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29 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Trigo fecha em forte baixa em Chicago com liberação de embarques russos pelo Mar de Azov – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quarta-feira (28) em forte baixa. O mercado foi pressionado pela decisão das autoridades russas de autorizar a saída de navios carregados com grãos para exportação pelo Mar de Azov, pela primeira vez desde julho. A medida reforçou as perspectivas de retomada do comércio agrícola na região, levando as cotações a devolverem os ganhos registrados antes do intervalo.

Segundo a Reuters, as autoridades russas autorizaram a saída das embarcações pela primeira vez desde 10 de julho, quando o tráfego marítimo foi interrompido devido a ataques de drones ucranianos. As autorizações para a passagem pelo Estreito de Kerch, que conecta o Mar de Azov ao Mar Negro, serão emitidas até 15 de novembro.

De acordo com fontes do setor ouvidas pela Reuters, os navios serão escoltados por um comboio naval russo durante a travessia pelo Mar Negro. Uma fonte informou que a autoridade portuária determinou o início dos procedimentos de saída para as embarcações que estiverem prontas. A decisão indica que as autoridades russas consideram a passagem pelo estreito relativamente segura neste momento.

A liberação ocorreu em meio a um cessar-fogo localizado para permitir a passagem de suprimentos humanitários à cidade de Oleshky, controlada pela Rússia, na região de Kherson. A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, que mediou o acordo, afirmou que a trégua foi ampliada para toda a região, que tem acesso ao Mar de Azov. Rússia e Ucrânia informaram que o cessar-fogo está sendo respeitado.

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Desde o início da nova temporada de comercialização de grãos, em julho, os dois países vêm atacando portos e embarcações na região do Mar Negro, paralisando o comércio agrícola local. A Turquia, que importa grãos da Rússia, liderou os esforços para estabelecer um cessar-fogo e retomar os embarques. Entretanto, autoridades russas afirmaram que não têm interesse em um acordo que deixe de abranger alvos de outros setores.

Apesar das perspectivas de normalização do comércio, as restrições aos embarques pelo Mar Negro continuam gerando preocupações com a oferta global, limitando parte da pressão sobre as cotações.

Na Ucrânia, os preços do trigo apresentaram tendência de baixa na última semana, acompanhando o comportamento do mercado de exportação e a demanda moderada de alguns consumidores. A maioria dos moinhos realizou compras em pequenos volumes, sem pressa nas aquisições, enquanto os agricultores continuaram retendo as vendas de trigo de qualidade, à espera de condições mais favoráveis.

Nos portos ucranianos, os preços do trigo para moagem e do trigo para ração recuaram de US$ 5 a US$ 10 por tonelada, para US$ 155 a US$ 172 por tonelada e US$ 144 a US$ 155 por tonelada, respectivamente, na condição CPT porto.

Os contratos com entrega em dezembro fecharam cotados a US$ 5,99 por bushel, com baixa de 11,25 centavos de dólar, ou 1,84%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em março encerraram a US$ 6,13 1/4 por bushel, com recuo de 9,75 centavos de dólar, ou 1,56%.

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Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Embrapa Trigo completa 52 anos de história – MAIS SOJA

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O Centro Nacional de Pesquisa do Trigo foi criado em 1974, na região norte do Rio Grande do Sul, com o objetivo de aumentar a produção do cereal nas lavouras brasileiras. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) foi criada em 1973, com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento agrícola nacional por meio da geração de conhecimento e soluções tecnológicas para melhorar a qualidade e produtividade do campo. Com sede em Brasília, DF, a Embrapa conta com 43 unidades, localizadas em importantes polos de produção agrícola no território nacional.

A inauguração do Centro Nacional de Pesquisa de Trigo (atual Embrapa Trigo) aconteceu em 28 de outubro de 1974. Foi a primeira unidade da Embrapa instalada fora da capital federal. Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, foi a cidade escolhida para sediar a Unidade, considerando a importância do trigo na região. O centro de pesquisa foi criado com o objetivo de contribuir para a redução da dependência do Brasil na importação de trigo, alavancando o desenvolvimento da cultura no País.

Ainda hoje, a placa oficial apresentada na cerimônia de inauguração está preservada na parede com a missão da Embrapa Trigo:  “Este centro dedicará todo o esforço à produção de trigo de que o Brasil necessite”.

Aumento de produtividade, redução dos custos de produção e expansão da área com cereais de inverno são alguns dos resultados gerados pela Embrapa Trigo nas suas cinco décadas de existência.

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Infraestrutura

As instalações da Embrapa Trigo estão distribuídas em três áreas no Brasil. A sede, localizada em Passo Fundo/RS, concentra a maior parte de infraestrutura laboratorial, administrativa e de apoio à pesquisa, com área total de 306 hectares. Em Coxilha/RS, está o campo experimental “Área II”, constituído, prioritariamente, por áreas de experimentação agrícola e produção de sementes em 110 hectares. Na região do Cerrado, a Embrapa Trigo partilha 223 hectares com outras Unidades um núcleo avançado de pesquisas (em estruturação), localizado em Uberaba/MG.

Atualmente, a equipe conta com 174 empregados distribuídos nos cargos de técnicos (48), assistentes (44), pesquisadores (42) e analistas (40). A gestão conta com Jorge Lemainski na Chefia Geral, Arminda Luciana D’ Avila na Chefia de Administração, Giovani Faé na Chefia de Transferência de Tecnologia e Mercio Strieder na Chefia de Pesquisa.

Fonte: Embrapa



 

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FONTE

Autor:Joseani M. Antunes (MTb 9693/RS) Embrapa Trigo

Site: Embrapa

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Sustentabilidade

Mato Grosso do Sul já plantou 2,5 milhões de hectares de soja – MAIS SOJA

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O plantio da soja em Mato Grosso do Sul alcançou 52,6% da área estimada para a safra 2026/2027, o equivalente a aproximadamente 2,5 milhões de hectares. Os dados são do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc.

O ritmo de semeadura está cerca de 4,8 pontos percentuais à frente do registrado no mesmo período da safra passada. A região Sul apresenta o maior avanço, com 61,8% da área semeada. Na região Centro, o plantio chegou a 38,9%, enquanto na região Norte 37,8% da área estimada foi semeada.

Três Lagoas registra 95% da área plantada, seguida por Laguna Carapã, com 85%. Aral Moreira, Douradina e Itaporã aparecem com 80% de avanço cada.

“As condições de umidade do solo favoreceram o avanço das máquinas em diferentes regiões. Ao mesmo tempo, as chuvas também estimularam o surgimento de plantas daninhas, especialmente nas regiões Centro, Oeste e Sul, exigindo atenção ao manejo das lavouras”, aponta o analista técnico da Aprosoja/MS, Lucas Santana.

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O cenário climático também está entre os pontos de atenção para o produtor. A previsão para o trimestre de outubro a dezembro indica influência de um El Niño muito forte, com possibilidade de temperaturas elevadas, ondas de calor, tempestades, ventos intensos e eventual ocorrência de granizo. A intensidade e a distribuição desses fenômenos, porém, dependem da interação com outros sistemas atmosféricos.

A estimativa do Projeto SIGA-MS para a safra 2026/2027 aponta uma área cultivada de 4,874 milhões de hectares, aumento de 5,5% em relação ao ciclo anterior. A produtividade média está estimada em 52,4 sacas por hectare, queda de 13,2%.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

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Site: Aprosoja MS

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Sustentabilidade

El Niño acende alerta para a armazenagem de grãos – MAIS SOJA

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A realidade do El Niño está posta. O fenômeno deve ganhar intensidade, com efeitos distintos conforme a região do país. No Sul, a tendência é de maior instabilidade, chuvas mais frequentes e períodos menores de sol. Para o produtor, isso pode significar dificuldades na colheita e grãos que chegam à armazenagem com uma carga maior de umidade. Em áreas do Centro-Norte, estiagens mais longas também podem trazer problemas à produção.

Mas os efeitos do clima não terminam quando a colheitadeira deixa o campo. Dentro dos silos, o calor e a umidade podem favorecer a deterioração dos grãos. Quando o ar úmido encontra superfícies mais frias, ocorre a condensação: formam-se gotas de água na estrutura, que podem pingar sobre a massa armazenada e provocar perdas.

Júlio Espel, diretor da Qualygran e distribuidor do Cycloar no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, chama a atenção para os desafios que começam no recebimento da safra. O aumento da umidade e a concentração da colheita em períodos curtos pressionam a estrutura de secagem e armazenagem. A produtividade e a velocidade da colheita cresceram, mas nem todas as unidades de recebimento acompanharam esse ritmo.

Para Espel, é preciso avaliar a estrutura disponível e os cuidados necessários para conservar o produto depois de armazenado. A atenção deve se estender às condições internas do silo, porque o trabalho não termina quando os grãos são depositados.

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No Centro-Norte, Adriano Mallet, distribuidor do Cycloar a partir de São Paulo, destaca a necessidade de reforçar os cuidados com grãos que chegam mais úmidos. “Com El Niño, vai colher grãos com mais umidade, com grãos tendendo para ardidos, trazendo fungos. É preciso trabalhar mais na secagem deste grão e cuidar bem da aeração.”

Já o distribuidor para o Paraná, Gilberto Sobzak, alerta para o risco de condensação no ambiente interno. “A umidade tende a aumentar no ambiente interno e, com a queda de temperatura, condensar, virar água que cai sobre os grãos, ocasionando perdas significativas para quem armazena.”

Uma das tecnologias disponíveis para auxiliar nesse controle é o sistema de exaustão Cycloar, que promove a renovação do ar no interior dos silos e contribui para reduzir o acúmulo de ar quente e úmido e a formação de condensação. A tecnologia complementa os cuidados com secagem, aeração e acompanhamento das condições dos grãos.

Em um período de condições climáticas desfavoráveis, acompanhar de perto o que acontece dentro dos silos é parte importante da estratégia para reduzir perdas, preservar a margem de lucro e proteger o resultado financeiro da safra.

Fonte: Assessoria de imprensa

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