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6 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Acompanhar a produção agropecuária brasileira é desafio para a logística – MAIS SOJA

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Em muitos países, primeiro investe-se em infraestrutura logística e, depois, na produção. No Brasil, tem ocorrido o contrário. A produção agropecuária cresceu rapidamente e em novas regiões. Bateu recordes, ocupou o topo de rankings e gera divisas para o País. Mas estradas, ferrovias, hidrovias, portos e armazéns não acompanharam esse ritmo. Equacionar esse “bom problema” foi um dos desafios discutidos no 10º Congresso Brasileiro de Soja e Mercosoja, em Campinas (SP), para manter e ampliar a competitividade dos produtos agropecuários brasileiros.

Em painel realizado na terça-feira (22), o presidente da Associação Argentina da Cadeia da Soja (ACSoja), Luis Zubizarreta, apontou as hidrovias como modal-chave para investimentos. Ele apresentou a alternativa de escoar a produção brasileira de grãos pelos rios Paraná e Paraguai até a Argentina, utilizando a estrutura portuária do país vizinho para envio de cargas ao mercado internacional. Segundo Zubizarreta, algumas empresas já têm utilizado essa rota.

O presidente da ACSoja defendeu o investimento em hidrovias como forma de reduzir custos e alavancar ainda mais a produção e as exportações. Ele citou o exemplo do Paraguai, que viu sua produção e exportações “explodirem” após adotar as hidrovias como principal meio de transporte. Estimativas apresentadas indicam que o transporte fluvial é, em média, 40% mais barato do que o rodoviário, além de emitir menos carbono. “Onde há um rio navegável, há uma oportunidade logística”, alertou.

No Brasil, cresce o uso das hidrovias da região Norte e das rotas de exportação pelo chamado Arco Norte. Dados do Sistema de Inteligência Territorial Estratégica da Macrologística Brasileira (SITE-MLog), da Embrapa Territorial, mostram que o embarque de soja por esses terminais subiu de 8% em 2003 para 30% em 2023. Para Zubizarreta, o Brasil também deve investir nas hidrovias Tietê-Paraná e Paraná-Paraguai, com capacidades de escoamento de 8 milhões e 50 milhões de toneladas por ano, respectivamente.

Armazenagem

No mesmo painel do CBSoja, o diretor de logística de operações da cooperativa Coamo, Ednilson Oliveira, mostrou que a capacidade estática de estocagem de grãos cresceu muito aquém da produção. O déficit é mais grave na região Centro-Oeste, particularmente no Mato Grosso, devido ao recente e expressivo aumento das colheitas.

Regiões com agricultura mais consolidada, como o Sul, estão mais próximas do equilíbrio. Ainda assim, áreas do Paraná apresentam déficits significativos, especialmente as que cultivam milho-safrinha. Dois movimentos recentes no estado aumentam a preocupação com a capacidade de armazenamento. O primeiro é a substituição do trigo pelo milho na segunda safra, que gera maior volume e sempre exige secagem. O segundo é o crescimento da parcela da produção destinada à extração de óleo, que gera farelo a ser estocado em graneleiros, e não em silos como o grão.

Oliveira também mencionou os investimentos contratados para o Porto de Paranaguá, que devem ampliar e melhorar a estrutura existente, mas trazem um novo desafio: como chegar até lá? O diretor da Coamo destacou a necessidade de integração entre diferentes atores da cadeia produtiva e logística, além das esferas de governo, para viabilizar investimentos em ferrovias. Ressaltou ainda a urgência em reduzir a dependência do transporte rodoviário. Mais do que o custo elevado, ele chama atenção para a dificuldade em contratar caminhoneiros, o que pode levar ao colapso do sistema.

Dados sobre logística

Informações detalhadas sobre a logística do agronegócio estão disponíveis no SITE-MLog, como a capacidade dos armazéns em todo o País, microrregiões de origem das exportações, países de destino e pontos de escoamento utilizados (portos e regiões de fronteira). A ferramenta, desenvolvida pela Embrapa Territorial, também mostra a concentração da produção no território nacional de 1990 a 2023. Os mapas gerados foram apresentados em diferentes palestras no CBSoja.

CBSoja

O painel sobre logística foi moderado pelo analista Marcelo Alvares de Oliveira, da Embrapa Soja. O 10º Congresso Brasileiro de Soja e Mercosoja é promovido por esse centro de pesquisa da Embrapa e ocorre até quinta-feira, dia 21, no Expo Dom Pedro, em Campinas. O evento conta com quatro conferências e 15 painéis, somando mais de 50 palestras de especialistas brasileiros e estrangeiros. Além disso, são apresentados 321 trabalhos técnico-científicos em nove sessões temáticas ao longo dos três dias e cinco debates sobre temas práticos relacionados ao dia a dia das lavouras.

Foto de capa: CB Soja

Fonte: Vivian Chies/Embrapa Soja



 

FONTE

Autor:Vivian Chies/Embrapa Soja

Site: Embrapa

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Sustentabilidade

O que sustentou os preços da soja hoje? Confira as cotações em dia menos movimentado

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Foto: Famasul

O mercado brasileiro de soja registrou alguns negócios nesta quarta-feira (5), envolvendo portos e indústria, mas o ritmo de comercialização permaneceu lento. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as cotações ficaram praticamente estáveis, com exceção de poucas praças.

Silveira destaca que a Bolsa de Chicago apresentou leves quedas, enquanto o dólar operou com volatilidade. Os prêmios, por sua vez, seguem elevados nos portos, contribuindo para a sustentação dos preços.

“O produtor continua um pouco afastado do mercado, buscando ofertas melhores. Assim, os negócios seguem restritos às necessidades da mão para a boca”, resume o analista.

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Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 132,00 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 127,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa hoje, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão climática segue indicando chuvas para o Meio Oeste dos Estados Unidos nos próximos dias, favorecendo as lavouras. A queda do petróleo completou o cenário de pressão sobre as cotações.

Neste mês de agosto, vital para a consolidação do potencial produtivo da safra americana, o clima não tem sido motivo de preocupação, encaminhando uma produção cheia no segundo maior produtor de soja do mundo.

Após tentar recuperação na parte da manhã, o petróleo registrava perdas pela terceira sessão seguida, adicionando pressão às commodities. A possibilidade de Irã e Estados Unidos chegarem a um acordo sobre o conflito no Oriente Médio está determinando as perdas do petróleo.

Na sessão de hoje, a retração foi contida pelos sinais de demanda pela soja americana, principalmente através de compras por parte dos chineses. O recuo do dólar frente a outras moedas torna a soja dos Estados Unidos mais competitiva.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%, a US$ 11,74 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,89 3/4 por bushel, com retração de 3,50 centavos de dólar ou 0,29%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,80 ou 0,87% a US$ 315,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,17 centavos de dólar, com perda de 0,35 centavo ou 0,51%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,1299 para venda e a R$ 5,1279 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0989 e a máxima de R$ 5,1344.

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Sustentabilidade

Algodão avança em NY com dólar fraco e alta dos mercados vizinhos – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta quarta-feira.

As cotações da pluma avançaram no dia sustentadas pelo dólar fraco contra outras moedas. A subida de mercados vizinhos, como o café e o açúcar em NY contribuíram para o suporte, além de fatores técnicos. A piora nas condições das lavouras americanas seguiu como fator positivo para os preços.

Os investidores também se posicionam para o relatório das exportações semanais norte-americanas de algodão, que será divulgado nesta quinta-feira, dia 6, às 9h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam a 83,02 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,56 centavo, ou de 0,7%. Março/2027 fechou a 84,71 centavos, ganho de 0,66 centavo, ou de 0,8%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Oferta restrita eleva média ao maior patamar em 11 meses – MAIS SOJA

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Em julho, a média mensal do arroz em casca no Rio Grande do Sul atingiu o maior patamar dos últimos 11 meses, refletindo a combinação entre oferta restrita e demanda aquecida.

Segundo o Cepea, a necessidade de aquisição de matéria-prima levou parte das indústrias a reajustar sucessivamente as ofertas de compra, mas a comercialização permaneceu limitada pela baixa disponibilidade do cereal.

De acordo com pesquisadores do Cepea, os produtores permaneceram retraídos, avaliando que os preços ainda não remuneram adequadamente os custos de produção e apostando em novas valorizações durante a entressafra. A procura de indústrias de outros estados também intensificou a concorrência pela matéria-prima e favoreceu a recuperação dos preços.

O Centro de Pesquisas ressalta que o anúncio de futuras aquisições públicas de arroz e milho reforçou a expectativa de valorização entre os produtores, que passaram a postergar ainda mais as vendas. Até o fim de julho, contudo, o edital e as regras para operacionalização das compras ainda não haviam sido divulgados, mantendo o mercado na expectativa.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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