Connect with us
16 de junho de 2026

Business

Colheita de milho da 2ª safra em MT vai a 96,38% da área e segue atrasada

Published

on

A colheita da segunda safra de milho 2024/25 em Mato Grosso alcançou 96,38% da área plantada até sexta-feira passada, dia 1º de agosto, segundo dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O avanço semanal foi de 6,01 pontos porcentuais, mas o ritmo segue inferior ao de igual período do ciclo anterior, quando 99,91% da área já havia sido colhida. A diferença entre as safras é de 3,53 pontos porcentuais.

Apesar do avanço generalizado, o atraso é mais expressivo em regiões como o sudeste, que registra 85,95% da área colhida, 13,53 pontos abaixo do índice de um ano antes. No oeste, o ritmo também é mais lento, com 95,82% da área colhida (-4,18 p.p.). Já o médio-norte, principal região produtora, praticamente concluiu os trabalhos, com 99,43% da área colhida, diferença de apenas 0,57 ponto em relação à safra passada.

As maiores evoluções semanais foram observadas no sudeste (+14,08 p.p.) e no oeste (+13,02 p.p.), o que indica concentração dos trabalhos nas regiões mais atrasadas. No consolidado estadual, o ritmo se mantém abaixo da média histórica dos últimos cinco anos para o período, de 97,53%.

Já a colheita do algodão segue atrasada em todo o estado. Até 1º de agosto, 18,27% da área cultivada havia sido colhida, avanço de 8,52 pontos porcentuais na semana. No mesmo período da safra passada, o índice era de 34,70%, o que representa um atraso de 16,43 pontos porcentuais.

O nordeste lidera os trabalhos de campo, com 40,65% da área colhida, seguido por médio-norte (19,38%) e sudeste (23,71%). As demais regiões ainda apresentam índices abaixo de 20%, com destaque para o norte, que não teve atualização nesta semana. As diferenças mais expressivas em relação ao ano passado foram registradas no médio-norte (-18,49 p.p.) e no sudeste (-17,58 p.p.).

Continue Reading

Business

Lucas Costa Beber assume presidência da Aprosoja Brasil

Published

on


Aprosoja MT/Assessoria

Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja Mato Grosso, assume agora um novo cargo como presidente da Aprosoja Brasil. À frente da entidade mato-grossense desde 2023, Beber dá um novo passo na representação dos produtores de soja no país.

  • Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

Ele passa a ocupar o cargo que era de Maurício Buffon, que deixa a presidência da Aprosoja Brasil. Buffon havia assumido o comando da entidade em abril de 2024, após ser eleito para o triênio 2024-2027.

O post Lucas Costa Beber assume presidência da Aprosoja Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

O boom do etanol de milho e o desafio de criar demanda

Published

on


Foto: Freepik

Impulsionada por mais de R$ 40 bilhões em investimentos, a produção saltou de cerca de 2,5 bilhões de litros na safra 2020/21 para uma projeção próxima de 10 bilhões de litros em 2025/26. Em apenas cinco anos, o setor quadruplicou de tamanho. Mas o desafio mudou. A questão já não é produzir mais. A pergunta agora é: quem vai consumir todo esse volume?

O modelo econômico do etanol de milho é altamente eficiente. Além do combustível, as usinas produzem DDGS, um farelo rico em proteína utilizado na alimentação de bovinos, aves e suínos. Isso amplia a rentabilidade da cadeia e ajuda a explicar a corrida de investimentos observada nos últimos anos.

O setor caminha para produzir cerca de 10 bilhões de litros por safra, consolidando o Brasil como o segundo maior produtor mundial de etanol de milho.

O risco da superoferta

O crescimento da oferta começa a preocupar. Estimativas do setor indicam que o mercado brasileiro poderá receber aproximadamente 4 bilhões de litros adicionais de etanol em um único ciclo produtivo. Enquanto isso, o consumo cresce em ritmo muito menor, próximo de 2% ao ano. Em outras palavras, a produção avança muito mais rápido do que a demanda.

O Brasil possui uma das maiores frotas flex do mundo. Ainda assim, muitos motoristas continuam optando pela gasolina, especialmente quando a diferença de preço não compensa a menor autonomia do etanol.

Para ajudar a absorver a produção crescente, o governo elevou a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32%. O setor já discute novos aumentos nos próximos anos. A medida ajuda, mas não resolve o problema estrutural da demanda.

A nova fronteira

O futuro do etanol não está apenas nos tanques dos automóveis. O combustível deverá ganhar espaço em novos mercados ligados à descarbonização, especialmente no SAF, o combustível sustentável de aviação, e em aplicações industriais de baixa emissão de carbono.

Além disso, o etanol brasileiro possui uma vantagem estratégica: baixa pegada de carbono e grande disponibilidade de matéria-prima, fatores cada vez mais valorizados pelos mercados internacionais.

O boom do etanol de milho é uma vitória tecnológica, industrial e agrícola. O Brasil mostrou que consegue produzir. Agora precisa provar que consegue vender.

Sem novos mercados, maior competitividade nas bombas e expansão das exportações, o sucesso produtivo pode pressionar preços e reduzir margens justamente no momento em que o setor mais cresce.

O desafio dos próximos anos não será fabricar mais etanol. Será criar demanda suficiente para acompanhar a velocidade da oferta.

Miguel Daoud

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

O post O boom do etanol de milho e o desafio de criar demanda apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Esmagamento de soja em Mato Grosso registra novo recorde mensal

Published

on


Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Mato Grosso esmagou 1,28 milhão de toneladas de soja em maio diante da maior utilização das plantas industriais. O volume, considerado um novo recorde mensal, supera em 6,98% o total processado em abril e em 3,22% quando comparado com o mesmo período em 2025.

Tal resultado, segundo informações do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), está aliado à demanda externa por óleo de soja. Somente em maio 21,69 mil toneladas do derivado de soja foram exportadas pelo estado, 41,80% a mais do que em abril.

Outro fator apontado para o novo recorde é o avanço do setor de biodiesel no país.

Margens pressionadas, apesar do bom resultado

Apesar do desempenho positivo, a valorização de 1,18% da soja em grão no quinto mês de 2026 e o recuo nas cotações dos coprodutos pressionaram as margens das indústrias.

Conforme o Instituto, a margem bruta de esmagamento da soja em Mato Grosso fechou maio com retração de 7,82% no comparativo mensal, encerrando o período com média em R$ 639,84 a tonelada.


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

O post Esmagamento de soja em Mato Grosso registra novo recorde mensal apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT