Sustentabilidade
Com incentivo do Governo do Estado, produtor catarinense pode ter financiamento com juro zero no Plano Safra – MAIS SOJA

O Plano Safra 2025/2026 já está em vigor, com a previsão de R$ 89 bilhões para políticas de crédito à agricultura familiar e de R$ 516,2 bilhões destinados à agricultura empresarial. Em Santa Catarina, além dessas linhas nacionais, os produtores contam com um importante diferencial: a subvenção dos juros, por meio do programa Pronampe Agro SC, onde o agricultor pode acessar para obter auxílio financeiro para pagamento dos juros de financiamento contratados no Plano Safra, para investimento nas propriedades.
A iniciativa da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR) permite aos agricultores catarinenses reduzir — e em alguns casos até eliminar — os custos com os juros de financiamentos contratados nas linhas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). Isso é possível por meio do Pronampe Agro SC, voltado à subvenção de juros de projetos de investimentos, visando a melhoria e a competitividade dos sistemas produtivos da agropecuária, da pesca e aquicultura.
O Pronampe Agro SC contempla os projetos de: Fortalecimento de Cadeias Produtivas; Água para o Campo; Proteção de Pomares; Fortalecimento das Agroindústrias Familiares; Fortalecimento das Cadeias Produtivas da Pesca e da Aquicultura; Armazenagem de Grãos em Propriedades Rurais e Pronampe Leite SC. A subvenção é viabilizada com recursos do Fundo Estadual de Desenvolvimento Rural (FDR) e pode chegar a até 5% ao ano, calculada conforme contrato nas operações de crédito, dependendo do projeto acessado. Em 2025, a projeção é que sejam aplicados em torno de R$ 25 milhões para atender ao Pronampe Agro SC. Para encaminhar os projetos, o agricultor deve ir ao escritório municipal da Epagri.
“Com esse conjunto de ações, Santa Catarina reforça seu compromisso com o fortalecimento do setor agropecuário, promovendo competitividade, sustentabilidade e desenvolvimento no campo. O Pronampe é um grande exemplo desse compromisso, para estimular a produção e a permanência no campo”, destaca o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini.
Em Santa Catarina, cerca de 78% dos estabelecimentos agropecuários são da agricultura familiar. Segundo levantamento da Epagri/Cepa, o Estado foi o terceiro que mais acessou recursos do Pronaf em 2024, sendo responsável por 13,3% do total nacional, totalizando R$ 8,5 bilhões.
No ano passado, nenhum estado aplicou mais na pecuária via Pronaf do que Santa Catarina: foram R$ 4,49 bilhões, representando quase 13,9% dos R$ 32,38 bilhões aplicados via “Pronaf/pecuária” no Brasil. No Pronamp, o crédito rural aplicado em 2024 no estado foi de R$ 3,84 bilhões, o que correspondeu a 6,8% das operações realizadas no país.
Plano Safra 2025
O Plano Safra mantém condições especiais para agricultores familiares. As taxas de juros permanecem em 3% ao ano para produção de alimentos básicos, como arroz, feijão, mandioca, frutas, verduras, ovos e leite, podendo cair para 2% em produções orgânicas ou agroecológicas. Para máquinas maiores, de até R$ 250 mil, a taxa é de 5%.
Fonte: Epagri
Sustentabilidade
O que sustentou os preços da soja hoje? Confira as cotações em dia menos movimentado

O mercado brasileiro de soja registrou alguns negócios nesta quarta-feira (5), envolvendo portos e indústria, mas o ritmo de comercialização permaneceu lento. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as cotações ficaram praticamente estáveis, com exceção de poucas praças.
Silveira destaca que a Bolsa de Chicago apresentou leves quedas, enquanto o dólar operou com volatilidade. Os prêmios, por sua vez, seguem elevados nos portos, contribuindo para a sustentação dos preços.
“O produtor continua um pouco afastado do mercado, buscando ofertas melhores. Assim, os negócios seguem restritos às necessidades da mão para a boca”, resume o analista.
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Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 132,00 para R$ 134,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 127,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa hoje, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão climática segue indicando chuvas para o Meio Oeste dos Estados Unidos nos próximos dias, favorecendo as lavouras. A queda do petróleo completou o cenário de pressão sobre as cotações.
Neste mês de agosto, vital para a consolidação do potencial produtivo da safra americana, o clima não tem sido motivo de preocupação, encaminhando uma produção cheia no segundo maior produtor de soja do mundo.
Após tentar recuperação na parte da manhã, o petróleo registrava perdas pela terceira sessão seguida, adicionando pressão às commodities. A possibilidade de Irã e Estados Unidos chegarem a um acordo sobre o conflito no Oriente Médio está determinando as perdas do petróleo.
Na sessão de hoje, a retração foi contida pelos sinais de demanda pela soja americana, principalmente através de compras por parte dos chineses. O recuo do dólar frente a outras moedas torna a soja dos Estados Unidos mais competitiva.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%, a US$ 11,74 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,89 3/4 por bushel, com retração de 3,50 centavos de dólar ou 0,29%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,80 ou 0,87% a US$ 315,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,17 centavos de dólar, com perda de 0,35 centavo ou 0,51%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,1299 para venda e a R$ 5,1279 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0989 e a máxima de R$ 5,1344.
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Sustentabilidade
Algodão avança em NY com dólar fraco e alta dos mercados vizinhos – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta quarta-feira.
As cotações da pluma avançaram no dia sustentadas pelo dólar fraco contra outras moedas. A subida de mercados vizinhos, como o café e o açúcar em NY contribuíram para o suporte, além de fatores técnicos. A piora nas condições das lavouras americanas seguiu como fator positivo para os preços.
Os investidores também se posicionam para o relatório das exportações semanais norte-americanas de algodão, que será divulgado nesta quinta-feira, dia 6, às 9h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam a 83,02 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,56 centavo, ou de 0,7%. Março/2027 fechou a 84,71 centavos, ganho de 0,66 centavo, ou de 0,8%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Oferta restrita eleva média ao maior patamar em 11 meses – MAIS SOJA

Em julho, a média mensal do arroz em casca no Rio Grande do Sul atingiu o maior patamar dos últimos 11 meses, refletindo a combinação entre oferta restrita e demanda aquecida.
Segundo o Cepea, a necessidade de aquisição de matéria-prima levou parte das indústrias a reajustar sucessivamente as ofertas de compra, mas a comercialização permaneceu limitada pela baixa disponibilidade do cereal.
De acordo com pesquisadores do Cepea, os produtores permaneceram retraídos, avaliando que os preços ainda não remuneram adequadamente os custos de produção e apostando em novas valorizações durante a entressafra. A procura de indústrias de outros estados também intensificou a concorrência pela matéria-prima e favoreceu a recuperação dos preços.
O Centro de Pesquisas ressalta que o anúncio de futuras aquisições públicas de arroz e milho reforçou a expectativa de valorização entre os produtores, que passaram a postergar ainda mais as vendas. Até o fim de julho, contudo, o edital e as regras para operacionalização das compras ainda não haviam sido divulgados, mantendo o mercado na expectativa.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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