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3 de agosto de 2026

Business

Brasil recebe missão japonesa para avaliar defesa sanitária animal

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O Brasil recebeu uma missão oficial de auditores do Ministério da Agricultura, Silvicultura e Pesca do Japão (MAFF). A visita faz parte do processo de análise de risco conduzido pelo governo japonês, no âmbito das tratativas para a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira. A programação incluiu atividades em três estados: Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.

A missão teve início com uma reunião na sede da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), em Brasília, com a presença do secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, e do diretor do Departamento de Saúde Animal, Marcelo Mota.

Em Santa Catarina, a Superintendência de Agricultura e Pecuária (SFA/SC) e a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) apresentaram a estrutura administrativa e operacional do Serviço Veterinário Oficial (SVO). A comitiva japonesa também visitou a Unidade Veterinária Local (UVL) da Cidasc, em Biguaçu, para conhecer as atividades de campo da defesa sanitária animal no estado.

No Rio Grande do Sul, os auditores visitaram a Unidade de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) em Uruguaiana, na fronteira com a Argentina. Durante a visita, foi apresentado o Programa Sentinela, desenvolvido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seagri-RS), que foca na vigilância ativa de doenças de interesse em saúde animal.

As atividades no Paraná incluíram visitas aos Escritórios Regional e Local do SVO em Cascavel, além de uma auditoria técnica na sede da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). A missão foi concluída com uma reunião na sede da Superintendência de Agricultura e Pecuária em Curitiba (SFA-PR), onde o governo brasileiro apresentou informações complementares sobre a saúde animal no país, com ênfase no Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PNEFA).

A auditoria realizada diretamente no país representa uma etapa importante no processo de avaliação do sistema sanitário brasileiro pelo Japão, reforçando a credibilidade do Brasil como potencial fornecedor de carne bovina e destacando a integração entre o Mapa, os serviços estaduais de defesa agropecuária e o setor produtivo.

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Plantio de trigo no RS avança pouco com solo úmido após chuvas

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O plantio de trigo no Rio Grande do Sul avançou pouco na semana passada por causa da umidade elevada do solo após as chuvas recentes. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater), 97% da área estimada já foi semeada. A projeção para a safra no Estado está mantida em 814.220 hectares.

A Emater informou que 98% das lavouras de trigo no Estado estão em desenvolvimento vegetativo, enquanto 2% já entraram em floração. O quadro mostra uma safra ainda concentrada nas fases iniciais de desenvolvimento, com parte menor das áreas em estágio mais avançado.

Na primeira metade da semana, as condições meteorológicas foram marcadas por alta umidade, baixa luminosidade, nebulosidade persistente e temperaturas elevadas, em padrão associado ao fenômeno El Niño, conforme a entidade. Esse cenário contribuiu para manter o solo úmido e restringir o avanço das operações de semeadura.

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Na segunda metade do período, as chuvas cessaram, mas o céu permaneceu encoberto, com ocorrência de neblina e manutenção da umidade elevada no solo, principalmente no noroeste gaúcho. Nesse contexto, o ritmo do plantio seguiu lento.

No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos do trigo no Rio Grande do Sul subiu 0,52% na semana, para R$ 69,80, considerando produto com pH padrão 78, segundo a Emater. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, o valor do produto disponível ficou em R$ 78,00 por saca.

Com 97% da área semeada e a projeção mantida em 814.220 hectares, a safra de trigo no Rio Grande do Sul segue com predomínio de lavouras em desenvolvimento vegetativo, enquanto o excesso de umidade ainda reduz o avanço do plantio em parte do Estado.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Agro Mato Grosso

Possibilidade de “Super El Niño” acende alerta e exige planejamento para safra 2026/27

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Informação, monitoramento e antecipação são ferramentas para o produtor enfrentar desafios climáticos com segurança, eficiência e previsibilidade

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Agro Mato Grosso

Colheita do milho entra na reta final e já alcança 96,8% da área em MT

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Trabalhos avançam acima do ritmo da safra passada; produção deve atingir recorde de 57 milhões de toneladas, impulsionada por produtividade histórica

A colheita da segunda safra de milho em Mato Grosso entrou na reta final e já alcança 96,77% da área cultivada, conforme levantamento divulgado nesta sexta-feira (31) pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Na última semana de julho, os trabalhos avançaram 6,11 pontos percentuais, mantendo o Estado ligeiramente à frente do ritmo registrado no mesmo período da safra anterior.

Com praticamente todas as regiões em fase de conclusão da colheita, apenas o Sudeste mato-grossense ainda concentra áreas mais expressivas por colher. Segundo a analista do Imea, Milena Bezerra, o encerramento dos trabalhos deve ocorrer nas próximas semanas.

“A colheita do milho de segunda safra já caminha para a reta final aqui em Mato Grosso, com cerca de 97% da área total colhida. De forma geral, os trabalhos seguem ligeiramente acima do observado no mesmo período da safra 2024/25”, afirma.

As regiões Médio-Norte e Norte praticamente concluíram a retirada dos grãos do campo. Já o Sudeste apresenta 85,61% da área colhida, sendo a região que registrou o maior avanço semanal, de 18,02 pontos percentuais, resultado da intensificação das operações em lavouras que atingiram o ponto ideal para a colheita.

Umidade reduz ritmo final – Embora a colheita esteja próxima do fim, a tendência é de redução no ritmo das operações.

De acordo com Milena Bezerra, grande parte das áreas remanescentes está dispersa e muitos produtores preferem aguardar a diminuição da umidade dos grãos antes de concluir a retirada da produção.

“Nessas áreas remanescentes, muitos produtores aguardam a redução da umidade dos grãos para facilitar a armazenagem. Nas próximas semanas, a expectativa é de encerramento da colheita na maior parte do Estado, com exceção da região Sudeste, que deve demandar um pouco mais de tempo”, explica.

Mesmo com essa desaceleração prevista, Mato Grosso mantém vantagem de 0,39 ponto percentual em relação ao desempenho registrado no mesmo período da safra 2024/25.

Safra histórica – Além do avanço da colheita, o Imea mantém a projeção de uma safra recorde em Mato Grosso.

As mais de 800 avaliações de campo realizadas em 82 municípios apontaram produtividade média de 128,64 sacas por hectare, o maior rendimento já registrado no Estado.

O desempenho, aliado à expansão da área cultivada, deverá resultar em uma produção estimada em 57,06 milhões de toneladas, volume 2,92% superior ao da safra anterior.

Segundo o instituto, o resultado é consequência das condições climáticas favoráveis durante praticamente todo o ciclo da cultura, garantindo elevado potencial produtivo nas principais regiões agrícolas.

Liderança nacional – Maior produtor de milho do Brasil, Mato Grosso consolida mais uma vez sua posição de liderança nacional.

A expectativa é que, com a conclusão da colheita nas próximas semanas, o Estado confirme uma das maiores safras de sua história, reforçando sua importância para o abastecimento interno, as exportações e a cadeia de proteína animal, que utiliza o milho como principal insumo para a produção de rações.

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Agro MT