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Conab entrega 3.740 mudas de frutíferas a 110 famílias em Macaé e Piraí

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) participou nesta quinta-feira (29) da entrega de 3.740 mudas de frutíferas a organizações que representam 110 famílias da agricultura familiar em Macaé e Piraí, no Rio de Janeiro. A ação faz parte do primeiro projeto do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) na modalidade Sementes e Mudas no estado. As mudas foram fornecidas pela Associação dos Produtores Rurais de Dona Euzébia e Região, em Minas Gerais.
A retirada das mudas foi realizada na quarta-feira (28), em Dona Euzébia (MG), e a entrega às organizações beneficiárias ocorreu nesta quinta-feira (29). Cada família recebeu 34 mudas de espécies frutíferas, entre elas abacate, goiaba, graviola, laranja, tangerina, manga e jambo.
A distribuição foi organizada entre quatro entidades. A Associação dos Produtores da Agricultura Familiar do Sana, em Macaé, recebeu 1.428 mudas para 42 famílias. A Associação das Assentadas e Assentados do Projeto de Desenvolvimento Sustentável Osvaldo de Oliveira, também em Macaé, recebeu 374 mudas para 11 famílias. Em Piraí, a Associação das Famílias do Coletivo de Comercialização Alaíde Reis ficou com 578 mudas para 17 famílias. Já a Associação dos Moradores Produtores Rurais e Agricultura Familiar da Gleba Maria Amália, em Macaé, recebeu 1.360 mudas para 40 famílias.
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Segundo a Conab, a contratação foi estruturada de forma conjunta, considerando a disponibilidade de mudas compatíveis com os requisitos técnicos do programa e as preferências das famílias beneficiárias. Os fornecedores atendem às exigências legais, com cultivares inscritas no Registro Nacional de Cultivares (RNC) e produtores registrados no Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem).
A execução da iniciativa ficou a cargo da Superintendência Regional da Companhia no estado (Sureg/RJ), com apoio da Federação dos Trabalhadores Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Rio de Janeiro (Fetagri-RJ), do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra no Rio de Janeiro (MST/RJ), da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) em Macaé e Dona Euzébia e de secretarias municipais envolvidas na ação.
De acordo com o superintendente regional da Conab no Rio de Janeiro, Gustavo Areal, a primeira execução da modalidade Sementes e Mudas pela Sureg/RJ abre continuidade ao trabalho no estado. A ação busca ampliar a produção, diversificar os cultivos e estimular práticas sustentáveis com geração de renda para as famílias atendidas.
Fonte: gov.br
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Safra de soja 2026/27 do Paraná é estimada em 22,75 milhões de toneladas

A produção de soja do Paraná na safra 2026/2027 está projetada em 22,75 milhões de toneladas, volume 4% superior ao do ciclo anterior. A estimativa foi divulgada nesta quinta-feira (29) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A área destinada à cultura é de 5,74 milhões de hectares.
O plantio da soja já alcançou 62% da área prevista no estado. Entre as lavouras implantadas, 88% estão em boas condições, 11% em condição média e 1% em condição ruim.
Segundo Larissa Nahirny, coordenadora da Divisão de Estatísticas do Deral, os efeitos climáticos foram mais expressivos nas culturas de inverno, com perdas de produtividade e de qualidade dos grãos. Nas culturas de verão, as estimativas seguem condicionadas à evolução do clima nos próximos meses.
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A produção paranaense de grãos de inverno está estimada em 2,84 milhões de toneladas, resultado 28% inferior ao de 2025, quando o volume ficou em aproximadamente 3,9 milhões de toneladas. O desempenho reflete excesso de chuvas durante o desenvolvimento e a colheita das lavouras.
No trigo, a previsão é de 1,9 milhão de toneladas, queda de 34% frente às 2,88 milhões de toneladas colhidas em 2025. A retração está associada à redução de 12% na área cultivada e à perda de produtividade, estimada em 44 sacas por hectare, ante 54 sacas no ciclo anterior. As chuvas frequentes na colheita também comprometeram a qualidade do cereal.
Entre as demais culturas, a canola tem estimativa de dobrar o volume produzido no Paraná em relação ao ciclo anterior, acompanhando a expansão da área cultivada. No milho primeira safra 2026/27, o plantio atingiu 94% dos pouco mais de 372 mil hectares previstos, com produção estimada em 4,08 milhões de toneladas. Das áreas plantadas, 78% estão em boas condições, 20% em condição mediana e 2% em condição ruim.
Na pecuária, o Boletim Conjuntural da semana 44 do Deral registrou pressão dos custos de produção sobre aves e suínos. Em setembro, o custo do frango vivo foi de R$ 4,96 por quilo, acima do preço médio recebido pelo produtor, de R$ 4,75. Na suinocultura, o custo chegou a R$ 6,13 por quilo, enquanto o preço médio recebido ficou em R$ 5,17.
Fonte: agricultura.pr.gov.br
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Nova ferramenta da UnionAgro ajuda lavouras a enfrentar o estresse e aumenta a produtividade em cerca de 13%

As oscilações climáticas, a exemplo do Super El Niño previsto para a safra atual de 26/27, representam um desafio crescente para o produtor rural. Períodos de seca, temperaturas elevadas e mudanças bruscas nas condições ambientais podem comprometer o desenvolvimento das plantas, afetar a formação de flores e frutos e reduzir o potencial produtivo das lavouras.
Esses impactos são especialmente preocupantes em fases decisivas do ciclo das culturas, quando o estresse hídrico ou térmico pode provocar alterações no metabolismo vegetal, limitar a fotossíntese e prejudicar a formação de estruturas reprodutivas.
Diante desse cenário, o manejo fisiológico ganha espaço como estratégia complementar para ajudar as plantas a enfrentar condições adversas e preservar seu potencial de produção.
É nessa frente que a UnionAgro desenvolveu o Oxygen, um fertilizante que combina nutrientes e aditivos para estimular processos fisiológicos e bioquímicos associados à tolerância aos estresses ambientais.
A solução foi desenvolvida para utilização em culturas como cereais, cana-de-açúcar, café e citros, com foco na ativação metabólica, na eficiência do aproveitamento de nutrientes e no desempenho das plantas durante etapas críticas do desenvolvimento.
Trabalhos de pesquisa realizados em consultorias parceiras e fundações de pesquisa nos estados de Goiás e Mato Grosso do Sul, registraram maiores produtividades nos tratamentos com Oxygen na safra 25/26.
Em Jataí (GO), trabalho realizado com uma consultoria parceira registrou produtividade de 104 sacas por hectare no tratamento com Oxygen, enquanto a área controle apresentou 92 sacas por hectare. A diferença foi de 12 sacas.
Em Maracaju (MS), outros dois trabalhos realizados em fundações de pesquisa, houve incremento de 13% na média da produtividade de soja com Oxygen em relação a testemunha.
Oxygen: combinação de nutrientes e aditivos fisiológicos
Sua formulação reúne selênio, ácido salicílico e aminoácidos, além de nutrientes estratégicos. Segundo a UnionAgro, essa associação busca favorecer mecanismos relacionados à proteção celular, ao equilíbrio hídrico, à fotossíntese e ao metabolismo do nitrogênio.
Entre os principais componentes e suas funções estão:
- Ácido salicílico: participa de processos de sinalização e regulação de respostas fisiológicas, contribuindo para a ativação de mecanismos de defesa diante de condições adversas.
- Aminoácidos: estão associados ao metabolismo vegetal e a processos de osmoproteção, que ajudam as células a lidar com alterações na disponibilidade de água.
- Selênio: pode contribuir para a atividade antioxidante e para mecanismos de proteção celular, dependendo da concentração e das condições de uso.
Como o estresse climático afeta a produtividade?
Quando uma planta enfrenta falta de água ou calor excessivo, seu funcionamento passa por uma série de alterações. Em situações de déficit hídrico, por exemplo, o fechamento dos estômatos ajuda a reduzir a perda de água, mas também limita a entrada de dióxido de carbono, prejudicando a fotossíntese.
O estresse também pode favorecer o acúmulo de espécies reativas de oxigênio (EROs), capazes de provocar danos celulares quando os mecanismos naturais de defesa da planta não conseguem controlar sua concentração.
Na fase vegetativa, essas condições podem limitar o crescimento e comprometer o desenvolvimento da lavoura. Já durante a floração e a formação de grãos ou frutos, os impactos podem ser ainda mais significativos.
A ocorrência de estresses nesses momentos pode aumentar o abortamento floral, prejudicar o pegamento de flores e reduzir a fixação de estruturas reprodutivas, afetando diretamente o rendimento final.
Por isso, além das práticas tradicionais de nutrição, irrigação e manejo, estratégias voltadas ao equilíbrio fisiológico podem contribuir para uma resposta mais eficiente das plantas às adversidades.
Manejo fisiológico ganha importância diante dos desafios climáticos
Com a maior preocupação dos produtores em relação às oscilações de temperatura e à disponibilidade de água, tecnologias voltadas à fisiologia vegetal passam a integrar as discussões sobre eficiência e estabilidade produtiva.
Nesse contexto, o Oxygen está posicionado como uma ferramenta que conecta nutrição e processos metabólicos, com foco no desenvolvimento das culturas e na preservação do potencial produtivo.
Ao reunir nutrientes e aditivos fisiológicos com diferentes funções, a solução busca atuar não apenas no fornecimento nutricional, mas também em mecanismos envolvidos na resposta das plantas aos estresses ambientais.
A proposta é oferecer ao produtor uma alternativa complementar de manejo para momentos em que o equilíbrio fisiológico pode fazer diferença na formação e na manutenção das estruturas responsáveis pela produtividade.
Para a UnionAgro, o uso de tecnologias associadas à fisiologia vegetal reforça a importância de um manejo cada vez mais atento às necessidades das plantas em cada etapa do ciclo produtivo.
Agro Mato Grosso
Projeto busca ampliar industrialização da soja em MT

Biorrefinaria em Mato Grosso deve produzir proteína isolada e outros seis produtos de valor agregado
O Grupo MJFEO, de Mato Grosso, representa no Brasil a tecnologia israelense para implantação de uma biorrefinaria voltada à produção de proteína isolada de soja e outros seis produtos de valor agregado. O projeto prevê capacidade mínima de processamento de 30 mil toneladas por ano e busca ampliar a industrialização da soja no país, agregando valor à produção agrícola.
A tecnologia é desenvolvida pela israelense Robtech LLP, empresa que atua na implantação de unidades industriais de proteína isolada de soja em diferentes países. O Grupo MJFEO é seu representante na América Latina e ficará responsável pelos projetos no modelo turnkey, que abrange desde a estruturação da captação de recursos até a execução das obras.
A planta projetada terá capacidade para produzir 25 mil toneladas anuais de proteína isolada de soja e, segundo o grupo, deverá se tornar a maior unidade brasileira dedicada a esse produto.
Industrialização da soja

A iniciativa busca ampliar a participação brasileira nas etapas de processamento industrial da soja. Embora o Brasil seja um dos principais produtores mundiais do grão, parte expressiva da produção ainda é exportada sem processamento adicional.
Na safra 2025/26, a produção brasileira de soja foi estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 180,6 milhões de toneladas. Segundo os dados apresentados pelo Grupo MJFEO, cerca de 60% do volume ainda é exportado em grão.
O projeto também mira o mercado de proteína isolada de soja, ingrediente utilizado pela indústria de alimentos e pela nutrição animal. De acordo com as projeções citadas pela empresa, o mercado mundial do produto poderá crescer de US$ 4 bilhões para US$ 9,3 bilhões até 2035, com a produção atualmente concentrada na China.
Segundo o diretor executivo do Grupo MJFEO, Cleber Breancini, a tecnologia já acumula mais de 15 anos de operação em nove plantas. A empresa afirma que o abastecimento da unidade projetada exigiria menos de 0,1% da safra brasileira. “Há dez anos, esse projeto seria uma aposta. Hoje, é uma decisão de execução”, afirma Breancini.
Sete produtos a partir do grão
Além da proteína isolada de soja, que apresenta teor mínimo de 90% de proteína, a biorrefinaria deverá gerar outros seis produtos: óleo de soja, lecitina, proteína concentrada, farelo, melaço e fibras.
A proteína isolada é utilizada na fabricação de carnes processadas, produtos de panificação, bebidas, fórmulas infantis e suplementos para nutrição esportiva. Na alimentação animal, pode ser empregada em dietas de alta digestibilidade e como alternativa à farinha de peixe na aquicultura e na nutrição de animais jovens.
Os demais produtos também atendem a diferentes segmentos industriais. O óleo pode ser destinado à indústria alimentícia e à produção de biodiesel; a lecitina atua como emulsificante nos setores de alimentos, cosméticos e farmacêutico; e a proteína concentrada é utilizada na fabricação de alimentos e rações.
O farelo constitui uma fonte proteica para a alimentação de bovinos, suínos e aves. Já o melaço, rico em açúcares, pode ser utilizado na nutrição de bovinos, enquanto as fibras encontram aplicação na alimentação animal.

Participação de produtores rurais
O Grupo MJFEO apresenta o empreendimento como uma oportunidade para ampliar a participação dos produtores rurais na cadeia de valor da soja. O modelo proposto permite que agricultores participem como investidores da unidade industrial, com o objetivo de obter retorno também sobre o processamento do grão.
“A onda do etanol de milho ensinou o agronegócio brasileiro a industrializar uma das commodities mais valiosas do país. Agora chegou a vez da soja passar por essa transformação”, afirma Breancini.
Para Mato Grosso, a proposta é ampliar a geração de renda, empregos e arrecadação por meio da industrialização próxima às regiões produtoras. Segundo a empresa, o projeto já foi apresentado a agricultores do estado, e a primeira reunião com investidores registrou adesão significativa.
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