Connect with us
11 de maio de 2026

Business

Preço do milho pode sofrer nova pressão com conflito entre Irã e Israel

Published

on


O preço do milho pode sofrer nova pressão com o conflito no Oriente Médio. Isso porque o Irã foi o terceiro maior comprador do cereal mato-grossense em 2024. Diante desse cenário e da expectativa de mais uma safra robusta no estado, especialistas alertam que os produtores devem estar atentos aos impactos geopolíticos, que também podem influenciar nos custos da próxima temporada de soja.

Em 2024, Mato Grosso enviou para o Irã 2,4 milhões de toneladas de milho, conforme dados da Secretária de Comércio Exterior (Secex).

Já em 2025, das 2,15 milhões de toneladas de milho exportadas, 487,2 mil toneladas tiveram o país do Oriente Médio como destino, ficando atrás do Egito, que lidera os embarques do estado com 587,3 mil toneladas.

A tensão entre Irã e Israel se soma a outros conflitos em andamento, como a guerra entre Rússia e Ucrânia, países que juntos, são grandes fornecedores de fertilizantes e petróleo.

Advertisement

“O Irã acaba sendo um participante interessante nas nossas exportações. Não vai ser o principal, algo que vai impactar, que vai fazer o preço despencar talvez, mas, vai ser outra pressão para esse preço que já tem caído. Então, realmente, é uma preocupação em relação aos preços”, analisa o coordenador de Inteligência de Mercado do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Rodrigo Silva.

Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

O reflexo das disputas entre os países do Oriente Médio vai além das exportações, segundo o especialista, e pode pesar no bolso do produtor mato-grossense que já vem lidando com margens pressionadas.

Dentro da porteira, destaca Rodrigo ao projeto Mais Milho, do Canal Rural Mato Grosso, o impacto deverá ser no custo das operações mecanizadas com uma possível escalada de preço no barril do petróleo, uma vez que o preço do óleo diesel já vem aumentando. Já da porteira para fora, o impacto também é ligado ao combustível, uma vez que ele é o componente do frete de maior peso.

Safra 25/26 de cautela nas compras

Para a safra 2025/26, a aquisição dos insumos caminha com cautela. O cenário global e brasileiro incerto faz com que muitos produtores reavaliem os investimentos.

Dentro e fora do campo, o produtor, salienta o especialista do Imea, terá que que seguir atento, uma vez que as decisões tomadas agora, podem definir os resultados da próxima safra.

Advertisement

Conforme Rodrigo, no que tange a próxima safra de soja, cujo plantio inicia em setembro, 60% dos insumos já foram adquiridos pelos produtores de Mato Grosso.

“Quando olhamos esses 60% de insumos comprados para a safra que vem de soja, a gente está atrasado com relação aos últimos anos. Nesse mesmo período, na média dos últimos cinco anos, estamos atrasados em 15 pontos percentuais. Isso indica que o produtor está segurando. Temos essa questão dos fertilizantes. O que vai impactar potencialmente é essa região produtora de nitrogenados com preços aumentando um pouco. Se esse conflito tomar o corpo que o ucraniano e russo tomou, talvez a gente veja uma outra escalada nos fertilizantes, principalmente nitrogenados”.

+Confira mais notícias do projeto Mais Milho no site do Canal Rural

+Confira mais notícias do projeto Mais Milho no YouTube


Clique aqui, entre em nossa comunidade no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Business

Canetas emagrecedoras: o impacto no frango e na demanda por grãos

Published

on


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O número de usuários de canetas emagrecedoras no mundo pode ultrapassar os 100 milhões até 2030, segundo relatório da Cogo Inteligência em Agronegócio. Esse resultado deve-se à quebra de patentes de marcas como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, fazendo com que os preços caiam exponencialmente e o consumo aumente.

Com a demanda crescente, aumenta também a preocupação com a possível redução do consumo de alimentos, uma vez que esse tipo de medicamento diminui o apetite de quem usa. Embora essa seja a lógica imediata, o estudo indica o oposto para o setor de grãos e para o consumo de proteína animal, com destaque para a carne de frango e os ovos.

Em um contexto em que o consumidor procura saciedade prolongada, as chamadas “proteínas magras” tendem a ser impactadas com maior intensidade. Segundo o relatório, as exportações brasileiras de carne de frango podem ter um incremento de 12% a 15% no médio prazo.

Mudança na dieta e no comportamento

Em relatório lançado em abril deste ano, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) já indica uma mudança estrutural no perfil do consumo global de proteínas.

O setor de ovos, por exemplo, atingiu a produção recorde de 62,3 bilhões de unidades em 2025. Segundo a ABPA, esse crescimento decorre da desmistificação do produto, que agora se consolida como essencial e saudável para o consumidor.

Advertisement

Em relação à carne de frango, a entidade aponta que o consumo per capita se manteve elevado no ano passado, com 46,7 kg por habitante.

Oportunidades estratégicas para o Brasil

Diante desse cenário, surgem oportunidades estratégicas para o setor exportador de grãos. Isso porque o aumento do consumo dessas proteínas eleva a demanda por ração, que é composta majoritariamente por milho e farelo de soja, com cerca de 60% e 25%, respectivamente.

As projeções da consultoria indicam que em um cenário otimista de 5 a 7 anos, a demanda para uso em ração pode crescer até 10% para o cereal e 12% para o derivado da soja.

Além dos impactos nos embarques brasileiros, outro ponto destacado no relatório é a ascensão dos Smart Foods — alimentos formulados para maximizar a saciedade e a densidade nutricional. Com isso, abrem-se oportunidades para frigoríficos investirem nesse mercado.

Por outro lado, não são todos os setores que deverão ser beneficiados. Para ultraprocessados, carboidratos e açúcares, a perspectiva é de queda significativa no consumo, o que indica uma virada nos hábitos alimentares que irá demandar cada vez mais resiliência e mudança nas estratégias.

Advertisement

.

O post Canetas emagrecedoras: o impacto no frango e na demanda por grãos apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Valtra aposta nos motores biometano com economia de até 40% no agro

Published

on

Em meio a uma guerra no Oriente Médio que elevou o preço dos combustíveis fósseis e aumentou ainda mais a pressão sobre a rentabilidade do produtor rural brasileiro, as grandes indústrias de máquinas agrícolas trouxeram para a Agrishow, maior feira agrícola de tecnologia da América Latina, em Ribeirão Preto (SP), uma alternativa comum de descarbonização: os motores a etanol. A escolha do combustível se deve à vocação natural do país e aos aumentos de produção a partir do milho.

A tecnologia para mover os tratores e outrasmáquinas agrícolascom o etanol, no entanto, ainda está em testes, fase que antecede a validação. A Valtra é a única que faz uma estimativa de lançamento comercial do motor.

“As máquinas já completaram mais de 10 mil horas de testes em fazendas de cana de parceiros. Estamos agora na fase de pequenos ajustes, como a curva de potência, mas estamos maduros para entrar firme no mercado em 2027”, diz Cláudio Esteves, diretor de vendas da empresa do grupo AGCO.

A Fendt aposta no motor elétrico, que já está sendo comercializado na Europa e Estados Unidos. Mas também está testando outras opções de combustível. Marcelo Traldi, vice-presidente da Fendt e Valtra na América do Sul, diz que o motor elétrico pode vir para as máquinas da marca no Brasil, mas isso ainda não está decidido.

“Já temos a solução elétrica pronta, mas sabemos da dificuldade de recarga. Estamos trabalhando para trazer a melhor solução e superar as dificuldades, visando redução de consumo de combustível e utilização correta de todos os insumos.”

Advertisement

Torsten Dehner, vice-presidente global da Fendt, diz que o trator elétrico desenvolvido na Alemanha promete uma economia de até 20% em combustível nas operações no campo. A marca premium da AGCO trabalha o desenvolvimento de um trator híbrido.

“O ponto central é que não existe uma solução única. A transição energética no agro será híbrida e complementar: eletrificação, biometano, etanol e biodiesel atendem a diferentes perfis de operação, regiões e realidades produtivas.”

“O etanol do milho vai mudar a pressão sobre o uso desse combustível. A grande questão a ser respondida ainda é o poder calorífico do motor porque a máquina exige um torque maior.”

 

Biometano

 

Advertisement

Trator a biometano da Valtra — Foto: Eliane Silva/Globo Rural

Trator a biometano da Valtra — Foto: Eliane Silva/Globo Rural

Além do etanol, a Valtra aposta no biometano, combustível produzido com o passivo ambiental das propriedades, como os dejetos da suinocultura, criando um modelo de economia circular.

Nesse caso, os testes já somaram 20 mil horas e o lançamento está previsto para 2028. Segundo Esteves, atualmente as máquinas das marcas do grupo AGCO equipadas com a transmissão CVT entregam uma economia de 15% de diesel.

“Assumimos o compromisso em 2017 de explorar no Brasil o trator movido a biometano. As vendas vão se consolidando. Temos a ferramenta pronta para uso em várias culturas, como café e suinocultura, mas é na cana que a tecnologia tem sido mais adotada”, diz o diretor, que não revela o total de unidades vendidas desde o lançamento. Só diz que está na casa de dezenas.

Segundo as informações os tratores a biometano oferece a mesma potência do diesel, com uma economia de até 40%.

Advertisement
Continue Reading

Business

Imea estima 48,8 mi/t de soja na safra 26/27; milho é a maior preocupação

Published

on


Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

A safra 2026/27 de soja em Mato Grosso deve registrar uma produção de 48,882 milhões de toneladas. É o que estima a primeira projeção para o ciclo do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A cautela na oleaginosa aponta um volume 5,19% menor que o colhido no ciclo 2025/26, influenciada pelas incertezas climáticas e, principalmente, com os custos operacionais diante dos preços dos insumos, visto as tensões geopolíticas no Estreito de Ormuz. Fatores, inclusive, que preocupam em relação ao milho segunda safra, segundo o setor produtivo.

De acordo com o Imea, a área da safra futura deve crescer 0,25% e ficar em 13,046 milhões de hectares, “configurando como o possível menor crescimento dos últimos anos”, o que reflete um ambiente mais desafiador para o produtor rural.

Em relação a produtividade, a projeção aponta 62,44 sacas por hectare, decréscimo de quatro sacas por hectare em comparação às últimas duas safras, que registraram patamares recordes próximos a 66 sacas por hectare. O Instituto explica que a “redução está associada, principalmente, à mudança no padrão climático, com a transição de um cenário de La Niña, que favoreceu o desempenho recente das lavouras, para um ambiente com maior influência de El Niño, historicamente relacionado à impactos negativos no desenvolvimento da soja no estado”.

Milho é a maior preocupação

A perspectiva anunciada pelo Imea, na avaliação do presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Costa Beber, “é um número mais realistas” para o momento vivido. Conforme ele, além da questão do diesel, os fosfatados também passam pela região do Estreito de Ormuz.

Advertisement

Beber afirma que são grandes as preocupações dos produtores rurais mato-grossenses com o ciclo 2026/27 diante das tensões geopolíticas, em especial com o milho.

“Nós temos uma forte preocupação, já que o milho tem segurado um pouco da rentabilidade do produtor rural. Nós já temos o conflito da Rússia com a Ucrânia e temos agora esse conflito no Irã, que é um grande fornecedor de nitrogenados aqui para o país e um grande importador de milho”, pontua em entrevista ao Canal Rural Mato Grosso.

O presidente da Aprosoja-MT frisa que a tendência para o próximo ciclo é uma redução de investimento em tecnologia, visando uma diminuição dos custos para que o produtor rural “consiga ter uma rentabilidade razoável”.


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

O post Imea estima 48,8 mi/t de soja na safra 26/27; milho é a maior preocupação apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.

Advertisement
Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT