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20 de setembro de 2026

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Brasil registra queda nas cotações de soja; apenas uma região manteve estabilidade

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O mercado de soja abriu a semana com preços predominantemente em baixa e poucos negócios registrados. As cotações em Chicago recuaram diante do clima favorável nos Estados Unidos e de novas ameaças tarifárias do governo norte-americano. No Brasil, a alta do dólar ajudou a conter parte da pressão de baixa, mas não foi suficiente para um registro de movimentação.

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Segundo o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o ritmo segue lento, com vendedores pedindo valores acima do que os compradores estão dispostos a pagar, especialmente em relação aos preços praticados nos portos. “É um mercado travado. Os produtores continuam segurando o produto e exigindo preços muito altos para fechar negócio, o que reduz bastante a liquidez”, explicou.

Preços de soja

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 131,00 para R$ 130,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 132,00 para R$ 131,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 137,00 para R$ 135,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 131,00 para R$ 130,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 136,00 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 117,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 120,00 para R$ 118,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 120,00 para R$ 118,00

Chicago

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja encerraram o dia com queda expressiva. O clima mais favorável para o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos e a alta do dólar frente a outras moedas exerceram forte pressão sobre os preços.

Além disso, novas incertezas comerciais vieram à tona após o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, anunciar que tarifas sobre importações podem voltar aos níveis elevados de abril caso não haja avanços em acordos com cerca de 100 países até 1º de agosto.

O presidente Donald Trump também declarou que irá impor uma tarifa adicional de 10% a qualquer país que se alinhar a políticas consideradas “antiamericanas” pelo grupo BRICS. A falta de detalhes sobre o que configura esse alinhamento gerou tensão entre parceiros comerciais e aumentou o clima de instabilidade nos mercados.

O contrato de julho da soja fechou em US$ 10,31 1/2 por bushel, com queda de 24 centavos, equivalente a 2,27%. A posição novembro recuou 28,5 centavos, ou 2,71%, encerrando a US$ 10,20 3/4 por bushel.

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Nos subprodutos, o farelo para agosto caiu US$ 5,20, ou 1,87%, a US$ 272,20 por tonelada. O óleo com vencimento em agosto recuou 0,61 centavo, ou 1,11%, cotado a 53,94 centavos de dólar por libra-peso.

Dólar

O dólar comercial fechou em alta de 1%, cotado a R$ 5,4788 para venda e R$ 5,4768 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre R$ 5,4378 e R$ 5,4838, influenciada pela aversão ao risco no exterior e pela valorização da moeda americana no mercado global.

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Agro Mato Grosso

Avião que caiu em fazenda e deixou dois pilotos mortos em MT estava em fase de teste após manutenção, diz delegado

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avião de pequeno porte que caiu em uma fazenda e deixou dois pilotos mortos, em Poxoréu, a 259 km de Cuiabá, nessa sexta-feira (18), havia passado por manutenção em uma empresa de Primavera do Leste antes de realizar o voo. As vítimas foram identificadas como Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos. (VIDEO ABAIXO)

Segundo o delegado Éric Martins, a aeronave passou por alguns reparos antes da decolagem.

“Inicialmente, com as informações que nós temos até agora, esse avião estava tendo uma manutenção. Então, estavam sendo trocadas algumas peças, fazendo alguns reparos, e foi feito um voo teste para essa aeronave. Pouco depois de levantar voo, ele veio a ter algum tipo de falha e teve o acidente“, explicou.

Zelicio era piloto profissional e estava conduzindo a aeronave. Rafael também era piloto e, acompanhava o voo para aprendizagem.

“Até o presente momento, a gente tem noção de que a pessoa mais idosa era realmente piloto, fazia uso dessa profissão, e a pessoa mais nova estava em treinamento, em aprendizagem”, disse o delegado.

Ainda não há confirmação oficial sobre o modelo do avião envolvido no acidente. Funcionários da empresa Soma informaram que a aeronave seria um Comp Air 7SL, mas a informação ainda depende de confirmação pelos órgãos responsáveis pela apuração do acidente.

Em nota, a empresa Soma Aviação afirmou que irão aguardar o laudo do órgão responsável pela investigação o Cenipa.

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Entenda o caso

 

Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos, morreram na queda de avião em MT — Foto: Reprodução/Redes sociais

Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos, morreram na queda de avião em MT — Foto: Reprodução/Redes sociais

Segundo a Polícia Civil, a queda ocorreu na Fazenda Água Funda, na região da MT-130. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 17h35, junto com uma Unidade de Suporte Avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ainda não há informações sobre quanto tempo o avião permaneceu no ar antes da queda. As circunstâncias e as causas do acidente também deverão ser apuradas.

Quando chegaram na propriedade, os bombeiros encontraram a aeronave em chamas e localizaram os corpos dos dois ocupantes. Um médico do Samu confirmou as mortes ainda no local.

O impacto da aeronave provocou um incêndio que se espalhou pela vegetação da fazenda. Segundo o Corpo de Bombeiros, entre 4 e 5 mil metros quadrados de pastagem foram queimados. Os militares combateram o incêndio e conseguiram controlar as chamas. Em seguida, fizeram o rescaldo da área para evitar novos focos.

Essa é a segunda queda de aeronave no estado em menos de 10 dias. No dia 10 de setembro, outro avião de pequeno porte caiu em uma região de fazenda, a cerca de 20 km da área urbana de Água Boa, e deixou três mortos. Até o momento, apenas uma vítima foi identificada oficialmente: Vanderlei Sattler, de 65 anos.

Queda de avião que deixou dois mortos provocou incêndio em pastagem em MT — Foto: Reprodução

Queda de avião que deixou dois mortos provocou incêndio em pastagem em MT — Foto: Reprodução

VIDEO:

 

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Cuiabá reduz casos de dengue e atinge marca de 800 mil imóveis vistoriados contra o Aedes aegypti

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Média semanal de infecções é menor que no ano passado. Saúde já eliminou mais de 23 mil criadouros e alerta para a importância da vacinação.

De acordo com o Boletim Epidemiológico nº 33/2026, atualizado nesta quarta-feira (16), na 36ª Semana Epidemiológica, Cuiabá contabiliza 878 casos autóctones confirmados de dengue, com três óbitos confirmados. Apesar dos registros, o acumulado de casos permanece abaixo dos valores observados no mesmo período de 2025. A média semanal em 2026 é de 51,2 casos, número 6% menor que a registrada no ano passado.

“Os dados mostram que temos casos sendo registrados e que a vigilância precisa permanecer ativa, mas também mostram que estamos abaixo dos números registrados no mesmo período do ano passado. Por isso, o trabalho de prevenção não pode parar. Nossas equipes estão nas ruas, vistoriando imóveis e eliminando possíveis criadouros, enquanto orientamos a população a fazer a sua parte dentro de casa”, destaca a secretária interina de Saúde, Loicy Cunha.

O resultado acompanha o trabalho de vigilância e controle vetorial desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde. Além dos 805.397 imóveis vistoriados, as equipes já trataram 87.158 imóveis, realizaram o tratamento de 97.270 depósitos e eliminaram 23.268 depósitos que poderiam servir como criadouros do mosquito transmissor.

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Para a secretária adjunta de Atenção Especializada, Najla Brito, o monitoramento dos casos e as ações de prevenção são fundamentais para reduzir a circulação das doenças e garantir que a população procure atendimento diante de sintomas.

“A prevenção começa antes do aparecimento dos sintomas. A vistoria dos imóveis, a eliminação da água parada e o acompanhamento dos casos pelas equipes de saúde são medidas que acontecem de forma contínua. Também orientamos a população a procurar uma unidade de saúde ao apresentar sintomas, evitando a automedicação e permitindo que o paciente receba a avaliação adequada”, afirma Najla Brito.

A atuação das equipes é considerada uma das principais estratégias para reduzir a circulação do Aedes aegypti, já que a eliminação de locais com água parada impede que o mosquito encontre condições para se reproduzir. A orientação da SMS é para que os moradores também façam a vistoria dos próprios imóveis e eliminem recipientes como garrafas, pneus, vasilhames e reservatórios que possam acumular água.

Em relação à chikungunya, Cuiabá registra 133 casos confirmados em 2026, sem óbitos. O número de notificações acumuladas é de 143 e a média semanal é de quatro casos, 98,7% inferior à registrada em 2025.

Já para Zika, foram registradas nove notificações e três casos confirmados, com incidência acumulada de 0,4 caso por 100 mil habitantes e sem registro de óbitos.

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A Secretaria Municipal de Saúde também reforça a importância da vacinação contra a dengue. A vacina Qdenga está disponível para crianças de 10 a 14 anos, em esquema de duas doses. Em caso de sintomas ou suspeita de dengue, chikungunya ou Zika, a recomendação é não se automedicar e procurar uma unidade de saúde para avaliação profissional.

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Agro Mato Grosso

Fisioterapeuta morre após carro bater contra carreta em Tangará da Serra I MT

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A fisioterapeuta Ana Carolina de Brito Ramos, de 41 anos, morreu após o carro que ela conduzia bater de frente com uma carreta, na rodovia MT-358, em Tangará da Serra, a 320 km de Cuiabá, nesse sábado (19).

Segundo a Polícia Civil, os veículos trafegavam em sentidos opostos e o acidente ocorreu em um trecho de pista reta.

O motorista da carreta, de 35 anos, relatou à polícia que seguia pela rodovia quando viu o carro da vítima vindo no sentido contrário. Segundo ele, ao se aproximarem, o carro teria entrado repentinamente na frente da carreta.

O motorista disse ainda que não soube informar o motivo da manobra e que não havia outro veículo à frente que pudesse ter provocado o deslocamento. Com a batida, Ana Carolina ficou presa às ferragens e morreu ainda no local.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e realizou os procedimentos para retirar o corpo da vítima do veículo.

O local foi periciado e a Polícia Civil investiga as causas do acidente.

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Agro MT