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25 de junho de 2026

Sustentabilidade

Plano Safra 2025/2026 da Agricultura Empresarial: panorama e repercussão – MAIS SOJA

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Detalhes dos recursos para médios e grandes produtores

Em complemento ao anúncio do montante destinado à agricultura familiar, realizado na última segunda – feira 30 de junho, o governo anunciou logo no dia seguinte os valores disponíveis para os médios e grandes produtores. Seguindo o mesmo modelo que reuniu autoridades no Palácio do Planalto, essa versão do plano contempla operações de custeio, comercialização e investimento. As condições variam de acordo com o perfil do beneficiário e do programa acessado. No evento, foram anunciados R$ 516,2 bilhões para o novo ciclo. O valor é recorde e representa um aumento de 1,5% em relação à temporada anterior, quando foram disponibilizados R$ 508 bilhões.

Do montante total, R$ 414,7 bilhões serão disponibilizados para custeio e comercialização, um crescimento de 3,34% em relação à edição anterior. Já para as linhas de investimento, serão destinados R$ 101,5 bilhões, uma queda de 5,4%.  Neste ciclo, o governo elevou as taxas de juros entre 1,5 e 2 pontos porcentuais, dependendo da linha de financiamento. No plano passado, os juros oscilavam entre 7% e 12% e agora serão de 8,5% a 14%.

A fatia de recursos equalizados — com subvenção direta do Tesouro Nacional para pagar a diferença nos juros — vai crescer de R$ 92,8 bilhões para R$ 113,78 bilhões. Somados aos controlados sem equalização, são R$ 189 bilhões para médios e grandes produtores. O governo não anunciará neste ano um orçamento para o seguro rural, repetindo o que ocorreu no ano passado. Em 2025, houve o contingenciamento de R$ 445 milhões nessa rubrica. Segundo o Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, em entrevista à Globo Rural, há “muita probabilidade” de que esse montante seja liberado até o final do ano.

Repercussão

O “esquecimento” do seguro rural foi justamente um dos pontos abordados pelo presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (PP-PR), em coletiva na sede da entidade, logo após a conclusão do anúncio pelo governo. Avaliando o conjunto do pacote apresentado nos dois dias, Lupion afirmou que o valor anunciado de R$ 516,2 bilhões para a agricultura empresarial contém distorções e omissões que comprometem a transparência do programa e impõem custos sem precedentes ao setor produtivo. De acordo com o deputado, no ano passado o governo havia prometido R$ 138 bilhões em recursos com juros controlados, mas contingenciamentos reduziram a execução a R$ 92,8 bilhões. Neste ano, o governo anunciou R$ 113,8 bilhões nessa mesma categoria, o que representa aumento frente ao que foi efetivamente executado, mas queda em relação ao valor prometido no ano anterior.

O governo anuncia um plano de R$ 516 bilhões, mas só tem controle real sobre 22% disso. O restante é dinheiro dos bancos, a juros de mercado, muitas vezes acima de 2% ao mês. Não se pode vender isso como apoio estatal ao agro. A taxa Selic subiu para 15% porque o governo perdeu o controle dos gastos. É o Banco Central que segura a inflação, porque o Executivo não segura a despesa. O resultado é crédito caro, produção pressionada e comida mais cara para o consumidor”, resumiu Pedro Lupion.

Mas o presidente da FPA  também reconheceu aspectos positivos do anúncio, como o discurso do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que destacou a importância estratégica do agro e demonstrou sensibilidade com o Rio Grande do Sul. Ele também elogiou o aumento do teto do PRONAMP (Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor), de R$ 3 milhões para R$ 3,5 milhões, e a elevação do limite do PCA (Programa para Construção e Ampliação de Armazéns) para 12 mil toneladas.

Setor cafeeiro se mostra confiante

Representando a iniciativa privada do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) marcaram presença no evento de lançamento do Plano Safra o presidente do Conselho Nacional do Café (CNC) e membro da Academia Nacional de Agricultura da SNA, Silas Brasileiro; e o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Pavel Cardoso. Durante a cerimônia o Ministro Fávaro ressaltou que além dos recursos disponibilizados pelo Plano Safra, a cafeicultura ainda terá R$ 7,18 bilhões de reais oferecidos pelo Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé).

Silas Brasileiro, ao lado do Ministro Fávaro e Pavel Cardoso. Foto: Divulgação CNC

Silas elogiou o trabalho de toda a equipe do MAPA no processo de planejamento e execução do Plano Safra 2025/2026, e manifestou otimismo com o estímulo anunciado para o setor, que vem atravessando anos difíceis, com quebras de safras, oscilações climáticas e elevação de preços do produto no mercado. Segundo ele, o trabalho conjunto de produtores, autoridades e entidades de representação permite projetar um cenário de melhora daqui para frente, agora que o mercado também apresenta ritmo mais regular.

Entendemos os inúmeros desafios enfrentados diante do atual cenário econômico, mas com responsabilidade, organização e espírito público, mais uma vez foi possível entregar um Plano Safra robusto, abrangente e histórico para a agropecuária brasileiraAs providências adotadas com competência pelo Departamento do Café do MAPA estão viabilizando o rápido credenciamento de praticamente todos os agentes financeiros para operarem com os recursos do Funcafé, tão logo seja publicado o voto do CMN definindo as taxas de juros do Fundo”, completou Silas Brasileiro.

 

Autor/Fonte: disponível no Portal da SNA

Por Marcelo Sá – jornalista/editor e produtor literário (MTb13.9290) marcelosa@sna.agr.br
Com informações dos Ministérios da Agricultura, Fazenda, CNC e FPA.
Agradecimento a Alexandre Costa (CNC) e Danielle Arouche (FPA)
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Sustentabilidade

Chuva atrasa o avanço da colheita do milho em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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A colheita do milho segunda safra 2025/2026 segue em ritmo lento e apresenta atraso em comparação ao ciclo anterior, em Mato Grosso do Sul. De acordo com informações do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc,  0,20% da área cultivada foi colhida até a terceira semana de junho.

O percentual representa um atraso de aproximadamente 4,1 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ciclo anterior. Segundo o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, as condições climáticas estão entre os principais fatores que explicam o cenário.

“O volume elevado de precipitações registrado nos principais municípios produtores de milho contribuiu para retardar o avanço da colheita. Apesar disso, é importante destacar que, historicamente, a colheita do milho em Mato Grosso do Sul ganha intensidade a partir da segunda quinzena de julho, com pico das atividades entre o final de julho e o início de setembro”, explica Balta.

Ainda de acordo com Gabriel, embora o milho possua um período de colheita mais extenso que a soja, o cenário climático exige atenção dos produtores.

“O milho normalmente pode permanecer mais tempo no campo sem grandes prejuízos, devido às condições climáticas mais secas durante o período de colheita. No entanto, neste ano, observamos maior instabilidade climática, com possibilidade de chuvas irregulares, ventos fortes e até ocorrência de granizo em algumas regiões. Por isso, é recomendável que os produtores acompanhem as condições das lavouras e realizem a colheita dentro da melhor janela possível”, ressalta.

O acompanhamento das lavouras aponta que o milho se encontra entre os estádios fenológicos vegetativo e reprodutivo. As regiões nordeste, norte e oeste apresentam os melhores índices de desenvolvimento, com lavouras em boas condições variando entre 79% e 92%.

Já nas regiões sudoeste, sudeste, sul, sul-fronteira e centro, as condições são menos favoráveis. Nessas áreas, os índices de lavouras em condições ruins chegam a 24%, enquanto as áreas classificadas como regulares variam entre 16% e 31%.

A previsão climática para o período entre 22 de junho e 8 de julho indica acumulados de chuva entre 10 e 50 milímetros nas regiões centro-sul, sudeste e nordeste de Mato Grosso do Sul, o que pode continuar influenciando o andamento dos trabalhos no campo.

No mercado, a saca da soja é cotada, em média, a R$ 112,43 no Estado, enquanto a saca do milho registra preço médio de R$ 47,92.

O boletim completo pode ser acessado aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja/MS

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Sustentabilidade

Preços da soja no Brasil: Chicago cai e dólar sobe; confira as cotações

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Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve uma sessão sem registro de movimentos mais firmes, com negociações restritas a pequenos lotes.

O analista da consultoria Safras & Mercado Rafael Silveira destaca que os prêmios seguem sustentados, enquanto os demais formadores de preços apresentaram movimentos limitados ao longo do dia.

A Bolsa de Chicago recuou, enquanto o dólar registro u leve alta. Com isso, as cotações permaneceram praticamente estáveis na maior parte das praças, com algumas situações pontuais mais favoráveis.

“Algumas praças trabalharam com preços melhores do que a paridade”, observa Silveira. Segundo ele, as indicações continuaram trazendo oportunidades de negociação, mesmo sem um avanço mais consistente dos negócios.

O analista ressalta que os produtores seguem administrando o ritmo das vendas. “O produtor está segurando e cadenciando as ofertas”, afirma.

Mercado físico da soja

  • Passo Fundo (RS): R$ 128
  • Santa Rosa (RS): R$ 129
  • Cascavel (PR): R$ 124
  • Rondonópolis (MT): R$ 114
  • Dourados (MS): subiram de R$ 116 para R$ 116,50
  • Rio Verde (GO): R$ 117
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 135
  • Porto de Rio Grande (RS): R$ 135

Mercado atacadista

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Vendas por parte de fundos predominaram na sessão, em meio a um cenário fundamental baixista.

O analista de Safras & Mercado pontua que o clima segue beneficiando as lavouras norte-americanas, apontando para uma produção cheia em 2026.

O desempenho de outros mercados também ajudou a motivar os participantes a permanecer na defensiva. O petróleo voltou a cair forte, refletindo o otimismo sobre a retomada do fluxo pelo Estreito de Ormuz.

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Para completar, o dólar sobe frente a seus pares, retirando competitividade dos produtos de exportação estadunidenses, caso da soja.

Os agentes começaram a posicionar suas carteiras frente aos importantes relatórios que serão divulgados na próxima semana pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na terça (30), saem os dados de plantio da temporada 2026/27 e os estoques trimestrais norte-americanos na quarta (1).

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 8,25 centavos de dólar, ou 0,73%, a US$ 11,08 3/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,16 3/4 por bushel, com retração de 7,25 centavos de dólar ou 0,64%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 0,70 ou 0,23% a US$ 303,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 69,46 centavos de dólar, com perda de 1,13 centavo ou 1,60%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,28%, sendo negociado a R$ 5,2002 para venda e a R$ 5,1982 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1872 e a máxima de R$ 5,2212.

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Sustentabilidade

Doenças em soja: controle de fungos necrotróficos exige medidas integradas de manejo – MAIS SOJA

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Durante o ciclo de desenvolvimento da soja, diversas doenças podem acometer a cultura, afetando diferentes órgãos e estádios fenológicos da planta. Os patógenos responsáveis por essas doenças são, em sua maioria, de origem fúngica e podem estar presentes no ambiente de cultivo antes mesmo da semeadura, comprometendo inclusive as fases iniciais de estabelecimento da lavoura.

Além dos fungos biotróficos, que dependem de tecidos vivos do hospedeiro para sua sobrevivência e desenvolvimento, como ocorre com o agente causal da ferrugem-asiática da soja (Phakopsora pachyrhizi), existem fungos capazes de sobreviver em restos culturais e matéria orgânica presentes no solo. Esses patógenos, classificados como fungos necrotróficos, utilizam tecidos vegetais mortos como fonte de sobrevivência e podem permanecer viáveis entre safras, dificultando a redução do inóculo e favorecendo a ocorrência de novas infecções quando encontram condições ambientais adequadas de temperatura e umidade.

Entre os principais patógenos necrotróficos associados às doenças da soja destacam-se a mancha olho-de-rã (Cercospora sojina), a cercosporiose (Cercospora kikuchii), a mancha-parda (Septoria glycines), a antracnose (Colletotrichum truncatum), a mancha-alvo (Corynespora cassiicola), o mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum) e as podridões radiculares e de colmo associadas a espécies dos gêneros Rhizoctonia, Fusarium e Sclerotinia. A capacidade de sobrevivência desses patógenos em resíduos culturais dificulta a controle efetivo dessas doenças e reforça a importância do manejo integrado de doenças, envolvendo práticas como rotação de culturas, tratamento de sementes, manejo da população de plantas, nutrição equilibrada e uso estratégico de fungicidas (Forcelini, 2010).

Figura 1. Esquema de manejo integrado de doenças causadas por fungos necrotróficos em soja.
Adaptado: Forcelini (2010)

Considerando que a manutenção da cobertura permanente do solo é uma das premissas fundamentais do sistema plantio direto, a destruição dos resíduos culturais (palhada) não constitui uma estratégia tecnicamente recomendada para o manejo de fungos necrotróficos em ambientes agrícolas. Nesse contexto, a redução da sobrevivência e do potencial de inóculo desses patógenos deve ser baseada em práticas integradas, reforçando a necessidade da rotação de culturas com espécies não hospedeiras, do uso de cultivares com maior resistência genética e do tratamento de sementes com fungicidas eficientes e específicos.

Dessa forma, a definição adequada das culturas que compõem o sistema de rotação, priorizando espécies pertencentes a diferentes famílias botânicas e sem relação de hospedeiro com os principais patógenos, é fundamental para interromper o ciclo de sobrevivência dos fungos necrotróficos e reduzir a pressão de doenças na soja. Além disso, estudos indicam que sementes infectadas ou contaminadas podem representar importantes fontes de inóculo inicial desses patógenos em áreas de cultivo de soja (Reis; Reis; Zanatta, 2022). Portanto, o uso de sementes com elevada qualidade fisiológica e sanitária, associado ao tratamento de sementes com fungicidas apropriados, constitui uma etapa essencial no manejo integrado de doenças, contribuindo para a proteção inicial das plantas e para a redução da disseminação dos patógenos na lavoura.



Referências:

FORCELINI, C. A. DOENÇAS EM SOJA: ENTENDENDO AS DIFERENÇAS ENTRE BIOTRÓFICOS E NECROTRÓFICOS. Revista Plantio Direto, N. 7, 2010. Disponível em: < https://pt.scribd.com/document/711702511/3-230207-193658 >, acesso em: 24/06/2026.

REIS, E. M.; REIS, A. C.; ZANATTA, M. QUANTO A EFICÁCIA DO TRATAMENTO DE SEMENTES COM FUNGICIDAS. – ÊNFASE EM GRANDES CULTURAS DE GRÃOS. Summa Phytopathol, 2022. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/sp/a/5CQ64Z9QkJkhM7yvGr9xgcw/?format=pdf&lang=pt >, acesso em: 24/06/2026.

 

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