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20 de outubro de 2026

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Crédito emergencial garante até R$ 30 mil a produtores rurais prejudicados por temporais

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O governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), anunciou uma linha de crédito emergencial para apoiar produtores rurais de Mogi das Cruzes afetados pelas fortes chuvas registradas em setembro de 2026.

O Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap) disponibilizou R$ 2 milhões para financiamentos de até R$ 30 mil por produtor, taxa de juros de 3% ao ano, prazo de pagamento de até 60 meses e carência de até 12 meses.

Os recursos serão destinados à recuperação da capacidade produtiva e à retomada das atividades agropecuárias, podendo ser utilizados na aquisição de insumos, replantio, recomposição de áreas produtivas, reparos em estruturas e instalações, além da reposição de máquinas e equipamentos danificados pelos temporais.

“O produtor que perdeu o trabalho de meses na chuva precisa de agilidade para recomeçar. É isso que entregamos com essa linha emergencial: recurso novo na mão e a prorrogação das parcelas antigas, para que ele não tenha mais essa despesa agora. Queremos que o dinheiro chegue na ponta no tempo que o campo exige”, afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho. 

A medida também permite a liberação de recursos para despesas com fertilizantes, corretivos, defensivos agrícolas, mudas, sementes, rações, suplementos e medicamentos destinados à produção agropecuária, adquiridos até 180 dias antes da formalização do financiamento, desde que comprovados e vinculados à atividade financiada.

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A iniciativa também possibilita aos produtores atingidos solicitar a prorrogação de parcelas de financiamentos já contratados pelo Feap, conforme as condições estabelecidas na deliberação, ampliando as alternativas de apoio à recuperação das atividades rurais.

Como acessar o financiamento?

Para solicitar o crédito, os produtores rurais deverão procurar a Casa da Agricultura da CATI ou o escritório local do Instituto de Terras de São Paulo (Itesp) até 31 de dezembro de 2026. Após a avaliação e comprovação dos prejuízos, um técnico habilitado elaborará o Plano Simples, com as necessidades de recuperação da atividade produtiva. A proposta será encaminhada à Desenvolve SP para análise e contratação.

A aplicação dos recursos será acompanhada pelas equipes técnicas responsáveis, e os beneficiários deverão apresentar os comprovantes fiscais em até 30 dias após a liberação de cada parcela ou, em caso de liberação única, do valor total do financiamento.

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Tocantins decreta emergência por seca em todo o estado por 180 dias

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O governo do Tocantins decretou situação de emergência em todo o estado por 180 dias em razão da estiagem prolongada. O Decreto nº 7.251 foi divulgado nesta terça-feira (20). Segundo o governo estadual, os levantamentos feitos por órgãos públicos poderão servir de base para que produtores atingidos solicitem apoio financeiro, mais prazo para cumprir obrigações ou renegociação de dívidas, desde que atendidas as exigências legais.

O decreto considera prejuízos à agropecuária e riscos de queimadas e incêndios florestais. Dados do Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) indicam que, em agosto, cerca de 95% do território tocantinense apresentava algum grau de seca. A área classificada como seca moderada passou de 33,57% em julho para 57,44% em agosto.

A coordenação da resposta ficará com o Corpo de Bombeiros Militar, por meio da Defesa Civil. O órgão vai articular o atendimento a municípios e famílias afetadas, inclusive com abastecimento emergencial de água. No campo, a Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro), com apoio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), será responsável por contabilizar as perdas e orientar os produtores sobre os instrumentos de apoio disponíveis.

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O cenário ocorre no início do plantio da soja 2026/27 no estado. A semeadura está liberada desde 1º de outubro, mas ainda era pontual, segundo avaliação divulgada em 14 de outubro pela Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado do Tocantins (Aprosoja-TO). De acordo com o vice-presidente da entidade, Thiago Facco, houve chuva suficiente para o plantio em algumas microrregiões, principalmente no Vale do Araguaia, enquanto parte dos produtores seguia aguardando novas precipitações.

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Segundo a Aprosoja-TO, com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a soja ocupa cerca de 1,6 milhão de hectares no Tocantins. A entidade espera pequeno aumento de área nesta temporada. Facco também citou taxa de juros elevada, dificuldade de crédito e nível de endividamento entre produtores como fatores de cautela neste ciclo.

Com a emergência decretada, o governo estadual passa a organizar a resposta à estiagem e o levantamento dos prejuízos no campo, enquanto a safra de soja avança de forma pontual em parte do Tocantins.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Hortec debate mercado de hortifruti e produção regional em Dois Vizinhos

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A 4ª Hortec será realizada em 22 de outubro, no Parque de Exposições de Dois Vizinhos, no Sudoeste do Paraná, com foco no mercado de frutas, hortaliças e nas oportunidades de ampliação da produção regional. A programação inclui palestra do Departamento de Economia Rural (Deral), debates técnicos, minicursos e atividades voltadas à comercialização e ao cooperativismo.

Organizado pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), em parceria com a União de Ensino do Sudoeste do Paraná (Unisep) e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), com apoio da Cresol, o encontro também reúne o IX Workshop de Hidroponia do Sudoeste do Paraná e o III Seminário Sudoeste de Cooperativismo.

A abertura técnica está marcada para as 9h, com palestra do engenheiro agrônomo Paulo Andrade, responsável pela área de horticultura do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Ele vai apresentar um panorama da hortifruticultura no Sudoeste e as potencialidades de mercado para frutas, hortaliças e flores. Às 10h30, o tema será aprofundado em painel com profissionais do setor.

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Em Dois Vizinhos, dois exemplos citados de desempenho na produção local são a melancia e o tomate. Dados do Valor Bruto da Produção (VBP) mostram que a melancia avançou 47,8% entre 2022 e 2025, de R$ 670 mil para R$ 990 mil. No mesmo período, o tomate de primeira safra teve alta de quase 10%, de R$ 935,4 mil para R$ 1,02 milhão.

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Segundo Paulo Andrade, a região ainda depende do abastecimento de outras áreas para atender à demanda por determinados produtos hortícolas. A ampliação da oferta local foi apontada como oportunidade de comercialização nos mercados regional e estadual, além do fornecimento a programas institucionais de compra da agricultura familiar, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

À tarde, a programação prevê visita aos estandes a partir das 13h e minicursos às 14h. Os temas incluem produção de cachaça de alambique, cultivo semi-hidropônico de morango, manejo de frutíferas em clima subtropical, bioeconomia e sustentabilidade, cultivo de orquídeas e produção de kokedamas, além de conservação de frutas e hortaliças com aproveitamento de resíduos.

A Hortec será realizada das 9h às 17h30, no Parque de Exposições de Dois Vizinhos. As inscrições custam R$ 10, com almoço incluso. A programação também inclui oficina sobre mercados e organizações da agricultura familiar, com orientações sobre comercialização e estratégias para fortalecer a atuação dos produtores.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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Custo de produção da soja e do milho dispara em MT e pressiona rentabilidade do produtor, diz Imea

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Os custos de produção da soja e do milho para a safra 2026/27 em Mato Grosso registraram alta em relação ao ciclo anterior, pressionando as margens de rentabilidade dos produtores. O cenário é agravado pelo encarecimento dos insumos agrícolas, pelas despesas operacionais e pelo risco de perdas de produtividade associado ao fenômeno El Niño.

Os dados fazem parte do Projeto Custo de Produção Agropecuária (CPA-MT), desenvolvido pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) em parceria com o Senar-MT, e foram divulgados em outubro de 2026.

Custo do milho sobe 14,6% e supera receita do produtor

Para a safra 2026/27 de milho, o Custo Operacional Efetivo (COE) foi estimado em R$ 5.508,23 por hectare, avanço de 14,61% em relação à temporada anterior. Na comparação mensal, a elevação foi de 0,01%.

Segundo o Imea, o aumento foi impulsionado principalmente pelos preços dos insumos, pelas despesas financeiras e pelos custos de pós-produção.

Considerando o preço médio de comercialização de R$ 48,69 por saca, registrado em setembro, e a produtividade projetada de 119,64 sacas por hectare, a receita bruta estimada é de R$ 5.824,88 por hectare, queda de 1,46% em relação à safra anterior.

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Apesar da redução das margens, a receita ainda supera o COE em 5,75%. Entretanto, quando são consideradas as despesas com depreciação e pró-labore, o Custo Operacional Total (COT) chega a R$ 6.070,09 por hectare, valor 4,04% superior à receita projetada.

Na prática, isso significa que, embora a receita estimada seja suficiente para cobrir os custos operacionais efetivos, ela não cobre integralmente os custos totais da atividade.

O cenário exige atenção dos produtores, uma vez que eventuais perdas de produtividade ou novas quedas nos preços de comercialização podem comprometer ainda mais a rentabilidade.

No mercado físico, as cotações do milho também apresentaram recuo em Mato Grosso. O preço médio ficou em R$ 46,50 por saca, queda semanal de 2,60%, refletindo a menor atratividade das negociações e a pressão das cotações internacionais.

Soja: custo de produção ultrapassa R$ 8,2 mil por hectare

Na cultura da soja, o custo total de produção para a safra 2026/27 foi estimado em R$ 8.210,31 por hectare, aumento de 6,96% em relação ao ciclo 2025/26.

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Entre os principais fatores que explicam a elevação está o aumento de 23,85% nas despesas com operações mecanizadas, influenciado pelos impactos dos conflitos no Oriente Médio.

Outro fator de pressão foi a valorização de 10,10% nos preços dos defensivos agrícolas.

Com isso, o custo de custeio da lavoura chegou a R$ 4.324,87 por hectare, alta de 3,43%, equivalente a R$ 143,61 por hectare, na comparação entre as duas safras.

O aumento só não foi maior devido à redução de 21,96% nos preços das sementes, que ajudou a compensar parcialmente a elevação das demais despesas.

El Niño aumenta riscos para a rentabilidade

Além da pressão dos custos, os produtores de soja de Mato Grosso enfrentam incertezas relacionadas às condições climáticas da safra 2026/27.

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Segundo o Imea, os riscos associados ao El Niño podem afetar a produtividade das lavouras e, consequentemente, reduzir a receita bruta dos agricultores.

Diante desse cenário, o instituto destaca a importância da atenção aos preços de comercialização, já que a combinação de custos elevados e possíveis perdas de produtividade tende a estreitar ainda mais as margens financeiras da atividade.

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