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Sefaz-MT projeta receita líquida de R$ 42,1 bilhões no PLDO de 2027 e destaca equilíbrio fiscal com nota CAPAG A+

Audiência pública na Assembleia Legislativa detalhou 51 ações prioritárias, RGA de 5,3% para servidores e metas em infraestrutura, saúde e programas sociais
A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT) participou, nesta segunda-feira (19.10), da segunda audiência pública sobre o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para 2027. Realizada pela Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO) da Assembleia Legislativa, a audiência abordou as projeções de receitas, as metas fiscais e as ações prioritárias do Governo do Estado para o próximo ano.
De acordo com os dados apresentados, o PLDO prevê receita líquida de R$ 42,1 bilhões para 2027, enquanto o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), encaminhado à Assembleia Legislativa em 30 de setembro, apresenta uma estimativa atualizada de R$ 46,1 bilhões.
Segundo o secretário de Fazenda, Fábio Pimenta, a diferença ocorre porque os projetos foram elaborados em momentos distintos, e o PLOA incorporou dados mais recentes da arrecadação estadual.
“Na época da elaboração do PLDO, tínhamos apenas dois meses de arrecadação para projetar as receitas. Com os resultados registrados ao longo do ano, foi possível reavaliar essa estimativa, que já está atualizada no projeto da Lei Orçamentária Anual”, explicou Fábio Pimenta.
Para 2027, o PLDO estabelece 51 ações prioritárias nas áreas de educação, saúde, segurança pública, infraestrutura, assistência social e meio ambiente. Entre as iniciativas previstas estão melhorias na infraestrutura escolar, obras e manutenção de rodovias, investimentos em energia, saneamento e mobilidade, além da ampliação dos serviços de saúde e do fortalecimento da segurança pública.
Na saúde, uma das metas é a conclusão de 21 obras em estabelecimentos assistenciais, incluindo unidades hospitalares. Na área habitacional, o Programa SER Família Habitação – Entrada Facilitada prevê a aprovação de 20 mil subsídios. Também estão previstos mais de 80 mil atendimentos voltados à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher.
O PLDO também contempla a Revisão Geral Anual (RGA) de 5,3% para os servidores públicos estaduais, com impacto estimado em R$ 862,6 milhões, e prevê R$ 13,21 bilhões em renúncias fiscais para 2027.
A vice-governadora eleita, Gisela Simona, acompanhou a audiência pública e ressaltou a importância do planejamento orçamentário para garantir a execução das políticas públicas, especialmente aquelas destinadas à população mais vulnerável.
“É no orçamento que começa a execução das políticas públicas. Sabemos que as pessoas mais vulneráveis são justamente as que mais dependem da atuação do Estado. Por isso, é importante acompanhar esse planejamento para garantir que as ações saiam do papel”, afirmou Gisela Simona.
Equilíbrio fiscal e planejamento
Durante a audiência, o secretário de Fazenda, Fábio Pimenta, destacou que Mato Grosso mantém indicadores favoráveis de endividamento, poupança corrente e liquidez, que contribuíram para a classificação CAPAG A+, classificação relacionada à Capacidade de Pagamento, atribuída pela Secretaria do Tesouro Nacional. Segundo ele, o endividamento estadual, que há cerca de oito anos representava aproximadamente 40% da receita, atualmente está abaixo de 10%.
“O equilíbrio fiscal alcançado nos últimos anos permite ao Estado manter sua capacidade de investimento e garantir a continuidade das políticas públicas. Nosso compromisso é preservar essa condição, com responsabilidade na gestão dos recursos, para que Mato Grosso continue mantendo a classificação CAPAG A+”, destacou Fábio Pimenta.
O secretário adjunto do Orçamento Estadual, Ricardo Capistrano, também participou da audiência e apresentou iniciativas para modernizar o planejamento orçamentário, incluindo a implementação do Marco Orçamentário de Médio Prazo e da metodologia de revisão de gastos públicos (Spending Review).
A revisão de gastos representa uma inovação estrutural na gestão orçamentária estadual, ao incorporar a avaliação sistemática das despesas e dos resultados das políticas públicas. A metodologia busca identificar oportunidades de economia, aprimorar a alocação dos recursos e direcionar os investimentos às ações que gerem melhores resultados para a população.
“Queremos ampliar a visão do orçamento, deixando de trabalhar apenas com uma perspectiva anual para incorporar o planejamento de médio e longo prazo. Precisamos direcionar os recursos às ações que efetivamente serão executadas, com foco nos resultados e na melhoria da qualidade do gasto público”, explicou Ricardo Capistrano.
Também participaram da audiência os deputados estaduais Carlos Avallone, Wilson Santos, Chico Guarnieri e Dr. João.
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Projeto mapeia impactos econômicos e sociais do turismo de observação da onça-pintada no Pantanal

Iniciativa da TOVS e WWF-Brasil analisa cadeia de serviços na Transpantaneira e no Parque Estadual Encontro das Águas; pesquisa pública segue aberta até 9 de novembro
O turismo de observação da onça-pintada já é um dos principais atrativos do pantanal mato-grossense, movimentando uma cadeia de serviços que envolve hospedagem, alimentação, transporte e condução de visitantes. Para compreender melhor os impactos econômicos e sociais dessa atividade, a Associação Nacional de Turismo de Observação de Vida Silvestre (TOVS) e a WWF-Brasil realizam, em parceria, o projeto “Transformando a onça-pintada em um ativo para o Pantanal”.
O levantamento abrange um território de 145 km, que se estende da Transpantaneira até o Parque Estadual Encontro das Águas, uma das regiões de destaque para a observação de onças-pintadas em Mato Grosso. A iniciativa busca reunir informações sobre a importância econômica da atividade, a distribuição dos benefícios gerados pelo turismo e as condições necessárias para seu desenvolvimento sustentável.
Iniciado em outubro de 2026, o projeto tem previsão de entrega final em março de 2027. Uma das etapas é a pesquisa aberta ao público, iniciada no dia 13 de outubro, por meio do site e das redes sociais, com prazo para participação até 9 de novembro.
Além da coleta de informações on-line, o levantamento conta com uma etapa presencial, entre os dias 18 e 22 de outubro, em Porto Jofre e ao longo da Transpantaneira. Durante esse período, estão sendo realizados diálogos com a comunidade local, gestores públicos municipais, guias, condutores e demais profissionais que integram a cadeia do turismo de observação da onça-pintada.
A pesquisa também contempla a percepção de turistas, operadores, meios de hospedagem e proprietários rurais. Entre os pontos analisados está à disposição dos visitantes em contribuir com uma possível taxa de conservação ambiental.
De acordo com a vice-presidente da Associação TOVS, Suzi Camargo, apesar da visibilidade que o turismo de observação da onça-pintada já conquistou, ainda existem informações importantes que precisam ser levantadas para compreender melhor o potencial econômico da atividade.
“Queremos entender como o valor da onça viva pode se traduzir em conservação e benefícios para quem vive no território, quais são benefícios e como eles se distribuem”, explicou.
Para o secretário adjunto de Turismo da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Luis Carlos Nigro, a participação dos empresários, hoteleiros e demais profissionais do setor é essencial para que o levantamento represente a realidade da atividade turística no Pantanal.
“Quanto mais informações forem reunidas, melhor poderemos compreender as demandas, identificar oportunidades e planejar ações que fortaleçam o turismo na região. Esse levantamento pode contribuir para tornar Mato Grosso um destino cada vez mais competitivo, valorizando nossas riquezas naturais e gerando novas oportunidades de emprego e renda”, destacou Nigro.
Além de contribuir para o planejamento turístico, os resultados poderão auxiliar o poder público e a iniciativa privada na tomada de decisões, permitindo identificar desafios, oportunidades de investimento e melhorias na organização da atividade.
Segundo Suzi, um dos principais objetivos é compreender como os recursos gerados pelo turismo circulam entre os diferentes setores da economia local, garantindo que o desenvolvimento da atividade também represente oportunidades para as comunidades pantaneiras.
“Essa escuta é fundamental: o crescimento do turismo precisa ser acompanhado pela ampliação das oportunidades e pela valorização de quem vive e trabalha no Pantanal”, ressaltou.
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Chuvas intensas atrasam plantio da soja na safra 2026/2027 no Paraná
As chuvas intensas registradas em outubro têm dificultado o plantio da soja na safra 2026/2027 no Paraná. Apesar de um início acelerado, o estado já não lidera o avanço nacional na semeadura.
Avanço do plantio no Paraná
De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), até o dia 16 de outubro, 39% da área prevista para a soja no Paraná já havia sido semeada. A área total estimada para a cultura no estado supera 5.700.000 hectares.
Comparativo nacional
No levantamento da Conab, o plantio nacional chegou a 30,1%, com Mato Grosso liderando com mais de 60% da área semeada.
Impacto das chuvas e do El Niño
A semeadura no Paraná começou acima da média histórica, em parte devido à preocupação dos produtores com os efeitos do El Niño. Em algumas cidades, as chuvas de outubro já superaram a média histórica do mês, e a continuidade dos trabalhos no campo depende da regularização do clima.
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VG regulamenta incentivo fiscal para prestadores de serviços do Aeroporto Marechal Rondon

A Prefeitura de Várzea Grande regulamentou os procedimentos para adesão ao Programa de Incentivos Fiscais do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), destinado aos prestadores de serviços do Terminal de Cargas Doméstico e Internacional do Aeroporto Internacional Marechal Rondon.
A medida foi oficializada pela Portaria nº 24/SMGF/2026, publicada no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios do Estado de Mato Grosso nesta terça-feira (20). A norma estabelece os procedimentos para a concessão da alíquota de 2% de ISSQN e detalha as regras para adesão e manutenção do benefício.
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, destacou que a iniciativa busca estimular a atividade econômica, ampliar as oportunidades de emprego e gerar benefícios para a população, além de contribuir para a arrecadação municipal.
“Fala-se que incentivo fiscal só beneficia empresário, mas esse que estamos oficializando, não. Ele beneficia toda a população, que terá mais empregos e oportunidades. Além disso, com os recursos arrecadados pelo ISSQN, teremos melhorias nos serviços prestados em nosso município, como saúde e educação”, afirmou a prefeita.
Assinada pela secretária municipal de Gestão Fazendária, Lucinéia Ribeiro, a portaria regulamenta o Decreto nº 65, de 3 de agosto de 2026, e estabelece regras para adesão, análise dos pedidos, concessão, implementação, acompanhamento e eventual exclusão de beneficiários do programa, instituído pela Lei Complementar nº 5.452, de 21 de outubro de 2025.
O incentivo prevê a aplicação da alíquota de 2% de ISSQN exclusivamente sobre as receitas das atividades contempladas pelo programa, desde que sejam cumpridas as condições estabelecidas na legislação. As demais atividades exercidas pelos prestadores de serviços continuam sujeitas às alíquotas previstas na legislação tributária municipal.
A portaria também estabelece mecanismos de acompanhamento anual para verificar se os beneficiários continuam atendendo às exigências legais. Para isso, deverá ser apresentada a Declaração Anual de Manutenção dos Requisitos até o último dia útil de março de cada ano, referente ao ano-calendário anterior, a partir do ano seguinte ao da homologação do benefício. O documento deverá ser acompanhado de demonstrativo das receitas provenientes das atividades incentivadas e das demais atividades.
Conforme a publicação, a administração municipal também poderá realizar verificações extraordinárias, inclusive por meio de cruzamento de dados, denúncias ou identificação de indícios de descumprimento das condições do programa.
Caso sejam constatadas irregularidades, o beneficiário deverá ser notificado e terá dez dias úteis para apresentar defesa, prazo que poderá ser prorrogado por igual período mediante justificativa. A exclusão do programa dependerá de processo administrativo, com garantia do contraditório e da ampla defesa.
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