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26 de junho de 2026

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Pantanal: seca à vista e alerta ligado contra chamas em Mato Grosso

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Nos últimos cinco anos o Pantanal Mato-grossense tem sido o cenário de grandes incêndios ambientais. Somente em 2020 foram mais de 13,2 mil focos de calor. Prevendo uma seca severa nos próximos meses, os setores público e produtivo nos últimos dias estão reunindo forças numa resposta antecipada a possíveis focos de calor no bioma.

Além da destruição e do trabalho para recuperar os prejuízos deixados pelo rastro do fogo, os produtores do bioma Pantanal ainda sofrem com a insegurança quanto a possíveis punições por uma coisa que não possui culpa.

“A gente passa o tempo inteiro tentando ter um diálogo com as autoridades para que o produtor não venha a ser punido por uma coisa que ele não tem culpa de ter chegado a sua porta. Por uma interpretação ou outra acham que tem que ser punido. Mas, a gente verdade é só uma: ninguém tem benefício nenhum com o fogo. O fogo é um problema para todos nós. O Pantanal é imenso. Atinge tanto o Brasil como a Bolívia e o Paraguai. Essa é a conscientização que temos levado, feito ações nesse sentido para que juntos consigamos evitar que aconteça uma nova catástrofe”, pontua o presidente do Sindicato Rural de Cáceres, Aury Paulo Rodrigues, ao Patrulheiro Agro desta semana.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Busca antecipada para respostas no Pantanal

Recentemente o governo de Mato Grosso deu início à operação de combate aos incêndios florestais no Pantanal Mato-grossense. A ação reúne forças de segurança e ambientais numa resposta antecipada a possíveis focos de calor no bioma.

Conforme o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais, Décio Santos da Silva, ações estruturais na Transpantaneira foram realizadas e está sendo lançada mais uma sala de atuação específica para o Pantanal. Além disso, um plano de combate a incêndio nas unidades de conservação também foi feito.

“Esse bioma requer muita atenção pelas dificuldades técnicas operacionais e pelos acessos que são difíceis pelo tipo de incêndio que é de copa de superfície e em profundidade”, frisa.

O período proibitivo do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas dentro do bioma do Pantanal vai de 1º de junho a 31 de dezembro de 2025.

De acordo com o comandante geral adjunto do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso, Roni Robson Cruza Barros, a corporação está preparada tanto com recursos humanos, capacitação e material para o enfrentamento dos incêndios florestais em 2025. Ele comenta ao programa do Canal Rural Mato Grosso que 81 instrumentos de respostas estão planejados.

“Então, estaremos atentos e fazendo a cobertura de todo o estado de Mato Grosso. E, também temos um programa inovador em 2025 na área de conscientização, onde vamos trabalhar a criança. O programa se chama Sentinelas do Amanhã”, diz.

Em 2025, segundo a superintendente do Ibama em Mato Grosso, Cibele Madalena de Matos, 343 brigadistas foram contratados.

“A Operação Pantanal para nós é de grande relevância. Temos uma brigada localizada em Cáceres, mas também uma de pronto emprego localizada em Corumbá [no Mato Grosso do Sul]. Então, para todas essas emergências estamos preparados neste ano. E, além disso, esse ano temos um diferencial que é a Política Nacional do Manejo Integrado do Fogo, que prevê as queimas prescritas”.

fogo no pantanal foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Melhores formas de combate, mas de altíssimo custo

Apesar das aprimorações para o combate e controle dos incêndios ambientais, ainda é preciso ter uma melhor forma de explorar as mesmas, pontua o presidente do Sindicato Rural de Poconé, Ricardo Figueiredo Arruda.

“Abrir as pastagens, limpar, tudo precisa de projeto de altíssimo custo para execução, estudo e, principalmente, implementação”.

De acordo com o Sindicato Rural de Poconé, pouco mais de 92% das áreas na região são propriedades particulares e a maior parte está abandonada e/ou ociosa.

“Temos uma legislação de 2008, que foi atualizada em 2020 depois dos focos de incêndio aqui no Pantanal, e ainda hoje ela vem sendo discutida para buscar o melhoramento, muito longe do que nós produtores entendemos como ideal”, salienta Ricardo.

O senador mato-grossense Wellington Fagundes destaca que “o Pantaneiro merece respeito, porque aqui nós temos uma tradição com toda a riqueza que Deus nos deu”.

“Melhorou o entendimento daqueles, inclusive, que interpretam a lei, mas o estatuto do Pantanal é o que vai trazer o regimento jurídico com mais consistência. No caso de Mato Grosso, a Assembleia Legislativa e o governo do estado fizeram uma lei que foi promulgada, mas infelizmente foi questionada e está no Supremo Tribunal Federal. Às vezes as pessoas que não vivem, não conhecem a realidade querem opinar ou entrar em um assunto e às vezes o que fazem é complicar a vida”.

+Confira todos os episódios da série Patrulheiro Agro


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Pequenos produtores comandam 80% da estrutura da atividade pecuária em Mato Grosso

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

A hegemonia de Mato Grosso no mercado nacional de carne bovina depende majoritariamente de uma malha capilarizada de pequenas propriedades. Dos 106.009 imóveis rurais cadastrados no Instituto de Defesa Agropecuária do estado (Indea-MT) para a criação de gado de corte, 85.005 são áreas de pequeno porte, que não ultrapassam os 320 hectares.

Esse contingente de produtores familiares e de menor escala representa 80,1% do ecossistema da atividade no estado. O peso econômico do setor mede-se também pela sua representatividade empresarial: a atividade responde por 9,36% de todos os CNPJs ativos em Mato Grosso, superando faturamentos e estruturas do cultivo de soja, do comércio de roupas e do transporte rodoviário de cargas.

Os extratos restantes da cadeia produtiva local revelam uma participação de 11,8% de médias propriedades, o equivalente a 12.583 fazendas. Já os grandes complexos pecuários representam a menor fatia absoluta do total de estabelecimentos, somando 8.417 propriedades, ou 7,9% do total registrado pelo órgão de defesa sanitária.

Na divisão geográfica, o extremo norte e a região de fronteira concentram os maiores polos produtivos em volume de fazendas. O município de Colniza desponta na liderança com 3.762 unidades, seguido por Cáceres, com 3.218. Juína (2.485), Nova Bandeirantes (2.140) e Confresa (2.051) completam a lista das cinco cidades com maior densidade de propriedades.

Dinâmica econômica regional

Analisando a dispersão dos dados, o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, aponta que o peso estatístico das pequenas áreas mostra que a sustentação do rebanho mato-grossense ocorre fora dos grandes conglomerados corporativos. Segundo ele, o volume expressivo de pequenos pecuaristas descentraliza a receita e fomenta os mercados locais.

“Essa ampla base produtiva é um dos fatores que ajudam Mato Grosso a manter sua liderança na produção de carne bovina”, sinaliza Andrade.

O diretor pontua que a presença capilar da atividade nos municípios do interior funciona como um motor de desenvolvimento regional, impulsionado pela absorção de novas ferramentas de manejo.

“Temos uma cadeia produtiva diversificada, presente em todas as regiões do estado e cada vez mais focada em produtividade e tecnologia. Esse conjunto de fatores tem sido fundamental para consolidar Mato Grosso como uma referência mundial na produção de proteína animal”, conclui.


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Trump diz que recursos do Irã serão usados na compra de produtos agrícolas

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite de quinta-feira (25) que recursos iranianos congelados serão desbloqueados para a compra de produtos agrícolas destinados ao reabastecimento do mercado do Irã após a guerra no Oriente Médio. A declaração foi feita durante cerimônia em que ele assinou uma ordem executiva sobre inovações agrícolas.

Segundo Trump, as negociações caminham para um acordo que prevê o uso desses recursos na aquisição de alimentos produzidos por agricultores norte-americanos. Ao citar os itens que poderiam ser comprados, o presidente mencionou milho, soja e "todas as coisas de que eles precisam".

Na fala durante a cerimônia, Trump disse que essas compras começarão em breve e classificou a operação como algo de grande porte. A declaração vincula o desbloqueio dos fundos congelados a um movimento de recomposição do abastecimento iraniano.

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Na segunda-feira (22), Trump já havia defendido a mesma proposta ao afirmar a repórteres que os recursos iranianos descongelados no âmbito de um memorando de entendimento entre os dois países seriam usados para comprar comida.

A menção direta a milho e soja coloca a iniciativa no campo das commodities agrícolas e das vendas externas de produtos do setor. As declarações também associam o acordo em negociação à demanda por abastecimento alimentar no mercado iraniano.

Trump reiterou, portanto, que o desbloqueio de recursos do Irã está ligado à compra de alimentos e produtos agrícolas de agricultores dos Estados Unidos, com destaque para milho e soja, em meio às negociações entre os dois países.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Plano Safra 2026/27 deve ser anunciado no dia 30 de junho; veja o que está em jogo

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Foto: Pedro Revillion/Palácio Piratini

O anúncio do Plano Safra 2026/27 já tem expectativa de data: 30 de junho. A informação foi apurada pelo jornalista Marcelo Dias, da equipe do Canal Rural em Brasília, com fontes que confirmaram a terça-feira da semana que vem, apesar de não haver convite oficial até o momento.

Com isso, é possível que o anúncio ocorra na quarta-feira, 1º de julho, assim como foi no ano passado. A previsão é que tanto o plano da Agricultura Familiar quanto o da Agricultura Empresarial sejam apresentados no mesmo dia.

A definição do possível cronograma ocorre no momento em que as equipes técnicas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) finalizam os ajustes orçamentários junto ao Ministério da Fazenda.

O valor pedido pelo agro vs. o valor sinalizado pelo governo

Em abril, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou formalmente ao Ministério da Agricultura a proposta de R$ 623 bilhões em recursos financiáveis para o novo Plano Safra. Esse valor, segundo a CNA, não inclui as cédulas de produto rural.

Além disso, o montante representa um pedido de aumento significativo de 53,5% em relação ao total disponibilizado no ciclo 2025/26, quando foram anunciados R$ 405,9 bilhões.

De acordo com apuração do ex-presidente do Banco do Brasil e colunista do Canal Rural, Fausto Ribeiro, o Plano Safra 2026/27 deve ser de R$ 652 bilhões. O valor significaria um avanço de cerca de 10% frente ao total disponibilizado na safra passada.

As atenções, contudo, se voltam para as condições a serem disponibilizadas. Nesse cenário, especialistas alertam para restrições fiscais e ambientais, o que deve impactar o crédito rural.

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