MaisAgro
Sema e PM realizam fiscalização intensiva na Baixada Cuiabana com apreensão de veículos, equipamentos e gado

Além do maquinário e animais duas pessoas foram conduzidas para a delegacia
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), com apoio da Policia Militar de Mato Grosso, apreendeu em quatro dias de operação 3 tratores, 2 motosserras, 1 camionete e cabeças de gado que estavam em áreas irregulares na Baixada Cuiabana. Duas pessoas foram conduzidas à delegacia por porte ilegal de arma de fogo e deslocamento ilegal de madeira.
A ação, que tem como objetivo combater o desmatamento ilegal e o descumprimento de embargos, continua por prazo indeterminado. Busca também prevenir a possibilidade de incêndios no período proibitivo do uso do fogo.
Por meio da Operação Tolerância Zero contra crimes ambientais foram fiscalizadas quatro áreas nos municípios de Nossa Senhora do Livramento, Chapada dos Guimarães, Rosário do Oeste e região do Manso, entre os dias 7 e 10 de julho.
Nesta quinta (10), a equipe se dirigiu até Rosário do Oeste onde apreendeu um trator esteira por desmatamento em áreas de preservação permanente (APP), após denúncia da situação.
Nas localidades do Manso e Chapada dos Guimarães, a equipe embargou e apreendeu gado em áreas que não possuíam licença, estavam em zona desmatada ou em descumprimento de embargo, de acordo com a Decreto Federal 6.514/08.
Além disso, cerca de 10 pessoas foram abordadas ou envolvidas nas ações sendo uma conduzida a delegacia de Chapada dos Guimarães por porte ilegal de arma de fogo e munições.

Encontrados em flagrante deslocando madeira extraída irregularmente para outro local, foram apreendidos 2 tratores, 2 motosserras e 1 caminhonete, também foi encaminhado o condutor do veículo.
“É uma ação regular da fiscalização, fazemos o deslocamento na região para poder descobrir hotspot que são de possíveis infrações. Nesse caso, estamos atuando em hotspots com possíveis descumprimentos de embargos”, afirma o analista da coordenadoria de fiscalização de flora da secretaria, Alexandre Soledade.
Essas atividades demonstram o compromisso da Sema e Polícia Militar em proteger o meio ambiente e combater crimes ambientais no estado de Mato Grosso. A parceria entre as instituições é fundamental para garantir a eficácia das operações e a preservação dos recursos naturais.
Agro Mato Grosso
Mato Grosso consolida safra 25/26 com produção recorde e mantém liderança na soja há 26 safras

Volume colhido chegou a 51,6 milhões de toneladas, com avanço de área plantada e geração de empregos no campo
Mato Grosso consolidou a safra 2025/26 de soja com o melhor resultado de sua história e manteve, pela 26ª safra consecutiva, a liderança nacional na produção da oleaginosa. O estado ocupa o primeiro lugar no ranking brasileiro desde a safra 1999/00.
De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Mato Grosso produziu 51,6 milhões de toneladas de soja nesta safra 2025/26, volume superior às 51,3 milhões de toneladas registradas na temporada anterior, representando crescimento de 0,6%.
A área cultivada acompanhou a tendência de expansão e chegou a 13,0 milhões de hectares, ante 12,7 milhões de hectares na safra 24/25, representando um avanço de 2,1%. A produtividade média atingiu 3,97 toneladas por hectare.
Os números ressaltam a posição de Mato Grosso como o maior produtor de soja do Brasil. O estado foi responsável por 28,8% de toda a produção nacional na safra 25/26, consolidando sua importância estratégica para o agronegócio brasileiro, tanto no abastecimento interno quanto nas exportações brasileiras do grão.
Os reflexos da safra recorde se estendem ao mercado de trabalho. Somente em janeiro de 2026, a cultura da soja gerou 7.505 empregos formais em Mato Grosso, o equivalente a 72% de todas as vagas criadas na agropecuária estadual no mês, segundo dados do Caged, compilados pelo DataHub MT, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
Para a secretária adjunta de Agronegócio, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Vogel Lisboa, a safra 25/26 confirma o lugar de Mato Grosso no topo da produção agrícola mundial. Com 51,6 milhões de toneladas de soja colhidas, se Mato Grosso fosse um país, figuraria entre os três maiores produtores agrícolas do planeta.
“Alcançar esse resultado é histórico. Não só pelo volume em si, mas pelo que ele representa. É uma combinação de expansão de área, produtividade e tecnologia trabalhada ao longo de anos. E o que torna esse recorde ainda mais significativo é que ele se traduz em resultado concreto para as pessoas, são empregos gerados e renda circulando nas cidades”, afirmou.
Agro Mato Grosso
Frente fria chega em MT e Cuiabá entra na lista das capitais com menor temperatura

Segunda-feira (11) deve ser o dia mais frio da semana em Cuiabá, chegando a 13°C.
Uma frente fria deve chegar em Mato Grosso a partir desta sábado (9). Segundo a Climatempo, Cuiabá deve registrar, no domingo (10), mínima de 15°C e, na segunda-feira (11), os termômetros podem chegar a 13°C.
Conforme o Climatempo, o munícipio ocupa a sexta posição no ranking das capitais com as menores temperaturas no país neste fim de semana.
Ainda de acordo com a instituição, a onda de frio deve se estender pelo menos até a próxima quarta-feira (13). Em Chapada dos Guimarães, a 65 km da capital, a temperatura mínima pode chegar a 12°C e a máxima não deve passar de 31°C, também na segunda-feira.
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Veja a previsão completa em Cuiabá
Previsão em Cuiabá
| Sexta-feira (8) | Sábado (9) | Domingo (10) | Segunda (11) | Terça (12) | Quarta (13) |
| Mínima: 22°C | Mínima: 23°C | Mínima: 15°C | Mínima: 13°C | Mínima: 15°C | Mínima: 18°C |
| Máxima: 33°C | Máxima: 33°C | Máxima: 21°C | Máxima: 23°C | Máxima: 26°C | Máxima: 31°C |
Previsão para o interior do estado
Na cidade de Rondonópolis, a 218 km da capital, a temperatura deve chegar com mínimas que variam entre 15°C e 32°C. O dia mais frio está previsto para ser registrado na segunda-feira, com mínima de 15°C e máxima de 25°C.
Em Juína, a 737 km de Cuiabá, a mínima prevista é na segunda, de 17°C, e máxima de 27°C.
No município de Tangará da Serra, segunda-feira também deve ser o dia mais frio desta semana, com mínima prevista de 13°C.
Agro Mato Grosso
Agrishow 2026: ‘vivendo uma tempestade’, diz presidente da feira sobre queda de 22% nos negócios

Com R$ 11,4 bilhões em prospecções, maior feira de tecnologia agrícola registrou primeiro recuo nas vendas desde 2015. Mesmo com safra recorde, cenário econômico e falta de subsídios não favorecem investimentos no campo, dizem representantes do setor.
A queda de 22% no volume de negócios prospectados pela Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola do país, reflete uma combinação de fatores que desafiam o produtor rural, sem condições de fazer novos investimentos em tecnologia, na avaliação do presidente do evento, João Carlos Marchesan.
“Nós estamos vivendo uma tempestade perfeita”, afirmou o representante, após o encerramento do evento em Ribeirão Preto (SP) esta semana.
A feira terminou com uma projeção de R$ 11,4 bilhões em intenções de negócios firmadas para os próximos meses, R$ 3,2 bilhões a menos do que na edição de 2025. Este é o primeiro recuo nos números desde 2015, quando o evento anunciava uma retração de 30%.

Agrishow 2026 tem queda de 22% nas intenções de negócios
Plano Safra, juros e aumento de custos
Os problemas apontados 11 anos atrás, inclusive, estão entre os que agora incomodam o setor: incertezas sobre o anúncio do Plano Safra e altas taxas de juros, que encarecem o acesso ao crédito. Atualmente, mesmo com o recente anúncio de baixa do Banco Central, a Selic, que é a taxa básica básica da economia brasileira, está em 14,5% ao ano.
Enquanto isso, embora a União tenha prometido um novo recorde nos valores concedidos e linhas com taxas abaixo dos 10%, o Plano Safra só deve ser anunciado no fim do primeiro semestre e com condições ainda incertas.
Além disso, também ainda não estão disponíveis os R$ 10 bilhões anunciados na própria Agrishow pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para compra de máquinas e equipamentos agrícolas pelo programa Move Agrícola. Segundo Marchesan, a espera pelos recursos também desmotivou visitantes a fazer negócios na feira.
“Nós já estávamos pedindo uma linha especial para a Agrishow, mais de 90 dias insistindo para que houvesse essa linha. Só que ele anunciou esse linha aqui e a linha não está operacionalizando.”
A instabilidade internacional e o aumento nos custos causada pela guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã também entram nas contas do setor, principalmente para quem planta soja e milho.
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Representantes do agro questionam problemas para ter acesso a crédito e investir no campo. — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
“Estamos vivendo um momento difícil com essa situação dessa conflito que existe ali no Oriente Médio. Isso leva ao encarecimento, principalmente dos insumos, dos fertilizantes, e isso também reflete no preço do diesel. É um insumo básico para o agricultor que está acabando de colher”, afirma Marchesan.
Para Maurilio Biagi, presidente de honra da Agrishow, o agronegócio é apenas um dos setores afetados pelas questões econômicas.
“Não existe um brasileiro, não existe um jornalista, um encanador, um portador de cana, uma pessoa no Brasil que não ache absolutamente abusivos os juros. (…) O endividamento das pessoas e das famílias é uma coisa enlouquecedora, os números e as estatísticas que nós temos são muito sérios. Essa questão dos juros no Brasil é uma questão muito séria que atinge a toda a população brasileira. O agro está inserido nisso.”
Para a Federação de Agricultura e Pecuária do estado (Faesp), as medidas de apoio ao setor precisam ser tomadas logo pelas autoridades, pois os benefícios demoram a ser sentidos por quem trabalha no campo.
“O produtor precisa de medidas sólidas para que continue conseguindo investir. Faltou por parte do governo federal o anúncio de soluções concretas em relação a juros, plano safra, planejamento, segurança jurídica e econômica. Os investimentos no campo demoram mais de cinco anos para retornar. Então o produtor está esperando medidas para conseguir voltar a investir”, disse Tirso Meireles, presidente da Faesp.
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