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Novo mapa da Embrapa revela solos mais vulneráveis à erosão no Brasil

A Embrapa Solos lançou uma nova versão do mapa de erodibilidade dos solos do Brasil, com base em uma metodologia que permite identificar o potencial dos terrenos de resistirem à erosão causada pela água da chuva.
A ferramenta representa um avanço estratégico na gestão dos recursos naturais, oferecendo subsídios para políticas públicas de conservação e uso sustentável do solo no meio rural.
Erosão hídrica: ameaça global à produção e à sustentabilidade
A erosão hídrica está entre os principais fatores de degradação de terras no mundo, afetando a produção agrícola, a biodiversidade e a segurança hídrica.
Segundo a FAO, o problema compromete os serviços ecossistêmicos do solo, reduzindo a infiltração de água, a profundidade de enraizamento e a retenção de nutrientes.
No Brasil, estimar a erodibilidade é fundamental para orientar o uso racional da terra e evitar prejuízos ambientais e econômicos, especialmente em áreas com agricultura intensiva.
Como foi feito o novo mapa de erodibilidade
O mapa da Embrapa tem escala 1:500.000, adequada para planejamentos em nível estadual e de grandes bacias hidrográficas. A equipe responsável avaliou 8.143 unidades de mapeamento de solos com base em dados do IBGE na escala 1:250.000.
A classificação foi feita a partir de atributos intrínsecos do solo — como textura, estrutura, presença de camada compactada, permeabilidade e conteúdo de carbono orgânico — desconsiderando variáveis externas como clima, relevo e vegetação.
Os solos foram classificados em seis categorias de suscetibilidade à erosão hídrica: muito baixa, baixa, média, alta, muito alta e extremamente alta. Cada categoria está associada ao fator K, um índice que representa a erodibilidade na equação universal de perda de solo.
Nordeste concentra áreas mais frágeis à erosão
De acordo com os pesquisadores da Embrapa, a maioria dos solos brasileiros se enquadra na categoria de erodibilidade média. No entanto, as maiores áreas de solos altamente suscetíveis estão no Nordeste, coincidindo com as regiões já afetadas pela desertificação.
Outras áreas com solos de elevada erodibilidade foram identificadas no Acre e em regiões próximas ao Amazonas, onde predominam solos ricos em silte.
Validação científica e acesso público à base de dados
O novo mapa foi validado com base em medições reais do fator K, obtidas tanto por chuvas naturais quanto simuladas, confirmando a confiabilidade dos resultados.
Todos os dados estão disponíveis gratuitamente na plataforma GeoInfo, da Embrapa, com visualização via sistema de informações geográficas (SIG Web).
Além disso, uma publicação técnica detalha toda a metodologia usada, permitindo que pesquisadores, gestores e produtores compreendam a lógica dos dados e apliquem o conhecimento em ações concretas.
Ferramenta estratégica para políticas públicas e uso agrícola
Para Maurício Rizzato, coordenador do estudo, o novo mapa deve ser incorporado em programas estaduais de conservação do solo, como os que selecionam microbacias prioritárias para ações de manejo e recuperação.
O pesquisador Gustavo Vasques reforça que a erosão não é apenas um problema ambiental, mas também econômico, uma vez que afeta diretamente a produtividade agrícola e a infraestrutura rural.
A Embrapa recomenda que os usuários convertam as seis classes de erodibilidade em três faixas simplificadas — baixa, média e alta — facilitando análises e modelagens para diferentes finalidades técnicas e institucionais.
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Preço dos alimentos cai pelo 5º mês seguido, aponta FAO

Os preços mundiais dos alimentos voltaram a cair em janeiro, marcando o quinto mês consecutivo de recuo, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira (6) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
A queda foi puxada principalmente pela redução das cotações internacionais de laticínios, açúcar e carnes, compensando altas registradas em óleos vegetais e arroz.
O Índice de Preços de Alimentos da FAO, que acompanha mensalmente uma cesta de commodities alimentícias negociadas no mercado internacional, teve média de 123,9 pontos em janeiro, queda de 0,4% em relação a dezembro e de 0,6% na comparação anual.
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Entre os grupos, o índice de cereais subiu levemente 0,2%, com recuos nos preços do trigo e do milho sendo compensados por uma alta de 1,8% no arroz, refletindo demanda mais firme por variedades aromáticas.
Já o índice de óleos vegetais avançou 2,1%, impulsionado pela alta do óleo de palma, em meio à desaceleração sazonal da produção no Sudeste Asiático e à demanda global consistente, além da recuperação do óleo de soja, diante da menor disponibilidade para exportação na América do Sul e da expectativa de forte consumo para biocombustíveis nos Estados Unidos. Em contrapartida, o óleo de canola apresentou leve recuo, com ampla oferta na União Europeia.
No segmento de proteínas, o índice de preços de carnes caiu 0,4%, pressionado pela queda da carne suína, enquanto as cotações da carne de aves subiram, sustentadas por preços mais altos no Brasil e pela forte demanda internacional.
Os preços das carnes bovina e ovina ficaram praticamente estáveis. O índice de laticínios recuou 5,0%, com quedas acentuadas nos preços do queijo e da manteiga, apesar da firmeza do leite em pó desnatado. O açúcar também registrou baixa, de 1,0%, refletindo expectativas de maior oferta global, com recuperação da produção na Índia e boas perspectivas no Brasil e na Tailândia.
Além dos preços, a FAO destacou um cenário de oferta abundante de grãos. A produção global de cereais em 2025 foi estimada em 3,023 bilhões de toneladas, com colheitas recordes de trigo, cereais secundários e arroz. Com isso, os estoques globais de cereais devem crescer 7,8%, atingindo um recorde histórico, e a relação estoque/consumo deve chegar a 31,8%, o nível mais alto desde 2001.
Para o ciclo 2025/26, a FAO projeta ainda um crescimento de 3,6% no comércio mundial de cereais, reforçando a expectativa de um mercado global bem abastecido.
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Juara recebe 1ª Arinos Show Agro para impulsionar expansão agrícola no Vale do Arinos

O município de Juara sedia, entre os dias 6 e 9 de maio de 2026, a primeira edição da Arinos Show Agro. Organizada pela Associação dos Produtores do Vale do Arinos (Acrivale) e pelo Sindicato Rural de Juara, a feira tecnológica de negócios surge com o objetivo de preparar os produtores locais para a rápida expansão da agricultura em uma região historicamente dominada pela pecuária de corte.
A escolha de Juara como sede é estratégica. O município detém o 10º maior rebanho bovino do Brasil, com cerca de 950 mil cabeças de gado. No entanto, o perfil produtivo tem passado por transformações nos últimos anos: no ciclo 2024/25, o cultivo de soja atingiu 126 mil hectares, um salto de 107% em comparação ao ano de 2021, segundo dados do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea).
Além da soja, o algodão também apresenta números robustos, com crescimento de 82% na área cultivada na última safra. O cenário é reforçado pela vocação de Juara para a cafeicultura — sendo o maior produtor do grão no estado, com 750 mil pés — e pela mineração, focada na extração de pó de rocha para remineralização de solos agrícolas e manganês para a indústria do aço.
A diretoria da Acrivale estima que o Vale do Arinos possua 1 milhão de hectares agricultáveis, dos quais mais da metade está em território juarense. Essa disponibilidade de terras prontas para a conversão de pastagem em lavoura é considerado o principal motor para atrair investimentos em maquinários, insumos e crédito rural durante os quatro dias de evento.
Desenvolvimento regional e tecnologia
Para as entidades organizadoras, a feira ocupa uma lacuna necessária no calendário de Mato Grosso, conectando a tradição da genética animal às novas demandas da agricultura de precisão. O evento reunirá expositores de implementos, veículos, bancos e empresas de tecnologia voltadas ao campo.
“Queremos aproximar os produtores rurais, criadores, empresas do agronegócio e toda a sociedade para oferecer soluções e pensarmos juntos o desenvolvimento do futuro do Vale do Arinos, que já é pujante e que constrói um futuro promissor”, destaca o presidente da Acrivale, Ricardo Bianchin.
A Arinos Show Agro será realizada no Parque de Exposições Edson Miguel Piovesan. A estrutura contará com portões abertos das 9h às 20h entre quarta e sexta-feira, e das 9h às 12h no sábado. O público-alvo abrange produtores dos municípios de Porto dos Gaúchos, Novo Horizonte do Norte, Taboporã, Itanhagá, Juína e Brasnorte, que compõem o polo regional.
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BNDES encerra nesta sexta prazo para solicitar liquidação de dívidas rurais

Encerra nesta sexta-feira (6) o prazo para que produtores rurais solicitem a liquidação ou amortização de dívidas por meio do programa BNDES Liquidação de Dívidas Rurais, iniciativa que já aprovou R$ 7,2 bilhões em operações voltadas a agricultores afetados por perdas de safra causadas por eventos climáticos extremos.
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O programa, lançado em 16 de outubro de 2025, atendeu produtores de 738 municípios, distribuídos em 22 estados, segundo dados divulgados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Até esta quarta-feira (4), foram aprovadas 26,8 mil operações, com tíquete médio de R$ 269 mil.
Maior parte dos recursos foi para pequenos e médios produtores
Do total aprovado, R$ 4,6 bilhões foram destinados a agricultores familiares e médios produtores enquadrados no Pronaf e no Pronamp, o equivalente a 96% dos recursos reservados para esses segmentos, que somavam R$ 4,8 bilhões. Ao todo, esse público concentrou 24,1 mil operações.
O programa estabeleceu que ao menos 40% dos recursos fossem direcionados a esses produtores, considerados mais vulneráveis aos impactos de eventos climáticos adversos. O restante foi distribuído entre produtores rurais atendidos por diferentes linhas de crédito agrícola, conforme a demanda e os critérios técnicos.
Operações precisam ser protocoladas até esta sexta
Embora o prazo final para contratação das operações seja 10 de fevereiro, o BNDES esclarece que os pedidos precisam ser protocolados até esta sexta-feira (6) junto às instituições financeiras credenciadas, para que possam ser analisados e contratados dentro do calendário previsto.
Segundo o presidente do banco, Aloizio Mercadante, o programa permite que os produtores reorganizem suas finanças após perdas severas.
“Com esse programa, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está permitindo que os produtores rurais possam quitar suas dívidas e retomar suas atividades. Cerca de 50% das operações aprovadas foram destinadas a agricultores familiares, que têm papel essencial na segurança alimentar e no desenvolvimento regional”, afirmou Mercadante.
Condições e quem pode acessar
O BNDES Liquidação de Dívidas Rurais oferece prazo de até nove anos para pagamento, incluindo até um ano de carência. Os recursos podem ser utilizados para a liquidação ou amortização de operações de crédito rural de custeio e investimento, além de Cédulas de Produto Rural (CPR), inclusive contratos mais recentes.
Podem acessar o programa produtores rurais, associações, condomínios rurais e cooperativas agrícolas, desde que a contratação seja feita por meio da rede de instituições financeiras parceiras do BNDES.
O acesso está restrito a produtores localizados em municípios com recorrência de eventos climáticos adversos, reconhecidos pelo Governo Federal e listados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. Além disso, é obrigatória a apresentação de laudo técnico que comprove perdas relevantes em duas ou mais safras recentes, conforme a regulamentação do programa.
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