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21 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

Seaf fortalece assistência técnica com entrega de novos veículos para a Empaer I MT

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Em pouco mais de seis anos, o Governo do Estado, por meio da Seaf, investiu mais de R$ 700 milhões na agricultura familiar

A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT) implementou, em 2025, um modelo inovador de parceria para fortalecer o atendimento às famílias da agricultura familiar em Mato Grosso. Por meio da cessão de 16 caminhonetes Hilux, a SEAF investiu R$ 3,6 milhões na estruturação da assistência técnica oferecida pelos extensionistas da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

Os veículos foram destinados às prefeituras dos seguintes municípios: Vale de São Domingos, Nova Canaã do Norte, Mirassol D’Oeste, Juscimeira, Conquista D’Oeste, Rosário Oeste, Comodoro, Araputanga, Poxoréu, Campo Verde, Juara, São José do Rio Claro, Água Boa, Várzea Grande, Cuiabá e Cáceres.

A Seaf é responsável pela aquisição e cessão dos veículos, enquanto as prefeituras assumem os custos com combustível, seguro e manutenção. Os carros serão utilizados pelos técnicos da Empaer para levar assistência direta e contínua às comunidades rurais.

Com a iniciativa, cerca de 14 mil famílias da agricultura familiar passarão a contar com mais agilidade e eficácia nos atendimentos. O objetivo da parceria é garantir que os extensionistas estejam mais presentes nas propriedades, promovendo o desenvolvimento sustentável, o aumento da produção e a melhoria da qualidade de vida das comunidades atendidas.

A secretária de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, destaca que o programa é mais uma demonstração do compromisso do Governo com quem vive no campo. “Essa ação é histórica e mostra que, quando há união entre Estado e municípios, quem ganha é o produtor. Os veículos não apenas facilitam o deslocamento, mas também fortalecem a presença da política pública no campo”, afirmou.

O presidente da Empaer, Suelme Fernandes, também ressaltou a importância do investimento. “Ter o técnico próximo é essencial para o sucesso da agricultura familiar. Com essa estrutura, poderemos prestar um serviço mais eficiente, ampliando o alcance e os resultados das ações da Empaer. A empresa pública vive um novo momento; essa ação também faz parte da reestruturação da atual gestão”, disse.

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O vice-prefeito de Nova Canaã do Norte, Dr. Vynicius Oliveira, agradeceu ao Governo do Estado pela doação do veículo. “Essa caminhonete será de grande utilidade para fortalecer os atendimentos realizados pelos técnicos da Empaer nas pequenas propriedades rurais. Nossa comunidade está muito satisfeita, pois agora o suporte técnico estará ainda mais próximo”, ressaltou.

O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável de Várzea Grande, Ricardo Amorim, agradeceu à Seaf e à Empaer pela sensibilidade com a população do município, especialmente com os pequenos agricultores. “Apesar da proximidade com a Capital, muitos produtores ainda dependem fortemente da assistência técnica. Esse novo veículo certamente vai ampliar o acesso e fortalecer esse apoio, aproximando ainda mais os serviços dos que mais precisam”, destacou.

Em pouco mais de seis anos, o Governo do Estado, por meio da Seaf, investiu mais de R$ 700 milhões na agricultura familiar. Os recursos possibilitaram a entrega de 7.709 máquinas e equipamentos, fortalecendo a produção no campo e impulsionando o uso de tecnologias para ampliar a produtividade.

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Entenda por que os combustíveis estão mais caros em Mato Grosso

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Quem abasteceu o carro nas últimas semanas percebeu que os combustíveis ficaram mais caros em Mato Grosso. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo-MT), a alta ocorre em meio à pressão sobre diferentes etapas da cadeia de abastecimento, influenciada pelo preço do petróleo, pelos custos do etanol e por dificuldades no fornecimento de diesel.

Os principais fatores apontados pelo setor são:

  • Disparada do barril de petróleo no mercado internacional, afetando diretamente os custos na origem;
  • Encerramento da safra de cana-de-açúcar no Sudeste, aliado ao aumento do preço do açúcar no mercado externo, o que pressiona os custos do etanol;
  • Aumento do percentual obrigatório de etanol na gasolina A;
  • Redução drástica das importações de óleo diesel, gerando gargalos severos no suprimento nacional.

O movimento também aparece nos dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Entre 13 e 19 de setembro, a média em Cuiabá do litro da gasolina comum chegou a R$ 6,97etanol ficou na média de R$ 4,17 na capital, enquanto o diesel S-10 pode ser encontrado por R$ 7,57.

Mas por que o preço aumenta nas bombas?

1. Alta do petróleo no mercado internacional

Segundo o sindicato, o preço do petróleo é um dos principais componentes da formação dos preços dos combustíveis. Quando as cotações internacionais sobem, os custos de aquisição e importação de derivados também podem aumentar.

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No caso do diesel, a pressão tem sido maior. Segundo dados divulgados pela ANP, o preço do produto avançou na última semana pesquisada para R$ 6,65 na média nacional.

2. Etanol mais caro pressiona a gasolina

Outro fator apontado pelo Sindipetróleo-MT é o preço do etanol. O biocombustível é utilizado na composição da gasolina vendida nos postos e, por isso, alterações no preço do etanol podem influenciar o custo da gasolina.

Desde 1º de agosto, a gasolina comercializada no país passou a ter 32% de etanol na mistura, contra 30% anteriormente. Em setembro, o governo autorizou o início dos testes para aumentar a mistura de etanol na gasolina comum, chegando a 35%

O sindicato também aponta o encerramento da safra de cana-de-açúcar no Sudeste e a valorização do açúcar no mercado externo como fatores que pressionam os custos do etanol.

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3. Diesel e dificuldades de abastecimento

O Sindipetróleo-MT afirmou ainda que houve redução nas importações de óleo diesel, provocando dificuldades no suprimento e restrições no atendimento de pedidos às distribuidoras.

🔎 O diesel é especialmente importante para Mato Grosso, onde é utilizado em larga escala no transporte de cargas e nas atividades do agronegócio.

4. Quem define o preço na bomba?

preço pago pelo consumidor não é formado apenas pelo valor cobrado pelo produtor ou importador. A cadeia envolve diferentes etapas, como produção ou importação, refino, distribuição, transporte e revenda.

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O Sindipetróleo-MT apontou que os postos não são responsáveis pela formação dos preços e atuam como o último elo da cadeia, repassando os custos recebidos das distribuidoras.

5. O que diz o Sindipetróleo-MT?

Em nota divulgada nesta semana, o sindicato afirmou que os aumentos recebidos pelos postos são consequência de fatores que ocorrem antes da chegada do combustível à revenda.

A entidade também criticou cobranças direcionadas exclusivamente aos postos durante o período eleitoral e defendeu que eventuais fiscalizações sobre a formação de preços alcancem todos os elos da cadeia.

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MT responde por 15,6% do Valor Bruto da Produção Agropecuária do país

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Estimativa do Mapa aponta VBP de R$ 218,2 bilhões para Mato Grosso; soja, milho e pecuária estão entre os principais componentes do resultado nacional

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Resistência de Diabrotica virgifera reduz eficácia do refúgio no milho Bt

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Estudo aponta herança não recessiva da resistência a Gpp34/Tpp35Ab1 e custos de aptidão na praga

A resistência de Diabrotica virgifera virgifera ao milho Bt que expressa as proteínas Gpp34/Tpp35Ab1 é herdada de forma não recessiva. Segundo os autores, isso provavelmente reduz a capacidade da estratégia de refúgio de retardar a evolução da resistência e aumenta o risco de que ela ocorra. Pesquisadores da Iowa State University e do USDA-ARS avaliaram duas linhagens de laboratório, DBQ e WAT, derivadas de populações de campo com resistência evoluída e comparadas com uma linhagem suscetível de fundo genético semelhante.

Os valores de dominância genética (h) foram de 0,76 na DBQ e de 0,72 na WAT. Em ambas as linhagens, os heterozigotos sobreviveram no milho Bt significativamente mais que os suscetíveis, embora menos que no milho não Bt. A WAT apresentou resistência completa, sem diferença significativa de sobrevivência entre milho Bt e não Bt, enquanto a DBQ apresentou resistência incompleta. As razões de resistência foram de 124 para a WAT e de 38 para a DBQ.

O trabalho também identificou custos de aptidão associados à resistência, medidos em milho não Bt e em indivíduos homozigotos resistentes. Os percentuais abaixo são reduções relativas em comparação com a linhagem suscetível. Na DBQ, as fêmeas produziram 44,4% menos ovos viáveis (efeito significativo, mas de margem estreita: P = 0,044 em teste unicaudal), e nenhum outro custo foi detectado.

Na WAT, a sobrevivência até a fase adulta foi 17,1% menor, o desenvolvimento durou 2,81% mais e a largura da cápsula cefálica (indicador de tamanho corporal) foi 0,81% menor. Esses custos podem contrabalançar em parte o efeito da herança não recessiva, ao selecionar contra os alelos de resistência na ausência de pressão do milho Bt. Os autores ressalvam, porém, que os custos, sozinhos, podem não garantir um atraso duradouro da resistência sem refúgios maiores e manejo integrado.

Para reduzir o risco de evolução da resistência, os autores apontam refúgios maiores e abordagens de manejo mais diversificadas. Em locais onde a resistência a Gpp34/Tpp35Ab1 ainda não está amplamente disseminada, a rotação de culturas e o plantio de milho não Bt também podem aumentar a proporção de insetos suscetíveis na população e retardar a evolução da resistência (doi 10.1002/ps.71301).

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