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12 de agosto de 2026

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Mais de 70% de área queimada no Pantanal foi atingida por incêndios mais de duas vezes nos últimos 40 anos; entenda consequências

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Cerca de 72% da área afetada pelo fogo no Pantanal foi queimada duas vezes ou mais desde 1985, segundo o Relatório Anual do Fogo (RAF), divulgado pelo MapBiomas. O relatório, intitulado 40 Anos de Fogo nos Biomas Brasileiros: Coleção 4 do MapBiomas Fogo, leva em consideração os registros de incêndios entre os anos de 1985 e 2024. Durante esse período, o Pantanal se destaca como o mais afetado pelo fogo.

Entre as principais causas por trás dos impactos da reincidência do fogo no Pantanal estão:

  • 🔥intervalo curto entre os incêndios;
  • secas prolongadas e regime hídrico alterado;
  • 🌲queimadas atingindo áreas florestadas;
  • 🌫️pressão climática externa;
  • 🚿falta de efetividade no manejo integrado do fogo;
  • 🐾perda de habitat e redução de fauna.

Em 2020, o Pantanal foi atingido pelo maior incêndio da história. Entre os meses de julho e setembro daquele ano, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 15.756 focos de calor no bioma, número recorde desde o início do monitoramento. Até então, o maior índice havia sido em 2005, com 12.536 focos identificados no mesmo período.

De acordo com o Relatório Anual do Fogo (RAF), o Pantanal tem a maior proporção de áreas queimadas com mais de 100 mil hectares – uma área equivalente a quase 100 mil campos de futebol. Essas grandes cicatrizes representam 19,6% do total de registros no bioma. O levantamento também mostra que 29,5% das áreas queimadas no Pantanal possuem entre 500 e 10 mil hectares.

Lançado pelo MapBiomas no dia 24 de junho, o levantamento analisa dados de satélite e aponta o bioma como o mais afetado por incêndios florestais nas últimas quatro décadas.

🤨Mas no que isso interfere atualmente?

Conforme dados da SOS Pantanal, cerca de 93% dos incêndios registrados no bioma, atingiram vegetações nativas que representam 71% das áreas queimadas, enquanto as pastagens responderam 4%.

De acordo com o biólogo e diretor de comunicação do Instituto S.O.S Pantanal, Gustavo Figueirôa, quando as queimadas ocorrem com alta intensidade e em frequência elevada, como tem sido registrado nos últimos anos, não há tempo suficiente para que a vegetação se recupere.

“A reincidência do fogo, em um intervalo muito curto de tempo, na mesma região em alta intensidade é muito negativo e é o que está trazendo esse empobrecimento da matéria orgânica da vida selvagem em cada lugar por onde ele passa”, pontuou.

Figueirôa destaca que, no passado, a água era predominante e os períodos de cheia duravam mais tempo e alagavam grandes áreas, o que ajudava a manter o fogo sob controle. Atualmente, esse cenário se inverteu. Segundo ele, a presença de água tem diminuído e, com ela, a vulnerabilidade ao fogo aumenta, sobretudo pela ação humana, por mais de 95% das ocorrências registradas.

“Essa falta de água tá correlacionada diretamente com a destruição no planalto, com o uso intensivo do solo na bacia do Alto Paraguaí, na região do entorno do Pantanal, que são onde estão as nascentes”, explicou.

O biólogo disse ainda que o Pantanal enfrenta um cenário cada vez mais crítico com as queimadas atingindo áreas florestadas, como capões e cordilheiras, que concentram alta diversidade de espécies e servem de abrigo e fonte de alimento para a fauna local.

Esses focos de incêndio, em muitos casos de alta intensidade e frequência, são impulsionados pela crescente pressão climática externa, marcada por secas severas e alterações no regime hídrico provocadas pelo desmatamento no entorno e no sul da Amazônia.

Além disso, o especialista afirmou que a ausência de um manejo integrado e efetivo do fogo tem agravado a situação, permitindo que incêndios recorrentes suprimam a regeneração da vegetação nativa e provoquem a perda de habitat. Como consequência, há uma redução drástica na fauna, com extinções locais de animais e empobrecimento da biodiversidade nas áreas afetadas.

Dinâmica do fogo

Em 2024, a área queimada no Pantanal cresceu 157% em relação à média histórica dos últimos 40 anos, segundo o MapBiomas Fogo. O coordenador de mapeamento do Pantanal no MapBiomas, Eduardo Rosa, informou que os dados históricos refletem a dinâmica do fogo no bioma, que está relacionada à vegetação natural e aos períodos de seca.

Ele ressaltou ainda que, no ano passado, o fogo avançou especialmente na região próxima ao Rio Paraguai, área que enfrenta um dos maiores períodos de seca desde a última cheia significativa, em 2018.

Milhões de hectares queimados

 

Brasil registrou, em 2024, cerca de 30 milhões de hectares queimados, — Foto: Thiago Gadelha/SVM

Brasil registrou, em 2024, cerca de 30 milhões de hectares queimados, — Foto: Thiago Gadelha/SVM

O Brasil registrou, em 2024, cerca de 30 milhões de hectares queimados, o que representa um aumento de 62% em relação à média histórica anual, conforme o Relatório Anual do Fogo. O volume expressivo consolidou o ano como um dos mais críticos desde o início da série histórica, em 1985.

Desde então, o país já teve 206 milhões de hectares afetados pelo fogo ao menos uma vez, o equivalente a 24% de todo o território nacional ou à soma das áreas dos estados do Pará e de Mato Grosso. O avanço mais preocupante ocorreu nos últimos dez anos: 43% de toda essa área queimada se concentrou nesse período, apontando uma escalada recente das queimadas.

Além disso, o relatório mostra uma forte concentração sazonal dos incêndios: 72% das queimadas ocorrem entre agosto e outubro, com o mês de setembro sozinho respondendo por um terço de toda a área atingida anualmente. Os dados reforçam a necessidade urgente de ações públicas integradas para prevenir e conter os incêndios, especialmente nos meses mais críticos do calendário climático.

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DAE de Várzea Grande lança mutirão com 98% de desconto em juros e multas de contas atrasadas

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Vereadores aprovaram programa que perdoa dívidas antigas e permite parcelamento em até 36 meses. Projeto aguarda sanção da prefeita Flávia Moretti

O Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) terá um programa especial de regularização de débitos para consumidores inadimplentes. A proposta foi aprovada pelos vereadores durante sessão ordinária realizada nesta terça-feira (11.08) e segue agora para sanção da prefeita Flávia Moretti.

A iniciativa cria condições especiais para que pessoas físicas e jurídicas possam regularizar dívidas de água e esgoto, oferecendo descontos expressivos sobre juros, multas e penalidades. Poderão ser negociados débitos cujos fatos geradores tenham ocorrido até 31 de dezembro de 2025, com condições de pagamento previstas até 31 de dezembro de 2026.

Para quem optar pelo pagamento à vista, o programa prevê desconto de até 98% sobre multas moratórias e juros de mora. Já os consumidores que precisarem parcelar poderão dividir os débitos em até 36 meses, com descontos que variam de acordo com o número de parcelas e podem chegar a 94%.

A proposta também contempla as multas de infração aplicadas pelo DAE-VG. Nesses casos, o abatimento poderá chegar a 80% para o pagamento à vista, ampliando as possibilidades de negociação para os usuários que possuem pendências junto à autarquia.

Além de representar uma oportunidade para o consumidor organizar a vida financeira e ficar em dia com o serviço de água e esgoto, a medida também tem impacto direto na sustentabilidade do sistema público de saneamento. A redução da inadimplência contribui para melhorar a capacidade financeira do DAE-VG e ampliar as condições da autarquia para realizar manutenção, investimentos e ações voltadas à melhoria do abastecimento de água e do esgotamento sanitário.

Para a Prefeitura de Várzea Grande, a iniciativa integra um conjunto de medidas voltadas ao fortalecimento da gestão pública e à recuperação da capacidade de investimento do Município. Ao criar condições para que o cidadão regularize seus débitos, o Poder Público também busca recuperar recursos importantes para a continuidade e a qualificação dos serviços prestados à população.

A proposta estabelece uma relação de corresponsabilidade: o consumidor ganha uma oportunidade concreta para regularizar sua situação, enquanto o Município fortalece a estrutura financeira necessária para garantir serviços públicos mais eficientes. A medida ocorre em um momento em que a Administração Municipal trabalha para reorganizar as finanças e fortalecer o DAE-VG, buscando superar dificuldades acumuladas ao longo dos anos e criar condições para investimentos estruturantes no sistema de abastecimento e saneamento.

“Estamos dando ao cidadão uma oportunidade real de colocar sua situação em dia, com descontos importantes e condições acessíveis. Ao mesmo tempo, estamos fortalecendo o DAE-VG para que tenha condições de investir, melhorar o abastecimento e oferecer um serviço cada vez mais eficiente. É uma medida de responsabilidade com o dinheiro público e, principalmente, de respeito à população”, afirmou a prefeita Flávia Moretti.

Com a aprovação pela Câmara Municipal, o projeto segue para análise e sanção do Poder Executivo. Após a regulamentação e o início da vigência, os consumidores poderão procurar o DAE-VG para consultar suas pendências e verificar as condições disponíveis para negociação.

A regularização dos débitos representa, assim, uma oportunidade para o consumidor ficar em dia e, simultaneamente, contribuir para o fortalecimento financeiro do sistema de abastecimento de água e esgotamento sanitário de Várzea Grande.

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Saneamento em pauta: VG convoca moradores para debater novo modelo de abastecimento

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Estudos feitos pela Fipe serão apresentados nesta quarta (12). Encontro é a última chance de envio de sugestões antes do projeto ir para a Câmara

A Prefeitura de Várzea Grande promove, na quarta-feira, 12 de agosto, às 18h30 horas, no Ginásio Poliesportivo Fiotão, a Audiência Pública para apresentação da atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), documento que orientará, dentre outros pontos, o planejamento do abastecimento de água e do esgotamento sanitário do município para os próximos anos.

A audiência integra o Programa Acelera VG Água, iniciativa criada para conduzir a atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico e os estudos técnicos que subsidiarão a definição do modelo de prestação dos serviços públicos de água e esgoto.

De acordo cm a secretária de Assuntos Estratégicos, Ina de Maria, durante o encontro serão apresentados os principais resultados dos estudos realizados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), responsável pela elaboração do diagnóstico e das propostas técnicas que servirão de base para o planejamento do saneamento municipal.

“O documento passou por um amplo processo de participação popular, incluindo reuniões nas regiões Central, Norte, Sul, Leste e Oeste da cidade, apresentação ao Poder Legislativo, ao Conselho Municipal de Saneamento Básico e ao Conselho da Cidade, além da consulta pública disponibilizada no portal oficial do programa. Agora, a audiência pública, representa oportunidade para que a população apresente sugestões antes da consolidação do Plano, que posteriormente será encaminhado à Câmara Municipal”, detalhou Ina deMaria.

Os cidadãos podem consultar todos os documentos técnicos, notícias, cronologia, estudos e o Plano atualizado por meio do portal oficial do Programa Acelera VG Água. (http://aceleravgagua.varzeagrande.mt.gov.br)

Além da participação presencial, a população poderá encaminhar contribuições durante o período de consulta pública por meio do e-mail oficial do programa (aceleravgagua@varzeagrande2.mt.gov.br)

“O objetivo é garantir que a atualização do Plano reflita as necessidades atuais e futuras do município, fortalecendo o planejamento do saneamento básico e oferecendo segurança técnica e jurídica para as próximas etapas do processo”, acrescenta a secretária.

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Empresário sequestrado durante a madrugada é encontrado morto em área de mata em VG

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Dois homens encapuzados teriam se passado por policiais para entrar na residência

O empresário Wellington Eduardo da Costa, de 35 anos, foi encontrado morto nesta terça-feira (11), em uma área de mata no bairro Capão Grande, em Várzea Grande. Ele estava desaparecido desde a madrugada de segunda-feira (10), quando foi levado de uma residência no bairro São Benedito.

Segundo a Polícia Civil, dois homens encapuzados teriam se apresentado como policiais e invadido o imóvel por volta das 4h40. Wellington foi rendido e retirado do local à força.

Antes de fugir, os suspeitos ainda teriam levado dinheiro e dois celulares da vítima, sendo um iPhone e um Xiaomi. Desde então, familiares buscavam informações sobre o paradeiro do empresário.

A esposa de Wellington informou às autoridades que perdeu o contato com o companheiro depois que ele foi levado. O caso foi inicialmente registrado como sequestro e cárcere privado e encaminhado à Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO/Draco).

O corpo foi localizado durante a tarde desta terça-feira em uma região de mata no Capão Grande. A vítima apresentava sinais de violência e havia sido decapitada.

Com a localização do corpo, a Polícia Civil passou a investigar o homicídio, além de tentar identificar os responsáveis pelo sequestro e pela morte. A motivação do crime e uma possível participação de outras pessoas também serão apuradas.

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