Connect with us
6 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Engenharia genética e inteligência artificial vão ditar avanços no melhoramento da soja – MAIS SOJA

Published

on


Os rumos da biotecnologia da soja nos próximos dez anos foram o assunto de um workshop internacional realizado nesta quinta-feira, último dia do Congresso Brasileiro de Soja e Mercosoja. Cientistas da China, Canadá, Estados Unidos, Argentina e Brasil mostraram o direcionamento de seus trabalhos e dos grupos de pesquisa em que atuam. Embora com objetivos distintos, todos têm em comum o uso de técnicas de edição gênica e uso de inteligência artificial para acelerar os resultados.

Primeiro a apresentar, Zhixi Thian, do Yazhouwan National Laboratory da China, mostrou que a evolução na produtividade da soja nos últimos anos foi menor do que de outras culturas, como milho e trigo. Para ele, é preciso haver uma revolução verde da soja, com salto na produtividade.

O melhor entendimento do genoma da planta, com mais informações sobre os genes que expressam cada característica é uma das alternativas. Um exemplo é identificar genes que contribuam para maior crescimento de raízes. Em regiões com baixa precipitação, como no Canadá, essa condição é fundamental para tornar a soja economicamente atrativa. Naquele país o aumento da produção passa pela substituição de áreas cultivadas com canola ou trigo, explicou François Belzile, da Universidade de Laval (CAN).

Embora o custo de sequenciamento genético de plantas tenha caído muito nos últimos 15 anos, ele ainda é alto, limitando o trabalho de laboratórios acadêmicos, ponderou Scott Allen Jackson, da Universidade da Georgia (EUA). Contudo, o uso de ferramentas de inteligência artificial está ajudando nas pesquisas, permitindo melhor entendimento sobre as informações genéticas e a previsão sobre a aplicação das técnicas de edição gênica.

“Inteligência artificial vai permitir que a gente entenda uma quantidade enorme de informação. Vamos ver muito potencial com essas tecnologias em combinação com a IA”, afirmou Scott Jackson.

Na Argentina, pioneira na adoção de cultivares transgênicas, os programas de melhoramento genético têm como alvo a tolerância à seca, aumento do teor proteico da soja, resistência a herbicidas e redução do teor de oligossacarídeos. Para isso técnicas de edição gênica e de RNA interferente (RNAi) vem sendo usadas com apoio de inteligência artificial.

“Nunca tivemos tanta informação sobre genes e suas funções, nem tanta tecnologia para aplica-las”, afirmou Sergio Feingold, do Programa Nacional de Biotecnologia do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (ARG).

Para os cientistas brasileiros, os alvos do melhoramento genético são aumento de produtividade, tolerância à seca, resistência a doenças, insetos e nematoides, encurtamento de ciclo e redução ou eliminação de fatores anti-nutricionais na soja destinada à alimentação animal. As ferramentas de edição gênica e RNAi também vem sendo usadas visando modificar fatores de expressão de genes.

A pesquisadora da Embrapa Soja Liliane Henning explica que fazer modificações únicas é mais simples. Entretanto, quando se busca mais de uma alteração o processo fica mais complexo, uma vez que um gene alterado pode interferir em mais de uma função na planta.

Além de ter um potencial maior de uso, as técnicas de edição gênica geram plantas convencionais, com liberação comercial mais simples e processos de testes mais baratos do que eventos transgênicos.

 “Porém o aspecto legal da engenharia genética ainda é um entrave. A patente do CRISPR é complexa e os direitos de uso ainda não estão definidos”, lembrou Henning. Esta questão, aliás, não é exclusividade do Brasil. Em todo o mundo há a indefinição sobre direitos de uso e propriedade intelectual da técnica CRISPR.

Outra linha de atuação no melhoramento genético foi apresentada por Weicai Yang, do Yazhouwan National Laboratory (CHN). Ele mostrou trabalhos relacionados ao aumento da eficiência da fixação biológica de nitrogênio por meio do entendimento de mecanismos da simbiose entre a soja e as bactérias fixadoras de nitrogênio.

Questionados sobre o teto do aumento de produtividade nos próximos dez anos, os cientistas se dividiram entre os mais e menos otimistas. Para alguns, os ganhos não serão tão elevados devido ao surgimento de outras questões que interferem na lavoura como a mudança climática, por exemplo.  Para outros, os ganhos possíveis com as novas tecnologias podem trazer impactos significativos que cheguem até 25% de ganho de produtividade até 2035.

Congresso Brasileiro de Soja

O Workshop sobre o futuro da biotecnologia da soja fechou a programação do 10º Congresso Brasileiro de Soja e Mercosoja. O evento foi promovido pela Embrapa Soja e realizado no Expo Dom Pedro, em Campinas (SP), entre os dias 21 e 24 de julho. Cerca de 2 mil pessoas dos diferentes elos da cadeia da soja participaram de discussões e interações. A programação contou com mais de 50 palestras em conferências e painéis, com a apresentação de 321 trabalhos científicos e exposição de 50 empresas em uma Arena de Inovação.

Foto de capa: Gabriel Faria

Continue Reading

Sustentabilidade

O que sustentou os preços da soja hoje? Confira as cotações em dia menos movimentado

Published

on


Foto: Famasul

O mercado brasileiro de soja registrou alguns negócios nesta quarta-feira (5), envolvendo portos e indústria, mas o ritmo de comercialização permaneceu lento. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as cotações ficaram praticamente estáveis, com exceção de poucas praças.

Silveira destaca que a Bolsa de Chicago apresentou leves quedas, enquanto o dólar operou com volatilidade. Os prêmios, por sua vez, seguem elevados nos portos, contribuindo para a sustentação dos preços.

“O produtor continua um pouco afastado do mercado, buscando ofertas melhores. Assim, os negócios seguem restritos às necessidades da mão para a boca”, resume o analista.

  • Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 132,00 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 127,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa hoje, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão climática segue indicando chuvas para o Meio Oeste dos Estados Unidos nos próximos dias, favorecendo as lavouras. A queda do petróleo completou o cenário de pressão sobre as cotações.

Neste mês de agosto, vital para a consolidação do potencial produtivo da safra americana, o clima não tem sido motivo de preocupação, encaminhando uma produção cheia no segundo maior produtor de soja do mundo.

Após tentar recuperação na parte da manhã, o petróleo registrava perdas pela terceira sessão seguida, adicionando pressão às commodities. A possibilidade de Irã e Estados Unidos chegarem a um acordo sobre o conflito no Oriente Médio está determinando as perdas do petróleo.

Na sessão de hoje, a retração foi contida pelos sinais de demanda pela soja americana, principalmente através de compras por parte dos chineses. O recuo do dólar frente a outras moedas torna a soja dos Estados Unidos mais competitiva.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%, a US$ 11,74 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,89 3/4 por bushel, com retração de 3,50 centavos de dólar ou 0,29%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,80 ou 0,87% a US$ 315,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,17 centavos de dólar, com perda de 0,35 centavo ou 0,51%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,1299 para venda e a R$ 5,1279 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0989 e a máxima de R$ 5,1344.

O post O que sustentou os preços da soja hoje? Confira as cotações em dia menos movimentado apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Sustentabilidade

Algodão avança em NY com dólar fraco e alta dos mercados vizinhos – MAIS SOJA

Published

on


A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta quarta-feira.

As cotações da pluma avançaram no dia sustentadas pelo dólar fraco contra outras moedas. A subida de mercados vizinhos, como o café e o açúcar em NY contribuíram para o suporte, além de fatores técnicos. A piora nas condições das lavouras americanas seguiu como fator positivo para os preços.

Os investidores também se posicionam para o relatório das exportações semanais norte-americanas de algodão, que será divulgado nesta quinta-feira, dia 6, às 9h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam a 83,02 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,56 centavo, ou de 0,7%. Março/2027 fechou a 84,71 centavos, ganho de 0,66 centavo, ou de 0,8%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News

Site: Agência Safras

Continue Reading

Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Oferta restrita eleva média ao maior patamar em 11 meses – MAIS SOJA

Published

on


Em julho, a média mensal do arroz em casca no Rio Grande do Sul atingiu o maior patamar dos últimos 11 meses, refletindo a combinação entre oferta restrita e demanda aquecida.

Segundo o Cepea, a necessidade de aquisição de matéria-prima levou parte das indústrias a reajustar sucessivamente as ofertas de compra, mas a comercialização permaneceu limitada pela baixa disponibilidade do cereal.

De acordo com pesquisadores do Cepea, os produtores permaneceram retraídos, avaliando que os preços ainda não remuneram adequadamente os custos de produção e apostando em novas valorizações durante a entressafra. A procura de indústrias de outros estados também intensificou a concorrência pela matéria-prima e favoreceu a recuperação dos preços.

O Centro de Pesquisas ressalta que o anúncio de futuras aquisições públicas de arroz e milho reforçou a expectativa de valorização entre os produtores, que passaram a postergar ainda mais as vendas. Até o fim de julho, contudo, o edital e as regras para operacionalização das compras ainda não haviam sido divulgados, mantendo o mercado na expectativa.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT