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29 de junho de 2026

Agro Mato Grosso

Tarifaço pode abrir janela de oportunidade para agro de MT, afirma secretário I MT

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O secretário estadual de Fazenda, Rogério Gallo, avalia que os produtores de Mato Grosso podem transformar em uma “grande oportunidade” as tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos Donald Trump.

Para Gallo, é o momento dos produtores darem início à abertura de mercado com outros países.

“Para Mato Grosso de um modo geral, esse desaquecimento que pode existir em função desse tarifaço pode ser uma grande oportunidade de a gente redirecionar o que a gente vende pros EUA, para outros países e outros mercados”, afirmou em entrevista a Rádio Jovem Pan na terça-feira (5).

O impacto do tarifaço sobre as exportações do Estado deve ser baixo, com média de 1,5% do total exportado. Segundo Gallo, os setores mais afetados devem ser o de carne bovina e, possivelmente, o de madeira.

“Fato é que pode ser uma grande oportunidade para que a gente consolide esse 1,5% que a gente exporta para os EUA, ganhar outros mercados, e ficarmos completamente independente. Isso, claro, estou falando de Mato Grosso, que já tem uma boa balança comercial”, disse.

 

Possível dano

Gallo ainda apontou que como as vendas de Mato Grosso para o EUA são pequenas, há apenas uma possibilidade de a guerra fiscal afetar o mercado do estado: se o presidente Lula (PT) decidir aplicar a reciprocidade tarifária.

Nessa possibilidade, o Brasil também implementaria sobretaxas aos produtos importados dos EUA. No entanto, Gallo pondera que o Governo Federal não sinaliza que aumentará taxa de produtos norte-americanos.

“Nós temos alguns itens, especificamente, que Mato Grosso consome como insumo: defensivos agrícolas, fertilizantes… Se o Brasil subir as tarifas, Mato Grosso pode ser atingido porque vai aumentar nosso custo de produção, e o produto ficará mais caro”, disse.

“Mas não em parece que essa é a direção que o Governo vai adotar pelas declarações recentes que vi. Vamos aguardar. Porque aí sim vamos ter que avaliar cenários. Porque aumentando o custo de produção isso pode nos atingir”, completou.

 

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Agro Mato Grosso

Safra recorde de soja ajuda a derrubar preço do óleo de cozinha em MT

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Produção recorde de soja reduz preço do óleo de cozinha e alivia orçamento das famílias

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Agro Mato Grosso

MT encerra a última semana de junho com nova queda no preço da cesta básica, R$ 905 I MT

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Pela segunda semana consecutiva, a cesta básica encerrou o mês de junho registrando nova queda de preço em Cuiabá. Desta vez, a redução de 2,17% levou o valor médio da cesta para R$ 905,59. Ainda assim, levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) revelou que o preço atual da cesta básica permanece em alta, situando-se 9,72% acima da média de R$ 825,38 registrada no mesmo período de 2025.

Para o presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, a melhora na oferta de produtos contribuiu para a redução do preço da cesta básica. Ele também ressaltou que as pressões inflacionárias ainda impedem uma queda mais significativa no valor pago pelo consumidor.

“O mês de junho, apesar das oscilações, finaliza com uma melhora nas condições de abastecimento de alguns alimentos, favorecendo a redução da cesta básica. No entanto, o patamar historicamente elevado e a expressiva variação anual demonstram que as pressões inflacionárias sobre a alimentação permanecem relevantes, limitando uma recuperação mais consistente do poder de compra das famílias”, disse Wenceslau Júnior.

Entre os itens que contribuíram para o recuo semanal da cesta básica, o tomate apresentou a maior variação negativa, com queda de 13,12%, atingindo o préço médio de R$ 11,62/kg. No entanto, em comparação com o mesmo período de 2025, o valor atual está 42,42% mais alto.

Conforme análise do IPF-MT, o avanço da safra, aliado à baixa qualidade dos frutos e à menor demanda, pode ter contribuído para a redução dos preços.

Pelo mesmo motivo, a batata apresentou redução de 5,33% no preço médio, passando a custar R$ 9,14/kg. O recuo foi influenciado pelo bom desempenho da safra, que ampliou a oferta do produto no mercado. Apesar da queda registrada na semana, o valor segue 74,18% acima do observado no mesmo período do ano passado.

Cenário semelhante foi observado no café, que registrou variação negativa de 3,83%, alcançando o valor médio de R$ 29,27/500 g. O avanço da safra e as condições climáticas favoráveis têm reforçado as expectativas de aumento da oferta, fator que pode ter contribuído para a redução dos preços.

Entre os três produtos que apresentaram as maiores variações na semana, o café é o único cujo preço atual está abaixo do registrado no mesmo período de 2025, com recuo de 14,42%. Apesar desse comportamento, a intensidade da redução ainda é insuficiente para compensar as pressões acumuladas ao longo do último ano sobre os demais produtos da cesta básica.

Wenceslau Júnior afirmou, ainda, que as quedas observadas nesta semana representam um alívio pontual para o consumidor, mas os expressivos aumentos anuais registrados em alguns produtos indicam que o processo de normalização dos preços ainda ocorre de forma gradual e desigual.

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Pequenas propriedades sustentam força da pecuária em Mato Grosso

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Maior produtor de gado bovino do Brasil, Mato Grosso tem sua pecuária de corte sustentada principalmente por pequenas propriedades rurais. Dados do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) apontam que, das 106.009 fazendas voltadas à criação de bovinos para corte no estado, 85.005 possuem até 320 hectares, representando 80,1% do total.

Além de liderar o rebanho nacional, a bovinocultura de corte também aparece como a atividade econômica com maior número de estabelecimentos registrados em Mato Grosso, respondendo por 9,36% de todas as empresas cadastradas no estado. O setor supera segmentos tradicionais como cultivo de soja, comércio varejista de vestuário, transporte rodoviário de cargas e construção civil.

Os dados ainda mostram que a cadeia produtiva conta com 12.583 médias propriedades, equivalentes a 11,8% do total, além de 8.417 grandes fazendas, que representam 7,9% das unidades voltadas à pecuária de corte.

Entre os municípios com maior concentração de propriedades dedicadas à atividade, Colniza lidera o ranking estadual, com 3.762 fazendas cadastradas. Na sequência aparecem Cáceres, com 3.218 propriedades, Juína, com 2.485, Nova Bandeirantes, com 2.140, e Confresa, com 2.051.

Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne, Bruno de Jesus Andrade, os números demonstram que a força da pecuária estadual vai além dos grandes grupos empresariais.

“Quando observamos que mais de 90% das propriedades pecuárias são de pequeno porte, percebemos que a pecuária mato-grossense é construída por milhares de produtores que geram renda, empregos e movimentam a economia local. Essa ampla base produtiva é um dos fatores que ajudam Mato Grosso a manter sua liderança na produção de carne bovina”, afirmou.

Segundo ele, a presença da atividade em praticamente todas as regiões fortalece a economia dos municípios e amplia a capacidade de crescimento do setor.

“Temos uma cadeia produtiva diversificada, presente em todas as regiões do estado e cada vez mais focada em produtividade e tecnologia. Esse conjunto de fatores tem sido fundamental para consolidar Mato Grosso como uma referência mundial na produção de proteína animal”, completou.

Fonte: FolhaMax

 

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