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19 de junho de 2026

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valor necessário para sustentar famílias no Semiárido chega a R$ 5 mil

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As famílias do Semiárido nordestino precisariam de uma renda familiar mínima entre R$ 1.986,00 a R$ 4.996,00 mensais para conseguir sustentar uma vida digna. Os cálculos são de um estudo encomendado pela Fundação IDH, realizado pelo Anker Research Institute em parceria com o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).

Os valores se referem a uma renda considerada suficiente para arcar com despesas básicas em 10 macrorregiões rurais de três estados brasileiros, com montantes diferentes a depender das características específicas dos territórios estudados.

O estudo calcula, com base em dados oficiais, os valores necessários para custear alimentação saudável, educação, moradia, saúde e lazer, adicionado ainda 5% de provisões para emergências e imprevistos.

Diante das diferenças territoriais e custos de vida desiguais, foram mapeadas três macrorregiões na Paraíba, quatro no Rio Grande do Norte e três em Pernambuco. O estudo determina uma renda digna para produtores da agricultura familiar e um salário digno mensal para trabalhadores empregados em estabelecimentos de atividades agrícolas.

Na Paraíba, a região da Mata Paraibana registrou os valores mais baixos necessários para uma renda digna familiar a pequenos agricultores familiares, de R$ 2.807, e salário digno a empregados de estabelecimentos a atividades agrícolas, de R$ 1.968.

No Agreste Paraibano, Borborema e Sertão Paraibano, esses valores sobem a R$ 3.005 e R$ 2.109, respectivamente, e, na capital João Pessoa e região metropolitana, a R$ 3.947 e R$ 2.624.

No Rio Grande do Norte, os valores se estendiam desde R$ 3.530 de uma renda digna a pequenos agricultores familiares e salário digno de R$ 2.556 a empregados rurais no Agreste e Leste Potiguar até R$ 4.996 e R$ 3.357, respectivamente, na capital Natal.

Em Pernambuco, os cálculos iam desde R$ 3.524 de renda digna a pequenos agricultores familiares e salário digno de R$ 2.503 a empregados rurais no Agreste, Mata e Sertão Pernambucanos até R$ 4.400 e R$ 2.977, respectivamente, na capital Recife e região metropolitana.

Os valores se referem a rendimentos domiciliares mensais necessários a uma família com quatro pessoas, sendo dois adultos e dois dependentes de até 18 anos, considerando as diferenças de custos que recaem para produtores de pequenas propriedades rurais e para empregados em atividades no setor agrícola.

Segundo a Fundação IDH, a renda digna no campo está ameaçada pela degradação do bioma da Caatinga, que reduz as oportunidades de sustento das famílias que vivem da agricultura.

“Além disso, a renda de quem trabalha no campo, quando insuficiente para uma vida sem privações, impossibilita a estruturação e manutenção de cadeias produtivas com práticas regenerativas”, declarou Grazielle Cardoso, gerente do Programa Raízes da Caatinga, da Fundação IDH, em nota.

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El Niño forte amplia risco para soja do Cerrado e safrinha 2026/27, diz Rural Clima

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O El Niño que começa a se instalar deve ter intensidade forte, com aquecimento do Pacífico acima de 2 graus, e pode trazer chuvas irregulares ao Cerrado desde o início da temporada 2026/27. A avaliação foi apresentada nesta quinta-feira (18) pelo sócio fundador e agrometeorologista da Rural Clima, Marco Antônio dos Santos, em entrevista ao podcast Prosa Agro, do Itaú BBA. Segundo ele, o maior foco de risco está no milho de segunda safra, mas a soja também pode enfrentar problemas já na janela de plantio.

Segundo Santos, o padrão mais próximo para o episódio atual é 1997/98, e não 2023/24, com base no aquecimento do Pacífico observado entre janeiro e maio deste ano. Ele afirmou que anos de El Niño, historicamente, têm sido associados a safras com problemas no Brasil e disse que o risco de quebras não está descartado em Mato Grosso nem no Cerrado como um todo.

Para a soja, o alerta começa antes da produtividade. A Rural Clima projeta chuva antecipada em agosto, setembro e outubro no Cerrado, mas sem regularização definitiva. De acordo com o agrometeorologista, o cenário esperado é de pancadas intercaladas com veranicos e calor intenso, com normalização das chuvas apenas a partir de meados de novembro. Ele citou que temperaturas médias acima de 30ºC a 32ºC aumentam o estresse das plantas.

Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!

No milho de segunda safra, a preocupação é maior. Santos afirmou que, se o plantio da soja se espalhar por uma janela mais longa, a colheita também tende a atrasar, empurrando a semeadura da safrinha. Ao mesmo tempo, a consultoria trabalha com a hipótese de interrupção das chuvas já na primeira quinzena de abril de 2027. Nesse quadro, o milho pode atravessar a fase reprodutiva com baixa umidade.

O agrometeorologista também chamou atenção para o Norte do País. Segundo ele, a seca sobre a bacia amazônica pode reduzir o nível dos rios e comprometer a operação do Arco Norte. Em 2024, barcaças chegaram a ficar paradas e, em alguns momentos, operavam com apenas 10% da carga, de acordo com Santos.

Durante o podcast, o analista da Consultoria Agro do Itaú BBA, Francisco Queiroz, afirmou que o risco climático ainda não está refletido nos preços. Santos disse que uma eventual reação das cotações dependerá do comportamento das chuvas no fim do ano, quando o plantio avançar e os veranicos deixarem o campo teórico.

As avaliações apresentadas pela Rural Clima indicam risco climático relevante para a safra 2026/27, sobretudo para a safrinha, mas o material não traz estimativas de quebra, área afetada ou impacto numérico sobre produção e preços.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Seminário da Embrapa revisa marco legal da agroecologia

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Um seminário técnico-científico da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) discutiu, durante três dias, a revisão do marco legal em agroecologia e os rumos da pesquisa pública na área. Segundo o material fornecido, o encontro tratou dos avanços da agricultura sustentável, dos desafios da pesquisa em agroecologia e das perspectivas para o futuro. A programação também incluiu debates sobre políticas de ciência, tecnologia e inovação.

De acordo com o conteúdo informado, o seminário teve como foco a pesquisa em agroecologia da Embrapa e reuniu discussões sobre o desenvolvimento da agricultura sustentável. O material não informa a cidade do evento nem o número de participantes.

Entre os principais objetivos apresentados, o encontro destacou o alinhamento de políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação ao Plano Diretor da Embrapa. O debate também incluiu o fortalecimento dos diálogos com o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) e com a Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO).

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Outro ponto citado foi a necessidade de planejamento para integrar conhecimentos tradicionais e tecnologia ao longo dos próximos 10 anos. Esse direcionamento foi apresentado no contexto das discussões sobre o futuro da pesquisa pública em agroecologia.

O material fornecido informa ainda que, ao longo dos três dias de evento, foram revisados avanços e desafios da atuação da Embrapa no tema. Não há, no entanto, detalhamento sobre medidas aprovadas, mudanças normativas específicas, prazos de implementação ou impactos operacionais diretos para produtores rurais.

Com base nas informações disponíveis, o seminário consolidou uma agenda de debate sobre agroecologia, pesquisa pública e planejamento institucional na Embrapa. O material divulgado não especifica deliberações finais, cronograma de execução nem efeitos diretos para as cadeias produtivas.

Fonte: embrapa.br

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Presidente do Canal Rural, Julio Cargnino, recebe homenagem da Embrapa e celebra parceria no Projeto Soja Brasil

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Reprodução Canal Rural

E as homenagens durante o Prêmio Personagem Soja Brasil 25/26 não param! Durante a cerimônia, Carina Rufino, chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Soja, coordenadora técnica do projeto Soja Brasil, prestou uma homenagem especial ao Canal Rural e ao presidente do veículo, Julio Cargnino.

“Temos uma tradição de homenagear aqueles que nos ajudam a ampliar nosso impacto. Como coordenadora tecnológica do Projeto Soja Brasil desde o início, acompanhei essa transformação de perto. Neste ano, o Canal Rural completa 30 anos, e quero fazer um agradecimento público ao Julio Cargnino, presidente do Canal Rural, entregando esta medalha da Embrapa Soja”, disse.

  • Saiba as notícias mais recentes sobre a soja na comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

“Mais do que uma parceria, construímos um elo forte. Agradecemos a confiança no nosso trabalho e as portas que vocês abrem para que possamos nos aproximar cada vez mais do produtor. É um privilégio fazer esta entrega”, completou.

Ao receber a homenagem, Julio agradeceu emocionado. “É uma surpresa, mas ficamos muito honrados. Ao longo desses 30 anos do Canal Rural, a Embrapa sempre esteve ao nosso lado, levando informações e conhecimento ao produtor. Quem produz esse conhecimento são vocês. Nossa obrigação é fazer com que ele chegue ao campo”, afirmou.

“Quem produz esse conhecimento são vocês. Nossa missão é fazer com que ele chegue ao campo, levando informação, tecnologia e inovação ao produtor rural. Obrigado pelo reconhecimento e contem sempre conosco. Todas as unidades da Embrapa podem contar com a gente. É uma honra muito grande receber esta homenagem”, concluiu.

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