Agro Mato Grosso
Seaf fortalece assistência técnica com entrega de novos veículos para a Empaer I MT

Em pouco mais de seis anos, o Governo do Estado, por meio da Seaf, investiu mais de R$ 700 milhões na agricultura familiar
A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT) implementou, em 2025, um modelo inovador de parceria para fortalecer o atendimento às famílias da agricultura familiar em Mato Grosso. Por meio da cessão de 16 caminhonetes Hilux, a SEAF investiu R$ 3,6 milhões na estruturação da assistência técnica oferecida pelos extensionistas da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).
Os veículos foram destinados às prefeituras dos seguintes municípios: Vale de São Domingos, Nova Canaã do Norte, Mirassol D’Oeste, Juscimeira, Conquista D’Oeste, Rosário Oeste, Comodoro, Araputanga, Poxoréu, Campo Verde, Juara, São José do Rio Claro, Água Boa, Várzea Grande, Cuiabá e Cáceres.
A Seaf é responsável pela aquisição e cessão dos veículos, enquanto as prefeituras assumem os custos com combustível, seguro e manutenção. Os carros serão utilizados pelos técnicos da Empaer para levar assistência direta e contínua às comunidades rurais.
Com a iniciativa, cerca de 14 mil famílias da agricultura familiar passarão a contar com mais agilidade e eficácia nos atendimentos. O objetivo da parceria é garantir que os extensionistas estejam mais presentes nas propriedades, promovendo o desenvolvimento sustentável, o aumento da produção e a melhoria da qualidade de vida das comunidades atendidas.
A secretária de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, destaca que o programa é mais uma demonstração do compromisso do Governo com quem vive no campo. “Essa ação é histórica e mostra que, quando há união entre Estado e municípios, quem ganha é o produtor. Os veículos não apenas facilitam o deslocamento, mas também fortalecem a presença da política pública no campo”, afirmou.
O presidente da Empaer, Suelme Fernandes, também ressaltou a importância do investimento. “Ter o técnico próximo é essencial para o sucesso da agricultura familiar. Com essa estrutura, poderemos prestar um serviço mais eficiente, ampliando o alcance e os resultados das ações da Empaer. A empresa pública vive um novo momento; essa ação também faz parte da reestruturação da atual gestão”, disse.
O vice-prefeito de Nova Canaã do Norte, Dr. Vynicius Oliveira, agradeceu ao Governo do Estado pela doação do veículo. “Essa caminhonete será de grande utilidade para fortalecer os atendimentos realizados pelos técnicos da Empaer nas pequenas propriedades rurais. Nossa comunidade está muito satisfeita, pois agora o suporte técnico estará ainda mais próximo”, ressaltou.
O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável de Várzea Grande, Ricardo Amorim, agradeceu à Seaf e à Empaer pela sensibilidade com a população do município, especialmente com os pequenos agricultores. “Apesar da proximidade com a Capital, muitos produtores ainda dependem fortemente da assistência técnica. Esse novo veículo certamente vai ampliar o acesso e fortalecer esse apoio, aproximando ainda mais os serviços dos que mais precisam”, destacou.
Em pouco mais de seis anos, o Governo do Estado, por meio da Seaf, investiu mais de R$ 700 milhões na agricultura familiar. Os recursos possibilitaram a entrega de 7.709 máquinas e equipamentos, fortalecendo a produção no campo e impulsionando o uso de tecnologias para ampliar a produtividade.
Agro Mato Grosso
Soja sustentável rende R$ 6 milhões em bônus em MT

Certificação internacional da soja evidencia o cumprimento rigoroso de 108 critérios ambientais, sociais e trabalhistas
Produtores rurais ligados à Associação Clube Amigos da Terra (CAT Sorriso) vão receber aproximadamente R$6 milhões em bônus pela comercialização de créditos de soja sustentável, referentes à safra 2024/2025. Mais do que a bonificação financeira, a certificação internacional da Round Table on Responsible Soy (RTRS) atesta que a produção segue critérios ambientais, sociais e econômicos rigorosos.
Para obter o selo, os produtores precisam cumprir 108 exigências, que incluem respeito à legislação ambiental, preservação de áreas sensíveis, condições adequadas de trabalho, relacionamento com a comunidade, uso responsável de insumos e rastreabilidade total da produção.
Cada tonelada de soja certificada gera um crédito, comercializado globalmente por meio da plataforma da RTRS e adquirido por empresas interessadas em cadeias sustentáveis. Na safra 2024/2025, os associados ao CAT Sorriso produziram 686 mil toneladas de soja responsável, com créditos vendidos para empresas da Holanda e da Argentina.
De acordo com a coordenadora do CAT Sorriso, Cristina Delicato, o diferencial está no acesso a mercados mais exigentes. “Essa bonificação vem diretamente do mercado. O produtor certificado acessa compradores que valorizam a soja responsável e pagam um prêmio adicional pela produção certificada”, explica.
Bônus vira investimento em qualidade de vida no campo
Parte significativa dos recursos obtidos com a certificação é revertida em melhorias nas propriedades rurais, especialmente voltadas ao bem-estar dos trabalhadores. É o caso das Fazendas São José, em Sorriso, e Buriti, em Peixoto de Azevedo.
A produtora rural Geisa Carvalho Riedi (na foto) afirma que o bônus da última safra já tem destino definido. “Vamos investir em melhorias no alojamento, na cantina, uniformes novos e em aquisições que beneficiem os colaboradores”, disse.
Com certificação desde 2022, a produtora rural avalia positivamente o processo. “A certificação gera confiança, do colaborador ao comprador. Para os funcionários, representa a certeza de um ambiente de trabalho seguro e alinhado à legislação”, destaca. Ela também ressalta ganhos na gestão. “As certificações elevam nosso nível de responsabilidade e refletem em uma organização mais eficiente”, afirma.
Número de fazendas certificadas cresce quase seis vezes em 10 anos
Em uma década, o número de propriedades certificadas pelo selo RTRS vinculadas ao CAT Sorriso saltou de 9 para 53. O crescimento é resultado de um trabalho contínuo de suporte técnico e gestão.
A gestora de Certificação do CAT, Júlia Ferreira, explica que a atuação inclui consultoria, organização documental, apoio na comercialização dos créditos e gestão na plataforma internacional. “Auxiliamos os produtores a comprovarem todas as boas práticas adotadas nas fazendas, além de atender aos demais critérios exigidos”, afirma.
O acompanhamento é permanente. Durante a safra, as equipes mantêm registros detalhados de todas as atividades. “A rotina da fazenda é dinâmica e exige anotação de tudo que é feito, desde o monitoramento de pragas, doenças, ervas daninhas, aplicações, a ficha é bem extensa”, completa.
Agricultura regenerativa avança entre os associados
As 53 fazendas certificadas adotam práticas de agricultura regenerativa, voltadas à melhoria da saúde do solo, maior retenção de água, redução da erosão e uso eficiente de insumos.
A presidente do CAT Sorriso, Márcia Becker Paiva, destaca o compromisso do grupo. “Nossos associados mostram que é possível produzir em diferentes escalas, desde pequenas, médias ou grandes, com respeito ao meio ambiente e às normas brasileiras”, afirma.
Além disso, os produtores avançam na agricultura de baixo carbono, com a adoção de práticas como o plantio direto e de sistemas agroflorestais. “Essas práticas contribuem diretamente para a mitigação das mudanças climáticas, pois solos bem manejados sequestram mais carbono e tornam os sistemas produtivos mais resilientes”, ressalta Cristina Delicato.
A expectativa da associação é ampliar o número de produtores engajados. “Queremos crescer cada vez mais, reunindo produtores que compartilham desse mesmo compromisso com a sustentabilidade”, conclui.
Agro Mato Grosso
Bicudo-preto-da-soja preocupa produtores de MT

O bicudo-preto-da-soja (Rhyssomatus subtilis) avançou para o centro da Argentina nas últimas safras. A praga permaneceu concentrada por duas décadas no noroeste argentino. Agora, registros do Instituto Nacional de Tecnología Agropecuaria (INTA) e do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) indicam presença em áreas sojeiras de Córdoba e Santa Fe. Especialistas relacionam a expansão ao movimento de máquinas e veículos entre regiões produtivas.
A presença do inseto teve primeiro registro na Argentina na safra 2005/2006, em Santiago del Estero. Depois, o avanço ocorreu de forma lenta no noroeste argentino (NOA), com registros em Tucumán, Catamarca e Salta. Entre 2022 e 2025, houve expansão para novas áreas produtivas do nordeste de Santiago del Estero. Em janeiro de 2026, a praga apareceu no sudeste da província. No Chaco, o registro ocorreu no departamento Almirante Brown.
Alerta maior
O alerta maior veio no fim da safra 2024/2025, com detecção no centro-norte de Córdoba. Na safra 2025/2026, técnicos do INTA confirmaram presença nos departamentos Río Primero, Santa María e Río Segundo. Também houve confirmação em Ceres, na província de Santa Fe.
Segundo María Guillermina Socías, do INTA Salta, o salto geográfico não segue padrão natural de dispersão. A hipótese técnica aponta associação com o deslocamento de maquinários e veículos.
O inseto tem um ciclo anual e acompanha a soja durante o desenvolvimento da cultura. Os adultos atacam brotos novos e podem reduzir o crescimento das plantas. As larvas causam o principal dano, pois se alimentam dos grãos dentro das vagens. As perfurações também favorecem a entrada de água e patógenos.
O manejo exige prevenção. Os especialistas recomendam rotação com gramíneas e outras espécies não hospedeiras. A prática deve abranger áreas afetadas e lavouras vizinhas. Também recomendam limpeza rigorosa de máquinas e veículos antes do deslocamento entre zonas produtivas. O monitoramento deve começar cedo, com inspeção de vagens, picadas, perfurações, larvas e danos nos grãos.
Agro Mato Grosso
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