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29 de outubro de 2026

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Compromisso de escutar sem perder de vista as responsabilidades de governar

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Hoje é o Dia do Servidor Público. Ao longo de 25 anos de serviço, aprendi que, por trás de cada atendimento e de cada serviço prestado à população, existe um profissional que carrega responsabilidades, enfrenta desafios e precisa de condições adequadas para exercer sua função. Cabe, portanto, ao poder público contribuir para o cuidado com a saúde física e mental desses profissionais. Pois quando têm acesso facilitado ao atendimento e ao bem-estar, ganham eles, suas famílias e toda a sociedade, com um trabalho mais humano, eficiente e capaz de transformar vidas.

É sob esse olhar que tenho a convicção de que compreender as necessidades das pessoas é o primeiro passo para construir respostas efetivas.

Agora, na condição de vice-governadora eleita, essa compreensão se amplia diante da responsabilidade de observar a máquina administrativa em sua totalidade, reconhecendo tanto as legítimas reivindicações de quem trabalha na estrutura governamental quanto as múltiplas demandas de uma população que espera oportunidades, serviços de qualidade e melhores condições de vida.

A dimensão de uma unidade federativa não se mede apenas pelo tamanho de sua economia, pelo volume de suas obras ou pelos números de suas contas. Mede-se, igualmente, pela capacidade de transformar recursos em qualidade de vida, promovendo equidade e distribuindo oportunidades de maneira mais justa. Nesse processo, é indispensável reconhecer o protagonismo dos servidores que dão concretude às políticas públicas, sem perder de vista, porém, as demais necessidades da sociedade e os compromissos assumidos com o desenvolvimento de Mato Grosso.

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Ao participar, nesta semana, de programações, eventos e rodas de conversa em homenagem à categoria, quero falar não apenas como alguém que construiu sua trajetória profissional nessa área, mas também como quem reconhece a dimensão dos desafios que temos pela frente. A experiência de quem conhece essa realidade por dentro se soma, agora, à responsabilidade institucional de contribuir para uma interlocução mais próxima, transparente e permanente entre o governo e seus quadros funcionais.

Uma interlocução que precisa, inclusive, do reconhecimento que a pauta não se resume à remuneração, embora a política salarial, a Revisão Geral Anual (RGA) e a discussão sobre perdas acumuladas sejam questões legítimas e relevantes. Mas há também demandas relacionadas à reestruturação de carreiras, à realização de concursos públicos, à convocação de aprovados, às condições de trabalho e à valorização profissional.

Ao mesmo tempo, com uma responsabilidade que contemple o conjunto das necessidades administrativas e permita encontrar alternativas sem comprometer outras ações igualmente importantes para a população.

Assim, mais do que receber reivindicações e encaminhá-las de uma mesa a outra, precisamos fortalecer mecanismos permanentes de negociação, sustentados pela transparência e pela responsabilidade fiscal. Isso significa examinar cada demanda, avaliar seus impactos orçamentários e compreender os limites jurídicos e financeiros que condicionam as decisões. Significa, ainda, não antecipar soluções antes de conhecer sua viabilidade, tampouco criar expectativas que não possam ser atendidas.

O fundamental nessa interlocução é estabelecer uma relação de confiança, na qual os compromissos assumidos tenham fundamento e os encaminhamentos sejam acompanhados de uma análise honesta sobre o que é possível fazer, em quais condições, com quais prioridades e em que horizonte de tempo. Desta forma, um caminho que exige planejamento, negociação e compromisso público. Sobretudo, uma relação madura entre governo e seus profissionais para que as discussões não se limitem aos momentos de conflito, às datas-base ou aos períodos de mobilização. Entendendo que a escuta ativa só cumpre seu papel quando se converte em análise, encaminhamento e, sempre que possível, solução.

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E, agora, como vice-governadora, transformando essa vivência em instrumento de aproximação, contribuindo para que as reivindicações cheguem ao governador Otaviano Pivetta e sejam examinadas com a atenção que merecem. Um compromisso, claro, que caminha junto à compreensão de que governar é conciliar necessidades legítimas, administrar recursos limitados e construir soluções que atendam ao interesse público em sua dimensão mais ampla.

Assim, neste 28 de outubro, minha homenagem a cada servidor se traduz, portanto, no compromisso em trabalhar por uma relação pautada no respeito, no diálogo permanente e na busca de soluções responsáveis. Um caminho que concilie a valorização de quem faz os serviços públicos acontecerem, o equilíbrio das contas e o compromisso com toda a população mato-grossense.

*Gisela Simona é servidora e vice-governadora eleita por Mato Grosso*

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Polícia Civil deflagra 2ª fase da Operação Rede Oculta e prende influenciadora em MT

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Ação cumpriu mandados em Cuiabá e Várzea Grande contra grupo que ostentava luxo financiado por golpes digitais

A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (29.10), a segunda fase da Operação Rede Oculta, que investiga um grupo criminoso suspeito de praticar fraudes eletrônicas e lavar o dinheiro obtido com os golpes.

Foram realizadas diligências para cumprir 20 ordens judiciais expedidas pelo Núcleo do Juízo das Garantias da Regional 1 de Cuiabá contra cinco investigados, sendo cinco mandados de prisão preventiva e os demais mandados de busca e apreensão domiciliar, decisões de sequestro de veículos e autorizações de quebra de sigilo telemático dos aparelhos apreendidos.

A operação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande (DEE-VG), unidade que, à época da primeira fase, funcionava como 1ª Delegacia de Polícia de Várzea Grande, com apoio do Núcleo de Inteligência da especializada.

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Foram presos preventivamente uma digital influencer, de 24 anos, seu companheiro, de 26 anos, moradores do bairro Tijucal, em Cuiabá; uma mulher, de 35 anos, que reside no bairro São Benedito, em Várzea Grande, e o marido dela, de 41 anos, que já havia sido preso por envolvimento com fraudes eletrônicas, tinha conseguido a liberdade e foi preso novamente nesta quinta-feira (29). O quinto alvo ainda não foi localizado e está foragido.

Um veículo Toyota Corolla Cross híbrido, registrado em nome de terceiro, mas, segundo a investigação, em uso efetivo pelos investigados, foi sequestrado sob ordem judicial. Os aparelhos celulares apreendidos serão submetidos à extração de dados, conforme autorizado pela Justiça.

Primeira fase

A primeira fase da Operação Rede Oculta foi deflagrada em 27 de maio de 2024, quando foram cumpridas 30 ordens judiciais contra 15 investigados em Cuiabá e Várzea Grande. Na ocasião, foram apreendidos bens e aparelhos celulares, entre eles um Jeep Compass avaliado em cerca de R$ 153 mil. As investigações tiveram início em 2023, a partir de denúncias anônimas.

A análise do material apreendido naquela etapa, somada a laudos periciais da Politec e a dados financeiros obtidos com autorização judicial, permitiu aprofundar a apuração e individualizar a participação dos alvos desta segunda fase.

Como o grupo agia

Segundo a investigação, as vítimas eram abordadas pela internet, em redes sociais e plataformas de compra e venda, com falsos anúncios de veículos e golpes como o do falso parente e o do falso funcionário de banco.

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Os valores transferidos via Pix eram imediatamente fracionados entre várias contas de terceiros, em quantias abaixo de R$ 10 mil, e depois concentrados em um dos investigados, que redistribuía o dinheiro. Por fim, os recursos seriam convertidos em veículos de alto valor e joias, ostentados nas redes sociais.

O prejuízo apurado das vítimas já identificadas soma R$ 414.093,00. Há vítimas em Mato Grosso e em outros estados, como Rio de Janeiro e Pará.

De acordo com a apuração, uma das investigadas presas coordenava um subnúcleo do grupo e recrutava pessoas para ceder contas bancárias ao esquema. Outra investigada, presa em Cuiabá, se apresentava nas redes sociais como influenciadora digital e exibia padrão de vida que, segundo a polícia, é incompatível com a renda declarada.

A investigação aponta ainda que o homem de 41 anos, que recentemente havia sido posto em liberdade, continuava a orientar a movimentação dos recursos de dentro do sistema prisional, com auxílio da esposa, também presa nesta fase.

O investigado é apontado como integrante de uma facção criminosa. Como ele estava com uma pequena quantidade de entorpecentes, foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) contra ele por posse de drogas para consumo pessoal.

Os investigados foram indiciados pelos crimes de fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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“A segunda fase da Operação Rede Oculta encerra um trabalho de investigação que começou com denúncias anônimas e avançou com a análise técnica do material apreendido e dos dados financeiros. O cumprimento integral das 20 ordens judiciais atinge não apenas as pessoas apontadas como responsáveis pelos golpes, mas também o patrimônio formado com o dinheiro das vítimas”, afirmou o delegado Ruy Peral, responsável pela operação.

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Agro Mato Grosso

Projeto busca ampliar industrialização da soja em MT

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Biorrefinaria em Mato Grosso deve produzir proteína isolada e outros seis produtos de valor agregado

O Grupo MJFEO, de Mato Grosso, representa no Brasil a tecnologia israelense para implantação de uma biorrefinaria voltada à produção de proteína isolada de soja e outros seis produtos de valor agregado. O projeto prevê capacidade mínima de processamento de 30 mil toneladas por ano e busca ampliar a industrialização da soja no país, agregando valor à produção agrícola.

A tecnologia é desenvolvida pela israelense Robtech LLP, empresa que atua na implantação de unidades industriais de proteína isolada de soja em diferentes países. O Grupo MJFEO é seu representante na América Latina e ficará responsável pelos projetos no modelo turnkey, que abrange desde a estruturação da captação de recursos até a execução das obras.

A planta projetada terá capacidade para produzir 25 mil toneladas anuais de proteína isolada de soja e, segundo o grupo, deverá se tornar a maior unidade brasileira dedicada a esse produto.

Industrialização da soja

A iniciativa busca ampliar a participação brasileira nas etapas de processamento industrial da soja. Embora o Brasil seja um dos principais produtores mundiais do grão, parte expressiva da produção ainda é exportada sem processamento adicional.

Na safra 2025/26, a produção brasileira de soja foi estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 180,6 milhões de toneladas. Segundo os dados apresentados pelo Grupo MJFEO, cerca de 60% do volume ainda é exportado em grão.

O projeto também mira o mercado de proteína isolada de soja, ingrediente utilizado pela indústria de alimentos e pela nutrição animal. De acordo com as projeções citadas pela empresa, o mercado mundial do produto poderá crescer de US$ 4 bilhões para US$ 9,3 bilhões até 2035, com a produção atualmente concentrada na China.

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Segundo o diretor executivo do Grupo MJFEO, Cleber Breancini, a tecnologia já acumula mais de 15 anos de operação em nove plantas. A empresa afirma que o abastecimento da unidade projetada exigiria menos de 0,1% da safra brasileira. “Há dez anos, esse projeto seria uma aposta. Hoje, é uma decisão de execução”, afirma Breancini.

Sete produtos a partir do grão

Além da proteína isolada de soja, que apresenta teor mínimo de 90% de proteína, a biorrefinaria deverá gerar outros seis produtos: óleo de soja, lecitina, proteína concentrada, farelo, melaço e fibras.

A proteína isolada é utilizada na fabricação de carnes processadas, produtos de panificação, bebidas, fórmulas infantis e suplementos para nutrição esportiva. Na alimentação animal, pode ser empregada em dietas de alta digestibilidade e como alternativa à farinha de peixe na aquicultura e na nutrição de animais jovens.

Os demais produtos também atendem a diferentes segmentos industriais. O óleo pode ser destinado à indústria alimentícia e à produção de biodiesel; a lecitina atua como emulsificante nos setores de alimentos, cosméticos e farmacêutico; e a proteína concentrada é utilizada na fabricação de alimentos e rações.

O farelo constitui uma fonte proteica para a alimentação de bovinos, suínos e aves. Já o melaço, rico em açúcares, pode ser utilizado na nutrição de bovinos, enquanto as fibras encontram aplicação na alimentação animal.

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Participação de produtores rurais

O Grupo MJFEO apresenta o empreendimento como uma oportunidade para ampliar a participação dos produtores rurais na cadeia de valor da soja. O modelo proposto permite que agricultores participem como investidores da unidade industrial, com o objetivo de obter retorno também sobre o processamento do grão.

“A onda do etanol de milho ensinou o agronegócio brasileiro a industrializar uma das commodities mais valiosas do país. Agora chegou a vez da soja passar por essa transformação”, afirma Breancini.

Para Mato Grosso, a proposta é ampliar a geração de renda, empregos e arrecadação por meio da industrialização próxima às regiões produtoras. Segundo a empresa, o projeto já foi apresentado a agricultores do estado, e a primeira reunião com investidores registrou adesão significativa.

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Agro Mato Grosso

El Niño tem alerta para mosca-branca na soja em Mato Grosso

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Especialistas alertam para risco de mosca-branca na soja em Mato Grosso. Praga pode causar perdas de até 70% sem controle adequado.

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Agro MT