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Sustentabilidade

Possível taxação da Letra de Crédito do Agronegócio gera reação do setor – MAIS SOJA

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, incluiu a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) em um pacote para compensar os ajustes no decreto que aumenta o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O que hoje é zero pode passar a 5% de IR. As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) estão na mesma situação.

O governo editou uma Medida Provisória mas que ainda precisa passar pelo Congresso Nacional, para não perder a validade e se tornar, de fato, lei. A cobrança só passaria a valer para novas emissões a partir de 2026, mas o plano do Ministério da Fazenda levantou o sinal de alerta no setor, pois atinge uma fonte de recursos cada vez mais importante para o crédito rural.

Com contribuições cada vez mais expressivas nas edições recentes do Plano Safra, a LCA pode se tornar mais cara caso venha a ser tributada como imposto de renda, e consequentemente menos competitiva em relação a outras opções de investimento na carteira das instituições financeiras, como um CDB (Certificado de Depósito Bancário), por exemplo.

Em nota técnica, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) lembra que o governo federal promoveu outras mudanças na LCA. Ampliou de 50% para 60% o direcionamento dos recursos do título para o crédito rural e reduziu de nove para seis meses o prazo de rentabilidade do investimento.

Para a entidade, cobrar o imposto de renda só vai desestimular o investidor, indo na contramão de outras medidas que poderiam tornar o título mais atrativo, tais como manter a isenção tributária para pessoas físicas; elevar exigibilidade no crédito rural para 85%; reduzir o prazo de rentabilidade das LCAs para 90 dias; possibilitar que os estoques de LCA sigam a regra de vigência na sua aplicação, até o fim de sua validade.

FPA se posiciona e alerta para efeitos da medida já no curto prazo

Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) também reagiu com veemência. Em nota oficial, a entidade afirma que “manifesta profunda preocupação com a proposta de tributação em 5% dos rendimentos de LCAs e LCIs, hoje isentos para pessoas físicas. A medida compromete uma fonte essencial de crédito rural, especialmente para médios produtores e cooperativas, além de encarecer o financiamento do setor em meio a juros altos e queda nas commodities. A conta será paga pelo consumidor que receberá o repasse no preço dos alimentos. As LCAs são base do financiamento agropecuário e estruturam o Plano Safra

O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (PP-PR), disse que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) garantiu que não há compromisso com a aprovação da proposta do governo de taxar os rendimentos das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs). A senadora e ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina (PP-MS) também se manifestou contra a medida. Ela disse, em entrevista coletiva na sede da entidade: “As três principais fontes para você fazer e chegar na equalização de juros são depósito à vista, poupança rural e LCAs. Então, se você diminui, você já vai entrar manco para o próximo Plano Safra”.

Apesar da repercussão negativa, o governo minimizou o impacto da taxação das LCAs. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou ontem que a eventual cobrança de 5% de Imposto de Renda sobre os rendimentos de pessoas físicas que investem nas Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) deve ter impacto “quase zero” nos juros do crédito rural aos produtores. Ele falou justamente após reunião com membros da FPA na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados.

Já o Ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, afirmou que a possível taxação não afetaria o preço dos alimentos no Brasil, já pressionados pela inflação. Segundo ele, esses títulos financiam apenas “grandes exportadores”, em entrevista dada ao programa Bom dia, Ministro, da EBC. Teixeira também criticou a postura do Congresso Nacional, que tem se posicionado contra as tentativas do governo de aumentar impostos.

Nesse clima tenso, o anúncio oficial do Plano Safra 2025/2026 se aproxima, com o setor agropecuário em alerta para temas sempre sensíveis do pacote, tais como equalização de juros e estímulos ao pequeno produtor. Num ciclo turbulento próximo do fim, que chegou a incluir a interrupção das linhas de crédito, novamente todos estarão atentos ao difícil equilíbrio orçamentário.

Recentemente, a FPA realizou um seminário sobre esse tema em sua sede no qual especialistas, parlamentares e outros representantes do setor produtivo discutiram soluções que garantam mais previsibilidade, recursos e um seguro rural mais forte no Brasil.

Por Marcelo Sá – jornalista/editor e produtor literário (MTb13.9290) marcelosa@sna.agr.br
Com informações complementares da FPA, CNA, Ministério da Agricultura, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Ministério da Fazenda.
Fonte: SNA 
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Sustentabilidade

Preços do milho avançam em agosto no Brasil, com demanda externa aquecida – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de milho vai chegando ao final de agosto com cotações mais altas. De acordo com a Safras Consultoria, a demanda mais firme voltada ao cenário internacional e a retenção de oferta por parte dos produtores, em meio a uma procura mais firme pelos consumidores, contribuíram para o avanço nos preços.

De modo geral no cenário doméstico as negociações evoluíram muito pouco ao longo do mês, com os produtores acreditando que as cotações possam subir mais à frente. A colheita da safrinha está praticamente concluída no Brasil e o ritmo de negócios tende a ser ditado pelos produtores. Os consumidores, por sua vez, estão mais ativos nas consultas por lotes, mas efetivamente seguem avançando nas compras apenas de forma pontual, em meio ao cenário de preços elevados dos fretes para deslocamento do cereal a grandes distâncias.

Nas exportações, apesar do dólar seguir operando na casa de R$ 5,40, os negócios seguem avançando. Os line-ups, a programação de embarques dos portos brasileiros, aponta que poderão ser embarcados volumes próximos de oito milhões de toneladas de milho até o final de agosto, com uma expectativa de que em setembro o país possa exportar quatro milhões de toneladas.

No cenário internacional, o mês de agosto foi marcado por grandes oscilações de preços na Bolsa de Mercadorias de Chicago. Fatores conflitantes para um direcionamento das cotações, como a demanda aquecida para o cereal norte-americano e a expectativa de uma grande safra no país estiveram no radar do mercado.

Preços internos

O valor médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 62,42 no dia 28 de agosto, alta de 1,82% frente aos R$ 61,30 registrados no fechamento de julho. No mercado disponível ao produtor, o preço do milho em Cascavel, Paraná, foi cotado a R$ 60,00, avanço de 2,56% frente aos R$ 58,50 praticados no encerramento do mês passado.

Em Campinas/CIF, a cotação ficou em R$ 66,00, baixa de 1,49% frente aos R$ 67,00 registrados no fim de julho. Na região da Mogiana paulista, o cereal se manteve em R$ 60,00 ao longo do mês.

Em Rondonópolis, Mato Grosso, a saca foi cotada a R$ 57,00, inalterada ante o fechamento do mês passado. Em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço ficou em R$ 71,00, aumento de 1,43% frente aos R$ 70,00 do final do mês anterior.

Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda para a saca subiu 5,00% na semana, de R$ 60,00 para R$ 63,00. Já em Rio Verde, Goiás, a saca seguiu em R$ 55,00.

Exportações

As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 1,010 bilhão em agosto até o momento (16 dias úteis), com média diária de US$ 63,178 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 4,960 milhões de toneladas, com média de 310,027 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 203,80.

Em relação a agosto de 2024, houve alta de 18,9% no valor médio diário da exportação, ganho de 12,5% na quantidade média diária exportada e valorização de 5,7% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Arno Baasch / Safras News



 

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Mercado interno do trigo encerra agosto com baixa liquidez, entre concorrência externa e resistência de agentes – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de trigo encerrou agosto com baixa liquidez e negociações pontuais. O mês foi marcado pela concorrência do cereal importado e pela resistência dos produtores em aceitar os preços ofertados pelos moinhos.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Elcio Bento, a falta de liquidez esteve ligada à “combinação de oferta interna limitada e forte concorrência do trigo importado”. Apesar da menor disponibilidade de trigo nacional, os vendedores enfrentaram dificuldades para elevar as pedidas, devido à atratividade dos preços externos, favorecidos pelo câmbio.

No levantamento de julho, consolidado em agosto, as importações somaram 7,22 milhões de toneladas (alta de 32% sobre o ciclo anterior), enquanto as exportações caíram para 2 milhões de toneladas (queda de 29%). O déficit da balança comercial cresceu para 5,214 milhões de toneladas, equivalente a 98%, destacou Bento.

No mercado interno, os preços oscilaram pouco ao longo do mês.

Paraná: indicações de R$ 1.450/tonelada para safra velha (CIF moinhos) e entre R$ 1.300-1.350/tonelada para safra nova.

Rio Grande do Sul: moinhos ofertaram entre R$ 1.250-1.280/tonelada (FOB interior), enquanto produtores pediram até R$ 1.350. Negócios pontuais ocorreram em torno de R$ 1.280.

Mato Grosso do Sul: ofertas de safra nova variaram de R$ 1.300 a R$ 1.400/tonelada, enquanto trigo paraguaio chegou a cerca de R$ 1.400/tonelada ao câmbio atual.

Bento ressaltou que a paridade de importação seguiu como principal referência de preços, reforçada pela ampla oferta da Argentina e de outros grandes exportadores. A boa disponibilidade externa manteve os moinhos abastecidos e reduziu a urgência por compras domésticas.

O cenário internacional também exerceu forte influência. O dólar variou entre R$ 5,40 e R$ 5,50, mas não foi suficiente para compensar a pressão das cotações externas, em meio à expectativa de safra mundial recorde e à forte colheita de milho. “Esse trigo terá que competir com uma safra de milho que deve superar as expectativas iniciais, já altas”, explicou o analista.

No campo, agosto foi marcado pela preocupação com o clima. Geadas atingiram lavouras no Paraná e em São Paulo, mas, até o fim do mês, não havia contabilização oficial de perdas relevantes. No Rio Grande do Sul, o plantio atrasado resultou em desenvolvimento mais lento, embora as condições climáticas tenham sido favoráveis.

No Paraguai, entretanto, as geadas devem reduzir a produção entre 200 mil e 250 mil toneladas, o que impacta o Brasil, já que o país exportou 709 mil toneladas na temporada 2024/25.

Emater/RS

De acordo com o relatório semanal da Emater-RS, divulgado nesta quinta-feira (28), na última semana, houve chuva forte e retorno do frio intenso ao Rio Grande do Sul. As precipitações do período ocorreram de forma irregular no Estado, acumulando volumes elevados na Região Sul, que causaram danos em algumas áreas.

No Noroeste e no Planalto, onde se localiza a maior extensão de cultivo de trigo, as chuvas foram moderadas, sem provocar prejuízos ao desenvolvimento das lavouras.

De modo geral, as operações de pulverização foram interrompidas devido ao excesso de umidade no solo, para evitar compactação e danos às plantas. Os produtores seguem monitorando pragas e doenças, e devem retomar as aplicações de fungicidas, assim que melhorarem as condições de trânsito nas lavouras.

Atualmente, os cultivos apresentam a seguinte distribuição fenológica: 82% em fase vegetativa; 15% em floração; e 3% em enchimento de grãos. Em relação às condições de desenvolvimento, de modo geral, o vigor vegetativo e a sanidade das plantas estão satisfatórios com expectativa positiva de rendimento.

Contudo, ainda há preocupação por parte dos produtores com a ocorrência de doenças fúngicas em áreas de maior umidade e no período crítico de floração. A área cultivada no Estado está projetada pela Emater/RS-Ascar em 1.198.276 hectares, e a estimativa de produtividade em 2.997 kg/ha.

Deral

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório mensal de agosto, que a safra 2025 de trigo do Paraná deve registrar uma produção de 2,624 milhões de toneladas, 13% acima das 2,324 milhões de toneladas colhidas na temporada 2024.

A área cultivada deve ficar em 820,4 mil hectares, contra 1,106 milhão de hectares em 2025, baixa de 26%. A produtividade média é estimada em 3.204 quilos por hectare, acima dos 2.139 quilos por hectare registrados na temporada 2024.

Fonte: Ritiele Rodrigues – Safras News



 

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Sustentabilidade

vem chuva por aí! Confira como fica o tempo no começo de setembro

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O final de semana terá tempo firme na maior parte das áreas produtoras de soja do país. No entanto, de domingo (31) para segunda-feira (1º), estão previstos temporais no Oeste de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia, com risco de granizo e rajadas de vento fortes. Apesar disso, não se esperam chuvas volumosas que possam impactar o plantio de soja.

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No município de Sinop, em Mato Grosso, a previsão indica que as chuvas só começarão a se intensificar na última semana de setembro e início de outubro. Por isso, mesmo com a liberação do plantio a partir do dia 7, os produtores devem aguardar para não comprometer a germinação das sementes devido ao tempo quente e seco.

Em Primavera do Leste, também em Mato Grosso, a chuva deve chegar entre os dias 20 e 25 de setembro, reforçando a orientação para que o plantio seja iniciado somente no final do mês ou início de outubro.

No Centro-Oeste, de 4 a 8 de setembro, Rondônia poderá registrar volumes próximos de 50 mm, beneficiando a reposição hídrica do solo. Já no Rio Grande do Sul, as chuvas podem ultrapassar 200 mm, configurando uma semana muito úmida, mas garantindo boa reserva de água para o início da semeadura em outubro.

O tempo entre 9 a 13 de setembro

Entre os dias 9 e 13 de setembro, algumas pancadas de chuva atingem o Oeste de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e norte do Paraná, mas os volumes devem ser baixos, entre 10 e 15 mm. Chuvas mais significativas, acima de 50 a 100 mm na semana, são esperadas apenas a partir de outubro na região Centro-Oeste.

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