Sustentabilidade
Line-up prevê embarques de 7,795 milhões de t de soja pelo Brasil em agosto – MAIS SOJA

O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, projeta a exportação de 7,795 milhões de toneladas de soja em grão para agosto, conforme levantamento realizado por Safras & Mercado. No mesmo mês do ano passado, exportações somaram 7,994 milhões de toneladas segundo a estimativa.
Em julho, foram embarcadas 11,915 milhões de toneladas. Para setembro, a previsão é de 132 mil toneladas.
De janeiro a agosto de 2025, o line-up projeta o embarque de 88,032 milhões de toneladas. De janeiro a agosto de 2024, foram 83,704 milhões de toneladas.
Fonte: Rodrigo Ramos / Agência Safras News
Sustentabilidade
Milho/RS: Colheita avança e alcança 35% da área total semeada no estado – MAIS SOJA

A cultura do milho se aproxima dasfasesfinais de ciclo, e a colheita avançou para 35%, favorecida por predomínio de tempo seco e elevada radiação solar e ventos, que aceleram a perda de umidade dos grãos.
Observa-se expressiva variabilidade de desempenho produtivo em função da distribuição irregular das chuvas e da coincidência do déficit hídrico com estádios críticos, especialmente floração e enchimento de grãos. Em áreas irrigadas, os rendimentos estão elevados, enquanto as lavouras de sequeiro apresentam reduções consolidadas de produtividade.
Os plantios tardios ou de segundo cultivo enfrentam maior restrição hídrica no estabelecimento e nas fases reprodutivas. De forma geral, a colheita evolui rapidamente, e
parte das áreas já foi liberada para novas semeaduras. As lavouras ainda em desenvolvimento vegetativo (9%) apresentam potencial condicionado à manutenção da umidade do solo.
Estima-se o cultivo de 785.030 hectares e produtividade de 7.370 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, o período seco favoreceu o avanço da colheita, especialmente em lavouras de sequeiro. Em São Borja, as produtividades oscilam entre 9.000 e 12.000 kg/ha em áreas irrigadas e de 4.800 a 6.000kg/ha em sequeiro. Restam cerca de 20% dos 22.000 hectares para colher, que devem apresentar menores produtividades devido ao estresse provocado por falta de chuvas e altas temperaturas nas fases de pendoamento/polinização e de enchimento dos grãos. Em Maçambará, situação semelhante é observada nas lavouras remanescentes (20% dos 3.000 hectares cultivados), onde haverá redução na produtividade. As áreas já colhidas registraram produtividade de 5.000 a 7.800 kg/ha em sequeiro. Na região compreendida pelos municípios de São Gabriel, Santana do Livramento, Aceguá e Hulha Negra, observa-se senescência antecipada das folhas baixeiras em lavouras implantadas em novembro, que estão em floração e enchimento de grãos.
A associação de temperaturas elevadas e baixa disponibilidade hídrica no solo eleva o risco de falhas na polinização e de formação de espigas de menor tamanho. Já nos cultivos implantados entre o final de dezembro e janeiro, é realizado manejo fitossanitário, como aplicações de herbicidas e inseticidas para o controle da cigarrinha, em função das altas populações do inseto, registradas nos pontos de monitoramento de municípios adjacentes.
Na de Caxias do Sul, a segunda quinzena de janeiro foi marcada por chuvas abaixo da média e de distribuição irregular, o que resultou em elevada variabilidade entre lavouras. As áreas mais beneficiadas por precipitações apresentam bom suprimento hídrico, enquanto naquelas com baixos volumes se registram estresse acentuado e redução do potencial produtivo.
Na de Erechim, a colheita chega a 10%; 30% estão em enchimento de grãos; e 60% em maturação. As primeiras lavouras apresentam produtividade média em torno de 9.600 kg/ha.
Na de Frederico Westphalen, 10% estão em enchimento de grãos, 80% em maturação e 20% colhidos. A produtividade média está próxima a 7.500 kg/ha, representando redução em relação à expectativa inicial de 8.024 kg/ha. Na de Ijuí, os cultivos estão em fase final de ciclo, sendo 25% da área em maturação e 70% colhidos. A produtividade média obtida é de aproximadamente 10.200 kg/ha. Na Região Celeiro, em Santo Augusto, as áreas de sequeiro superam 9.000 kg/ha, e as áreas irrigadas alcançam produtividades acima de 13.800 kg/ha. Em áreas de segundo cultivo onde não choveu, o desenvolvimento inicial tem sido prejudicado pela baixa umidade do solo.
Na de Passo Fundo, as lavouras se distribuem entre floração/espigamento e enchimento de grãos (30%) e maturação fisiológica (70%). O potencial produtivo é considerado elevado, embora as cultivares precoces tenham sofrido perdas pontuais por deficiência hídrica. As chuvas do período beneficiaram principalmente as lavouras tardias.
Na de Pelotas, 42% estão em desenvolvimento vegetativo, 32% em início de florescimento/pendoamento, 13% em enchimento de grãos, 3% em maturação e 10% colhidas. A restrição hídrica registrada nas duas últimas semanas de janeiro provocou sintomas de estresse em diversas lavouras.
Na de Santa Maria, o plantio foi retomado após as chuvas do período, especialmente em áreas de cultivo de tabaco, passando de 80% da área prevista. As perdas produtivas já estão consolidadas de forma pontual em lavouras que sofreram restrição hídrica durante a floração. A produtividade média, inicialmente estimada em 5.959 kg/ha, poderá ser revisada para baixo, conforme a evolução das condições climáticas.
Na de Santa Rosa, a semeadura em safra e safrinha atingiu 98% da área projetada. A colheita alcança aproximadamente 80% da área, e as produtividades variam entre 10.800 e 12.000 kg/ha em áreas irrigadas, e de 4.800 a 8.400 kg/ha em sequeiro. A rápida evolução da colheita tem sido favorecida pelo tempo seco, o qual permitiu a implantação de soja safrinha e, pontualmente, novos cultivos de milho para ensilagem. As lavouras tardias apresentam elevado estresse hídrico, e há expectativa de perdas significativas.
Na de Soledade, as lavouras do cedo se encontram principalmente em maturação fisiológica e colheita, e as produtividades variam de 5.400 a 9.600 kg/ha. Os plantios intermediários e tardios apresentam bom desempenho vegetativo e reprodutivo. Parte desses cultivos ainda está em fase reprodutiva, expressando elevado potencial em razão das chuvas, ainda que irregulares, no período. Registra-se alta incidência de cigarrinha em monitoramentos e ocorrência pontual de lagarta-do-cartucho. A distribuição fenológica indica 36% das lavouras em fase vegetativa, 5% em florescimento, 18% em enchimento de grãos, 39% em maturação e 2% colhidas.
Comercialização (saca de 60 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 1,17%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 60,00 para R$ 60,70.
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
Produção de soja no Paraguai pode bater recorde e chegar a 11,53 milhões de toneladas – MAIS SOJA

A estimativa de produção da safra principal de soja no Paraguai foi revisada de 9,65 milhões para 10,14 milhões de toneladas, colocando o ciclo atual entre os melhores já registrados no país. Caso a safrinha alcance um volume próximo de 1,39 milhão de toneladas, a produção total pode chegar a 11,53 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde histórico.
As perspectivas favoráveis começaram a se confirmar com o avanço da colheita em janeiro. Impulsionados pelos bons níveis de chuvas registrados em dezembro, os primeiros resultados de campo indicam produtividades acima da média histórica, reforçando o cenário de produção elevada.
“O principal destaque deste início de colheita tem sido o desempenho produtivo acima do esperado, o que nos levou a revisar para cima os rendimentos médios na maior parte dos departamentos produtores”, ressalta a analista de Inteligência de Mercado, Larissa Barboza Alvarez.
As revisões mais expressivas ocorreram nos principais polos agrícolas do país. No noroeste da Região Oriental, Alto Paraná teve seu rendimento médio ajustado para 3,6 toneladas por hectare, enquanto Canindeyú alcançou 3,5 t/ha. Já na faixa centro-sul, Caaguazú e Itapúa elevaram suas produtividades para 3,4 t/ha. Também foram observados ajustes positivos em Guairá, Caazapá, San Pedro e Paraguarí.
Outro ponto de atenção é o ritmo da colheita. No final de janeiro, entre 20% e 30% da área havia sido colhida em nível nacional. Chama a atenção o maior avanço na região norte da Região Oriental em relação ao sul, um comportamento considerado atípico. “Em anos normais, o Sul lidera a colheita, mas, nesta safra, as condições climáticas prolongaram o ciclo vegetativo nessa região”, explica Larissa. A expectativa é que o pico dos trabalhos ocorra nas duas primeiras semanas de fevereiro, com conclusão até o final do mês.
No mercado, o cenário de oferta elevada começa a pressionar os preços. Apesar de o ritmo de comercialização antecipada seguir em linha com a média dos últimos três anos — com 33,6% da produção já negociada —, os basis registram queda. Desde meados de janeiro, os valores em Assunção recuaram de cerca de USD -23 por tonelada, no início de dezembro, para patamares próximos de USD -40 por tonelada.
Esse movimento tende a se intensificar com o avanço da colheita regional. Na segunda-feira, 2 de fevereiro, a StoneX revisou para cima sua estimativa de produção de soja no Brasil para a safra 2025/26, elevando o volume para 181,6 milhões de toneladas. “Com os ajustes observados no Paraguai e em outros países da América do Sul, o mercado caminha para um cenário de ampla oferta nos próximos meses, o que deve seguir influenciando as dinâmicas de preços”, conclui a analista.
Sobre a StoneX
A StoneX é uma empresa global e centenária de serviços financeiros customizados, com presença em mais de 80 escritórios pelo mundo, conectando mais de 480 mil clientes em 180 países. No Brasil, atua em estratégias de gestão de riscos, banco de câmbio, inteligência de mercado, corretagem, mercado de capitais de dívida, fusões e aquisições, investimentos, trading e consultoria de soluções sustentáveis.
Fonte: Assessoria de imprensa StoneX

Sustentabilidade
Como o clima vai afetar a sojicultura brasileira – MAIS SOJA

Por Bárbara Faria Sentelhas, Membro Efetiva do CESB, Engenheira Agrônoma e CEO da Agrymet
Quando falamos em produtividade agrícola, o ambiente é um dos principais fatores condicionantes e limitantes dos rendimentos que podem ser alcançados. Dentre os fatores ambientais, o clima exerce uma influência direta e significativa, podendo responder por até 50% da produtividade final das culturas. Por isso, discutir as condições climáticas é essencial para entender o futuro da sojicultura brasileira.
A soja é uma cultura altamente sensível às variações climáticas. Eventos extremos, como veranicos prolongados, excesso de chuva em fases críticas e temperaturas elevadas, representam riscos reais ao seu desenvolvimento e produtividade. Entre esses fatores, o déficit hídrico é apontado como o mais crítico, especialmente nas fases de florescimento e enchimento de grãos, quando mesmo curtos períodos de seca podem gerar perdas expressivas.
Estudos mostram que regiões produtoras do Cerrado e do Sul do país já apresentam aumento na frequência de veranicos e maior irregularidade na distribuição das chuvas, comprometendo o potencial produtivo das lavouras. Além disso, a soja apresenta limites fisiológicos estreitos para o seu desenvolvimento reprodutivo. Temperaturas acima de 36 °C podem causar abortamento floral e redução no número de vagens, impactando diretamente o rendimento. Diante desse cenário de instabilidade, já se vislumbram alterações nas janelas de plantio. Simulações agroclimáticas indicam que, em diversas regiões, o período seguro para o plantio da soja está se encurtando ou se deslocando, exigindo reavaliações dos calendários agrícolas e maior precisão no uso do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC).
Nesse cenário complexo e desafiador, é fundamental compreender como construir resiliência climática na sojicultura e identificar as oportunidades tecnológicas que podem emergir diante dessa nova realidade. A demanda global por soja continua crescendo, mas os desafios também, exigindo respostas rápidas, integradas e fundamentadas. Reduzir a vulnerabilidade climática da cultura passa por antecipar os impactos esperados e adotar estratégias que vão desde o desenvolvimento de cultivares mais tolerantes a estresses abióticos até o uso de ferramentas já disponíveis, como simulações agroclimáticas, bioinsumos e agricultura de precisão.
O manejo agrícola também desempenha um papel central. Ele é, hoje, o principal mitigador dos efeitos climáticos adversos sobre a produção. A escolha correta da época de semeadura, o escalonamento de plantios, a cobertura do solo e o uso racional de insumos contribuem para reduzir perdas e aumentar a estabilidade produtiva. Além disso, para que as plantas resistam melhor à seca, é preciso promover um ambiente onde as raízes cresçam em profundidade e explorem melhor a água disponível. Solos estruturados, com bom teor de matéria orgânica e livres de compactação, aumentam a capacidade de suporte à seca e são parte da solução para uma produção mais sustentável.
Diante dos cenários de extremos climáticos cada vez mais frequentes, podemos escolher entre enxergar apenas o desafio ou encarar a oportunidade de construir um futuro mais sustentável e próspero para a agricultura. A sojicultura brasileira tem à disposição conhecimento técnico, inovação genética, ferramentas de manejo e inteligência climática para transformar riscos em soluções. O caminho não é simples, mas é viável, e passa por decisões mais estratégicas no presente, com foco em adaptação, planejamento e uso eficiente dos recursos naturais. É assim que garantimos a continuidade da produtividade, a segurança alimentar e a resiliência do agronegócio brasileiro.
O CESB é uma OSCIP – organização sem fins lucrativos, composta por 20 membros especialistas e 31 organizações patrocinadoras que acreditam e contribuem para o avanço sustentável dos mais altos índices de produtividade de soja no Brasil, são elas: BASF, INTACTA I2X, JOHN DEERE, SYNGENTA, JACTO, SIMBIOSE, BIOMA, BIOGRASS, 3tentos, Acadian, Agro-sol Sementes, Alltech, Atto Sementes, Brandt, Brasmax, Cordius, Fecoagro, FMC, Gran7, HO Genética, ICL, Lallemand, Mosaic, Nitro, Solferti, Stine Seeds, Stoller, Timac Agro, Union Agro, Ubyfol, Valence, Elevagro e IBRA.
Fonte: Assessoria de imprensa CESB
Featured24 horas agoEmpresa aposta em manejo eficiente para impulsionar produtividade de soja e milho no Show Rural Coopavel 2026
Sustentabilidade5 horas agoNovo painel do Zarc moderniza consulta às janelas de plantio e reforça gestão de riscos na agricultura – MAIS SOJA
Business4 horas agoProdução de soja no Paraguai pode bater recorde e chegar a 11,53 milhões de toneladas
Sustentabilidade2 horas agoComo o clima vai afetar a sojicultura brasileira – MAIS SOJA
Business18 horas agoCom bioinsumos consolidados, América Latina enfrenta novo desafio
Featured21 horas agoVocê conhece a larva-minadora? Inseto que abre caminho para doenças preocupa produtores de soja
Featured4 horas agoCesta básica recua pela segunda semana e inicia fevereiro custando R$ 785
Sustentabilidade4 horas agoArroz/RS: Emater estima produtividade da safra 25/26 em 8.752 kg/ha – MAIS SOJA
















