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9 de maio de 2026

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‘Pedimos um Pronaf de R$ 90 bilhões, mas reconhemos o esforço do governo’ diz Sistema OCB

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O Plano Safra 2025/26 para a agricultura familiar totalizará R$ 89 bilhões. Do montante, R$ 78,2 bilhões são para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), aumento de 3% em relação aos R$ 76 bilhões disponibilizados na temporada 2024/25.

O coordenador do Ramo Pecuário da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), João Prieto, ressalta que a entidade havia solicitado ao governo que as linhas de crédito do Pronaf subissem para R$ 90 bilhões para atender as necessidades do setor.

No entanto, conforme ele, dado o contexto atual, considerando uma taxa Selic a 15% ao ano e as necessidades orçamentárias do governo federal em um momento em que as despesas continuam em alta e o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) foi barrado pelo Congresso, a entidade reconhece o esforço da equipe econômica do governo e do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) para ultrapassar o valor que estava em prática na safra atual, de R$ 76 bilhões.

“Embora reconheçamos esse esforço, tínhamos uma expectativa de um valor maior. Vamos avaliar, depois que saírem as resoluções, as especificidades, o quanto desse recurso está atrelado às taxas equalizadas e o quanto está atrelado a taxas controladas que não exigem equalização. A partir de então, veremos, realmente, o arranjo final desse processo para avaliar se as taxas que oneram mais as políticas públicas e atendem efetivamente a agricultura familiar ficaram em um arranjo que faça frente às necessidades do setor”, comenta.

O anúncio será formalizado nesta segunda-feira (30), às 11h, no Palácio do Planalto. O Canal Rural transmite a cerimônia ao vivo.

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Explosão de moscas-das-frutas ameaça pomares no Distrito Federal

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Foto: Embrapa

O Distrito Federal vive um paradoxo fitossanitário que pode frear uma das mais promissoras e atuais fronteiras da fruticultura brasileira. Se, por um lado, a vigilância rigorosa confirma que o DF é uma “área livre” de temidas pragas quarentenárias, como a mosca-da-carambola, por outro, os pomares locais enfrentam uma explosão populacional de espécies nativas e a chegada de uma nova invasora agressiva, a Drosophila suzukii.

O cenário é crítico para culturas sensíveis e de alto valor agregado, como o mirtilo, que corre o risco de se tornar economicamente inviável na região antes mesmo de consolidar sua recente expansão no Cerrado brasileiro.

O alerta é resultado de um projeto de pesquisa e de monitoramento iniciado em 2023 pelos pesquisadores Elisângela Fidelis e Marcelo Lopes, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, em parceria estratégica com a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (Seagri).

Os dados levantados por Fidelis e Lopes revelam que a infestação atual é seis vezes superior ao limite tolerável para o mercado comercial, criando uma barreira invisível para a exportação e prejuízos para o produtor.

Medição do perigo

A ciência utiliza uma métrica rigorosa para medir o perigo nos pomares: o índice Mosca/Armadilha/Dia (MAD). Trata-se de um indicativo técnico que determina o momento exato em que o produtor precisa intervir. Para que uma produção seja considerada segura, lucrativa e de alta qualidade, o índice deve permanecer abaixo de 0,5 moscas capturadas por dia em cada armadilha.

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Entretanto, o levantamento da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia em cultivos de goiaba do Distrito Federal encontrou números alarmantes chegando a 2,5 e 3,0 moscas capturadas por dia em cada armadilha. “A diversidade de espécies não aumentou drasticamente desde a década de 1990, mas a quantidade de indivíduos cresceu muito”, afirma Marcelo Lopes.

Esse excedente populacional gera um ciclo vicioso de destruição. As fêmeas depositam os ovos dentro dos frutos, as larvas crescem consumindo a polpa e provocam a queda prematura da produção.

“Se o produtor deixa a fruta no chão, ele está mantendo um berçário para a praga. O fruto cai, a larva sai dele, entra no solo para virar pupa e depois emerge como uma nova mosca pronta para atacar o restante da plantação”, detalha Lopes.

Barreiras internacionais e a “área livre”

Além do prejuízo direto na colheita, a superpopulação de moscas é o principal entrave à produção local chegar a mercados fora do DF, inclusive para produtores de maior porte que pretendem chegar a compradores de fora do Brasil.

Isso porque países da União Europeia, Estados Unidos, China e Japão impõem restrições severas à importação de frutas oriundas de áreas com alta infestação. O temor desses países é que os frutos levem larvas “escondidas” que, ao chegarem ao destino, possam infestar seus próprios territórios.

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Apesar desse desafio interno, a pesquisadora Elisângela Fidelis aponta um dado que é um positivo e estratégico para o país: o Distrito Federal permanece livre de pragas quarentenárias, como a mosca-da-carambola (Bactrocera carambolae) e a mosca-oriental (Bactrocera dorsalis).

Atualmente, a mosca-da-carambola está restrita a estados do Norte, como Amapá, Amazonas, Pará e Roraima, sob um rígido programa de erradicação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

“O trânsito de pessoas e mercadorias em áreas urbanas é o maior risco para a introdução dessas pragas no Distrito Federal”, alerta Elisângela. Ela explica que o transporte informal de frutas em bagagens de viajantes é a principal via de dispersão. Uma única fruta infestada trazida de uma viagem pode destruir o status sanitário de toda uma região produtora em poucos dias.

Potencial da praga

A grande novidade negativa para a fruticultura do Cerrado é a detecção da Drosophila suzukii. Diferente das moscas-das-frutas comuns, que geralmente atacam frutos já feridos, podres ou caídos, esta espécie possui uma característica devastadora: ela consegue perfurar a casca de frutas intactas e de pele fina enquanto elas ainda estão no pé.

“Diferente das outras moscas que conhecemos, a suzukii consegue perfurar a casca de frutos perfeitamente sadios”, explica o pesquisador Marcelo Lopes. Segundo ele, a entrada dessa espécie exige uma mudança drástica de postura.

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Os pesquisadores contam que o mirtilo e o morango são apostas de diversificação para o pequeno e médio produtor do Distrito Federal e entorno. Eles enfatizam que, sem um controle rigoroso, o valor comercial dessas frutas pode ser reduzido a zero, já que a presença de uma única larva inviabiliza a venda para grandes redes e mercados externos.

Monitoramento

Para manter o monitoramento em dia e garantir a detecção precoce de qualquer invasora, os pesquisadores instalaram armadilhas em pontos estratégicos de circulação, como as Centrais de Abastecimento (Ceasa), feiras permanentes e propriedades rurais.

Estas armadilhas contêm substâncias que atraem os machos das espécies para uma base colante, permitindo que os cientistas identifiquem rapidamente o que está circulando no ambiente.

Vigilância constante

Elisangela Fidelis e Marcelo Lopes são enfáticos: a consolidação dos dados levantados no projeto de monitoramento das moscas-das-frutas é como um alerta às autoridades, produtores e à própria sociedade. Segundo os pesquisadores, é possível reduzir os índices de infestação para que o polo de fruticultura do Distrito Federal não seja apenas produtivo, mas também competitivo em nível global.

Com a aplicação correta das técnicas de manejo e a vigilância constante, o Distrito Federal tem o potencial de superar a crise das moscas-das-frutas e se tornar uma referência na produção de frutas finas para o Brasil e para o mundo.

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‘Sempre vi nessa cultura uma boa fonte de renda’, diz produtor de região que lidera cultivo de goiaba

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Foto: Jaelson Lucas/Arquivo AEN

A produção de goiaba está em ascensão em São Paulo, transformando o estado em um polo nacional de cultivo para esta fruta que ganha cada vez mais destaque no Brasil. A região de Jaboticabal, no interior paulista, é um centro de produção chave que tem atraído crescente atenção.

O setor de goiaba em São Paulo demonstra um forte desempenho, conforme o levantamento de safra de 2025 do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA).

A goiaba destinada à indústria lidera em volume e estrutura, com 953.494 pés em produção e um total de 215.223 pés novos, projetando uma colheita robusta de 83 mil toneladas. Já o cultivo de goiaba para mesa registrou 579.539 pés em fase produtiva e 28.991 pés novos, com uma estimativa de produção de 45,5 mil toneladas no estado.

Nestes números, a região de Jaboticabal se destaca como a maior produtora da fruta do estado, se consolidando como o principal pólo produtor tanto da goiaba de mesa, como voltada para a indústria. 

Na goiaba de mesa, o polo registrou mais de 24 mil toneladas produzidas em 2025. Já na fruta para indústria, produção voltada para fabricação de doces, sucos e polpas, foram registradas mais de 75 mil toneladas.

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Posição de liderança

Este volume coloca Jaboticabal em uma posição de grande liderança, registrando até 15 vezes mais do que a segunda regional mais forte na goiaba para indústria, que é Araraquara.

Técnico da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) em Jaboticabal, Francisco Maruca explicou alguns motivos que fazem a região ser uma potência na produção da fruta, e as condições que ajudam o cultivo no local.

“Jaboticabal e região consolidam-se como referência na produção de goiaba, unindo condições naturais privilegiadas a um parque industrial moderno e idôneo. O resultado é um modelo produtivo resiliente, que garante qualidade desde o cultivo sustentável até o processamento de excelência”, disse Maruca.

Relevância vista na lavoura

Segundo dados do último levantamento Censitário das Unidades de Produção Agropecuária (Lupa) a regional de Jaboticabal conta com 549 propriedades dedicadas à cultura da goiaba.

Produtor de goiaba há mais de 30 anos, José Donizete de Grande viu na cultura uma boa oportunidade de aumentar sua renda com as plantações, destacando a excelência do fruto e as técnicas para garantir uma produção de alta qualidade.

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“Sempre vi nessa cultura uma boa fonte de renda, pois frutos de qualidade sempre encontram um mercado que deixa margem. Mas, para isso acontecer, é preciso qualificação de mão de obra e conhecimento profundo”, disse José.

Ao priorizar a qualidade do fruto e a eficiência técnica, o setor e a região seguem contribuindo para manter a goiaba paulista como um pilar estratégico do agronegócio.

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Projeto apresenta girassóis semeados com uso da IA

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Foto: divulgação/Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

O Projeto Flores para Todos levou o uso da inteligência artificial (IA) no planejamento de cultivo do girassol de corte para a Feira Nacional da Soja (Fenasoja).

É a primeira vez que o projeto de extensão da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) participa da feira multissetorial em Santa Rosa. A iniciativa pode ser conferida no Espaço Emater/RS-Ascar até este domingo (10), quando o evento termina.

A semeadura das flores apresentadas no estande da feira foi feita com o Planeja Girassol, aplicativo que usa técnicas de inteligência artificial desenvolvido na UFSM.

O aplicativo, disponível na Play Store e Apple Store, apresenta com base em dados sobre clima do município e da espécie escolhida, qual a melhor data para semear. Assim, os participantes podem conferir na prática o uso da IA no cultivo de flores. 

Conforme explica o coordenador nacional do Flores para Todos, o professor Nereu Augusto Streck, as etapas do cultivo e as práticas de manejo do girassol foram realizadas pelos extensionistas da Emater/RS-Ascar seguindo o protocolo nacional do projeto. 

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“Essa combinação de ferramentas de inteligência artificial e o manejo técnico resultaram em plantas floridas que encantam os visitantes desde o primeiro dia da feira”, comemora o professor.

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