo. Caso contrário, o código não será emitido e fretes irregulares serão bloqueados ainda na fase de contratação.

O código está vinculado ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais. De acordo com a ANTT, a fiscalização do cumprimento das novas regras será automática e em larga escala. Dessa forma, o CIOT também é um mecanismo de combate ao comércio ilegal, de produtos sem nota fiscal.

Com a sanção pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a medida provisória editada em março vira uma regra permanente.

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Agro Mato Grosso

Ciclone bomba pode provocar ventos fortes e temporais em 23 cidades de MT

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Sistema que se forma no Sul do país deve trazer mudanças no tempo; Inmet emitiu alerta de grande perigo para áreas afetadas pelo fenômeno.

Pelo menos 23 municípios de Mato Grosso estão na área de influência de um ciclone bomba que começa a se formar nesta quinta-feira (6) no Sul do Brasil. O sistema meteorológico pode provocar mudanças no tempo, com possibilidade de ventos intensos, temporais e queda de granizo em diferentes regiões do país.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de grande perigo para a formação do fenômeno, que deve ganhar força entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul. A previsão indica que o ciclone deve atingir a maior intensidade no sábado (8).

Entre as cidades mato-grossenses que podem sentir os efeitos do sistema estão Cáceres, Poconé, Alto Araguaia, Pontes e Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade.

Municípios sob alerta em Mato Grosso:

  • Alto Araguaia
  • Alto Taquari
  • Araputanga
  • Barão de Melgaço
  • Cáceres
  • Conquista D’Oeste
  • Curvelândia
  • Figueirópolis D’Oeste
  • Glória D’Oeste
  • Indiavaí
  • Itiquira
  • Jauru
  • Lambari D’Oeste
  • Mirassol D’Oeste
  • Nossa Senhora do Livramento
  • Nova Lacerda
  • Poconé
  • Pontes e Lacerda
  • Porto Esperidião
  • Santo Antônio do Leverger
  • São José dos Quatro Marcos
  • Vale de São Domingos
  • Vila Bela da Santíssima Trindade

 

O Inmet destaca que a previsão pode sofrer alterações conforme a trajetória e a intensidade do sistema meteorológico.

O que é um ciclone bomba?

 

O chamado ciclone bomba é um fenômeno conhecido pelos meteorologistas como ciclogênese explosiva ou bombogênese. Ele acontece quando uma área de baixa pressão atmosférica se fortalece rapidamente em um curto período.

O termo “bomba” é usado porque a queda da pressão ocorre de forma acelerada. Para ser classificado dessa maneira, o sistema precisa registrar uma redução significativa da pressão central em cerca de 24 horas.

O fenômeno costuma ocorrer quando massas de ar frio encontram áreas de ar mais quente, criando condições favoráveis para uma rápida intensificação do sistema.

Frio deve avançar após passagem do ciclone

Depois da atuação do ciclone e da passagem da frente fria, uma massa de ar frio deve provocar queda nas temperaturas. A previsão indica que o frio deve se intensificar na Região Sul a partir de domingo (9) e avançar para áreas do Centro-Oeste e Sudeste nos dias seguintes.

A orientação é que moradores acompanhem as atualizações dos órgãos de meteorologia, já que mudanças na rota e na força do ciclone podem alterar os efeitos previstos.

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Agro Mato Grosso

Bayer apresenta portfólio de inovação no 15º Congresso Andav

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São Paulo, agosto de 2026 – A capital paulista recebe, entre os dias 11 e 13 de agosto, no Transamérica Expo Center, a 15ª edição do Congresso Andav, principal encontro do setor de distribuição de insumos agropecuários no Brasil. Durante o evento, a Bayer reforça seu compromisso com a rede de distribuidores parceiros, protagonistas dessa cadeia e responsáveis por fazer a ciência chegar ao campo com resultados reais para o agricultor.

 

Durante o evento, a empresa apresenta as principais inovações do portfólio, que incluem novas soluções para o manejo de plantas daninhas, pragas e doenças fúngicas nas culturas de soja, milho e algodão, que se somam a tecnologias já consolidadas no mercado. Entre as tecnologias recentes estão o Convintro Duo, usado no combate a plantas daninhas e com um ativo inédito no país, o diflufenicam, aplicado na pré-emergência da soja para elevar o controle de diversas plantas daninhas. Outra novidade em proteção é o XtendiMax 2, herbicida voltado ao controle no pré-plantio e na pós-emergência inicial na soja e no algodão, contra plantas daninhas que afetam as lavouras, como a buva e diversas espécies de caruru.
Na linha de fungicidas, a empresa destaca o Fox Ultra. O fungicida integra a Família Fox, com mais de 10 anos de liderança no mercado e mais de 500 milhões de hectares tratados com as soluções Fox Xpro e Fox Supra. Já para a proteção desde o plantio, a empresa apresenta o Guardião, um novo conceito em tratamento de sementes (TS) aliado ao nematicida Verango Prime. O manejo de pragas é complementado pelos inseticidas Curbix e pelo Valient, que é focado no combate à cigarrinha-do-milho e a pulgões por meio da alta sistematicidade da molécula flupiradifurone.

A evolução do portfólio até 2030
Além das tecnologias disponíveis para a safra atual, a Bayer projeta o futuro da produtividade no campo com soluções em fase de registro, como o Iblon, o Plenexos e o Icafolin.
Como líder no crescimento do setor agrícola nos últimos quatro anos, a Bayer planeja lançar cinco produtos por ano até 2030, além de 14 novas moléculas e seis modos de ação inéditos para expandir seu portfólio. O trabalho é impulsionado por um investimento global de 2 bilhões de euros anuais em pesquisa e desenvolvimento, que consolida a empresa como uma das que mais investem em inovação no campo, por meio de um portfólio diversificado, que integra proteção de cultivos, sementes, biotecnologia e uma plataforma de agricultura digital robusta.

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