Politica
Prefeitura aponta risco de atrasar salários e aciona STF contra bloqueio de R$ 5,5 mi a favor da CS Mobi

Conteúdo/ODOC – A Prefeitura de Cuiabá recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender uma decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que autorizou o bloqueio de até R$ 5,5 milhões por parcela do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) como garantia contratual à concessionária CS Mobi Cuiabá SPE S.A., responsável pelo estacionamento rotativo da Capital.
Segundo o Município, a retenção dos valores, diretamente no repasse do FPM, ameaça a saúde financeira da cidade, podendo causar atraso no pagamento dos salários dos servidores e de outras obrigações essenciais.
A decisão questionada foi proferida pela Terceira Câmara de Direito Público e Coletivo do TJMT no último dia 22 de julho e permite que o Banco do Brasil bloqueie os recursos antes mesmo que entrem nas contas da Prefeitura.
No pedido encaminhado ao STF, a Procuradoria do Município afirma que a medida “viola preceitos constitucionais fundamentais sobre finanças públicas e autonomia municipal; impõe um mecanismo de retenção de receitas sem a devida autorização legislativa e anterior ingresso na finança do ente federado, comprometendo a gestão orçamentária do Município; e gera insegurança jurídica e precedente prejudicial para a relação entre o Poder Público e os particulares em contratos de Parceria Público-Privada”.
A Prefeitura destaca que o próximo repasse do FPM está previsto para o dia 30 de julho, mesma data do pagamento da folha salarial dos servidores, que ultrapassa R$ 80 milhões.
“A situação financeira do Município de Cuiabá é periclitante. As informações da Secretaria Municipal de Economia demonstram que, ao se manter os termos contidos no acórdão ora enfrentado, permitindo os bloqueios de R$ 5,5 milhões, por vez, no recurso advindo do repasse do FPM, a finança deste ente será severamente comprometida, o que, inevitavelmente, comprometerá os pagamentos dos compromissos assumidos, sobretudo os salários dos servidores públicos municipais”, argumenta o Município.
“Isto porque o próximo repasse do FPM ocorrerá no dia 30 deste mês, data em que está previsto o pagamento das remunerações dos servidores, que é de mais de R$ 80 milhões de reais. Isso sem mencionar os demais compromissos, notadamente aqueles essenciais à população”, acrescenta outro trecho do pedido.
Além da folha, o Município aponta que também terá dificuldades para quitar precatórios – que somam mais de R$ 21,5 milhões somente em julho – e para honrar parcelas de dívidas com INSS, FGTS, IRRF e contribuições previdenciárias exigidas por órgãos de controle.
“Para reforçar, conforme já mencionado, o impacto nefasto que esse bloqueio pode gerar para a economia local, por ora, imperioso anotar que a atual gestão herdou a Administração Pública cuiabana com R$ 2,4 bilhões em dívidas; com disponibilidade em caixa negativa em 654 milhões de reais, o que compromete seriamente o pagamento dos compromissos assumidos. Portanto, o risco de dano grave à economia e à ordem pública resta configurado”, finaliza o documento.
Agro Mato Grosso
ALMT derruba veto e garante programa MT Trifásico com investimento de R$ 1,4 bilhão

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) derrubou, por unanimidade, o veto do Poder Executivo ao projeto de lei que institui o programa MT Trifásico, iniciativa voltada à ampliação da rede elétrica trifásica em áreas rurais e assentamentos do estado. A medida consolida juridicamente um dos maiores projetos de infraestrutura energética já planejados para o setor produtivo mato-grossense.
De autoria do deputado estadual Diego Guimarães, o projeto foi apresentado em novembro de 2024 após demandas apresentadas por produtores rurais, agricultores familiares e representantes do agronegócio preocupados com os problemas provocados pelas redes monofásicas, que frequentemente registram oscilações e interrupções no fornecimento de energia.
Com a decisão dos parlamentares, o programa passa a contar com respaldo legal e fiscalização permanente da Assembleia Legislativa.
Programa prevê R$ 1,4 bilhão em investimentos
O MT Trifásico foi estruturado por meio de uma parceria entre o Governo de Mato Grosso e a concessionária Energisa.
O planejamento prevê investimentos de R$ 1,4 bilhão entre 2026 e 2030, sendo:
- R$ 700 milhões aportados pelo Governo de Mato Grosso;
- R$ 700 milhões investidos pela Energisa.
Os recursos serão destinados à implantação de aproximadamente 5 mil quilômetros de novas redes trifásicas em diversas regiões do estado.
Energia mais estável para o campo
O principal objetivo do programa é substituir gradativamente as antigas redes monofásicas por estruturas mais modernas e eficientes.
A energia trifásica oferece maior capacidade de carga e estabilidade, permitindo a utilização de equipamentos de alta potência utilizados na produção rural.
Entre os benefícios esperados estão:
- Redução das quedas de energia;
- Menor oscilação no fornecimento;
- Maior eficiência para sistemas de irrigação;
- Operação de secadores de grãos e equipamentos agrícolas;
- Ampliação da agroindustrialização nas propriedades rurais.
Segundo estimativas apresentadas durante o lançamento do programa, cerca de 1,7 milhão de consumidores atendidos pela Energisa poderão ser beneficiados direta ou indiretamente pelos investimentos.
Agricultura familiar também será beneficiada
Além das grandes propriedades rurais, o programa prevê impactos positivos para a agricultura familiar.
Com energia mais estável, pequenos produtores poderão ampliar processos de automação e investir em agroindústrias de pequeno porte, agregando valor à produção local.
A expectativa é que a melhoria da infraestrutura energética estimule novos negócios, gere empregos e fortaleça a economia de diversos municípios mato-grossenses.
Turismo no Pantanal entra no planejamento
Um dos pontos incorporados ao programa é a ampliação da rede trifásica para a região da Transpantaneira, em Poconé.
A medida busca fortalecer a infraestrutura necessária para o desenvolvimento do turismo sustentável no Pantanal.
Empresários do setor avaliam que a melhoria do fornecimento de energia poderá favorecer hotéis, pousadas, restaurantes e empreendimentos turísticos instalados na região.
Assembleia terá papel na fiscalização
Com a aprovação definitiva da proposta, a Assembleia Legislativa passa a integrar o Conselho Gestor do programa.
O colegiado será responsável por acompanhar a execução dos investimentos e contará também com representantes da:
- Casa Civil;
- Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz);
- Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf);
- Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
A participação do Legislativo tem como objetivo ampliar a transparência e o monitoramento da aplicação dos recursos.
Infraestrutura energética é vista como estratégica
A modernização da rede elétrica é considerada uma das prioridades para sustentar o crescimento econômico de Mato Grosso nos próximos anos.
Maior produtor de grãos do país e líder nacional em diversas cadeias do agronegócio, o estado depende de infraestrutura adequada para ampliar a competitividade do setor produtivo.
A expansão da rede trifásica também é vista como fator importante para atrair novos empreendimentos industriais, estimular investimentos privados e fortalecer a interiorização do desenvolvimento econômico.
Com previsão de execução até 2030, o MT Trifásico deverá se tornar um dos maiores programas de infraestrutura energética rural já implantados em Mato Grosso.
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Vereadora Dra. Mara convoca Assistência Social para esclarecer políticas voltadas à população em situação de rua na Capital

A vereadora Dra. Mara protocolou na Câmara Municipal de Cuiabá um requerimento de convocação da secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela de Oliveira, para prestar esclarecimentos sobre as políticas públicas destinadas à população em situação de rua no município.
O requerimento, protocolado sob o Processo nº 21601/2026, solicita que a secretária compareça ao plenário da Câmara para apresentar dados oficiais, relatórios e informações atualizadas sobre as ações desenvolvidas pela pasta. Entre os pontos cobrados estão a quantidade estimada de pessoas em situação de rua em Cuiabá, programas de acolhimento, assistência social, reinserção social, estrutura de atendimento e aplicação de recursos públicos.
Segundo a parlamentar, a convocação busca ampliar a transparência e fortalecer o acompanhamento das ações do Poder Executivo diante do aumento da demanda social relacionada à população em vulnerabilidade.
“O Poder Legislativo tem o dever de fiscalizar e acompanhar de perto as políticas públicas executadas pelo município, especialmente em temas sensíveis como a assistência às pessoas em situação de rua”, destaca o documento apresentado pela vereadora.
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Lideranças do agro destacam decisões de MT sobre Fethab I agro.mt

O presidente da Associação dos Criadores do Norte de Mato Grosso (Acrinorte), Moisés Debastiani, afirmou que os investimentos realizados pelo Governo de Mato Grosso têm chegado também a regiões mais afastadas dos principais eixos de desenvolvimento.
A fala ocorreu durante a abertura da Norte Show 2026, nesta terça-feira (21), em Sinop.
“Às vezes a gente não percebe o que está sendo feito nos rincões do Estado. Para quem está aqui no eixo da BR-163, a duplicação já é uma realidade, mas o trabalho chega também ao interior. Eu tenho propriedade em Feliz Natal e sei o quanto aquele asfalto até a linha fez diferença para nós”, afirmou.
Moisés também destacou a importância da atuação conjunta entre entidades e poder público para atender demandas da população e do setor produtivo.
“As associações têm o papel de levar as demandas para quem pode resolver. Muitas melhorias, como infraestrutura e serviços, passam pelas decisões políticas”, disse.
Já o presidente do Sindicato Rural do município, Ilson José Redivo, destacou medidas recentes do Governo do Estado voltadas ao setor produtivo, especialmente em um cenário de custos elevados e dificuldades econômicas.
“Quero agradecer ao governador Otaviano Pivetta pela decisão de congelar o Fethab neste ano e por não reeditar o Fethab 2. O setor está passando por um momento difícil, com custo alto de insumos e preços baixos dos produtos, e essa decisão mostra sensibilidade com quem está produzindo”, afirmou.
Segundo ele, o momento exige equilíbrio para garantir a continuidade da produção no campo. “A gente entende que é um cenário que vai se ajustar, mas essas medidas ajudam o produtor a seguir trabalhando”, completou Redivo.
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