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7 de maio de 2026

Sustentabilidade

Plantio do trigo passa dos 37% da área prevista para o Rio Grande do Sul nesta safra – MAIS SOJA

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As condições climáticas na semana passada possibilitaram o avanço da semeadura do trigo na maioria das regiões produtoras, atingindo, para o Rio Grande do Sul, média superior a 37% da área prevista para esta safra, que, conforme estimativas iniciais divulgadas na segunda-feira (16/6) pela Emater/RS-Ascar, é de 1.198.276 hectares, o que representa uma área cerca de 10% menor que a passada. Ainda para o trigo, a estimativa inicial de produtividade é de 2.997 kg/ha, um aumento de 7,77% em relação ao período anterior. Com as chuvas intensas deste período, o plantio do trigo deve recuar, aguardando níveis de umidade no solo mais favoráveis.

De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quarta-feira (18/6), na região administrativa de Santa Rosa, a semeadura do trigo avançou para 52% da área estimada. Na de Pelotas, alcançou 55% dos 13.430 hectares estimados para esta safra, enquanto que na região de Santa Maria, os produtores aguardam melhores condições climáticas para realizar a semeadura na maioria dos municípios. Em Tupanciretã, município com maior área destinada à cultura do trigo, 30% das lavouras estão implantadas. Em Capão do Cipó, 50% dos 8.400 hectares estimados foram semeados, e em Santiago a área semeada atingiu 80% dos 6.000 hectares previstos.

Canola – Destaque da Safra de Inverno 2025, a canola tem a semeadura bastante avançada, sendo que algumas lavouras já estão florescendo, como é o caso da região de Santa Rosa, com 18% da área semeada (97% da previsão inicial) em floração. A cultura tem sido uma alternativa importante para a safra de inverno no Rio Grande do Sul, e apresenta adequado desenvolvimento e problemas fitossanitários pontuais. Segundo a Emater/RS-Ascar, a estimativa inicial de área a ser cultivada no Estado é de 203.206 hectares, e a produtividade é de 1.737 kg/ha, representando aumento de 37,41% e 22,56%, respectivamente, em relação à safra passada.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, 100% da área prevista com a cultura da canola está semeada, sendo Erechim o município com maior área destinada ao cultivo, com 232 hectares. Na região de Passo Fundo, a área estimada para o cultivo aumentou para 6.000 mil hectares. Na de Soledade, 100% dos cerca de 3.000 hectares foram semeados. As lavouras estão bem estabelecidas e com adequado desenvolvimento inicial.

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Aveia branca – A semeadura avançou em algumas regiões e estagnou em outras, devido às condições de umidade do solo. Nas lavouras implantadas, os agricultores ainda estão efetuando a adubação nitrogenada de cobertura. De maneira geral, o estado fitossanitário das culturas é considerado adequado. De acordo com estimativas da Emater/RS-Ascar, a área a ser cultivada com aveia-branca no Estado aumentou em 8,91% em relação à safra passada, devendo atingir 401.273 hectares. A estimativa de produtividade também deve se elevar, em 2,63%, chegando a 2.254 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, maior produtora de aveia-branca do Estado, com 106.845 hectares a serem cultivados nesta safra, a semeadura foi finalizada. Nas lavouras em estádio de emborrachamento, os agricultores realizam a aplicação de fungicidas. Na de Santa Rosa, foi efetuada a adubação nitrogenada, e os agricultores aguardam condições climáticas mais favoráveis para realizar a aplicação de fungicidas. Devido à alta umidade do final do período, os produtores estão preocupados com a possibilidade de ocorrência de oídio e ferrugens.

Cevada – Segundo informações da Emater/RS-Ascar, a área a ser cultivada com cevada no Estado deve ser de 27.337 hectares, 21,97% a menos do que na safra passada. No entanto, espera-se incremento de 2,65% na produtividade, chegando a 3.198 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, 40% da área prevista (7.630 hectares) foi semeada, e o preço da saca de 60 kg está em R$ 85. Na de Ijuí, as lavouras destinadas à indústria cervejeira estão em fase de semeadura e de emergência. Já as destinadas à alimentação animal, encontram-se em início do perfilhamento. Na de Soledade, a área semeada atingiu 100% do total estimado.

Culturas de verão

Soja – A colheita está tecnicamente encerrada em todas as regiões, restando algumas poucas lavouras a serem colhidas na região de Ijuí, nas quais a qualidade dos grãos já está decaindo. Nesse período de entressafra, as áreas estão sendo destinadas ao cultivo de forrageiras e de plantas de cobertura. Os agricultores estão planejando a próxima safra, realizando o beneficiamento e a classificação de sementes.

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Milho – A colheita está em fase final, com poucas áreas a serem colhidas em pequenas propriedades ou lavouras tardias. As baixas temperaturas do período desaceleraram o enchimento de grãos e a maturação, podendo atrasar a conclusão das operações.

Arroz – A colheita foi encerrada em todo o Estado. Em algumas regiões, os manejos de entressafra e o preparo do solo foram prejudicados, principalmente, pela umidade elevada do solo.

Feijão 2ª safra – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, a colheita dos 5.927 hectares está concluída. Na de Ijuí, a colheita avançou pouco e chega a 55,50% da área cultivada, e os grãos apresentam umidade muito acima do ideal, o que acentua as perdas de qualidade. Na de Santa Maria e na de Soledade, a colheita passou dos 90%. A maior parte das áreas remanescentes já se encontra pronta para ser colhida.

Outras culturas

Noz-pecã – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Maria, em Cachoeira do Sul, maior produtor de nozes do Brasil, a colheita chegou a 90%, e os rendimentos médios em 1,25 t/ha. Pequenos produtores estão enfrentando dificuldades na limpeza das nozes por não possuírem equipamentos adequados, como máquinas de pré-limpeza.

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Na região de Soledade, a colheita da noz-pecã está finalizada. Relatos indicam perda de 40% em relação a uma colheita normal, resultado das adversidades climáticas de 2024. O rendimento e a qualidade variaram de acordo com o manejo e a disponibilidade hídrica na fase de enchimento das nozes (dezembro-março). No entanto, de modo geral, a qualidade é satisfatória. O preço pago ao produtor está em R$ 20/kg.

Erva-mate – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, a estimativa de produtividade atual é de 800 arrobas/ha, e o preço de R$ 18/arroba na indústria. Na de Passo Fundo, a colheita da erva-mate segue de acordo com a época. O preço praticado no Polo Ervateiro do Nordeste Gaúcho varia de R$ 17 a R$ 20/arroba. Na região de Machadinho, a erva-mate comum está a R$ 18/arroba entregue na indústria, e a Cultivar Cambona a R$ 19,50/arroba. Na região de Mato Castelhano, o preço pago para erva-mate folha para industrialização pelo sistema barbaquá é de R$ 20/arroba. O plantio e o replantio de ervais se intensificam, e o preço da muda é de R$ 1,50/unid.

Na região de Soledade, a colheita da erva-mate está intensa, pois há maior volume de folhas maduras, fator que confere qualidade ao chimarrão, e os produtores realizam plantios e replantios de mudas. Há tendência de redução de plantios neste ano, em função do cenário da cultura – comercialização do produto e problemas relacionados à mão de obra para as futuras colheitas. São realizados tratos culturais nos ervais, como roçadas e semeadura de plantas de cobertura de inverno. O preço cobrado pelos tarefeiros varia de R$ 6 a R$ 8/arroba. O preço pago ao produtor varia de R$ 14 a R$ 18/arroba na Ervateira em Itapuca e Mato Leitão.

Fonte: Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação



 

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Sustentabilidade

Manejo da resistência de fungos a fungicidas – MAIS SOJA

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O manejo da resistência de patógenos, especialmente de origem fúngica, é um dos principais desafios relacionados ao controle de doenças em culturas como a soja. Embora medidas integradas possam ser empregadas para manejo das doenças em soja, os fungicidas químicos continuam sendo as ferramentas mais utilizadas para o controle de doenças em escala comercial.

Nesse contexto, estratégias de manejo necessitam ser adotadas visando “frear” a evolução dos casos de resistência das doenças aos fungicidas. Considerando a dificuldade em desenvolver e registrar novas moléculas, assegurar a manutenção da eficácia dos fungicidas atuais é crucial para a sustentabilidade do sistema de produção.

Uma das grandes preocupações relacionadas a isso é o desenvolvimento das resistências cruzadas. De acordo com o Comitê de Ação a Resistência a Fungicidas, a resistência cruzada é o fenômeno em que uma população de patógenos que se torna resistente a um fungicida também passa a apresentar resistência a outros produtos que possuem o mesmo modo de ação ou compartilham o mesmo sítio-alvo bioquímico (figura 1).

Figura 1. Representação gráfica de como ocorre a resistência cruzada a fungicidas.
Fonte: FRAC-BR (2026)

Isso ocorre porque, mesmo sendo moléculas diferentes, esses fungicidas atuam sobre o mesmo processo metabólico, de modo que uma única mutação gênica pode conferir resistência a vários compostos simultaneamente. Esse risco é maior em fungicidas de sítio específico, que atuam em um único alvo, enquanto fungicidas multissítio apresentam menor probabilidade de seleção de resistência, tornando fundamental o conhecimento do modo de ação para estratégias eficazes de manejo (FRAC-BR, 2026).

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Estratégias de manejo

De forma prática, o uso dos fungicidas multissítios associada a rotação de modos de ação, é a estratégia mais eficaz de prevenção da resistência aos fungicidas, no entanto, algumas estratégias associadas podem contribuir de forma significativa para reduzir a pressão de seleção sobre indivíduos, bem evolução dos casos de resistência.

 Dentre essas estratégias, o FRAC-BR destaca para a cultura da soja, a rotação de moléculas de fungicidas dentro do mesmo grupo químico; a adoção de boas práticas agronômicas como evitar semeaduras tardias, dar preferências por variedades de ciclo precoce, respeitar o vazio sanitário e eliminar plantas voluntárias, evitando a exposição desnecessária dos produtos a altas populações dos patógenos.

Não menos importante, deve-se evitar programas de manejo que priorizem a aplicações curativas, uma vez que favorecem a pressão de seleção contínua e aceleram o desenvolvimento de populações menos sensíveis do patógeno. Além das estratégias supracitadas, a utilização de produtos biológicos também contribui para o manejo da resistência das doenças a fungicidas, considerando que esses compostos apresentam múltiplos modos de ação. No entanto, para maior performance, recomenda-se que os produtos biológicos sejam utilizados preferencialmente de forma associada a fungicidas sítios específicos e multissítios (FRAC-BR, s. d.).

Vale ressaltar que o manejo da resistência de doenças a fungicidas vai além das perdas quantitativas de produtividade, impactando diretamente a viabilidade econômica e a longevidade do sistema produtivo. Diante da elevada complexidade, do custo e do tempo necessários para o desenvolvimento de novas moléculas, preservar a eficácia dos fungicidas disponíveis torna-se uma estratégia indispensável para garantir a sustentabilidade da cultura da soja a médio e longo prazo.

Clique aqui e confira as novas recomendações para o manejo de doenças em soja.

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Referências:

FRAC. NOVAS RECOMENDAÇÕES PARA O MANEJO DE DOENÇAS EM SOJA. FRAC-Brasil, s.d. Disponível em: < https://3f2c8573-584c-4b16-985f-14dc48f9ab81.filesusr.com/ugd/6c1e70_f591d8b1a2934a109259af440b049052.pdf >, acesso em: 06/05/2026.

FRAC. O QUE É RESISTÊNCIA CRUZADA? Comitê de Ação a Resistência a Fungicidas: FRAC-Brasil, 2026. Disponível em: < https://www.frac-br.org/post/o-que-e-resistencia-cruzada >, acesso em: 06/05/2026.

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Sustentabilidade

ALGODÃO/CEPEA: Preços sobem impulsionados por exportações e paridade – MAIS SOJA

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Os preços do algodão em pluma no mercado interno brasileiro subiram em abril pelo quinto mês consecutivo, atingindo os maiores patamares nominais desde julho de 2025. Segundo o Cepea, o movimento é sustentado, sobretudo, pelo bom desempenho das exportações, que reduziu os estoques domésticos, e pela valorização do petróleo.

De acordo com o Centro de Pesquisas, no mercado doméstico, a liquidez permaneceu limitada, refletindo a combinação de disparidades de preço e/ou qualidade com a postura cautelosa dos agentes. Indústrias priorizam o consumo de estoques e o cumprimento de contratos a termo, enquanto comerciantes concentram-se em negociações “casadas” e aquisições pontuais para atender a programações previamente estabelecidas.

O Indicador CEPEA/ESALQ (pagamento em oito dias) do algodão em pluma subiu 5,74% no acumulado de abril (de 31 de março a 30 de abril), encerrando a R$ 4,1421/lp no dia 30, o maior valor nominal desde 25 de julho de 2025. Segundo pesquisadores do Cepea, a paridade de exportação também influenciou as altas em abril. A cotação interna ficou, em média, 6,6% acima da paridade no mês, a maior vantagem para o mercado doméstico desde agosto de 2025. Ainda assim, os preços no Brasil permanecem 5,02% inferiores aos de abril de 2025, em termos reais (deflacionados pelo IGP-DI de março/26).

Fonte: Cepea

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FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Plantio do milho segunda safra foi concluído em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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O plantio do milho segunda safra 2025/2026 foi concluído em Mato Grosso do Sul, conforme levantamento do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc. A área estimada destinada ao cereal é de 2,206 milhões de hectares.

Segundo o assessor técnico da Aprosoja/MS, Flavio Aguena, o encerramento da semeadura marca o início de uma nova etapa de acompanhamento das lavouras em campo.“Com o plantio finalizado, o foco agora passa a ser o desenvolvimento das áreas e o comportamento climático nas próximas semanas, fatores que serão determinantes para o potencial produtivo da cultura”, explica.

Atualmente, 72,7% das lavouras de milho no Estado são avaliadas como boas, 16,9% como regulares e 10,4% como ruins. As equipes seguem monitorando, além das condições climáticas, a incidência de pragas e doenças nas principais regiões produtoras.

A estimativa inicial aponta produtividade média de 84,2 sacas por hectare, com produção projetada em 11,139 milhões de toneladas.

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Paralelamente ao encerramento do plantio do milho, a área colhida de soja safra 2025/2026 alcançou 99,8% em Mato Grosso do Sul. A região centro está com a colheita concluída, enquanto a região sul registra média de 99,8% e a região norte 99,6%. A área colhida até o momento é de aproximadamente 4,7 milhões de hectares. Com o avanço das amostragens de produtividade, a Aprosoja/MS revisou a média estadual para 61,73 sacas por hectare, índice 19,2% superior ao ciclo anterior.

“Os levantamentos de campo mostram uma safra de soja com resultados consistentes em boa parte do Estado. Mesmo com perdas pontuais em algumas regiões, a produtividade média foi revisada positivamente à medida que as amostras avançaram”.

A  expectativa é de produção de 17,759 milhões de toneladas de soja no Estado.

O boletim completo pode ser acessado aqui.

Fonte: Aprosoja/MS

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