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9 de maio de 2026

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Mais de 70% de área queimada no Pantanal foi atingida por incêndios mais de duas vezes nos últimos 40 anos; entenda consequências

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Cerca de 72% da área afetada pelo fogo no Pantanal foi queimada duas vezes ou mais desde 1985, segundo o Relatório Anual do Fogo (RAF), divulgado pelo MapBiomas. O relatório, intitulado 40 Anos de Fogo nos Biomas Brasileiros: Coleção 4 do MapBiomas Fogo, leva em consideração os registros de incêndios entre os anos de 1985 e 2024. Durante esse período, o Pantanal se destaca como o mais afetado pelo fogo.

Entre as principais causas por trás dos impactos da reincidência do fogo no Pantanal estão:

  • 🔥intervalo curto entre os incêndios;
  • secas prolongadas e regime hídrico alterado;
  • 🌲queimadas atingindo áreas florestadas;
  • 🌫️pressão climática externa;
  • 🚿falta de efetividade no manejo integrado do fogo;
  • 🐾perda de habitat e redução de fauna.

Em 2020, o Pantanal foi atingido pelo maior incêndio da história. Entre os meses de julho e setembro daquele ano, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 15.756 focos de calor no bioma, número recorde desde o início do monitoramento. Até então, o maior índice havia sido em 2005, com 12.536 focos identificados no mesmo período.

De acordo com o Relatório Anual do Fogo (RAF), o Pantanal tem a maior proporção de áreas queimadas com mais de 100 mil hectares – uma área equivalente a quase 100 mil campos de futebol. Essas grandes cicatrizes representam 19,6% do total de registros no bioma. O levantamento também mostra que 29,5% das áreas queimadas no Pantanal possuem entre 500 e 10 mil hectares.

Lançado pelo MapBiomas no dia 24 de junho, o levantamento analisa dados de satélite e aponta o bioma como o mais afetado por incêndios florestais nas últimas quatro décadas.

🤨Mas no que isso interfere atualmente?

Conforme dados da SOS Pantanal, cerca de 93% dos incêndios registrados no bioma, atingiram vegetações nativas que representam 71% das áreas queimadas, enquanto as pastagens responderam 4%.

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De acordo com o biólogo e diretor de comunicação do Instituto S.O.S Pantanal, Gustavo Figueirôa, quando as queimadas ocorrem com alta intensidade e em frequência elevada, como tem sido registrado nos últimos anos, não há tempo suficiente para que a vegetação se recupere.

“A reincidência do fogo, em um intervalo muito curto de tempo, na mesma região em alta intensidade é muito negativo e é o que está trazendo esse empobrecimento da matéria orgânica da vida selvagem em cada lugar por onde ele passa”, pontuou.

Figueirôa destaca que, no passado, a água era predominante e os períodos de cheia duravam mais tempo e alagavam grandes áreas, o que ajudava a manter o fogo sob controle. Atualmente, esse cenário se inverteu. Segundo ele, a presença de água tem diminuído e, com ela, a vulnerabilidade ao fogo aumenta, sobretudo pela ação humana, por mais de 95% das ocorrências registradas.

“Essa falta de água tá correlacionada diretamente com a destruição no planalto, com o uso intensivo do solo na bacia do Alto Paraguaí, na região do entorno do Pantanal, que são onde estão as nascentes”, explicou.

O biólogo disse ainda que o Pantanal enfrenta um cenário cada vez mais crítico com as queimadas atingindo áreas florestadas, como capões e cordilheiras, que concentram alta diversidade de espécies e servem de abrigo e fonte de alimento para a fauna local.

Esses focos de incêndio, em muitos casos de alta intensidade e frequência, são impulsionados pela crescente pressão climática externa, marcada por secas severas e alterações no regime hídrico provocadas pelo desmatamento no entorno e no sul da Amazônia.

Além disso, o especialista afirmou que a ausência de um manejo integrado e efetivo do fogo tem agravado a situação, permitindo que incêndios recorrentes suprimam a regeneração da vegetação nativa e provoquem a perda de habitat. Como consequência, há uma redução drástica na fauna, com extinções locais de animais e empobrecimento da biodiversidade nas áreas afetadas.

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Dinâmica do fogo

Em 2024, a área queimada no Pantanal cresceu 157% em relação à média histórica dos últimos 40 anos, segundo o MapBiomas Fogo. O coordenador de mapeamento do Pantanal no MapBiomas, Eduardo Rosa, informou que os dados históricos refletem a dinâmica do fogo no bioma, que está relacionada à vegetação natural e aos períodos de seca.

Ele ressaltou ainda que, no ano passado, o fogo avançou especialmente na região próxima ao Rio Paraguai, área que enfrenta um dos maiores períodos de seca desde a última cheia significativa, em 2018.

Milhões de hectares queimados

 

Brasil registrou, em 2024, cerca de 30 milhões de hectares queimados, — Foto: Thiago Gadelha/SVM

Brasil registrou, em 2024, cerca de 30 milhões de hectares queimados, — Foto: Thiago Gadelha/SVM

O Brasil registrou, em 2024, cerca de 30 milhões de hectares queimados, o que representa um aumento de 62% em relação à média histórica anual, conforme o Relatório Anual do Fogo. O volume expressivo consolidou o ano como um dos mais críticos desde o início da série histórica, em 1985.

Desde então, o país já teve 206 milhões de hectares afetados pelo fogo ao menos uma vez, o equivalente a 24% de todo o território nacional ou à soma das áreas dos estados do Pará e de Mato Grosso. O avanço mais preocupante ocorreu nos últimos dez anos: 43% de toda essa área queimada se concentrou nesse período, apontando uma escalada recente das queimadas.

Além disso, o relatório mostra uma forte concentração sazonal dos incêndios: 72% das queimadas ocorrem entre agosto e outubro, com o mês de setembro sozinho respondendo por um terço de toda a área atingida anualmente. Os dados reforçam a necessidade urgente de ações públicas integradas para prevenir e conter os incêndios, especialmente nos meses mais críticos do calendário climático.

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Relatório do USDA deve mudar panorama da soja; confira as apostas do mercado

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Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileira de soja esboçou recuperação no início da semana, mas com o passar dos dias perdeu força. No encerramento da semana, poucos negócios foram registrados e os preços mantiveram-se sob pressão.

De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, o cenário segue marcado pela cautela dos agentes e pelas cotações enfraquecidas.

“Nos portos, o ritmo seguiu limitado, assim como no mercado doméstico. O ambiente também é influenciado pela expectativa em torno do próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a ser divulgado na próxima terça-feira, dia 12”, resume.

Preços da soja no mercado físico

  • Passo Fundo (RS): R$ 122,50
  • Cascavel (PR): R$ 118
  • Rondonópolis (MT): R$ 107,50
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 128
  • Porto de Rio Grande: R$ 128,50

Bolsa de Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, os contratos futuros estiveram ligados a comportamento de outros mercados, principalmente do petróleo.

“Os preços praticamente surfaram nas altas e baixas da commodity, em meio às dúvidas sobre o futuro da situação no Oriente Médio”, pontua Silveira.

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Segundo ele, também merece atenção o encontro entre os presidentes dos Estados Unidos e da China, na próxima semana, diante da possibilidade de um acordo para a compra de soja norte-americana por parte dos asiáticos.

Apostas para o relatório do USDA

cotação soja

O analista de Safras & Mercado ressalta que o relatório de maio do USDA deverá indicar produção e estoques de passagem de soja norte-americanos em 2026/27 maiores que os relatados na temporada anterior.

Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra dos Estados Unidos em 2026/27 deverá ficar em 4,450 bilhões de bushels (cerca de 121,1 milhões de toneladas). No ano anterior, a produção foi de 4,262 bilhões, segundo a mais recente projeção do USDA.

Em relação aos estoques de passagem, o mercado aposta em número 353 milhões de bushels. Para 2025/26, a previsão de de que o Departamento reduza seu número de 350 milhões para 347 milhões de bushels.

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2026/27 de 126,3 milhões de toneladas. Para 2025/26, o USDA deverá aumentar sua estimativa de 124,8 milhões para 125,6 milhões de toneladas.

Para a safra brasileira, a avaliação do mercado é que o órgão eleve suas projeções de 180
milhões para 180,4 milhões de toneladas em 2025/26. Já a previsão para a produção argentina em deverá ter aumento de 48 para 48,5 milhões de toneladas.

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Agro Mato Grosso

Sem-tetos recebem alimentos e cobertores para encarar frente fria que deve chegar domingo

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A Prefeitura de Cuiabá iniciou uma força-tarefa para atender pessoas em situação de vulnerabilidade diante da frente fria prevista para atingir a capital entre o fim de semana e a próxima segunda-feira (11), quando os termômetros podem registrar mínima de 13°C, segundo a previsão meteorológica.

A atuação será realizada de forma conjunta entre a Secretaria Municipal de Defesa Civil e a Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, com foco na distribuição de cobertores, alimentos e apoio às pessoas em situação de rua nos principais pontos da cidade.

De acordo com o secretário municipal de Defesa Civil, coronel BM Alessandro Borges, o planejamento já está em andamento para garantir uma resposta rápida no período de maior queda de temperatura. “O município já está se organizando juntamente com a Secretaria Municipal de Assistência Social para realizar uma ação conjunta no momento em que a temperatura cair de forma mais significativa. Da parte da Defesa Civil, faremos o acompanhamento e a distribuição, disponibilizando recursos humanos e viaturas para o transporte de cobertores e, se necessário, alimentação quente”, afirmou o secretário.

Ainda segundo Alessandro Borges, a integração entre as equipes busca ampliar a capacidade de atendimento durante os dias mais frios. A Defesa Civil atuará na logística e no suporte operacional das ações.

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou que as equipes irão percorrer os principais pontos da capital onde há concentração de pessoas em situação de vulnerabilidade social. “Com a previsão de queda da temperatura a partir deste domingo e a chegada de uma frente fria na próxima segunda-feira, planejamos realizar uma ação conjunta com a Defesa Civil. Estaremos nos principais pontos da cidade onde se encontram pessoas em situação de vulnerabilidade para realizar a entrega de cobertores e alimentos”, disse.

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A previsão aponta queda acentuada nas temperaturas em Cuiabá no início da próxima semana. Conforme os dados meteorológicos, a mínima prevista para segunda-feira (11) é de 13°C, índice considerado baixo para os padrões climáticos da capital mato-grossense.

A mobilização das secretarias faz parte das medidas preventivas adotadas pela Prefeitura de Cuiabá para minimizar os impactos da frente fria e reforçar o atendimento social à população mais vulnerável durante o período.

 

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Um programa diferente! Cuiabá terá baile de máscaras inspirado na aristocracia europeia

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“The Court” promete experiência imersiva com open bar, alta gastronomia e performances ao vivo

No próximo dia 06 de junho, Cuiabá recebe o “The Court – Baile de Máscaras”, evento que propõe uma experiência imersiva inspirada nos bailes da aristocracia, no Vivans Complexo de Eventos, a partir das 20h. A programação inclui open bar, open food com curadoria gastronômica assinada pelo chef Wil Gourmet, além de apresentações musicais e performances ao vivo. A proposta do evento é integrar diferentes linguagens artísticas e sensoriais ao longo da noite, com participação ativa do público.

Entre os destaques estão intervenções cênicas com atores e bailarinos, momentos conduzidos por música instrumental, incluindo violino, e um ato simbólico previsto para a meia-noite. O encerramento contará com apresentação do projeto E-Strings, que combina violino, discotecagem e percussão.

Os participantes poderão optar entre diferentes modalidades de ingresso, incluindo o acesso ao salão principal e áreas exclusivas. A experiência também se estende ao pré-evento, com a disponibilização de um kit temático que inclui itens personalizados.

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A cenografia e a ambientação do baile são assinadas por Gra Moura Produções, com foco na construção de um ambiente imersivo. O traje exigido é social ou gala, com uso obrigatório de máscaras. O evento é destinado ao público maior de 18 anos.

“A proposta é oferecer um evento estruturado para que o público vivencie uma experiência completa, com integração entre arte, ambientação e gastronomia, em um formato ainda pouco explorado na cidade”, afirma a produtora de eventos Gra Moura.

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