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6 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Trigo/RS: Condições climáticas favoreceram o desenvolvimento das lavouras – MAIS SOJA

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As condições climáticas no período foram favoráveis ao desenvolvimento das lavouras de trigo, especialmente após as precipitações ocorridas entre 16 e 17/07, que estimularam a germinação, a uniformização da população de plantas e a retomada do crescimento vegetativo, anteriormente prejudicado pela baixa umidade do solo.

Antecipando-se à previsão de chuvas, entre os dias 15 e 16/07 os triticultores realizaram a adubação nitrogenada em cobertura. A operação foi tecnicamente eficiente, resultando em maior aproveitamento do nitrogênio aplicado e minimizando a compactação do solo, uma vez que o tráfego de máquinas ocorreu em solo com menor umidade

A semeadura se encontra em fase final. Restam apenas áreas localizadas em clima mais frio, onde a janela de plantio do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) é mais extensa para minimizar, sobretudo, os riscos associados a geadas tardias em estágios fenológicos sensíveis da cultura. A área efetivamente plantada está estimada em 97%, e a finalização dos trabalhos deve ocorrer dentro do período recomendado.

A reposição de umidade nos solos no período também possibilitou o manejo de plantas invasoras por meio da aplicação de herbicidas em pós-emergência. Em relação ao aspecto fitossanitário, os produtores intensificaram o monitoramento e efetuaram aplicações preventivas de fungicidas em função do período de umidade, que favorece a infecção de doenças fúngicas. As temperaturas amenas antes das chuvas beneficiaram o aumento populacional de pulgões, principalmente no Noroeste do Estado, exigindo monitoramento contínuo e controle com inseticidas para preservar o adequado desenvolvimento das plantas.

A área cultivada no Estado está projetada inicialmente pela Emater/RS-Ascar em 1.198.276 hectares. A estimativa inicial de produtividade é de 2.997 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, a semeadura avançou significativamente e aproxima-se da conclusão. As áreas mais desenvolvidas receberam aplicações de herbicidas e fungicidas, e as chuvas do período possibilitaram a realização da adubação de cobertura nitrogenada. De modo geral, houve atraso no desenvolvimento das lavouras em função das condições climáticas desde o início do ciclo. Contudo, espera-se uma melhora com a adoção dos manejos adequados e com o retorno de condições climáticas favoráveis. Na região da Campanha, o plantio deve ser concluído até o final do mês. Nos cultivos em germinação, implantadas na última semana, o estande se encontra superior ao das semeadas em junho. Em Caçapava do Sul, o plantio foi concluído. Em Bagé, aproximadamente 95% da área está semeada.

Na de Caxias do Sul, a semeadura avançou de 50% para 80% do total estimado para a safra. Nos municípios de altitude e área cultivada menores, os trabalhos foram concluídos. Em municípios de maior altitude, como em Vacaria e Bom Jesus, a conclusão está prevista para os primeiros dias de agosto. As chuvas, apesar do baixo volume, beneficiaram a germinação das lavouras recentes.

Na de Erechim, a semeadura foi concluída, e os cultivos estão em desenvolvimento vegetativo, mantendo o potencial produtivo, estimado em 3.600 kg/ha.

Na de Frederico Westphalen, as boas condições de plantabilidade permitiram o encerramento do plantio. As lavouras seguem em condições sanitárias adequadas.

Na de Ijuí, as chuvas possibilitaram a germinação das sementes que ainda não haviam emergido, melhorando o estande. As áreas apresentam excelente estado fitossanitário, sem registros de pragas ou doenças.

Na de Passo Fundo, a semeadura foi concluída. Após a retomada da umidade, os produtores devem prosseguir os tratos culturais, especialmente a adubação e o controle de plantas invasoras.

Na de Pelotas, a semeadura alcançou 80%. Os períodos prolongados de cerração, associados ao predomínio de baixas temperaturas, têm provocado leve atraso no desenvolvimento vegetativo. As aplicações de fungicidas preventivos continuam sendo realizadas, visando ao controle de doenças fúngicas e à manutenção do bom estado fitossanitário das lavouras.

Na de Santa Maria, o plantio foi concluído, inclusive nas áreas que demandaram replantio devido às adversidades climáticas ocorridas anteriormente.

Na de Santa Rosa, 98% dos cultivos semeados se encontram em fase de desenvolvimento vegetativo. No entanto, em Garruchos, nos cultivos semeados mais precocemente, observou-se o início da formação de espigas. Já nas lavouras implantadas em datas mais tardias, nota-se a emissão da folha bandeira, indicativo de transição para o estádio reprodutivo.

Na de Soledade, após cerca de três semanas de tempo firme, de elevada radiação solar e temperaturas baixas – condições consideradas favoráveis ao trigo –, foram registradas chuvas entre 15 e 30 mm. Apesar de moderados, os volumes foram suficientes para restabelecer a umidade do solo, contribuir para a germinação das últimas áreas semeadas e incorporar eficientemente o adubo nitrogenado aplicado em cobertura.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no RS, aumentou 0,03% quando comparado à semana anterior, de R$ 70,15 para R$ 70,17.

Confira o Informativo Conjuntural n° 1877 completo, clicando aqui!

Fonte: Emater RS



 

FONTE

Autor:Informativo Conjuntural 1877

Site: Emater RS

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Sustentabilidade

O que sustentou os preços da soja hoje? Confira as cotações em dia menos movimentado

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Foto: Famasul

O mercado brasileiro de soja registrou alguns negócios nesta quarta-feira (5), envolvendo portos e indústria, mas o ritmo de comercialização permaneceu lento. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as cotações ficaram praticamente estáveis, com exceção de poucas praças.

Silveira destaca que a Bolsa de Chicago apresentou leves quedas, enquanto o dólar operou com volatilidade. Os prêmios, por sua vez, seguem elevados nos portos, contribuindo para a sustentação dos preços.

“O produtor continua um pouco afastado do mercado, buscando ofertas melhores. Assim, os negócios seguem restritos às necessidades da mão para a boca”, resume o analista.

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Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 132,00 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 127,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa hoje, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão climática segue indicando chuvas para o Meio Oeste dos Estados Unidos nos próximos dias, favorecendo as lavouras. A queda do petróleo completou o cenário de pressão sobre as cotações.

Neste mês de agosto, vital para a consolidação do potencial produtivo da safra americana, o clima não tem sido motivo de preocupação, encaminhando uma produção cheia no segundo maior produtor de soja do mundo.

Após tentar recuperação na parte da manhã, o petróleo registrava perdas pela terceira sessão seguida, adicionando pressão às commodities. A possibilidade de Irã e Estados Unidos chegarem a um acordo sobre o conflito no Oriente Médio está determinando as perdas do petróleo.

Na sessão de hoje, a retração foi contida pelos sinais de demanda pela soja americana, principalmente através de compras por parte dos chineses. O recuo do dólar frente a outras moedas torna a soja dos Estados Unidos mais competitiva.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%, a US$ 11,74 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,89 3/4 por bushel, com retração de 3,50 centavos de dólar ou 0,29%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,80 ou 0,87% a US$ 315,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,17 centavos de dólar, com perda de 0,35 centavo ou 0,51%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,1299 para venda e a R$ 5,1279 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0989 e a máxima de R$ 5,1344.

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Sustentabilidade

Algodão avança em NY com dólar fraco e alta dos mercados vizinhos – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta quarta-feira.

As cotações da pluma avançaram no dia sustentadas pelo dólar fraco contra outras moedas. A subida de mercados vizinhos, como o café e o açúcar em NY contribuíram para o suporte, além de fatores técnicos. A piora nas condições das lavouras americanas seguiu como fator positivo para os preços.

Os investidores também se posicionam para o relatório das exportações semanais norte-americanas de algodão, que será divulgado nesta quinta-feira, dia 6, às 9h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam a 83,02 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,56 centavo, ou de 0,7%. Março/2027 fechou a 84,71 centavos, ganho de 0,66 centavo, ou de 0,8%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Oferta restrita eleva média ao maior patamar em 11 meses – MAIS SOJA

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Em julho, a média mensal do arroz em casca no Rio Grande do Sul atingiu o maior patamar dos últimos 11 meses, refletindo a combinação entre oferta restrita e demanda aquecida.

Segundo o Cepea, a necessidade de aquisição de matéria-prima levou parte das indústrias a reajustar sucessivamente as ofertas de compra, mas a comercialização permaneceu limitada pela baixa disponibilidade do cereal.

De acordo com pesquisadores do Cepea, os produtores permaneceram retraídos, avaliando que os preços ainda não remuneram adequadamente os custos de produção e apostando em novas valorizações durante a entressafra. A procura de indústrias de outros estados também intensificou a concorrência pela matéria-prima e favoreceu a recuperação dos preços.

O Centro de Pesquisas ressalta que o anúncio de futuras aquisições públicas de arroz e milho reforçou a expectativa de valorização entre os produtores, que passaram a postergar ainda mais as vendas. Até o fim de julho, contudo, o edital e as regras para operacionalização das compras ainda não haviam sido divulgados, mantendo o mercado na expectativa.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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