Featured
Incertezas sobre tarifas de Trump e clima bom nos EUA derrubam preço da soja na Bolsa de Chicago

Os contratos da soja em grão registram preços mais baixos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado mantém o viés negativo observado no pregão anterior, pressionado pelas dúvidas em relação à política tarifária de Donald Trump. A previsão de clima favorável no país e a continuidade da boa qualidade das lavouras por mais uma semana também reforçam o movimento de queda nas cotações.
Segundo a Reuters, a China, maior importadora da oleaginosa, alertou o governo Trump contra a reativação de tarifas sobre produtos chineses prevista para o próximo mês e ameaçou retaliar países que firmarem acordos com os EUA visando excluir a China de suas cadeias de suprimentos.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 6 de julho, 66% estavam entre boas e excelentes condições, 27% em situação regular e 7% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os números eram de 66%, 27% e 7%, respectivamente.
Os contratos com vencimento em novembro operam cotados a US$ 10,18 1/2 por bushel, baixa de 2,50 centavos de dólar, ou 0,22%, em relação ao fechamento anterior. Na segunda-feira (07), a soja fechou com preços em baixa. A previsão de clima favorável nos Estados Unidos, as incertezas em torno das tarifas norte-americanas e a alta do dólar frente a outras
moedas pressionaram as cotações.
Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 24,00 centavos de dólar ou 2,27% a US$ 10,31 1/2 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 10,20 3/4 por bushel, perda de 28,50 centavos ou 2,71%.
Featured
Banco Master associado a apurações sem fundamento

Mais uma vez, rumores sem qualquer base tentam arrastar o nome do Banco Master para o noticiário negativo, vinculando a instituição a supostas investigações na Faria Lima.
A estratégia é velha conhecida: usar um banco em ascensão como peça de narrativa para gerar manchetes fáceis, sem apresentar provas, documentos ou confirmações de órgãos oficiais.
O Master, na realidade, não aparece em nenhuma apuração. Não há citação formal, não há processos, não há comunicados.
A Reag, gestora que presta serviços de administração de fundos, foi citada em investigações — e o Master é apenas um entre vários clientes da empresa. Isso é rotina no setor.
O problema é que, em vez de esclarecer essa distinção básica, alguns jornalistas preferiram inflar a narrativa.
Não é coincidência que isso aconteça justamente em um momento de crescimento do Master. O banco tem ganhado espaço no mercado, protagonizado operações relevantes e atraído atenção de concorrentes.
É natural que, nesse contexto, também desperte desconforto e ataques. Mas transformar essa disputa de bastidores em “notícia” é ultrapassar os limites da responsabilidade jornalística.
O mercado financeiro exige precisão. Um rumor pode afetar preços de ativos, decisões de investidores e até confiança de clientes. Por isso, manchetes sem base documental são perigosas.
No caso do Master, é evidente que a intenção foi lançar dúvida sobre sua reputação, ainda que a realidade mostre exatamente o contrário: governança sólida, compliance reforçado e auditorias que validam a consistência da sua atuação.
Featured
Clima favorável deve impulsionar crescimento da produção de soja para a safra 2025/26

A produção de soja para a safra 2025/2026 deve atingir 75,5 milhões de toneladas, representando um crescimento de 3,1% em relação à safra anterior, segundo dados da Cog Consultoria. Esse aumento é impulsionado por uma combinação de fatores, como a recuperação da produtividade no Rio Grande do Sul, que superou um ciclo difícil de adversidades climáticas, e o crescimento da área plantada, especialmente nas regiões do Arco Norte.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
O aumento na área plantada será mais moderado em relação às temporadas anteriores, estimando um crescimento de cerca de 2%, o que corresponde a aproximadamente 900.000 hectares, Carlos Cogo, analista da Cog Consultoria. A expansão da soja será concentrada no Arco Norte, que inclui estados como Rondônia, Acre, e partes do Pará e Matopíba, além de uma substituição de arroz por soja no Rio Grande do Sul, que enfrenta um mercado negativo para o grão.
Clima favorável
Ao contrário de anos anteriores, a safra 2025/2026 se beneficiará de uma “neutralidade climática”, explica Arthur Müller, meteorologista do Canal Rural. Isso significa que o fenômeno El Niño, que causou grandes prejuízos no passado, não será um fator determinante nesta temporada. Müller diz que as chuvas deverão retornar no momento adequado para a maioria das regiões produtoras, o que favorece as colheitas no Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. A expectativa é que as condições climáticas, como a redução do calor excessivo, beneficiem a safra como um todo.
Geopolítica
Outro ponto crucial para a safra 2025/26 será o impacto das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China sobre o mercado global de soja. Cogo destacou que a guerra tarifária e o aumento das tarifas impostas pelos EUA à soja chinesa vêm gerando mudanças no fluxo de comércio. Em agosto, os EUA não conseguiram vender soja para a China, um mês tradicionalmente crucial para as encomendas. Esse cenário tem beneficiado o Brasil, que já exportou 75% de sua soja para o mercado chinês até julho deste ano, alcançando um recorde histórico.
Apesar disso, Cogo alerta que a evolução do mercado internacional dependerá de um eventual acordo entre os EUA e a China, o que poderia reverter as atuais condições comerciais. Caso a tarifa de 23% seja reduzida ou eliminada, as exportações dos EUA poderiam voltar a ser competitivas, afetando diretamente o preço da soja no Brasil.
Estoques e demanda
A alta demanda por soja não se limita ao mercado externo. A mistura de biodiesel, com 15% de biodiesel no óleo diesel a partir de agosto, tem aumentado a demanda interna por óleo de soja. O analista da COG Consultoria avalia que o Brasil pode enfrentar um estoque muito baixo de soja na virada da safra, com estoques quase zerados devido à intensa exportação e à crescente demanda interna. Em 2026, as exportações dependem do ritmo de colheita precoce, com a soja do Cerrado, por exemplo, podendo atender à demanda da China já em janeiro.
Featured
Ao lado do governador, Amaggi e Inpasa anunciam parceria para mais três usinas de etanol em MT

Após reunião com o governador Mauro Mendes, as multinacionais Amaggi e Inpasa anunciaram uma parceria para a construção de mais três usinas de etanol de milho em Mato Grosso.
A reunião ocorreu na última semana e o anúncio foi feito nesta sexta-feira (29.9), após a confirmação oficial dos investimentos, que giram na casa dos R$ 2,5 bilhões, com previsão de gerar centenas de empregos diretos e indiretos.
O encontro, mediado pelo ex-senador e presidente do Conselho Administrativo da Nova Rota do Oeste, Cidinho Santos, contou com a presença do ex-governador e investidor da Amaggi, Blairo Maggi, bem como de toda a diretoria da empresa, além do fundador e principal controlador da Inpasa, José Lopes.
De acordo com os representantes de ambas as empresas, as medidas do Governo de Mato Grosso para fortalecer a indústria “foram fundamentais” para a tomada de decisão.
Entre as medidas, se destacam a rapidez e isonomia na concessão de incentivos fiscais, desburocratização, a retomada do equilíbrio fiscal, a redução de mais de 140 taxas e impostos que o Estado promoveu para toda a população desde o início da gestão, e os recordes em investimentos em todas as áreas.
“Hoje Mato Grosso é o melhor lugar do país para se investir, porque construímos um ambiente favorável para isso. E é por esse motivo que temos atraído tantas empresas e indústrias para cá. Nenhuma empresa faria investimentos dessa magnitude se não confiasse no potencial do nosso estado”, destacou o governador Mauro Mendes.
O setor
Mato Grosso é hoje o maior produtor de etanol de milho do país e o segundo maior produtor de etanol em geral, perdendo apenas para o estado de São Paulo.
Na safra 2023/2024, foram produzidos 4,54 bilhões de litros de etanol de milho no estado, por meio das 14 usinas que processam milho, sendo 11 exclusivas de milho.
A estimativa é que, até 2031, esse volume de produção aumente para até 9,6 bilhões de litros por ano.
- Featured14 horas ago
Clima favorável deve impulsionar crescimento da produção de soja para a safra 2025/26
- Featured15 horas ago
Ao lado do governador, Amaggi e Inpasa anunciam parceria para mais três usinas de etanol em MT
- Business7 horas ago
Embrapa desenvolve variedades de banana resistentes à doença mais grave do mundo
- Business11 horas ago
Planilha calcula custo de produção e tratamento da madeira na propriedade rural
- Business8 horas ago
Operação encontra mais de 2 toneladas de café impróprio para consumo no Rio de Janeiro
- Featured10 horas ago
Banco Master associado a apurações sem fundamento