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6 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Drones ganham espaço nas lavouras brasileiras e viram opção para agricultores e prestadores de serviço – MAIS SOJA

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Comprar o próprio drone para pulverização agrícola ou contratar um prestador de serviço? Existe legislação para esta prática no Brasil? Quais as culturas agrícolas que já estão utilizando a tecnologia? Os resultados são promissores? Para responder a essas e outras perguntas, especialistas reuniram as principais informações a respeito da pulverização agrícola feita com essa tecnologia. Uso de drones agrícolas no Brasil: da pesquisa à prática, Documento 474, é de autoria de Rafael Moreira Soares, pesquisador da Embrapa Soja, (PR), e do empresário Eugênio Passos Schröder. O documento apresenta os aspectos regulatórios, o uso da tecnologia por prestadores de serviço e agricultores, analisa resultados de pesquisas nacionais e internacionais, e descreve exemplos práticos de sua aplicação em diversas culturas relevantes.

O uso dos drones na agricultura está cada vez mais presente, tanto em quantidade como em diversidade de aplicações. “Os modelos mais comuns são os multirrotores e os de asa fixa, com motorização elétrica por baterias”, explica Soares. “Eles são classificados de acordo com o seu peso e altura máxima de voo permitida, possuindo inúmeros tipos de hardware, software, câmeras e sensores, que permitem a execução de diversos processos, como, por exemplo, mapeamento georreferenciado, monitoramento, produção de imagens e, no caso dos drones agrícolas, a aplicação de produtos líquidos e sólidos de forma automatizada”, detalha o cientista.

Lançamento no Congresso Brasileiro de Soja

A publicação Uso de drones agrícolas no Brasil: da pesquisa à prática, Documento 474, será lançada durante o Congresso Brasileiro de Soja e o Mercosoja 2025, a ser realizado de 21 a 24 de julho, em Campinas (SP). No evento, o pesquisador Rafael Soares irá ministrar palestra sobre a temática da publicação no painel técnico sobre tecnologias de aplicação aérea.

O pesquisador conta que os drones agrícolas possuem características próprias no seu processo de pulverização, diferenciando-se tanto dos pulverizadores terrestres quanto dos aviões agrícolas, representando uma tecnologia intermediária entre esses sistemas. “Por isso, é essencial uma análise criteriosa antes de sua adoção, garantindo que a tecnologia agregue benefícios à atividade agrícola”, defende Soares.

Ele explica que ainda faltam dados e pesquisas para determinar, por exemplo, a taxa de aplicação de calda, a velocidade e a altura de trabalho, a faixa de pulverização, a deposição e uniformidade de gotas, a deriva, a mistura de produtos e o controle do alvo biológico. “Algumas vantagens inerentes da pulverização com drone dispensam comprovação por pesquisas, embora a mensuração de algumas dessas vantagens possa trazer informações valiosas sobre o uso da tecnologia”, declara.

O cientista frisa ainda que a área ainda precisa de muitos uma vez que os equipamentos se encontram em franca evolução e se modernizam a cada ano. “É um trabalho incessante, pois, além da atualização das máquinas, aumenta cada vez mais a diversidade de culturas, de produtos e de alvos envolvidos”, avalia Soares.

Para o pesquisador, um exemplo de mudança na tecnologia é a tendência da adoção de bicos rotativos nos principais modelos de drones utilizados no mercado, em substituição às tradicionais pontas hidráulicas. “O bico rotativo consiste numa ponta com disco giratório de alta velocidade que divide o líquido em gotas e oferece a opção de controlar o tamanho de gotas geradas, o que pode aumentar a uniformidade do espectro das gotas em comparação a pontas hidráulicas, pois elimina as gotas muito finas que causam deriva”, explica ao enfatizar que a maioria dos bicos rotativos consegue operar desde gotas finas até ultra grossas.

Regulamentação no uso de drones agrícolas

Veículo aéreo não tripulado (Vant) ou aeronave remotamente pilotada (ARP ou RPA, do inglês remotely piloted aircraft), é o termo mais adotado nos regulamentos oficiais brasileiros para os populares drones. De acordo com Soares, os produtores rurais ou empresas prestadoras de serviços de pulverização aérea que têm dúvidas sobre situação de conformidade com a legislação podem consultar diferentes fontes. Uma delas é o portal do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), que reúne em seu portal os principais requisitos de legislação. “É importante estar ciente de toda a legislação vigente e atender aos requisitos para que não haja problemas com órgãos de fiscalização e que se mantenha a segurança das aplicações aéreas”, afirma Soares.

Segundo Soares, como os drones são equipamentos que transmitem radiofrequência, precisam ser homologados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), órgão do Governo Federal responsável por regulamentar toda a infraestrutura de telecomunicações no Brasil. Soares diz ainda que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), vinculada ao Governo Federal, é responsável por regular e fiscalizar as atividades da aviação civil e a infraestrutura aeronáutica e aeroportuária no País. Por outro lado, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) gerencia as atividades relacionadas ao controle do espaço aéreo brasileiro, à proteção ao voo, ao serviço de busca e salvamento e às telecomunicações do Comando da Aeronáutica, portanto, quem autoriza voos em áreas restritas, por exemplo.

Em complementaridade às regulamentações das agências descritas, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estabelece regras específicas para operação de aeronaves remotamente pilotadas destinadas à aplicação de agrotóxicos e afins, adjuvantes, fertilizantes, inoculantes, corretivos e sementes.

Drone como negócio

O pesquisador conta que com o lançamento de modelos de drone com tanques de 40 litros ou mais, a partir de 2022, tornou possível a pulverização de mais de 100 hectares por dia com um único drone, o que ampliou sua atratividade no campo. Segundo ele, o investimento na estrutura de apoio para o uso do drone por parte do agricultor tende a ser menor que a de um prestador de serviço. “Isso porque o agricultor provavelmente já terá um veículo para transportar o drone, um funcionário ou familiar para auxiliar, um misturador de calda do pulverizador terrestre para adaptar no uso com o drone, entre outras coisas”, explica Soares.

De acordo com o empresário Eugênio Passos Schröder, o investimento necessário para montar um negócio de drones para pulverização demanda investimento não apenas no drone, mas também na aquisição de acessórios, veículos para atendimento da operação; estrutura administrativa e o capital de giro. “Isso significa que, em um cálculo aproximado, o investimento total equivale a cerca de três vezes o valor do equipamento de drone que se pretende comprar”, calcula. “É preciso fazer um planejamento detalhado de suas necessidades e uma análise financeira cuidadosa para determinar o investimento necessário para iniciar a prestação de serviços de pulverização”, recomenda Schröder.

Segundo o autor da publicação, o custo para contratar uma aplicação de agrotóxicos com drones agrícolas varia, de acordo com o relevo, vegetação da área, complexidade da operação, tecnologia e os equipamentos utilizados, distância do local de operação e tipo de produto a ser aplicado. Em geral, os preços oscilam entre R$ 100,00 a R$ 400,00 por hectare. “Essa amplitude reflete fatores como dificuldade de acesso ou exigências técnicas específicas. Alguns prestadores cobram por hora de voo; outros, por serviço completo, incluindo o preparo da solução”, ressalta.

Dicas e informações importantes sobre drones agrícolas

Vantagens dos drones agrícolas:

• Remoção do operador humano da área a ser pulverizada, diminuindo riscos à saúde deste.

• Independência das condições de tráfego do solo.

• Ausência de compactação do solo, provocada por máquinas terrestres de pulverização. Pelo mesmo motivo, não causa amassamento da cultura.

• Baixo consumo de água.

• Rastreabilidade (registro de dados e do mapa de aplicação).

Principais fatores a serem considerados na utilização de drones agrícolas, para iniciar um negócio de prestação de serviço com pulverização e para o agricultor que pretende adquirir o equipamento:

• Legislação: conhecer as regulamentações nacionais, estaduais e municipais para operação de drones, incluindo obrigações específicas relacionadas a pulverização de agrotóxicos.

• Equipamentos: selecionar o tipo de drone, tecnologia embarcada, capacidade de carga e demais especificações técnicas importantes às necessidades da pulverização, de acordo com as pretensões de uso.

• Capacitação técnica: realizar treinamento específico para operação dos drones e aplicação correta de agrotóxicos.

• Investimento financeiro: realizar um planejamento financeiro detalhado, considerando os custos de aquisição dos equipamentos, softwares de gerenciamento, seguros, manutenção (regulares e emergenciais), mão-de-obra entre outros. Para o agricultor, avaliar se o drone complementará ou substituirá as tecnologias de pulverização já utilizadas.

• Identificação do mercado: analisar o mercado potencial, incluindo características predominantes das áreas a serem atendidas, a demanda por cultura, a concorrência e as tendências em geral da tecnologia.

• Parcerias estratégicas: estabelecer colaborações com empresas ou organizações relacionadas ao setor agrícola, como produtores rurais, cooperativas, associações de agricultores, fabricantes de drones, entre outros.

Autor/fonte: Lebna Landgraf (MTb 2.903/PR)  Embrapa Soja                                            
Fotos: Rafael Soares                                                                                                                                 
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Sustentabilidade

O que sustentou os preços da soja hoje? Confira as cotações em dia menos movimentado

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Foto: Famasul

O mercado brasileiro de soja registrou alguns negócios nesta quarta-feira (5), envolvendo portos e indústria, mas o ritmo de comercialização permaneceu lento. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as cotações ficaram praticamente estáveis, com exceção de poucas praças.

Silveira destaca que a Bolsa de Chicago apresentou leves quedas, enquanto o dólar operou com volatilidade. Os prêmios, por sua vez, seguem elevados nos portos, contribuindo para a sustentação dos preços.

“O produtor continua um pouco afastado do mercado, buscando ofertas melhores. Assim, os negócios seguem restritos às necessidades da mão para a boca”, resume o analista.

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Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 132,00 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 127,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa hoje, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão climática segue indicando chuvas para o Meio Oeste dos Estados Unidos nos próximos dias, favorecendo as lavouras. A queda do petróleo completou o cenário de pressão sobre as cotações.

Neste mês de agosto, vital para a consolidação do potencial produtivo da safra americana, o clima não tem sido motivo de preocupação, encaminhando uma produção cheia no segundo maior produtor de soja do mundo.

Após tentar recuperação na parte da manhã, o petróleo registrava perdas pela terceira sessão seguida, adicionando pressão às commodities. A possibilidade de Irã e Estados Unidos chegarem a um acordo sobre o conflito no Oriente Médio está determinando as perdas do petróleo.

Na sessão de hoje, a retração foi contida pelos sinais de demanda pela soja americana, principalmente através de compras por parte dos chineses. O recuo do dólar frente a outras moedas torna a soja dos Estados Unidos mais competitiva.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%, a US$ 11,74 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,89 3/4 por bushel, com retração de 3,50 centavos de dólar ou 0,29%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,80 ou 0,87% a US$ 315,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,17 centavos de dólar, com perda de 0,35 centavo ou 0,51%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,1299 para venda e a R$ 5,1279 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0989 e a máxima de R$ 5,1344.

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Sustentabilidade

Algodão avança em NY com dólar fraco e alta dos mercados vizinhos – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta quarta-feira.

As cotações da pluma avançaram no dia sustentadas pelo dólar fraco contra outras moedas. A subida de mercados vizinhos, como o café e o açúcar em NY contribuíram para o suporte, além de fatores técnicos. A piora nas condições das lavouras americanas seguiu como fator positivo para os preços.

Os investidores também se posicionam para o relatório das exportações semanais norte-americanas de algodão, que será divulgado nesta quinta-feira, dia 6, às 9h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam a 83,02 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,56 centavo, ou de 0,7%. Março/2027 fechou a 84,71 centavos, ganho de 0,66 centavo, ou de 0,8%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Oferta restrita eleva média ao maior patamar em 11 meses – MAIS SOJA

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Em julho, a média mensal do arroz em casca no Rio Grande do Sul atingiu o maior patamar dos últimos 11 meses, refletindo a combinação entre oferta restrita e demanda aquecida.

Segundo o Cepea, a necessidade de aquisição de matéria-prima levou parte das indústrias a reajustar sucessivamente as ofertas de compra, mas a comercialização permaneceu limitada pela baixa disponibilidade do cereal.

De acordo com pesquisadores do Cepea, os produtores permaneceram retraídos, avaliando que os preços ainda não remuneram adequadamente os custos de produção e apostando em novas valorizações durante a entressafra. A procura de indústrias de outros estados também intensificou a concorrência pela matéria-prima e favoreceu a recuperação dos preços.

O Centro de Pesquisas ressalta que o anúncio de futuras aquisições públicas de arroz e milho reforçou a expectativa de valorização entre os produtores, que passaram a postergar ainda mais as vendas. Até o fim de julho, contudo, o edital e as regras para operacionalização das compras ainda não haviam sido divulgados, mantendo o mercado na expectativa.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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