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6 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Trigo/RS: Semeadura alcançou 50% da área projetada no Estado – MAIS SOJA

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As chuvas recorrentes nas últimas semanas atrasaram a semeadura. Contudo, no período, os produtores aceleraram a operação para aproveitar o tempo firme entre 23 e 27/07, e chegaram a 50% da área projetada. Nas lavouras implantadas, a emergência das plantas ocorre de forma relativamente uniforme, com bom estande inicial e sem prejuízos significativos observados.

A necessidade de replantio tem sido pontual, restrita a áreas de borda com maior declividade, especialmente onde houve dessecação pré-semeadura, erosão laminar e sulcos por enxurradas. Nas lavouras onde se adotou a semeadura de culturas outonais logo após a colheita da soja, os danos erosivos foram minimizados. No entanto, o pleno estabelecimento dos cultivos segue condicionado ao regime de chuvas nas próximas semanas.

No Oeste do Estado, em áreas mais arenosas e de práticas conservacionistas insuficientes, como terraços ou semeadura em nível, houve maiores perdas de solo, de sementes e de nutrientes. Nesses locais, foram realizadas intervenções paliativas para viabilizar o replantio. Porém, mesmo nas áreas não afetadas diretamente por processos erosivos, o potencial produtivo poderá se reduzir em razão da lixiviação de nutrientes e do estresse por encharcamento do solo. Esse cenário tem comprometido o perfilhamento das plantas e inviabilizado a aplicação de adubação nitrogenada em cobertura no momento fisiologicamente mais apropriado.

O tempo seco, aliado às temperaturas mais baixas, tende a favorecer a intensificação da semeadura dentro do período estabelecido pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC). Também será possível retomar os tratos culturais, como controle de plantas daninhas e aplicação de adubação nitrogenada em cobertura e preventiva de fungicidas.

A previsão de área cultivada no Estado, conforme a Emater/RS-Ascar, é de 1.198.276 hectares. A estimativa inicial de produtividade é de 2.997 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, em Itacurubi, o plantio do trigo foi concluído antes das intensas chuvas. Contudo, dos 6.550 hectares semeados estima-se que cerca de 1.000 hectares necessitarão de replantio, condicionado à melhoria das condições de acesso às lavouras. Em Itaqui, aproximadamente 40% foi efetivamente plantado; desses, em torno de um terço deverão ser replantados devido à falhas severas de estande, provocadas pelas precipitações. Em São Borja, o plantio segue atrasado, e provavelmente não será possível concluir a operação dentro do período do Zarc (até 20/07). A área, inicialmente estimada em 30.000 hectares, pode ser reduzida em função dos atrasos e dos danos causados pelas chuvas. Até o momento, 40% foram semeados.

Em Manoel Viana, o período foi dedicado à recuperação de áreas afetadas por erosão e ao replantio em talhões com estande comprometido. A intenção de cultivo permanece em 11.000 hectares, restando cerca de 40% a serem implantados. Na região da Campanha, neste mês de julho — período localmente preferencial para a semeadura de trigo — intensificaramse os trabalhos de preparo do solo e dessecação, visando ao estabelecimento das lavouras. A diminuição da umidade no solo permitiu o início da semeadura, apesar da impossibilidade de acesso a áreas com drenagem deficiente. Em Aceguá, foram implantados 40%. Em Hulha Negra, o avanço foi menor, atingindo apenas 15%.

Na de Caxias do Sul, a semeadura permaneceu suspensa. No mês de junho, ocorreram chuvas em 16 dias, totalizando aproximadamente 500 mm. Essa condição inviabilizou a operação, provocando atraso no cronograma de plantio. Embora o adiamento ainda não comprometa o potencial produtivo da cultura, poderá retardar a semeadura da soja em sucessão.

Na de Erechim, a semeadura abrange cerca de 80% da área estimada. Se o tempo firme persistir, os trabalhos deverão avançar rapidamente, aproximando-se da finalização.

Na de Frederico Westphalen, o excesso de umidade no solo impediu o avanço significativo da semeadura, e restam 54% a serem implantados. As fortes precipitações podem comprometer o estande das lavouras recém-semeadas, especialmente em áreas afetadas por processos erosivos. Nos cultivos já estabelecidos, o desenvolvimento vegetativo foi limitado pela baixa luminosidade.

Na de Ijuí, a semeadura avançou pontualmente durante breves intervalos entre as chuvas, apesar da elevada umidade do solo. Na Região Celeiro, as lavouras implantadas no cedo se encontram em perfilhamento, e foram realizadas práticas de manejo, incluindo a adubação nitrogenada em cobertura.

Na de Pelotas, aproximadamente 30% da área estimada para a safra foi semeada. As lavouras encontram-se em pleno desenvolvimento vegetativo.

Na de Santa Rosa, o plantio foi prejudicado pela sequência de chuvas, alcançando 64%, índice considerado em atraso em relação a safras anteriores. As lavouras estão em desenvolvimento vegetativo. Contudo, houve redução no vigor e no crescimento foliar devido à baixa luminosidade, causada pelo tempo chuvoso e nublado, que afetou a capacidade fotossintética e o potencial de rendimento da cultura.

Na de Soledade, a semeadura avançou pouco em razão do excesso de umidade no solo, chegando a 50%. Apesar do tempo firme e da presença de sol em alguns dias, não foi possível o trânsito de maquinário. O cenário se assemelha ao da safra anterior, quando grande parte da semeadura foi efetuada em julho, ainda dentro do período estabelecido pelo Zarc. As lavouras já implantadas apresentam emergência e estabelecimento adequados. No entanto, as chuvas intensas causaram processos erosivos em diversas áreas, especialmente em baixadas com concentração de enxurradas. Conforme o Zarc, a semeadura encerra em 20/07 para a maioria dos municípios da região, e em 31/07 para localidades de maior altitude, como Encruzilhada do Sul, Soledade e Barros Cassal.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, ocorreu redução de 0,14% quando comparado à semana anterior, de R$ 70,60 para R$ 70,50. Em Cruz Alta, o preço para produto disponível manteve-se em R$ 78,00.

Confira o Informativo Conjuntural n° 1874 completo, clicando aqui!

Fonte: Emater RS



 

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Autor:Informativo Conjuntural 1874

Site: Emater RS

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Sustentabilidade

O que sustentou os preços da soja hoje? Confira as cotações em dia menos movimentado

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Foto: Famasul

O mercado brasileiro de soja registrou alguns negócios nesta quarta-feira (5), envolvendo portos e indústria, mas o ritmo de comercialização permaneceu lento. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as cotações ficaram praticamente estáveis, com exceção de poucas praças.

Silveira destaca que a Bolsa de Chicago apresentou leves quedas, enquanto o dólar operou com volatilidade. Os prêmios, por sua vez, seguem elevados nos portos, contribuindo para a sustentação dos preços.

“O produtor continua um pouco afastado do mercado, buscando ofertas melhores. Assim, os negócios seguem restritos às necessidades da mão para a boca”, resume o analista.

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Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 132,00 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 127,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa hoje, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão climática segue indicando chuvas para o Meio Oeste dos Estados Unidos nos próximos dias, favorecendo as lavouras. A queda do petróleo completou o cenário de pressão sobre as cotações.

Neste mês de agosto, vital para a consolidação do potencial produtivo da safra americana, o clima não tem sido motivo de preocupação, encaminhando uma produção cheia no segundo maior produtor de soja do mundo.

Após tentar recuperação na parte da manhã, o petróleo registrava perdas pela terceira sessão seguida, adicionando pressão às commodities. A possibilidade de Irã e Estados Unidos chegarem a um acordo sobre o conflito no Oriente Médio está determinando as perdas do petróleo.

Na sessão de hoje, a retração foi contida pelos sinais de demanda pela soja americana, principalmente através de compras por parte dos chineses. O recuo do dólar frente a outras moedas torna a soja dos Estados Unidos mais competitiva.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%, a US$ 11,74 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,89 3/4 por bushel, com retração de 3,50 centavos de dólar ou 0,29%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,80 ou 0,87% a US$ 315,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,17 centavos de dólar, com perda de 0,35 centavo ou 0,51%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,1299 para venda e a R$ 5,1279 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0989 e a máxima de R$ 5,1344.

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Sustentabilidade

Algodão avança em NY com dólar fraco e alta dos mercados vizinhos – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta quarta-feira.

As cotações da pluma avançaram no dia sustentadas pelo dólar fraco contra outras moedas. A subida de mercados vizinhos, como o café e o açúcar em NY contribuíram para o suporte, além de fatores técnicos. A piora nas condições das lavouras americanas seguiu como fator positivo para os preços.

Os investidores também se posicionam para o relatório das exportações semanais norte-americanas de algodão, que será divulgado nesta quinta-feira, dia 6, às 9h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam a 83,02 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,56 centavo, ou de 0,7%. Março/2027 fechou a 84,71 centavos, ganho de 0,66 centavo, ou de 0,8%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Oferta restrita eleva média ao maior patamar em 11 meses – MAIS SOJA

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Em julho, a média mensal do arroz em casca no Rio Grande do Sul atingiu o maior patamar dos últimos 11 meses, refletindo a combinação entre oferta restrita e demanda aquecida.

Segundo o Cepea, a necessidade de aquisição de matéria-prima levou parte das indústrias a reajustar sucessivamente as ofertas de compra, mas a comercialização permaneceu limitada pela baixa disponibilidade do cereal.

De acordo com pesquisadores do Cepea, os produtores permaneceram retraídos, avaliando que os preços ainda não remuneram adequadamente os custos de produção e apostando em novas valorizações durante a entressafra. A procura de indústrias de outros estados também intensificou a concorrência pela matéria-prima e favoreceu a recuperação dos preços.

O Centro de Pesquisas ressalta que o anúncio de futuras aquisições públicas de arroz e milho reforçou a expectativa de valorização entre os produtores, que passaram a postergar ainda mais as vendas. Até o fim de julho, contudo, o edital e as regras para operacionalização das compras ainda não haviam sido divulgados, mantendo o mercado na expectativa.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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