MaisAgro
Syngenta vence duas categorias do Top of Mind Rural 2025 e reforça liderança no agronegócio brasileiro

A Syngenta, referência global em inovação agrícola, foi destaque em duas categorias no prêmio Top of Mind Rural 2025, promovido pela Revista Rural. A companhia foi reconhecida no segmento de Inseticidas com a marca ENGEO PLENO® S, e em Tratamento de Sementes com FORTENZA® Duo — ambos os produtos foram os mais lembrados pelos agricultores brasileiros.
A conquista consolida a liderança da empresa no setor, sendo que após a edição deste ano, o inseticida ENGEO PLENO® S soma sete vitórias consecutivas (2019–2025), refletindo sua eficácia no controle de pragas e no aumento da produtividade. Já FORTENZA® Duo se destaca com nove premiações seguidas desde 2017, mantendo-se como uma das principais referências em proteção de sementes. “Esse reconhecimento é resultado da confiança dos produtores e do trabalho contínuo de toda a nossa equipe para entregar soluções eficazes e alinhadas às demandas reais do campo”, afirma Luís Fernando, Gerente de Marketing da Syngenta.
A Syngenta possui um histórico consistente no Top of Mind Rural com outras marcas igualmente reconhecidas ao longo dos anos, como CRUISER® (2007–2016), AVICTA® (2012–2024) e ELATUS® (2017–2022). Vale ressaltar que a pesquisa Top of Mind é realizada pela Revista Rural desde 2003 e tem como objetivo obter respostas espontâneas, sem indução do entrevistador.
Agro Mato Grosso
Aprosoja MT repudia violência contra produtor rural em Feliz Natal

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) manifesta repúdio ao episódio de violência ocorrido nesta sexta-feira (26.06), em Feliz Natal, envolvendo o produtor rural Maikel Alan Tespesal.
Segundo informações da imprensa, o produtor foi baleado durante diligência em sua propriedade, na presença de familiares. O caso causa consternação e exige apuração imediata, rigorosa e transparente.
A Aprosoja MT reforça que controvérsias comerciais e o cumprimento de decisões judiciais devem ocorrer dentro dos limites da legalidade, com segurança, responsabilidade e absoluto respeito à vida.
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A entidade informa que está em contato com a Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso – SESP/MT e acompanhará o caso para que os fatos sejam integralmente esclarecidos.
Agro Mato Grosso
Mosca-da-raiz (Delia sanctijacobi) tem primeiro registro em soja no Brasil

Presença do inseto causando danos significativos em lavouras comerciais acende alerta sobre manejo de praga emergente
A mosca-da-raiz (Delia sanctijacobi) foi registrada pela primeira vez em soja no Brasil. A ocorrência envolveu lavouras comerciais no Rio Grande do Sul, com danos em raízes, cotilédones e hastes de plântulas. O ataque reduziu o estande de plantas e chegou a cerca de 30% em áreas de Saldanha Marinho e Cruz Alta (DOI: 10.37486/2675-1305.ec08019).
Os pesquisadores Glauber R. Stürmer, Delmar B. dos Santos, Nayane S. França, Henrique Pozebon e Jonas A. Arnemann relataram a presença da praga em soja durante o início da safra de verão 2025/2026. Os exemplares usados na confirmação vieram de lavouras em Saldanha Marinho e Cruz Alta. As áreas haviam recebido semeadura entre 9 e 11 de outubro, após cultivos de aveia-preta, Avena strigosa, e ervilhaca, Vicia sativa.
Os sintomas compatíveis com danos de mosca-da-raiz apareceram em várias lavouras comerciais no Rio Grande do Sul. Os cientistas informam sobre observações em lavouras de soja em Passo Fundo, Carazinho, Saldanha Marinho e Cruz Alta. Também houve registro em melancia em Santa Maria. Nas lavouras de soja, os pesquisadores observaram consumo de cotilédones durante a emergência. Esse dano provocou falhas no estabelecimento inicial da cultura.
Identificação da espécie
A identificação da espécie ocorreu por caracteres morfológicos e por sequenciamento de DNA. As amostras permaneceram em etanol a 96% até a identificação e a extração de DNA. O Laboratório Agronômica de Diagnóstico Fitossanitário, em Porto Alegre, realizou as análises moleculares. Duas sequências nucleotídicas obtidas de larvas apresentaram mais de 99,82% de similaridade com Delia sanctijacobi em comparação no banco NCBI. As sequências de Saldanha Marinho e Cruz Alta foram depositadas no GenBank sob os números PX963737 e PX963848.
A larva causa o dano principal. Ela alimenta-se de sementes, raízes e plântulas. Depois do ataque inicial às raízes, a larva abre galerias em estruturas vegetativas, como bulbos e hastes de plântulas. No caso da soja, o estudo registrou dano em raízes, perfuração de haste e redução de estande.
Hábito polífago
Delia sanctijacobi possui hábito polífago. A espécie já tinha associação com várias culturas comerciais, entre elas milho, feijão, melão, abóbora, trigo, linho, cebola, alho, berinjela, alfafa, girassol e couve-flor. O inseto ocorre na América do Sul e aparece com maior frequência em regiões frias do continente, incluindo Argentina, Chile, Peru e Uruguai.
No Brasil, a primeira ocorrência de Delia sanctijacobi havia sido relatada em brócolis, na Região Sul. Depois, a espécie recebeu registro em tomateiro. Não havia registro da praga causando danos em soja no país.
Diferença de dano
Os pesquisadores não observaram diferença de dano entre lavouras Bt e não Bt. Esse ponto indica a necessidade de estudos específicos sobre manejo da praga na cultura. Os cientistas destacam a dificuldade de identificação de espécies do gênero Delia. As espécies apresentam semelhança morfológica, e a diferenciação exige avaliação detalhada. O uso de marcadores moleculares pode melhorar a detecção e apoiar decisões de manejo.
Dificuldade no manejo
O manejo tende a apresentar dificuldade. A larva alimenta-se de raízes ou cotilédones e depois penetra na haste da planta. Nessa posição, ela fica fora do alcance de muitas pulverizações. Os pesquisadores informam a existência de 192 ingredientes ativos e 2.032 inseticidas comerciais registrados para uso em soja no Brasil, mas nenhum deles com recomendação específica para o controle da mosca-da-raiz.
Neonicotinoides, piretroides, carbamatos e organofosforados usados contra pragas primárias da soja podem ter efeito sobre a espécie, principalmente quando a aplicação atinge a base da haste. Ainda assim, os cientistas apontam a necessidade de novos estudos para avaliar a eficiência de controle. Há também a possibilidade de uso de nematoides entomopatogênicos como alternativa descrita para espécies de Delia. Práticas culturais, como a variação do período de preparo do solo, também podem afetar o tamanho da população infestante.
Agro Mato Grosso
Brasil x Japão: país asiático comprou mais de 535 mil toneladas de soja de MT em 2025

Exportações renderam US$ 193,9 milhões ao estado. Setor agora aposta na abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira.
Mato Grosso exportou mais de 535 mil toneladas de soja e farelo de soja para o Japão em 2025, movimentando US$ 193,9 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), e divulgados nesta sexta-feira (26).
Conforme a federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), além de consolidar o país asiático como um importante destino para o agronegócio do estado, a relação comercial pode ganhar um novo capítulo com a possível abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira.
De acordo com o Imea, Mato Grosso embarcou 311,94 mil toneladas de farelo de soja para o Japão em 2025, com receita de US$ 105,35 milhões. As exportações de soja em grão somaram outras 223,4 mil toneladas, gerando US$ 88,61 milhões. Juntos, os dois produtos totalizaram 535,34 mil toneladas comercializadas e US$ 193,96 milhões em negócios.
Os números confirmam o complexo soja como principal elo comercial entre Mato Grosso e o mercado japonês. Apesar de ser uma das maiores economias do mundo, o Japão depende da importação de matérias-primas para abastecer parte da produção de alimentos, rações e proteínas.
Na balança comercial entre Brasil e Japão, outros produtos também têm peso. Em 2025, o Brasil exportou 12,63 milhões de toneladas de minério de ferro, com receita de US$ 960 milhões. As vendas de café alcançaram 150 mil toneladas e movimentaram US$ 1,03 bilhão. Já as importações brasileiras de partes e acessórios para veículos automotores somaram US$ 1,15 bilhão.
Carne bovina é aposta do setor
Embora a soja lidere as exportações de Mato Grosso para o Japão, a principal expectativa do setor está na abertura do mercado japonês para a carne bovina brasileira.
A negociação é considerada estratégica pelo governo federal, pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e pela indústria exportadora.
As negociações avançaram após o reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação, requisito considerado essencial para acessar mercados mais restritivos. O Japão também prevê uma auditoria no sistema sanitário brasileiro, etapa necessária antes de avaliar a autorização para importar carne bovina do país.
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