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29 de outubro de 2026

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Seduc-MT e Unifacc renovam parceria para pós-graduação em Inteligência Artificial em 2027

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Cooperação ofertou 116 vagas em 2026 e garantirá novas qualificações em inovação para servidores da Rede Estadual

A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) e a União das Faculdades Católicas de Mato Grosso (Unifacc) vão manter, em 2027, a parceria para qualificar profissionais da Rede Estadual de Ensino, com a oferta de novos cursos. Em 2026, a cooperação disponibilizou 116 vagas na pós-graduação lato sensu em Inovação e Inteligência Artificial na Educação.

O balanço deste ano marca mais uma etapa da política de formação continuada da Seduc. Embora a validade do edital da especialização termine em 31 de dezembro, a parceria entre as instituições será mantida no próximo ano, com novas oportunidades de aperfeiçoamento profissional.

A iniciativa contemplou servidores efetivos com formação superior, incluindo professores, técnicos administrativos educacionais, profissionais de apoio administrativo educativo, coordenadores pedagógicos, diretores escolares e integradores curriculares.

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As vagas foram distribuídas entre as Diretorias Regionais de Educação (DREs) e a Diretoria Metropolitana de Educação (DME), com reserva de 10% para pessoas com deficiência (PcD).

O processo seletivo ocorreu em junho. Com carga horária mínima de 360 horas, a especialização combina encontros ao vivo, atividades no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) da Unifacc e momentos presenciais previstos na organização acadêmica.

A formação busca desenvolver competências para o uso crítico, criativo e responsável da inteligência artificial no ambiente educacional. Entre as aplicações estão a produção de recursos didáticos, o planejamento de atividades pedagógicas e a utilização de ferramentas digitais para apoiar o ensino e a aprendizagem.

A qualificação também alcança profissionais que atuam fora da sala de aula, ampliando as possibilidades de utilização das tecnologias na gestão escolar, no acompanhamento das atividades educacionais e na busca de soluções para demandas das unidades de ensino.

A cooperação entre Seduc e Unifacc teve uma etapa anterior em 2025, quando foram ofertadas 200 bolsas integrais para a mesma especialização. A realização de uma nova seleção em 2026 reforçou o investimento na formação acadêmica dos servidores e na incorporação de tecnologias aos processos educacionais.

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De acordo com a Seduc, a especialização busca estimular a adoção de metodologias inovadoras e fortalecer a autonomia dos profissionais na escolha de ferramentas adequadas às necessidades dos estudantes.

“A proposta é que os conhecimentos adquiridos contribuam para diversificar as estratégias de ensino, sem substituir a mediação pedagógica dos educadores”, define Geonir Paulo Schnorr, secretário adjunto de Gestão de Pessoas (SAGP).

O encerramento da validade do edital de 2026, previsto para 31 de dezembro, refere-se ao processo seletivo e não representa a conclusão das atividades acadêmicas, que seguem as regras e o cronograma estabelecidos pela instituição de ensino.

Com a continuidade da parceria em 2027, a Seduc pretende manter a qualificação profissional como parte das estratégias de fortalecimento da rede estadual, abrindo espaço para novas formações e para a atualização permanente dos conhecimentos dos servidores.

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Força Tática localiza 43 tabletes de maconha enterrados em barraco e prende dois em MT

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Ação no bairro Jonas Pinheiro desmantelou ponto de tráfico; maconha estava oculta no solo e cocaína foi achada com suspeito

Policiais militares da Força Tática do 2° Comando Regional apreenderam, nesta quarta-feira (28.10), 44 tabletes de entorpecentes e prenderam dois homens suspeitos por tráfico ilícito de drogas, em Cuiabá. Parte dos ilícitos estavam enterrados aos fundos de um barraco aparentemente abandonado.

Durante o patrulhamento tático na região do bairro Jonas Pinheiro, as equipes receberam informações de que o imóvel seria um possível ponto de compra e venda de entorpecentes. No local, os policiais militares flagraram dois homens, em atitude suspeita, que tentaram fugir da abordagem, sendo detidos em seguida.

Com um dos suspeitos, de 18 anos, os policiais encontraram um pedaço de substância análoga à cocaína. Ele informou que havia recebido o entorpecente do outro abordado, de 32 anos.

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Durante buscas na área, os militares identificaram um montante de terra mexida e no local foram localizados 43 tabletes de maconha. No interior do barraco, também foram encontrados aparelhos celulares e balança de precisão. A dupla foi conduzida à delegacia para registro do boletim de ocorrência.

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Polícia Civil deflagra 2ª fase da Operação Rede Oculta e prende influenciadora em MT

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Ação cumpriu mandados em Cuiabá e Várzea Grande contra grupo que ostentava luxo financiado por golpes digitais

A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (29.10), a segunda fase da Operação Rede Oculta, que investiga um grupo criminoso suspeito de praticar fraudes eletrônicas e lavar o dinheiro obtido com os golpes.

Foram realizadas diligências para cumprir 20 ordens judiciais expedidas pelo Núcleo do Juízo das Garantias da Regional 1 de Cuiabá contra cinco investigados, sendo cinco mandados de prisão preventiva e os demais mandados de busca e apreensão domiciliar, decisões de sequestro de veículos e autorizações de quebra de sigilo telemático dos aparelhos apreendidos.

A operação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande (DEE-VG), unidade que, à época da primeira fase, funcionava como 1ª Delegacia de Polícia de Várzea Grande, com apoio do Núcleo de Inteligência da especializada.

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Foram presos preventivamente uma digital influencer, de 24 anos, seu companheiro, de 26 anos, moradores do bairro Tijucal, em Cuiabá; uma mulher, de 35 anos, que reside no bairro São Benedito, em Várzea Grande, e o marido dela, de 41 anos, que já havia sido preso por envolvimento com fraudes eletrônicas, tinha conseguido a liberdade e foi preso novamente nesta quinta-feira (29). O quinto alvo ainda não foi localizado e está foragido.

Um veículo Toyota Corolla Cross híbrido, registrado em nome de terceiro, mas, segundo a investigação, em uso efetivo pelos investigados, foi sequestrado sob ordem judicial. Os aparelhos celulares apreendidos serão submetidos à extração de dados, conforme autorizado pela Justiça.

Primeira fase

A primeira fase da Operação Rede Oculta foi deflagrada em 27 de maio de 2024, quando foram cumpridas 30 ordens judiciais contra 15 investigados em Cuiabá e Várzea Grande. Na ocasião, foram apreendidos bens e aparelhos celulares, entre eles um Jeep Compass avaliado em cerca de R$ 153 mil. As investigações tiveram início em 2023, a partir de denúncias anônimas.

A análise do material apreendido naquela etapa, somada a laudos periciais da Politec e a dados financeiros obtidos com autorização judicial, permitiu aprofundar a apuração e individualizar a participação dos alvos desta segunda fase.

Como o grupo agia

Segundo a investigação, as vítimas eram abordadas pela internet, em redes sociais e plataformas de compra e venda, com falsos anúncios de veículos e golpes como o do falso parente e o do falso funcionário de banco.

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Os valores transferidos via Pix eram imediatamente fracionados entre várias contas de terceiros, em quantias abaixo de R$ 10 mil, e depois concentrados em um dos investigados, que redistribuía o dinheiro. Por fim, os recursos seriam convertidos em veículos de alto valor e joias, ostentados nas redes sociais.

O prejuízo apurado das vítimas já identificadas soma R$ 414.093,00. Há vítimas em Mato Grosso e em outros estados, como Rio de Janeiro e Pará.

De acordo com a apuração, uma das investigadas presas coordenava um subnúcleo do grupo e recrutava pessoas para ceder contas bancárias ao esquema. Outra investigada, presa em Cuiabá, se apresentava nas redes sociais como influenciadora digital e exibia padrão de vida que, segundo a polícia, é incompatível com a renda declarada.

A investigação aponta ainda que o homem de 41 anos, que recentemente havia sido posto em liberdade, continuava a orientar a movimentação dos recursos de dentro do sistema prisional, com auxílio da esposa, também presa nesta fase.

O investigado é apontado como integrante de uma facção criminosa. Como ele estava com uma pequena quantidade de entorpecentes, foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) contra ele por posse de drogas para consumo pessoal.

Os investigados foram indiciados pelos crimes de fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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“A segunda fase da Operação Rede Oculta encerra um trabalho de investigação que começou com denúncias anônimas e avançou com a análise técnica do material apreendido e dos dados financeiros. O cumprimento integral das 20 ordens judiciais atinge não apenas as pessoas apontadas como responsáveis pelos golpes, mas também o patrimônio formado com o dinheiro das vítimas”, afirmou o delegado Ruy Peral, responsável pela operação.

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Agro Mato Grosso

Projeto busca ampliar industrialização da soja em MT

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Biorrefinaria em Mato Grosso deve produzir proteína isolada e outros seis produtos de valor agregado

O Grupo MJFEO, de Mato Grosso, representa no Brasil a tecnologia israelense para implantação de uma biorrefinaria voltada à produção de proteína isolada de soja e outros seis produtos de valor agregado. O projeto prevê capacidade mínima de processamento de 30 mil toneladas por ano e busca ampliar a industrialização da soja no país, agregando valor à produção agrícola.

A tecnologia é desenvolvida pela israelense Robtech LLP, empresa que atua na implantação de unidades industriais de proteína isolada de soja em diferentes países. O Grupo MJFEO é seu representante na América Latina e ficará responsável pelos projetos no modelo turnkey, que abrange desde a estruturação da captação de recursos até a execução das obras.

A planta projetada terá capacidade para produzir 25 mil toneladas anuais de proteína isolada de soja e, segundo o grupo, deverá se tornar a maior unidade brasileira dedicada a esse produto.

Industrialização da soja

A iniciativa busca ampliar a participação brasileira nas etapas de processamento industrial da soja. Embora o Brasil seja um dos principais produtores mundiais do grão, parte expressiva da produção ainda é exportada sem processamento adicional.

Na safra 2025/26, a produção brasileira de soja foi estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 180,6 milhões de toneladas. Segundo os dados apresentados pelo Grupo MJFEO, cerca de 60% do volume ainda é exportado em grão.

O projeto também mira o mercado de proteína isolada de soja, ingrediente utilizado pela indústria de alimentos e pela nutrição animal. De acordo com as projeções citadas pela empresa, o mercado mundial do produto poderá crescer de US$ 4 bilhões para US$ 9,3 bilhões até 2035, com a produção atualmente concentrada na China.

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Segundo o diretor executivo do Grupo MJFEO, Cleber Breancini, a tecnologia já acumula mais de 15 anos de operação em nove plantas. A empresa afirma que o abastecimento da unidade projetada exigiria menos de 0,1% da safra brasileira. “Há dez anos, esse projeto seria uma aposta. Hoje, é uma decisão de execução”, afirma Breancini.

Sete produtos a partir do grão

Além da proteína isolada de soja, que apresenta teor mínimo de 90% de proteína, a biorrefinaria deverá gerar outros seis produtos: óleo de soja, lecitina, proteína concentrada, farelo, melaço e fibras.

A proteína isolada é utilizada na fabricação de carnes processadas, produtos de panificação, bebidas, fórmulas infantis e suplementos para nutrição esportiva. Na alimentação animal, pode ser empregada em dietas de alta digestibilidade e como alternativa à farinha de peixe na aquicultura e na nutrição de animais jovens.

Os demais produtos também atendem a diferentes segmentos industriais. O óleo pode ser destinado à indústria alimentícia e à produção de biodiesel; a lecitina atua como emulsificante nos setores de alimentos, cosméticos e farmacêutico; e a proteína concentrada é utilizada na fabricação de alimentos e rações.

O farelo constitui uma fonte proteica para a alimentação de bovinos, suínos e aves. Já o melaço, rico em açúcares, pode ser utilizado na nutrição de bovinos, enquanto as fibras encontram aplicação na alimentação animal.

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Participação de produtores rurais

O Grupo MJFEO apresenta o empreendimento como uma oportunidade para ampliar a participação dos produtores rurais na cadeia de valor da soja. O modelo proposto permite que agricultores participem como investidores da unidade industrial, com o objetivo de obter retorno também sobre o processamento do grão.

“A onda do etanol de milho ensinou o agronegócio brasileiro a industrializar uma das commodities mais valiosas do país. Agora chegou a vez da soja passar por essa transformação”, afirma Breancini.

Para Mato Grosso, a proposta é ampliar a geração de renda, empregos e arrecadação por meio da industrialização próxima às regiões produtoras. Segundo a empresa, o projeto já foi apresentado a agricultores do estado, e a primeira reunião com investidores registrou adesão significativa.

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Agro MT