Sustentabilidade
Sustentabilidade da cadeia da soja abre as discussões desta quarta-feira no Congresso Brasileiro de Soja – MAIS SOJA

A conferência Sustentabilidade da cadeia produtiva de soja em números, a ser ministrada por Edivaldo Velini, da Universidade Estadual Paulista (Botucatu), abre a programação técnica do X Congresso Brasileiro de Soja e Mercosoja 2025, nesta quarta-feira, 23 de julho, a partir 8h30. Na sequência, está previsto o lançamento de três publicações da Embrapa Soja: Uso de drones agrícolas no Brasil: da pesquisa à prática, Biodiesel no Brasil: reflexões sobre o potencial das principais matérias-primas; Circular técnica 216: Teste de envelhecimento acelerado para avaliar o vigor em sementes de soja Comunicado Técnico 114: Indicadores para classificação dos níveis de manejo no ZarcNM, além do edital da inovação Soja Open Innovation.
Estão programados ainda três painéis simultâneos, das 10h30 às 12h30. O primeiro painel apontando os principais Resultados obtidos pela rede de ensaios de controle de doenças de soja. A discussão irá destacar as Doenças de Final de Ciclo/Época de aplicação, Mancha-alvo e Podridão de Grãos; Mofo Branco, e Ferrugem-Asiática da Soja e Biológicos. O painel será moderado pelo pesquisador Maurício Meyer.
Outro destaque da manhã é a discussão sobre Fitorreguladores na cultura da soja, moderado por Fabiano Rios, do Sumitomo do Brasil. Na oportunidade serão realizadas duas palestras, com os temas de Fitorreguladores para manejo da arquitetura de plantas, ministrada por Geraldo Chavarria Lamas Júnior, da Universidade de Passo Fundo & Fisiologia no Campo e ainda, Fitorreguladores para redução de estresses climáticos, está sendo ministrada Evandro Binotto Fagan, do Centro Universitário de Patos de Minas.
O painel que encerra a programação da manhã será sobre Zonas de manejo e agricultura de precisão, a ser moderado pelo pesquisador da Embrapa Soja, Júlio Cézar Franchini. O debate contará com três palestras: Definição de Zonas de Manejo para a soja, a ser ministrada por Fabricio Pinheiro Povh, da Fundação ABC; Ferramentas de agricultura de precisão para definição de zonas de manejo que será apresentada por Domingos Sárvio Magalhães Valente, da Universidade Federal de Viçosa e Pedologia aplicada à Agricultura de Precisão, por Gustavo Ribas Curcio, Embrapa Florestas.
Dando continuidade à programação, entre 14h e 16h, haverá o debate sobre Bioinsumos na cultura da soja, moderado pelo pesquisador da Embrapa Soja, Daniel Sosa Gomez. O painel contará com três palestras: Controle aplicado de Bionematicidas e integração com outros métodos de controle, a ser ministrado por Lais Fontana, da Grower Conhecimento Agronômico; Controle Microbiano de Noctuideos na cultura da soja, tema a ser apresentado por Marcos Faria, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e Bioinsumos para a promoção de crescimento e nutrição, tema a ser conduzido pela pesquisadora da Embrapa Soja, Mariangela Hungria, laureada em 2025 com o Prêmio World Food Prize, considerado o Nobel da Agricultura.
Simultaneamente ocorrerá o painel Respostas fisiológicas e melhoramento para tolerância à seca, moderado pela pesquisadora da Embrapa Soja, Liliane Henning. A discussão contará com três palestras: Mecanismos fisiológicos de enfrentamento à seca, a ser ministrada apor Gustavo Maia Souza, da Universidade Federal de Pelotas; Transgenia como ferramenta para tolerância à seca, com Alexandre Garcia, da Bioceres Crop Solutions e Estratégias de fenotipagem para a tolerância à seca, tema a ser apresentado ministrado por Walter Quadros Ribeiro Júnior, da Embrapa Cerrados.
Além disso, está previsto o painel Soja na reforma de canavial, que será moderado pelo pesquisador da Embrapa Soja, Henrique Debiasi. No encontro, serão realizadas três palestras: Pontos críticos na implantação da soja em reforma de canavial, por Denizart Bolonhezi, do IAC; Fertilidade do solo, por Carlos Alexandre Costa Crusciol, da Universidade Estadual Paulista (Botucatu) e Experiências em semeadura direta de soja em área de reforma de cana, a ser ministrada por Fabio Luiz Capel Marques, da Coopercitrus.
Entre 17h às 18h30, a discussão ficará centralizada no Mercosoja, discutindo Biotecnologia e propriedade intelectual no Mercosul. O encontro será moderado pelo chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno, tendo em destaque duas palestras: Inovações em Biotecnologia e a Propriedade Intelectual como Pilar Estratégico, a ser apresentada por Vivian Nascimento, da Bayer e Tecnologias moleculares e de imagens para proteção da propriedade intelectual em soja, tema a ser conduzido por Mariano Bulos, da The + Company.
Na Arena de Inovação, das 16h às 17h, serão realizadas quatro palestras, cada uma com previsão de 15 minutos, destacando os diferentes aspectos que impactam o mercado. Em dois momentos do dia está prevista a apresentação de trabalhos na Sessão de Pôsteres, que conta com a exposição de 321 trabalhos técnico-científicos.
O Congresso Brasileiro de Soja 2025, promovido pela Embrapa Soja, ocorre em Campinas (SP), entre os dias 21 e 24 de julho. O evento conta com quatro conferências e 15 painéis, somando mais de 50 palestras de especialistas brasileiros e estrangeiros. Além disso, são apresentados 321 trabalhos técnico-científicos em nove sessões temáticas ao longo dos três dias e cinco debates sobre temas práticos relacionados aos problemas do dia-a-dia das lavouras.
Foto de capa: CB Soja
Fonte: Lebna Landgraf/Embrapa Soja
Sustentabilidade
TRIGO/CEPEA: Preços se recuperam em abril, com oferta limitada e baixa liquidez – MAIS SOJA

Impulsionadas pela oferta restrita e baixa liquidez, características típicas do período de entressafra, as cotações do trigo em grão consolidaram sua trajetória de recuperação em abril. Segundo o Cepea, vendedores estiveram retraídos, limitando a oferta no mercado spot, à espera de melhores condições de comercialização. Esse comportamento, somado à menor disponibilidade interna, mantém o ritmo de negócios reduzido.
Do lado da demanda, compradores com necessidade imediata acabam cedendo às cotações mais elevadas. No segmento de farelo de trigo, os preços seguiram em queda, pressionados pela combinação de demanda enfraquecida, elevada disponibilidade e maior competitividade com produtos substitutos. Quanto às farinhas, o comportamento foi mais estável, refletindo uma demanda relativamente equilibrada, de acordo com dados do Centro de Pesquisas.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
Como dobrar a produção de soja? – MAIS SOJA

Enquanto a média nacional da soja patina nas 60 sacas por hectare, um método baseado na construção do perfil do solo através da saturação de magnésio está reescrevendo o teto produtivo no Brasil. A técnica, que fundamentou o recorde de 135,49 sc/ha da Agro Mallon no CESB 2025, será revelada pelo consultor Leandro Barcelos na série gratuita “As Verdades Ocultas para Colher Mais Soja“.
Com o objetivo de entregar independência técnica ao produtor, as aulas mostram como destravar a absorção de nutrientes e garantir resiliência hídrica. As inscrições para o treinamento online são limitadas e se encerram nesta terça-feira, dia 05/05.
Método inédito
Diferentemente de abordagens que buscam apenas tornar o cálculo de calagem mais preciso, o método desenvolvido por Leandro Barcelos propõe uma mudança de paradigma: não se trata apenas de neutralizar o pH, mas de desenhar a arquitetura química do perfil do solo. Com foco na saturação de magnésio como fator-chave para destravar a produtividade, a proposta rompe com o modelo tradicional baseado em cálcio e recomendações padronizadas, ao introduzir um cálculo por saturação na CTC em diferentes camadas do solo, permitindo que a planta desenvolva raízes mais profundas e aumente sua resistência a períodos de estresse hídrico.
O método de Barcelos fundamentou o recorde da Agro Mallon (Fazenda Santa Bárbara, Canoinhas/SC) no 17º Desafio do CESB (2025), com a marca histórica de 135,49 sc/ha. “O produtor aprendeu a olhar para o cálcio, mas esqueceu que o magnésio é o motor da clorofila e da absorção de fósforo. Sem o equilíbrio correto entre esses elementos, você pode aplicar o melhor adubo do mundo no sulco ou a lanço, que a planta não conseguirá processar”, afirma Barcelos.
O Fim do “Voo às Cegas” na Adubação
O especialista alerta que a calagem convencional, muitas vezes aplicada apenas para elevar o pH do solo, tornou-se um dos maiores desperdícios financeiros do agronegócio. “O foco exclusivo no Cálcio ignora que o Magnésio é o fator limitante oculto na maioria das fazendas. Mesmo em solos considerados ‘corrigidos’, a falta de equilíbrio de bases trava o motor da clorofila e impede a absorção de fósforo, pago a peso de ouro”, explica o agrônomo.
Para romper essa barreira, a proposta de Barcelos substitui as receitas de balcão pelo cálculo por saturação de Magnésio na CTC (%Mg/CTC), analisando rigorosamente tanto a camada de 0 a 20 cm quanto a de 20 a 40 cm. Essa construção de perfil em profundidade é o que elimina a “barreira invisível” que condena a soja a explorar apenas a superfície. Além disso, Barcelos traz um alerta decisivo sobre a eficiência do insumo. “O carbonato de Magnésio tem maior dificuldade de dissociação que o de Cálcio. Se você não domina essa dinâmica química, o investimento fica parado na superfície e não vira produtividade”, explicou.
Dominar a química do perfil do solo permite que a planta nasça forte o suficiente para suportar janelas críticas de estresse hídrico, acessando reservas de água que o manejo comum não alcança. Segundo Barcelos, essa autonomia técnica é o que garante a segurança do produtor diante de um calendário agrícola apertado.
“Não adianta investir fortunas em fertilizantes de última geração se a porta de entrada da planta está bloqueada. É o paradoxo que vejo em todo o Brasil, lavouras morrendo de sede com água disponível logo abaixo, simplesmente porque o perfil do solo foi tratado como um depósito de insumos e não como um sistema biológico vivo”, pontua Leandro.
O Caso do CESB 2025
A prova de fogo desse manejo ocorreu na safra 2024/2025. Sob a consultoria de Leandro Barcelos e o uso do Método da ARDS (A Raiz da Solução), o produtor Charles Adriano Breda (gestor da fazenda AgroMallon) conseguiu colher mais de 135 sacas por hectare, mesmo enfrentando 18 dias de veranico.
A resiliência hídrica, segundo o método, é fruto direto da correção do perfil do solo. Quando o magnésio e o cálcio estão em equilíbrio, a planta consegue aprofundar o sistema radicular para acessar o CAD (Capacidade de Água Disponível) em camadas de até 1,5 metros de profundidade.
“Um segredo técnico que poucos dominam é a relação entre Potássio e Magnésio. Muitos tentam aumentar o K para ganhar peso de grão, mas sem o Magnésio adequado na CTC, ocorre a inibição competitiva. O resultado? O produtor gasta com adubo, o nutriente compete entre si e a planta perde produtividade. O equilíbrio é o que destrava o sistema.”
Resultados Reais
A metodologia defendida por Leandro Barcelos é validada no campo por produtores de várias regiões do país, que transformaram o manejo em resultados históricos, mesmo sob pressão climática.
- Eduardo Primon (Minas Gerais): O engenheiro agrônomo e produtor no Cerrado Mineiro, relata que o manejo focado nos pilares da raiz e fisiologia permitiu elevar a média global da fazenda de 70 para 90,5 sacas por hectare. Para ele, a planta precisa estar pronta para o “embate” contra o clima. “A soja é igual a um atleta de alta performance; qualquer manejo errado ou ‘tropeço’ no meio do caminho impede que se chegue às 100 sacas. Preparamos a planta para o estresse antes mesmo do plantio, o que nos garantiu recordes de 107 sacas em áreas monitoradas, mesmo com o clima adverso”, destaca Primon.
- Márcio Natalli (Rio Grande do Sul): Em Boa Vista do Incra (RS), Natalli transformou a realidade da sua produção ao investir na construção do perfil do solo, elevando a sua média de 60 para 90 sacas por hectare. “Enquanto a vizinhança sentia o veranico, a nossa soja continuava verde e a procurar água no fundo. O salto para as 90 sacas é o resultado direto de um sistema radicular que trabalha onde o manejo comum não alcança. Sem raiz, não há teto produtivo que se sustente”, afirma o produtor.
- Francisco Luçardo (Goiás): O produtor conseguiu romper a barreira das 70 sacas, atingindo o patamar das 100 sacas por hectare através do ajuste nutricional profundo. “Não basta apenas colocar adubo; é preciso garantir que o solo esteja equilibrado em profundidade para que a planta consiga absorver tudo o que oferecemos. Quando ajustamos esse equilíbrio, o investimento finalmente se transforma em produtividade real e grão no armazém”, resume Luçardo.
Capacitação e Independência Técnica
Para Leandro Barcelos, o papel do consultor estratégico é entregar o conhecimento certo que permita ao produtor retomar as rédeas da própria lavoura. “O produtor precisa parar de ficar na mão do balcão de vendas e de aceitar pacotes prontos. A lucratividade máxima só vem quando ele conquista a sua independência técnica, que é saber olhar para a análise de solo e decidir, com critério, o que e quando aplicar”, pontua.
A série gratuita “As Verdades Ocultas para Colher Mais Soja” precede o evento presencial ARDS Experience e serve como porta de entrada para o Treinamento A Raiz da Solução 2.0. O programa é focado em construir um perfil de solo resiliente, respeitando o custo-benefício e a realidade financeira de cada fazenda.
As inscrições para a série gratuita estão na reta final e podem ser realizadas pelo link abaixo até terça-feira (05/05) clique aqui
Quem é Leandro Barcelos?
Especialista em fertilidade do solo e fisiologia vegetal com mais de 40 anos de vivência no campo, Leandro Barcelos é o consultor agronômico por trás da conquista do último campeonato nacional de produtividade de soja do CESB 2025. Natural do Rio Grande do Sul e filho de produtores, trilhou uma jornada resiliente: de produtor rural e caminhoneiro a gerente de fazenda, estudando ciência das plantas na cabine do caminhão após enfrentar perdas severas pela seca. Essa trajetória o levou a desenvolver um método exclusivo chamado A Raiz da Solução, que permite colher acima de 100 sc/ha em diversas regiões do Brasil. Sempre considerando o tempo necessário de cada fazenda para chegar às altas produtividades. Evoluir significa Transformar, ou seja, usar o mesmo dinheiro no local e forma certa , transforma a produtividade gerando mais lucro. Assim, a Raiz é a solução e produtividade é que paga conta.
Sustentabilidade
Inspeções de soja para exportação nos EUA caem quase 30%, aponta USDA

O volume de soja inspecionado para exportação nos Estados Unidos caiu 29,5% na semana encerrada em quarta-feira (30), totalizando 450.145 toneladas.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira (5) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em relatório semanal de inspeção de embarques. No mesmo período, milho e trigo registraram aumento nas inspeções.
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Segundo o USDA, o milho somou 2,03 milhões de toneladas inspecionadas para exportação, alta de 22,4% frente à semana anterior. Já o trigo alcançou 434.204 toneladas, avanço de 17,4% na mesma comparação.
O relatório indica, portanto, comportamento distinto entre os principais grãos embarcados pelos Estados Unidos no fechamento de abril. Enquanto milho e trigo ganharam ritmo semanal nos portos, a soja apresentou desaceleração nas inspeções, dado que serve como referência para o fluxo efetivo de exportações.
No acumulado do ano comercial, o milho mantém desempenho acima do registrado no ciclo anterior. As inspeções do cereal estão 30,5% superiores às observadas no mesmo período do ano passado. No caso do trigo, o avanço acumulado é de 12%.
A soja segue em direção oposta. De acordo com o USDA, o volume inspecionado no ano comercial está 23,5% abaixo do verificado em igual intervalo da temporada passada. Esse resultado mostra perda de ritmo nos embarques do grão norte-americano ao longo do ciclo atual.
O ano-safra considerado pelo USDA começa em 1º de junho de 2025 para o trigo e em 1º de setembro de 2025 para milho e soja. O relatório não detalha, neste recorte, os destinos das cargas nem os fatores específicos para a variação semanal por produto.
Os dados reforçam que o monitoramento semanal das inspeções segue relevante para medir a competitividade dos grãos dos Estados Unidos no mercado externo. Nas próximas divulgações, a atenção deve permanecer sobre a soja, diante do recuo semanal e da defasagem acumulada no ano comercial.
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