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6 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Além da produtividade, percevejos reduzem o teor de proteína nos grãos de soja – MAIS SOJA

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Os percevejos integram o grupo das principais pragas que acometem a soja. Dente as principais espécies de expressão econômica, destacam-se o percevejo-marrom (Euchistus heros), o percevejo verde (Nezara viridula), o percevejo pequeno (Piezodorus guildinii) e o percevejo barriga-verde (Diceraeus sp.). Esses percevejos são conhecidos pelo potencial em reduzir atributos quantitativos e qualitativos das sementes, afetando negativamente não só a produtividade da soja, como também a qualidade das sementes, reduzindo germinação e vigor. Dependendo da espécie de percevejo, o consumo de soja por percevejo pode chegar a 0,21 g/dia, o que representa uma perda diária de 2,1 kg/dia por hectare, considerando uma população de apenas 1 percevejo/m².

Figura 1. Danos ocasionados pelas principais espécies de percevejos em soja.

O período crítico de ocorrência dos percevejos em soja vai de R4 a R6, sendo que, o ataque dos percevejos entre R5.1 e R5.3 pode resultar no abortamento de grãos e afeta a qualidade dos grãos e o rendimento.  O ataque a partir de R6. a R7 causa perda de peso ou deterioração (Borges, 2021).

Além da redução na qualidade, na viabilidade e no vigor, as sementes de soja danificadas por percevejos sofrem alterações nos teores de proteína e de óleo. O ataque de percevejos também pode causar o retardamento da maturação (retenção foliar e haste verde), dificultando a colheita (Corrêa-Ferreira & Panizzi, 1999).

Figura 2. Proporção de danos quantitativos e qualitativos às plantas de soja em função do momento de ataque por percevejos.
Imagem: Henrique Pozebon

A influência do impacto dos percevejos sobre a qualidade dos grãos e/ou sementes de soja foi corroborada por Marsaro Júnio et al. (2025). Avaliando o impacto que a alimentação do percevejo Euschistus heros (F.) causa na matéria seca das sementes de soja e nos teores de proteína, óleo e ácidos graxos, os autores observaram uma associação negativa significativa entre as sementes danificadas e o conteúdo de proteína, indicando que a porcentagem desse componente diminui à medida que os níveis de dano aumentam (figura 3).

Figura 3. Modelo de regressão não linear ajustado para a relação entre sementes de soja danificadas por Euschistus heros e proteína.  A linha sólida representa a curva ajustada, e a faixa sombreada indica o intervalo de confiança (IC) de 95% em torno dos valores previstos.
Adaptado: Marsaro Júnio et al. (2025)

Durante a alimentação, os percevejos inserem seus estiletes mandibulares nos tecidos vegetais, promovendo a destruição mecânica das células e a liberação de saliva rica em enzimas digestivas. Essa saliva contém principalmente amilases, lipases e proteases, enzimas produzidas nas glândulas salivares e também presentes no intestino dos insetos. A ação combinada da perfuração e da digestão enzimática intensifica os danos aos tecidos da planta, comprometendo o enchimento de grãos e reduzindo seu teor proteico (Marsaro Júnio et al., 2025).

Figura 4. Sementes de soja danificadas por Euschistus heros. A) Adulto se alimentando da semente no estágio R6 (enchimento total da vagem); B) Punção com flange (bainha salivar fora do tecido da semente); C) Punção sem flange; D) Manchas escuras no revestimento/cotilédones; E) Áreas internas esbranquiçadas nos cotilédones (seção transversal).
Fotos: Alberto L. Marsaro Júnior, Fonte: Marsaro Júnio et al. (2025)

Diante disso, o monitoramento e controle eficiente dos percevejos em soja é determinante não só para assegurar a boa produtividade da cultura, com também conservar os atributos fisiológicos das sementes e os níveis de proteína nos grãos. O monitoramento dos percevejos em soja baseia-se na amostragem da lavoura, especialmente durante o período crítico de ocorrência da praga.

O monitoramento deve ocorrer preferencialmente nas horas mais frescas do dia, visto que os  percevejos necessitam elevar sua temperatura corpórea para voar, logo, a contagem durante períodos mais frescos, facilita a contagem da praga (Reigert et al., 2024).

Com base nas recomendações de manejo estabelecidas para a cultura da soja,  o nível de ação para o controle de percevejos é de 1 percevejo/m para lavouras destinadas a produção de sementes e de 2 percevejos/m para lavouras destinadas a produção de grãos (Quadro 1).

Quadro 1. Níveis de ação para percevejos em soja.
Nota – Nas amostragens usando o pano de batida, deve-se bater apenas uma fileira de soja (1 m linear) sobre o pano. O nível de ação é baseado na média de várias amostragens realizadas de forma representativa na extensão da lavoura.
Fonte: Roggia et al. (2020)

Veja mais: Monitoramento e controle de percevejos em soja


Referências:

ALVES, E. B. O PERCEVEJO MARROM DA SOJA. Promip, 2020. Disponível em: < https://promip.agr.br/o-percevejo-marrom-da-soja/ >, acesso em: 11/07/2025.

BORGES, S. Z. COMO MANEJAR PERCEVEJOS NA CULTURA DA SOJA. Embrapa News, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-noticias/-/noticia/63509003/como-manejar-percevejos-na-cultura-da-soja >, acesso em: 11/07/2025.

CORRÊA-FERREIRA, B. S.; PANIZZI, A. R. PERCEVEJOS DA SOJA E SEU MANEJO. Embrapa, 1999. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/461048/percevejos-da-soja-e-seu-manejo >, acesso em: 11/07/2025.

MARSARO JÚNIOR, A. L. et al. IMPACT OF Euschistus heros (F.) (Heteroptera: Pentatomidae) FEEDING ON SOYBEAN SEEDS CHEMICAL COMPOUNDS. Revista Caderno Pedagógico, 2025. Disponível em: < https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1177076/1/Marsaro-Junior-et-al.2025-Impact-Euschistus-soybean-chemical.pdf >, acesso em: 11/07/2025.

REIGERT, J. et al. MANEJO DO PERCEVEJO-MARROM E DO PERCEVEJO BARRIGA-VERDE NA CULTURA DA SOJA. Revista Inovação, 2024. Disponível em: < https://revistas.uceff.edu.br/inovacao/article/view/740/810 >, acesso em: 11/07/2025.

ROGGIA, S. et al. MANEJO INTEGRADE DE PRAGAS. Embrapa, Sistemas de Produção, n. 17, Tecnologias de Produção de Soja, cap. 9, 2020. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1123928/1/SP-17-2020-online-1.pdf >, acesso em: 11/07/2025.

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Sustentabilidade

O que sustentou os preços da soja hoje? Confira as cotações em dia menos movimentado

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Foto: Famasul

O mercado brasileiro de soja registrou alguns negócios nesta quarta-feira (5), envolvendo portos e indústria, mas o ritmo de comercialização permaneceu lento. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as cotações ficaram praticamente estáveis, com exceção de poucas praças.

Silveira destaca que a Bolsa de Chicago apresentou leves quedas, enquanto o dólar operou com volatilidade. Os prêmios, por sua vez, seguem elevados nos portos, contribuindo para a sustentação dos preços.

“O produtor continua um pouco afastado do mercado, buscando ofertas melhores. Assim, os negócios seguem restritos às necessidades da mão para a boca”, resume o analista.

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Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 132,00 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 127,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa hoje, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão climática segue indicando chuvas para o Meio Oeste dos Estados Unidos nos próximos dias, favorecendo as lavouras. A queda do petróleo completou o cenário de pressão sobre as cotações.

Neste mês de agosto, vital para a consolidação do potencial produtivo da safra americana, o clima não tem sido motivo de preocupação, encaminhando uma produção cheia no segundo maior produtor de soja do mundo.

Após tentar recuperação na parte da manhã, o petróleo registrava perdas pela terceira sessão seguida, adicionando pressão às commodities. A possibilidade de Irã e Estados Unidos chegarem a um acordo sobre o conflito no Oriente Médio está determinando as perdas do petróleo.

Na sessão de hoje, a retração foi contida pelos sinais de demanda pela soja americana, principalmente através de compras por parte dos chineses. O recuo do dólar frente a outras moedas torna a soja dos Estados Unidos mais competitiva.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%, a US$ 11,74 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,89 3/4 por bushel, com retração de 3,50 centavos de dólar ou 0,29%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,80 ou 0,87% a US$ 315,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,17 centavos de dólar, com perda de 0,35 centavo ou 0,51%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,1299 para venda e a R$ 5,1279 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0989 e a máxima de R$ 5,1344.

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Sustentabilidade

Algodão avança em NY com dólar fraco e alta dos mercados vizinhos – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta quarta-feira.

As cotações da pluma avançaram no dia sustentadas pelo dólar fraco contra outras moedas. A subida de mercados vizinhos, como o café e o açúcar em NY contribuíram para o suporte, além de fatores técnicos. A piora nas condições das lavouras americanas seguiu como fator positivo para os preços.

Os investidores também se posicionam para o relatório das exportações semanais norte-americanas de algodão, que será divulgado nesta quinta-feira, dia 6, às 9h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam a 83,02 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,56 centavo, ou de 0,7%. Março/2027 fechou a 84,71 centavos, ganho de 0,66 centavo, ou de 0,8%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Oferta restrita eleva média ao maior patamar em 11 meses – MAIS SOJA

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Em julho, a média mensal do arroz em casca no Rio Grande do Sul atingiu o maior patamar dos últimos 11 meses, refletindo a combinação entre oferta restrita e demanda aquecida.

Segundo o Cepea, a necessidade de aquisição de matéria-prima levou parte das indústrias a reajustar sucessivamente as ofertas de compra, mas a comercialização permaneceu limitada pela baixa disponibilidade do cereal.

De acordo com pesquisadores do Cepea, os produtores permaneceram retraídos, avaliando que os preços ainda não remuneram adequadamente os custos de produção e apostando em novas valorizações durante a entressafra. A procura de indústrias de outros estados também intensificou a concorrência pela matéria-prima e favoreceu a recuperação dos preços.

O Centro de Pesquisas ressalta que o anúncio de futuras aquisições públicas de arroz e milho reforçou a expectativa de valorização entre os produtores, que passaram a postergar ainda mais as vendas. Até o fim de julho, contudo, o edital e as regras para operacionalização das compras ainda não haviam sido divulgados, mantendo o mercado na expectativa.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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