Politica
Deputado Chico Guarnieri solicita compra de equipamento para o HCAN

Ampliar o atendimento aos pacientes oncológicos do estado é o objetivo do Hospital de Câncer de Mato Grosso, mas para isso é preciso adquirir um equipamento e essa compra foi solicitada pelo deputado estadual Chico Guarnieri (PRD). A estimativa de custo do aparelho e as modificações necessárias para a implantação na unidade hospitalar é de pouco mais de R$ 16 milhões.
A demanda foi apresentada pelo próprio hospital, durante uma visita da Comissão de Saúde, realizada no início deste mês, e que contou com a participação do diretor presidente da unidade hospitalar, Laudemi Moreira Nogueira, conforme explicou o deputado Chico Guarnieri durante a sessão desta quarta-feira (18).
O aparelho, em questão, é um acelerador linear que permitirá a ampliação da capacidade de atendimento radioterápico do HCAN, pois tornará possível a introdução de um novo regime de tratamento, o hipofracionamento. Dessa forma, passa-se a aplicar doses terapêuticas mais altas por sessão, utilizando-se menos sessões de tratamento, trazendo mais benefícios como a redução no tempo de tratamento e maior comodidade para os pacientes, impactando também socioeconomicamente na vida de daqueles pacientes vindos de outras cidades.
“Temos muitas pessoas aguardando na fila de espera para realizar a radioterapia e, portanto, precisamos que a Assembleia Legislativa interfira e veja como podemos ajudar o hospital, o mais rápido possível. Não é que não tenha um aparelho de radioterapia, mas são equipamentos que precisam ser melhorados, já têm opções de alta tecnologia e que aumentarão em 40% a capacidade de atendimento”, enfatizou Chico Guarnieri.
Conforme o orçamento apresentado pelo hospital, o acelerador linear custa R$ 12.826.464,00 e para o uso desse equipamento é necessária a construção de uma sala de teleterapia, uma espécie de bunker, com valor estimado em R$ 3 milhões e outros aparelhos (chiller e nobreak) com custo de R$ 370 mil.
A nova tecnologia possibilitará também um maior controle tumoral e redução dos efeitos colaterais ao paciente, trazendo maior precisão na administração das doses de radiação, minimizando danos aos tecidos saudáveis.
“Somos um estado muito rico, destaque em muitas coisas, como o agronegócio, mas ainda há no que avançar. Esse aparelho não é luxo, é tempo, é agilidade, é mais eficiência, é cura, é vida para os nossos pacientes que estão em tratamento”, argumentou.
Agro Mato Grosso
Pivetta anuncia chegada de ‘gigante’ em MT e promete reduzir gargalo da armazenagem

O anúncio da instalação de uma unidade da norte-americana Sukup Manufacturing em Mato Grosso representa um dos movimentos mais relevantes dos últimos anos para a infraestrutura do agronegócio estadual. A confirmação foi feita pelo governador Otaviano Pivetta após reunião realizada no Palácio Paiaguás com representantes da empresa, consolidando um processo de negociações iniciado durante missão oficial do Governo do Estado aos Estados Unidos.
Reconhecida internacionalmente como uma das maiores fabricantes de silos, secadores e equipamentos para armazenagem de grãos, a Sukup escolheu Mato Grosso para expandir suas operações em um momento em que o Estado vive uma acelerada expansão da produção agrícola e enfrenta um dos maiores desafios do setor: a insuficiência da capacidade de armazenagem diante do crescimento recorde das safras.
Segundo Pivetta, o convite para que a companhia instalasse uma fábrica em território mato-grossense foi feito durante visita à sede da empresa, em Iowa, nos Estados Unidos. Agora, com a decisão confirmada, o projeto entra em uma nova fase e passa a integrar a estratégia estadual de atração de investimentos internacionais voltados à industrialização do agro.
Para o governador, a chegada da empresa simboliza mais do que um novo empreendimento industrial. Trata-se de um investimento capaz de gerar empregos, movimentar a economia regional e ampliar a competitividade do principal setor econômico de Mato Grosso.
O impacto da instalação da Sukup vai além da construção de uma fábrica. Especialistas do setor avaliam que o investimento poderá contribuir diretamente para diminuir um dos principais gargalos enfrentados pelos produtores rurais: a falta de estruturas de armazenagem compatíveis com o ritmo de crescimento da produção de soja, milho, algodão e outras commodities agrícolas.
Atualmente, Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, mas ainda possui déficit na capacidade de estocar sua própria safra. Em muitos municípios, produtores são obrigados a comercializar parte da produção imediatamente após a colheita por falta de espaço para armazenamento, reduzindo o poder de negociação e aumentando a dependência da logística de transporte durante os períodos de maior demanda.
Com uma fabricante mundial instalada no Estado, a expectativa é de maior oferta de equipamentos, redução dos custos de aquisição de silos e sistemas de armazenagem, diminuição dos prazos de entrega e maior acesso dos produtores às tecnologias de pós-colheita. Esses fatores tendem a fortalecer toda a cadeia produtiva, reduzindo perdas, melhorando a conservação dos grãos e aumentando a eficiência operacional das propriedades rurais.
Outro reflexo esperado é o fortalecimento da industrialização. Além dos empregos gerados durante a implantação e operação da fábrica, o empreendimento deverá movimentar fornecedores, empresas de transporte, prestadores de serviços, indústrias metalúrgicas e diversos segmentos ligados à economia regional, criando um ambiente favorável para novos investimentos privados.
A chegada da multinacional também reforça a posição estratégica de Mato Grosso no cenário internacional do agronegócio. O Estado, que já responde pela maior produção agrícola do país, passa a atrair empresas globais interessadas em produzir próximo ao maior mercado consumidor de equipamentos de armazenagem do Brasil.
Durante o encontro com os representantes da companhia, Pivetta destacou que Mato Grosso continuará trabalhando para ampliar a atração de investimentos estrangeiros, aproveitando a segurança jurídica, o crescimento econômico e o protagonismo conquistado pelo Estado na produção mundial de alimentos.
A instalação da Sukup Manufacturing é vista pelo governo como um passo importante para reduzir um dos principais entraves logísticos da agropecuária mato-grossense. Em um cenário de expansão constante da área plantada e de aumento da produtividade no campo, ampliar a capacidade de armazenagem deixa de ser apenas uma necessidade operacional e passa a representar um diferencial estratégico para elevar a competitividade do agronegócio, agregar valor à produção e sustentar o crescimento econômico de Mato Grosso nas próximas décadas.
C/JB News/Por Nayara Cristina
VEJA:
Ver essa foto no Instagram
Agro Mato Grosso
“Estar empresário e na política não é mais possível”, afirma Blairo Maggi I MT

O ex-ministro da Agricultura, ex-senador e ex-governador Blairo Maggi (PP) descartou qualquer possibilidade de voltar à política, seja disputando eleições ou aceitando um eventual convite para integrar um novo governo.
Segundo o megaprodutor rural, o atual ambiente de controle e compliance tornou incompatível exercer atividade política e administrar uma empresa com atuação internacional.
“No passado, era possível você estar empresário e estar na política. Não havia muito problema, mas hoje em dia não é mais possível. As pessoas que estão envolvidas ou próximas da política, até amigos de políticos, têm problemas de serem PPE: Pessoas Politicamente Expostas”, disse. (video abaixo)
Segundo ele, seu ciclo na vida pública está encerrado por uma decisão definitiva voltada aos negócios da família. Ele é um dos donos da Amaggi, gigante multinacional voltada ao agronegócio.
“A minha cota e passagem na política foi encerrada”, disse ele em conversa com a imprensa na última semana.
“E isso traz grandes problemas de compliance com bancos, com empresas internacionais e a Amaggi, felizmente, se transformou em uma empresa grande que tem contatos com o negócio no mundo inteiro. Eu não tenho como ficar fazendo política e todo dia ficar respondendo uma coisa ou outra, explicando isso ou aquilo”, emendou.
O ex-governador disse que entende que permanecer na política significaria conviver constantemente com questionamentos e exigências de instituições financeiras e parceiros comerciais.
“A opção é: você vai fazer política ou você vai fazer negócios. Eu preferi cuidar dos negócios meus, da minha família, porque aí está o nosso fundo. E eu acabo gerando muitos recursos para o Estado”, disse
“A gente tem hoje mais de 11 mil funcionários, recolhe uma imensidão de recursos todos os meses para os cofres públicos. Claro, os recursos não são meus, são daqueles que comercializam e tocam [os negócios] com a gente, mas é uma responsabilidade bastante grande”, completou.
Blairo Maggi deixou o cargo de senador da República em fevereiro de 2019, quando decidiu se afastar da política eletiva. Hoje, é presidente de honra do PP em Mato Grosso.
VIDEO:
Ver essa foto no Instagram
Agro Mato Grosso
A 100 dias das eleições: quem deve disputar Governo e Senado em MT

Pré-candidatos ao governo e ao Senado intensificam articulações, mas candidaturas só serão oficializadas durante as convenções partidárias, previstas para julho.
Faltando 100 dias para o primeiro turno das eleições gerais, marcado para 4 de outubro, o cenário político de Mato Grosso começa a se desenhar. Lideranças partidárias intensificam as articulações para disputar cargos como o Governo do Estado, o Senado e a Câmara dos Deputados, embora a definição oficial das candidaturas dependa das convenções partidárias, previstas para começar em julho.
Na corrida pelo Palácio Paiaguás, alguns nomes já aparecem como pré-candidatos. O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) deve disputar a reeleição após assumir o comando do Executivo com a saída de Mauro Mendes (União), que deixou o cargo no fim de março para concorrer ao Senado.
Em fevereiro, Wellington Fagundes (PL) foi o nome confirmado pelo pré-candidato a Presidência, Flávio Bolsonaro, para representar o partido e concorrer ao governo de Mato Grosso.
A Executiva Nacional do PT decidiu que o partido em Mato Grosso deve apoiar o PSD com a candidatura da médica Natasha Slhessarenko (PSD) que, até a publicação desta reportagem, é a única mulher na pré-corrida ao Executivo estadual.
Outro nome que deve disputar o governo é o do atual senador Jayme Campos (União). Ele já manifestou interesse publicamente em concorrer, mas a candidatura ainda depende da definição do partido.
Também são apontados como possíveis candidatos o empresário Alex Pucinelli (Democracia Cristã), o professor universitário Caiubi Kuhn (PDT) e o empresário Marcelo Maluf (Novo).
Disputa pelo Senado
Mato Grosso elegerá dois senadores nesta eleição, o que aumenta a disputa pelas vagas.
O ex-governador Mauro Mendes (União) já confirmou a pré-candidatura ao Senado. Já o atual senador Carlos Fávaro (PSD) tentará a reeleição.
Única mulher representante na Assembleia Legislativa, a deputada estadual Janaina Riva (MDB), também pretende deixar a cadeira para disputar uma vaga no Senado.
Outro nome que deve entrar na disputa é o deputado federal José Medeiros (PL) que também foi confirmado por Flávio Bolsonaro para representar a sigla. Já o ex-governador Pedro Taques (PSB) articula o retorno à política e também é citado entre os possíveis candidatos.
Sustentabilidade22 horas agoPublicada medida provisória que autoriza a renegociação de dívidas rurais – MAIS SOJA
Business14 horas agoMorre Fausto Pereira Lima, uma das maiores referências da pecuária brasileira
Sustentabilidade13 horas agoCeema: Soja em Chicago volta a superar os US$ 12,00/bushel impulsionada por tensões globais e clima nos EUA – MAIS SOJA
Business10 horas agoAlgodão sob alerta: chuvas de inverno preocupam cotonicultores de MT durante a colheita
Agro Mato Grosso18 horas agoFendt 832 Vario registra o menor consumo de combustível da categoria
Agro Mato Grosso18 horas agoRenegociação do agro pode aliviar dívida bilionária em Mato Grosso
Featured18 horas agoQuando a educação vira apenas negócio, alguém perde
Sustentabilidade21 horas agoNova sobretaxa dos EUA impõe desafio ao agronegócio gaúcho – MAIS SOJA
















