Politica
Tribunal de Contas aponta que Governo pode dividir licitações de obras públicas em lotes

O Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) apontou que as licitações para obras e serviços de engenharia podem ser divididas em lotes distintos, separando a aquisição de materiais da contratação da mão de obra. A decisão, aprovada m sessão do Plenário Virtual e apresentada em reunião nesta segunda-feira (23), responde a consulta formulada pelo Governo do Estado em abril e deve acelerar, entre outras obras, o Programa Estadual de Construção de Creches.
Durante a reunião, o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, destacou junto ao vice-governador, Otaviano Pivetta, que a instituição vem atuando para reduzir a burocracia e dar mais agilidade às políticas públicas. “Nosso objetivo é garantir segurança jurídica aos gestores, sem criar obstáculos desnecessários, principalmente em ações que impactam diretamente a população”, pontuou.
O presidente da Comissão Permanente de Educação e Cultura (Copec), conselheiro Antonio Joaquim, que acolheu a demanda apresentada pelo governo, ressaltou que a orientação do TCE-MT cria as condições necessárias para o avanço da construção de creches nos municípios. Isso porque, o orçamento estadual prevê o repasse de R$ 120 milhões às prefeituras para essa finalidade ao longo dos próximos três anos.
“Os prefeitos têm problema de executar, porque entram empresas especializadas entre aspas em licitações, ganham e não cumprem o contrato. Então, a proposta é para facilitar a execução, com o recurso do orçamento disponível, e fazer com que as creches fiquem prontas ainda este ano. Isso agiliza o processo”, afirmou o conselheiro.
Em sua avaliação, a decisão se tornará referência para o Brasil. “Isso, com certeza, gera uma facilidade enorme e desenvolvimento econômico local, porque você cria condições para as pessoas da localidade participarem dessas obras. Tenho certeza de que muitos estados e muitos tribunais de contas vão tomar essa iniciativa para facilitar a execução das obras.”
À frente da iniciativa no Governo, Pivetta defendeu que esse modelo de contratação traz impactos positivos para a economia local. “Com esse parecer, o Tribunal orienta que poderão ser feitas duas licitações: uma para comprar o material, que vai movimentar o comércio local, e outra para a mão de obra, estimulando o pequeno construtor, aquele que não tem assessoria jurídica ou conhecimento da burocracia pública.”
Ao elogiar a rapidez com que o Tribunal analisou a consulta, o vice-governador destacou ainda que a proposta garante segurança e qualidade às obras públicas. “Atualmente, as licitações são feitas para comprar a obra pronta. Isso, além de ser mais caro, permite que empresas pouco qualificadas ganhem as licitações e depois não façam as obras, o que leva a um drama sem fim, e a sociedade não recebe o benefício da obra pronta.”
Sob relatoria do conselheiro Valter Albano, o processo foi aprovado por unanimidade na sessão do Plenário Virtual realizada na última semana. De acordo com o documento, a adoção deste modelo licitatório deve ser devidamente justificada no Estudo Técnico Preliminar (ETP), que precisa demonstrar a viabilidade técnica e a vantajosidade econômica da separação.
Albano, que preside a Comissão Permanente de Normas e Jurisprudência (CPNJur), apontou ainda que as gestões podem adotar soluções previstas na Mesa Técnica nº 03/2022 e na Decisão Normativa nº 04/2022 – PP, referentes ao credenciamento para contratação de obras e serviços de engenharia. Os procedimentos devem seguir os dispositivos previstos na Lei nº 14.133/2021 e no Decreto Estadual nº 1.525/2022.
Também participaram da reunião o conselheiro Guilherme Antonio Maluf, o procurador-geral do Ministério Público de Contas (MPC), Alisson Alencar, e o consultor jurídico-geral do Tribunal, Grhegory Maia.
Agro Mato Grosso
ALMT derruba veto e garante programa MT Trifásico com investimento de R$ 1,4 bilhão

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) derrubou, por unanimidade, o veto do Poder Executivo ao projeto de lei que institui o programa MT Trifásico, iniciativa voltada à ampliação da rede elétrica trifásica em áreas rurais e assentamentos do estado. A medida consolida juridicamente um dos maiores projetos de infraestrutura energética já planejados para o setor produtivo mato-grossense.
De autoria do deputado estadual Diego Guimarães, o projeto foi apresentado em novembro de 2024 após demandas apresentadas por produtores rurais, agricultores familiares e representantes do agronegócio preocupados com os problemas provocados pelas redes monofásicas, que frequentemente registram oscilações e interrupções no fornecimento de energia.
Com a decisão dos parlamentares, o programa passa a contar com respaldo legal e fiscalização permanente da Assembleia Legislativa.
Programa prevê R$ 1,4 bilhão em investimentos
O MT Trifásico foi estruturado por meio de uma parceria entre o Governo de Mato Grosso e a concessionária Energisa.
O planejamento prevê investimentos de R$ 1,4 bilhão entre 2026 e 2030, sendo:
- R$ 700 milhões aportados pelo Governo de Mato Grosso;
- R$ 700 milhões investidos pela Energisa.
Os recursos serão destinados à implantação de aproximadamente 5 mil quilômetros de novas redes trifásicas em diversas regiões do estado.
Energia mais estável para o campo
O principal objetivo do programa é substituir gradativamente as antigas redes monofásicas por estruturas mais modernas e eficientes.
A energia trifásica oferece maior capacidade de carga e estabilidade, permitindo a utilização de equipamentos de alta potência utilizados na produção rural.
Entre os benefícios esperados estão:
- Redução das quedas de energia;
- Menor oscilação no fornecimento;
- Maior eficiência para sistemas de irrigação;
- Operação de secadores de grãos e equipamentos agrícolas;
- Ampliação da agroindustrialização nas propriedades rurais.
Segundo estimativas apresentadas durante o lançamento do programa, cerca de 1,7 milhão de consumidores atendidos pela Energisa poderão ser beneficiados direta ou indiretamente pelos investimentos.
Agricultura familiar também será beneficiada
Além das grandes propriedades rurais, o programa prevê impactos positivos para a agricultura familiar.
Com energia mais estável, pequenos produtores poderão ampliar processos de automação e investir em agroindústrias de pequeno porte, agregando valor à produção local.
A expectativa é que a melhoria da infraestrutura energética estimule novos negócios, gere empregos e fortaleça a economia de diversos municípios mato-grossenses.
Turismo no Pantanal entra no planejamento
Um dos pontos incorporados ao programa é a ampliação da rede trifásica para a região da Transpantaneira, em Poconé.
A medida busca fortalecer a infraestrutura necessária para o desenvolvimento do turismo sustentável no Pantanal.
Empresários do setor avaliam que a melhoria do fornecimento de energia poderá favorecer hotéis, pousadas, restaurantes e empreendimentos turísticos instalados na região.
Assembleia terá papel na fiscalização
Com a aprovação definitiva da proposta, a Assembleia Legislativa passa a integrar o Conselho Gestor do programa.
O colegiado será responsável por acompanhar a execução dos investimentos e contará também com representantes da:
- Casa Civil;
- Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz);
- Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf);
- Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec).
A participação do Legislativo tem como objetivo ampliar a transparência e o monitoramento da aplicação dos recursos.
Infraestrutura energética é vista como estratégica
A modernização da rede elétrica é considerada uma das prioridades para sustentar o crescimento econômico de Mato Grosso nos próximos anos.
Maior produtor de grãos do país e líder nacional em diversas cadeias do agronegócio, o estado depende de infraestrutura adequada para ampliar a competitividade do setor produtivo.
A expansão da rede trifásica também é vista como fator importante para atrair novos empreendimentos industriais, estimular investimentos privados e fortalecer a interiorização do desenvolvimento econômico.
Com previsão de execução até 2030, o MT Trifásico deverá se tornar um dos maiores programas de infraestrutura energética rural já implantados em Mato Grosso.
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Vereadora Dra. Mara convoca Assistência Social para esclarecer políticas voltadas à população em situação de rua na Capital

A vereadora Dra. Mara protocolou na Câmara Municipal de Cuiabá um requerimento de convocação da secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela de Oliveira, para prestar esclarecimentos sobre as políticas públicas destinadas à população em situação de rua no município.
O requerimento, protocolado sob o Processo nº 21601/2026, solicita que a secretária compareça ao plenário da Câmara para apresentar dados oficiais, relatórios e informações atualizadas sobre as ações desenvolvidas pela pasta. Entre os pontos cobrados estão a quantidade estimada de pessoas em situação de rua em Cuiabá, programas de acolhimento, assistência social, reinserção social, estrutura de atendimento e aplicação de recursos públicos.
Segundo a parlamentar, a convocação busca ampliar a transparência e fortalecer o acompanhamento das ações do Poder Executivo diante do aumento da demanda social relacionada à população em vulnerabilidade.
“O Poder Legislativo tem o dever de fiscalizar e acompanhar de perto as políticas públicas executadas pelo município, especialmente em temas sensíveis como a assistência às pessoas em situação de rua”, destaca o documento apresentado pela vereadora.
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Lideranças do agro destacam decisões de MT sobre Fethab I agro.mt

O presidente da Associação dos Criadores do Norte de Mato Grosso (Acrinorte), Moisés Debastiani, afirmou que os investimentos realizados pelo Governo de Mato Grosso têm chegado também a regiões mais afastadas dos principais eixos de desenvolvimento.
A fala ocorreu durante a abertura da Norte Show 2026, nesta terça-feira (21), em Sinop.
“Às vezes a gente não percebe o que está sendo feito nos rincões do Estado. Para quem está aqui no eixo da BR-163, a duplicação já é uma realidade, mas o trabalho chega também ao interior. Eu tenho propriedade em Feliz Natal e sei o quanto aquele asfalto até a linha fez diferença para nós”, afirmou.
Moisés também destacou a importância da atuação conjunta entre entidades e poder público para atender demandas da população e do setor produtivo.
“As associações têm o papel de levar as demandas para quem pode resolver. Muitas melhorias, como infraestrutura e serviços, passam pelas decisões políticas”, disse.
Já o presidente do Sindicato Rural do município, Ilson José Redivo, destacou medidas recentes do Governo do Estado voltadas ao setor produtivo, especialmente em um cenário de custos elevados e dificuldades econômicas.
“Quero agradecer ao governador Otaviano Pivetta pela decisão de congelar o Fethab neste ano e por não reeditar o Fethab 2. O setor está passando por um momento difícil, com custo alto de insumos e preços baixos dos produtos, e essa decisão mostra sensibilidade com quem está produzindo”, afirmou.
Segundo ele, o momento exige equilíbrio para garantir a continuidade da produção no campo. “A gente entende que é um cenário que vai se ajustar, mas essas medidas ajudam o produtor a seguir trabalhando”, completou Redivo.
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