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12 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Perdas de produtividade da soja em função do amassamento – MAIS SOJA

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O manejo e controle de pragas, doenças e plantas daninhas em lavouras agrícolas é determinante para reduzir o impacto desses agentes bióticos sobre a produtividade e qualidade dos grãos produzidos. Embora diferentes estratégias de manejo possam ser empregadas no manejo fitossanitário da cultura da soja, o controle químico via pulverização de defensivos agrícolas ainda é o método mais usual em escala comercial.

Diferentes métodos de pulverização podem ser utilizados no programa fitossanitário da soja, incluindo pulverizações áreas e terrestres, ambos apresentando vantagens e desvantagens. Dentre os métodos mais utilizados, a pulverização terrestre se destacar por sua maior acessibilidade e versatilidade, atendendo desde pequenas a grandes propriedades.

Contudo, embora mais acessível, esse método apresenta algumas desvantagens, dentre elas: maior necessidade de manipulação de agrotóxicos; maior mão de obra, amassamento/quebra de plantas em função do trafego de tratores e pulverizadores, bem como limitada atuação sob condições de solo úmido. Embora com o aprimoramento das tecnologias de georreferenciamento o tráfego de pulverizadores tenha sido otimizado em áreas agrícolas, o amassamento das plantas é inevitável em pulverizações terrestres, e impacta a produtividade da cultura, reduzindo o potencial produtivo da lavoura.

Figura 1. Rastros oriundos do tráfegos de máquinas para pulverização. Amassamento de plantas.

Impacto do amassamento da produtividade da soja

Embora o impacto do amassamento de planta na produtividade da soja possa variar de acordo com fatores bióticos e abióticos, bem como características da cultivar e índice de amassamento, Oliveira et al. (2014) destacam que plantas amassadas tendem a apresentar uma redução acentuada do potencial produtivo, ao ponto em que, o amassamento das linhas pelo rodado do trator reduz em 50% a produção das linhas amassadas.

Vale destacar que o tipo de equipamento também influencia no índice de perdas por amassamento. Equipamentos com barras de maior comprimento tendem a reduzir o amassamento, uma vez que reduzem a necessidade de tráfego por proporcionarem um maior rendimento operacional nas aplicações. Da mesma forma, pulverizadores equipados com GPS (Global Positioning System) minimizam as perdas ao otimizar o aproveitamento da área tratada. Além disso, o número de aplicações impacta diretamente o amassamento das plantas, sendo que normalmente, quanto menor o número de pulverizações, menor o amassamento.

Pesquisas apontam que as perdas por amassamento em lavouras de soja, causadas por aplicações terrestres de defensivos agrícolas, podem variar de 4% a 7%, especialmente quando são realizadas entre três e cinco aplicações ao longo do ciclo da cultura (Costa, 2017). Considerando uma produtividade média de 60 sc ha⁻¹ (3.600 kg ha⁻¹) e uma taxa de amassamento de 5%, a perda pode chegar a aproximadamente 3 sc ha⁻¹ (180 kg ha⁻¹), o que representa uma redução expressiva na produtividade e, consequentemente, na rentabilidade da lavoura.

A um preço médio da saca de soja de R$ 138,68 (CEPEA/ESALQ – Paranaguá, 28/07/2025), a perda de 3 sc ha-1 equivale a uma redução da receita bruta de R$416,04. Em uma área de 100 hectares, essa perda de produtividade representa um impacto negativo de mais de 41 mil reais, que ocorre exclusivamente em função amassamento da soja.

Nesse sentido, o planejamento das pulverizações visando reduzir a intensidade do tráfego nas áreas agrícolas, o adequado posicionamento de defensivos agrícolas para um controle mais efetivo de pragas, doenças e plantas daninhas, o ajuste da bitola dos tratores e pulverizadores bem como o uso de rodados mais estreitos, são estratégias importantes para reduzir as perdas por amassamento.

Outra alterativa é a pulverização aérea, utilizando aviões e/ou drones. Esse método não gera amassamento de plantas, entretanto, normalmente representa um maior custo por pulverização. Logo, deve-se analisar as perdas observadas pelo amassamento, considerando a realidade logística e estrutural da propriedade, a fim de adotar estratégias de manejo que reduzam as perdas pelo amassamento, como as estratégias supracitadas.


Veja mais: Drones ganham espaço nas lavouras brasileiras e viram opção para agricultores e prestadores de serviço


Referências:

CEPEA/ESALQ. SOJA: INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ – PARANAGUÁ. Cepea, 2025. Disponível em: < https://www.cepea.org.br/br/indicador/soja.aspx >, acesso em: 29/07/2025.

COSTA, C. C. CUSTOS E BENEFÍCIOS DO SUO DA PULVERIZAÇÃO AÉREA DE AGROTÓXICOS NA AGRÍCULTURA. Embrapa, Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento, n. 39, 2017. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1085336/1/BoletimPD39Custoebeneficio….pdf >, acesso em 29/07/2025.

OLIVEIRA, S. et al. AMASSAMENTO DURANTE O MANEJO DO CULTIVO: EFEITO NO RENDIMENTO E NA QUALIDADE DE SEMENTES DE SOJA. Biosci. J., 2014. Disponível em: < https://docs.bvsalud.org/biblioref/2018/10/948362/amassamento-durante-o-manejo-do-cultivo-efeito-no-rendimento-e-_IEAqC3z.pdf >, acesso em: 29/07/2025.

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Sustentabilidade

Plano Nacional de Logística prevê R$ 1,2 trilhão em investimentos – MAIS SOJA

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O Plano Nacional de Logística (PNL) 2050 entra em vigor nesta quarta-feira (12), tendo, como objetivo, orientar o planejamento da infraestrutura de transportes no país até 2050. O documento servirá de referência para investimentos públicos e privados em rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos.Elaborado no âmbito do Planejamento Integrado de Transportes (PIT), o PNL foi estruturado a partir da identificação dos principais gargalos da logística nacional. Ele prevê investimentos de R$ 1,225 trilhão em infraestrutura logística até 2050, dos quais R$ 734,4 bilhões deverão vir da iniciativa privada e R$ 490,5 bilhões do setor público.

Os recursos deverão ser direcionados à manutenção de corredores estratégicos, à ampliação da capacidade de estruturas existentes e à implantação de novos empreendimentos.

O documento definiu 112 objetivos prioritários voltados à solução de gargalos atuais, ao atendimento de demandas futuras e ao desenvolvimento regional. Para isso, estabeleceu 31 eixos prioritários de transporte: 12 rodoviários, oito ferroviários, quatro aquaviários e sete intermodais.

Entre as ações previstas estão a expansão de corredores ferroviários e rodoviários, a consolidação de hidrovias e a ampliação da infraestrutura portuária.

Mudanças

Durante a cerimônia de lançamento do PNL em Brasília, o ministro dos Transportes, George Santoro, destacou que o plano vai organizar “projetos, sonhos, vidas e iniciativas” que ajudarão a estruturar o futuro do Brasil e da América Latina.

“Por muito tempo, o Brasil escolheu obras e, depois, procurou uma estratégia para justificá-las. No PNL 2050, fizemos o contrário. Primeiro definimos que Brasil queremos construir. Depois, quais problemas precisamos resolver. Só então passamos a discutir quais investimentos fazem sentido”, discursou o ministro.

Segundo ele, esta não é uma mudança simples de se fazer porque, na verdade, é uma mudança de cultura. “E cultura é um processo que não será transformado por um único plano. O que esperamos é construir essa mudança ao longo do tempo e consolidar esse novo processo de planejamento”, complementou.

Cabotagem

Entre as novidades apresentadas nesta edição do PNL, o ministro destacou a inclusão da cabotagem (navegação entre portos de um mesmo país). “O Brasil precisa voltar a olhar a cabotagem com seriedade. Esta foi uma evolução muito grande”, disse.

“Ainda não colocamos a questão do transporte aéreo de cargas. Temos de evoluir nisso”, complementou.

Também presente na cerimônia, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, disse que o Brasil tem avançado em sua capacidade de infraestrutura, após grande ciclo de investimentos públicos e, sobretudo, privados.

“A parceria com o setor privado trouxe resultados positivos, tanto no sentido da capacidade que foi instalada no país quanto, especialmente, no sentido da eficiência que alcançamos, elevando os patamares de desempenho, sobretudo nos setores de portos e aeroportos”, disse.

Modais

Segundo ele, o grande desafio que o PNL traz como resposta é o de integrar os modais de transporte. “Os modais não são isolados. Precisam dialogar entre si. O porto é o nó desses caminhos. Mas ele não vive sem acessos rodoviários, ferroviários e hidroviários”.

“Entendo que a rodovia não é o melhor caminho para a expansão que precisamos. Portanto, precisamos avançar nas políticas de escoamento por meio do transporte ferroviário”, acrescentou.

“E não dá para começar uma ferrovia sem ser pelo porto”, complementou o ministro George Santoro.

Para o presidente da Infra (empresa pública federal criada para planejar, estruturar projetos e desenvolver engenharia e inovação no setor de transportes do país), Jorge Bastos, o PNL precisa, acima de tudo, “ter credibilidade, de forma a perpassar governos. Foi com essa perspectiva que ele foi elaborado”, disse.

Desafios

Entre os desafios apontados no PNL 2050 estão a forte dependência das rodovias, que respondem por 54% da movimentação de cargas, a baixa utilização de ferrovias e hidrovias, dificuldades de escoamento da produção, problemas de abastecimento em regiões mais isoladas e barreiras à integração entre os modais.

Para enfrentar esses problemas, o PNL prioriza a ampliação da intermodalidade, com maior conexão entre rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos.

A expectativa é reduzir custos logísticos, aumentar a competitividade das exportações, melhorar o abastecimento interno e ampliar a integração do território nacional.

O documento lançado nesta quarta-feira dá destaque também à redução das desigualdades regionais, com prioridade para projetos no Norte e Nordeste, e incorpora critérios de sustentabilidade, como adaptação às mudanças climáticas, redução de emissões e proteção da biodiversidade.

Fonte: Agência Brasil


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Sustentabilidade

Crédito rural para a agricultura empresarial soma R$ 28,2 bilhões no primeiro mês da safra 2026/2027 – MAIS SOJA

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A agricultura empresarial contratou R$ 28,2 bilhões em crédito rural em julho de 2026, primeiro mês da safra 2026/2027. O levantamento reúne operações realizadas por produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e pelos demais produtores, com base em dados do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central do Brasil, e das registradoras de títulos, no caso das Cédulas de Produto Rural (CPR).

As CPR responderam por R$ 18,8 bilhões das operações contratadas no mês, o equivalente a 66,6% do total. O custeio convencional somou R$ 6,5 bilhões, correspondente a 23% das contratações.

Custeio, comercialização e industrialização

No custeio da produção, o Pronamp respondeu por R$ 3,5 bilhões, o equivalente a 53,5% do total destinado à modalidade. Os demais produtores empresariais contrataram R$ 3 bilhões, ou 46,5%.

As operações de comercialização da produção agropecuária somaram R$ 1,5 bilhão em julho. Já a industrialização, que contempla o processamento e a agregação de valor aos produtos agropecuários, registrou R$ 891 milhões.

Os programas de investimento, destinados a itens como máquinas, equipamentos, irrigação e modernização de estruturas produtivas, registraram R$ 118,1 milhões em aplicações no primeiro mês da safra. Entre os programas, foram contratados R$ 56 milhões pelo RenovAgro e R$ 31 milhões pelo Pronamp Investimento.

Operações por porte do produtor

Fora do Pronamp, os médios e grandes produtores contrataram R$ 5,9 bilhões, correspondentes a 21% do total concedido no mês. No Pronamp, foram registrados R$ 3,5 bilhões em operações, equivalentes a 12,4% do total.

Ao todo, foram realizados 26.034 contratos de crédito rural pela agricultura empresarial em julho. Desse número, 12.940 foram operações de CPR.

Crédito por região

O Sul registrou o maior volume de crédito entre as regiões em julho, com R$ 3,6 bilhões e 6.887 contratos. Na sequência aparecem o Sudeste, com R$ 2,5 bilhões, e o Centro-Oeste, com R$ 2,2 bilhões. O Nordeste registrou R$ 678 milhões, enquanto o Norte teve R$ 400 milhões em concessões.

O levantamento também mostra diferenças no tíquete médio das operações, que corresponde ao valor médio de cada contrato. No Centro-Oeste, o valor chegou a R$ 1,25 milhão por contrato. No Sul, o tíquete médio foi de R$ 529 mil.

Fontes de recursos

Entre as fontes controladas utilizadas no financiamento do crédito rural, os Recursos Obrigatórios foram responsáveis por R$ 3,9 bilhões, o equivalente a 69,8% do total dessas fontes. Os Recursos Obrigatórios correspondem à parcela dos depósitos à vista que as instituições financeiras devem direcionar ao crédito rural.

Entre as fontes não controladas, a LCA Livre foi a principal fonte de captação de recursos privados, com R$ 3,4 bilhões destinados ao crédito rural.

Recursos equalizáveis

Para a safra 2026/2027, a programação orçamentária de recursos equalizáveis soma R$ 97,6 bilhões, conforme a Portaria MF nº 2.170/2026. Os recursos equalizáveis são destinados a linhas de crédito com taxas de juros controladas pelo governo federal, e o diferencial em relação às taxas de mercado é coberto pelo Tesouro Nacional.

No primeiro mês da safra, R$ 1,3 bilhão dos recursos equalizáveis programados foi concedido.

Entre os programas de investimento equalizáveis, foram contratados R$ 56,1 milhões pelo RenovAgro, R$ 20,7 milhões pelo Pronamp e R$ 17,6 milhões pelo Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA).

Nas operações equalizáveis de investimento, o Banco do Brasil respondeu por 86,8% das concessões do mês, seguido pelo Sicredi, com 12,8%. Nas linhas equalizáveis de custeio e comercialização, o Banco do Brasil concentrou 68,9% das concessões, seguido por Cresol (11%), Sicredi (10%) e Credicoamo (8,9%).

Acesse aqui o documento.

Fonte: MAPA



 

FONTE

Autor:MAPA

Site: MAPA

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Sustentabilidade

Cepea: Avanço da colheita e retração dos produtores sustentam alta dos preços do milho em julho – MAIS SOJA

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Milho: Apesar de a colheita estar avançando na maior parte das regiões produtoras de segunda safra em julho, o volume disponível para negócios segue limitado no mercado interno. Além de a média nacional da área já colhida estar inferior à das temporadas anteriores, produtores se mantiveram retraídos das negociações, atentos às altas nos preços internacionais, o que pode elevar a paridade de exportação.

Além disso, no início de julho, agricultores estavam atentos às condições climáticas adversas, como as chuvas e geadas. Com isso, os preços do cereal subiram em boa parte das praças acompanhadas pelo Cepea.

No entanto, a alta é limitada, pois os consumidores priorizaram na maior parte do período o consumo dos estoques em detrimento das novas efetivações. Esses consumidores acreditam que os preços podem voltar a cair assim que o volume colhido aumentar e houver necessidade de novas vendas, devido às limitações da capacidade dos armazéns à necessidade de caixa.

PREÇOS – Assim, no acumulado de julho, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa avançou 2,6%, fechando a R$ 65,25/saca de 60 kg no dia 31. A média mensal de julho também subiu 2%. Na média das regiões pesquisadas pelo Cepea, o cereal se valorizou 6,4% no mercado de balcão (ao produtor) e 2,4% no de lotes (negociação entre empresas), também no acumulado do mês.

No mesmo sentido, os contratos negociados na B3 subiram em julho, impulsionados pelo forte avanço dos preços internacionais e pela manutenção do dólar acima dos R$ 5. Deste modo, os vencimentos Set/26 e Nov/26 avançaram 2% e 4%, fechando a R$ 69,25 e R$ 673,95/sc de 60 kg no dia 31, respectivamente.

ESTIMATIVAS – Segundo dados divulgados pela Conab em julho, a segunda safra 2025/26 agora está estimada em 109,43 milhões de toneladas, 3% inferior à da temporada anterior, mas 1,5% acima do relatório divulgado em junho, refletindo principalmente os aumentos na produção do Paraná e de Mato Grosso. Para a safra verão, cuja colheita está no final, os aumentos são de 1% no mês e de 18,7% frente à temporada anterior, a 29,6 milhões de toneladas.

Já para a terceira temporada, que tinha estimativa de melhora na produção até junho, os dados foram ajustados, devido à falta de chuvas na maior parte das regiões produtoras no Norte e Nordeste do País. Agora, a produção está estimada em 2,69 milhões de toneladas, 17% inferior na comparação mensal e 10% menor entre as safras 2024/25 e 2025/26.

No agregado das três safras, a oferta no País deve ser de 141,72 milhões de toneladas, leve aumento de 0,4% em relação à temporada anterior, o que, se concretizado, pode ser recorde. O consumo interno deve ser de 94,88 milhões de toneladas, e a Conab estima que as exportações possam chegar a 46,5 milhões de toneladas. Caso esse cenário se confirme, os estoques finais em janeiro/27 ficariam em 14,50 milhões de toneladas, 70% superior à média dos últimos cinco anos.

Pelo USDA, a oferta mundial em 2026/27 pode totalizar 1,29 bilhão de toneladas, 2,3% inferior à da temporada anterior. O consumo é previsto em 1,32 bilhão de toneladas, 1% maior que em 2025/26. As transações internacionais devem se reduzir 4,9% no mesmo comparativo. Porém, com a redução dos estoques finais mundiais em 8%, a relação estoque/consumo passará para 20,9%, a menor desde 2012/13.

CAMPO – A colheita da segunda safra vem avançando na maior parte das regiões, com destaque para Mato Grosso, que tem obtido bons resultados, favorecidos pelo clima. Em São Paulo e em Minas Gerais, porém, a umidade elevada das lavouras limita os avanços no campo. Até o dia 31 de julho, a média nacional chegou à 69,1%, abaixo dos 74,5% registrados na média das últimas cinco safras, segundo a Conab.

Em Mato Grosso, os trabalhos de colheita atingiram 96,77% da área cultivada até o dia 31, segundo dados do Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária). Em Mato Grosso do Sul, também até o dia 24, 24% do total foi colhido, segundo a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul). Em Goiás, a colheita chegou a 35% no mesmo período, segundo a Conab.

No Paraná, até o dia 03 de agosto, 52% da área havia sido colhida, segundo a Seab/Deral, que também informou que a produção do milho de segunda safra deve recuar 5% frente ao ano passado, a 17 milhões de toneladas, devido aos efeitos da estiagem. Em Minas Gerais e em São Paulo, a Conab indicou que as áreas colhidas estavam em 32% e 15%, respectivamente, até o final do mês.

Quanto à safra verão, a colheita somava 99,3% da área nacional até o dia 31, segundo a Conab, abaixo dos 99,5% da média dos últimos cinco anos.

INTERNACIONAL – Na Bolsa de Chicago (CME Group), os contratos do milho avançaram durante a maior parte de julho, devido principalmente às preocupações climáticas com a produção nos Estados Unidos e na França, por conta do clima seco e quente. Apenas no final do mês, com o retorno das chuvas em Iowa e Nebraska, os vencimentos voltaram a ceder. Com isso, os contratos Set/26 e Dez/26, avançaram 5,8% e 6,4% entre 30 de junho e 31 de julho, ao fecharem no dia 31 cotados a US$ 4,4075/bushel (US$ 173,51/t) e a US$ 4,64/bushel (US$ 182,67/t), respectivamente.

De acordo com o relatório semanal Crop Progress divulgado pelo USDA, até o dia 03 de agosto, 61% da safra de milho estava em condição entre boa e excelente, recuo de 3 p.p. no comparativo anual. Na Argentina, a colheita alcançou 69,8% da área nacional até o dia 30, segundo dados da Bolsa de Cereales.

Fonte: Cepea


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